Domingo, 10 de Abril de 2011

Preparando eleições em congresso

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Perguntava José Sócrates, no seu empolado discurso, - que vi gravado, como pedi que mo fizessem - e como é seu timbre, se o partido – aqueles que, por consabidas razões ali tinham de estar não obstante o dia, algo quente e bem soalheiro já convidasse a outras “diversões” -  estava ou não com ele.

Claro! Um vozeirão enorme logo se ouviu numa indiscutível manifestação de apoio!

É bom de ver que nem outra coisa seria de esperar. E o “semi-partido” – que o verdadeiro, o anónimo, esse a que pertenço, estava ausente - disse-lhe que sim, que estava. Toda aquela parte do partido estava com ele. Os “boys” e os aspirantes ao título. Os que já estavam governados, mas que viverão sempre com o receio de que, um dia, a careca se lhes venha a descobrir com os correspondentes escândalos públicos que provocará mas confiantes em que a que a Justiça, complacente como é, os não puna, e aqueles que, de algum modo, esperavam vir a está-lo…

Por isso direi que é bom que se entenda e que se entenda de uma vez por todas: - o partido socialista tripartiu-se e é hoje formado pelos “socialistas”, pelos "alegristas" e pelos “sucialistas”; e os que estavam com ele eram precisamente, e só, os "alegristas" (alguns apenas) e os “sucialistas” (e estes já são tantos que não só enchiam a sala como também, tentacularmente se tendo multiplicado qual amebas e parasitando em termos de esforço, conseguiram, mesmo assim, esbanjar os recursos da Nação) mas só os “sucialistas” porque os “socialistas”, a outra parte de um grande Partido adormecido e aparentemente esfrangalhado, a que pertenço, esses não estavam lá, ou, se o estavam, era como anónimos observadores ou temerários interventores, como foi o caso de Ana Gomes, para quem a rosa já terá cheirado mal, e o do jovem que ofereceu a “t-shirt” a Almeida Santos - que a não recusou e antes lha agradeceu com um obrigado bem sonoro e repetido, observe-se também  - nem jamais o apoiarão por uma razão tão simples como esta:  - não somos nem nunca seremos apoiantes de mentirosos ou farsantes por muito bem que vistam (pelos vistos em Nova Iorque!), falem, gesticulem e pareçam, como, se estivesse vivo, certamente teria dito o poeta Aleixo...

Nós não estávamos lá nem apoiaremos Sócrates… Por isso a nossa resposta teria sido um rotundo “NÃO”!

Assim, mais uma vez neste inglório esforço de pretender esclarecer um Povo que não lê e facilmente se deixa empolgar pelos títulos bombásticos de jornais e pelas imagens de uma televisão “hipotecada”, uma pergunta deixarei aqui no ar: - qual é o “vigarista” que não tem boa aparência, ar convencido e arrogantemente convincente e que bem sabe como impressionar os papalvos, os simples que se deixam ludibriar caindo, como soi dizer-se nas gírias policiais e jornalísticas, no “conto do vigário”?

Sócrates é bom naquilo que faz. Todos os bons profissionais contadores do conto do vigário o são. Nós o sabemos e contra eles, na medida do possível, nos vamos precavendo...

Idiotas são os que se deixam levar pelas suas palavras e promessas. Não me julgo um desses e, como eu, sei que a maioria não o será também. Por isso mesmo algo teremos a fazer no dia do voto: - escolher a mudança e acreditar que do mal deverá ser o menor o escolhido...

 

 

publicado por Júlio Moreno às 10:31
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