Sábado, 7 de Maio de 2011

Sócrates versus Passos Coelho

                         

Linguareja Sócrates, não no seu “perfect English” mas no seu “feirante”, embora correcto português, há que reconhecê-lo – ao menos isto! - que a Passos Coelho faltará a experiência política dos que não têm ainda qualquer obra feita.

Estranha e bem reveladora da incapacidade mental deste genial político que, quando se “cava” um pouco mais profundamente no interior do seu fecundo intelecto, terá de ser considerada esta afirmação já que, como bem se compreende, ninguém poderá apresentar trabalho ou obra antes mesmo de o ter iniciado e a haver feito!

Mas, dando de barato as considerações feitas e antes aceitando o desafio que, tão impessoalmente nos é feito, sigamos um pouco o genial raciocínio de Sócrates e analisemos, com o detalhe que pudermos e através do que nos tem sido dado conhecer, como serão estas duas personalidades e qualidades pessoais, profissionais, cívicas  e políticas ora em confronto: - a de Passos Coelho e a dele próprio.

Comecemos pelo senhor Sócrates:

Quanto ao senhor José Sócrates que sabia ele antes de se iniciar na política, primeiro no PSD e depois no PS para onde se terá transferido porque talvez tenha pressentido que aí não haveria lugar ao que a sua desmedida ambição requereria? Nada, ou melhor, tanto como os outros…

Fraudulentamente se terá então iniciado, fabricando um Diploma que, por estranha magia e de um sábado para uma segunda-feira, o transformou de mero agente técnico de engenharia – que, numa modesta Câmara de província, clandestinamente, ao que supomos, fazia, entre outros, alguns desenhos de aproveitamento de coberturas de currais de gado para pequenos pisos destinados à habitação – o transformou, dizíamos, em engenheiro civil – mas sem estar inscrito na respectiva ordem, como já em tempos publicamente o afirmou o seu Bastonário – isto numa Faculdade reconhecida pelas tropelias a que as suas Direcção a Reitoria se dedicavam e que, a tais dilates chegaram que, pouco depois, foi mandada encerrar pelo então Ministro Mariano Gago que tinha a seu cargo a supervisão do Ensino Superior.

Segundo julgo, assessor, Secretário de Estado, Ministro e Primeiro Ministro – metido em grandes e graves embrulhadas, ainda longe de um cabal e completo esclarecimento porque a tal têm obstado as constantes “portas clubísticas” que constantemente se fecham quer à investigação quer à própria Justiça – eis que deixa Sócrates, como corolário final da sua “longa experiência”, um País em bancarrota, por muitos já desacreditado - especialmente por “cães que não conhecem o dono”, como será o caso de um certo País europeu -  e com uma dívida de mais de cento e sessenta mil milhões de euros ás costas que nem os meus netos irão ter tempo de resgatar por completo!

Prossigamos com Passos Coelho:

Quanto a Passos Coelho, parece-nos interessante referir que ele terá vindo do “berço” de Sá Carneiro, que já foi líder de uma juventude – a social-democrata -  tarefa sempre difícil e a requerer, como todos bem sabemos, um verdadeiro espírito de liderança já que toda a juventude é, por definição, propensa a ser “do contra”, mormente quando esse “contra” é representado por um chefe!

E Passos Coelho foi-o. Foi-o e soube sê-lo.

A certo momento, porém, decidiu retirar-se e pensar a sério na sua própria valorização pessoal que, de forma alguma, queria obtida somente à custa da política e da capacidade verbal e comunicacional com que fora dotado. Assim, licenciou-se e prestou provas de cidadania como gestor e professor, possuidor que era – e é – de Diplomas genuínos. Hoje, porque a chama do ardor político nunca nele se apagara e porque se deu conta, como a maioria dos portugueses que ainda ostentam a sigla NPH (não politicamente hipotecados), decidiu que era chegado o tempo de dar o seu contributo ao País, o que fez em Congresso, onde se apresentou livre de “encargos” e onde foi eleito – como em tempos o fora já Cavaco Silva  – líder do maior partido português: - o PSD.

Digo maior e estou bem consciente do que digo já que será o único onde o social – “o meu social” e a minha concepção de socialista – com “o” -  que me sinto e sou - e a verdadeira democracia andarão de mãos dadas e ao serviço dos seus Povos.

Assim, eleito líder do PSD e dado o estado em que veio encontrar o País, não se estranhará que se tenha decidido a recomeçar a política, em termos oficiais, mas agora já em S. Bento. E como para tudo há sempre um momento para se começar, será aí que irá iniciar o seu longo, e que espero valoroso, percurso político, ao serviço de um velho País que bem carecido está de gente jovem, séria e valorosa que o reedifique e retorne aos sãos princípios ancestralmente herdados dos seus maiores.

Sendo esses os meus ardentes votos, se não for eu mesmo, outros, que depois de mim vierem, os ajuizarão, fazendo-o não só por mim como também por todos…

Como se vê e pelo que acima ficou dito, é inteiramente injusta e deve considerar-se como muito pouco relevante e nada procedente a crítica que Sócrates e os seus apaniguados fazem a Passos Coelho: - falta de experiência!

Mas que o dizem, dizem, só que não especificando bem a que tipos de experiência se quererão referir…

publicado por Júlio Moreno às 16:08
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