Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

A eleição do Presidente da Assembleia

                Dr. Fernando Nobre

 

Assisti hoje, pesaroso, ao que é, de facto, a chamada actividade política quando aliada à esperteza e ao maior descaramento.

Passos Coelho, como líder incontestado do PSD apresentou, como lhe competia, o seu candidato à Presidência da Assembleia da República. Como acentuou o veterano António Costa, uma das mais legítimas vozes do PS, caberia aos deputados seguir a “praxe” e dar o seu “agreement” ao nome que viesse a ser proposto pelo líder do partido mais votado – o PSD. A alegada ignorância do exercício de tal cargo não colhe pois, com a capacidade de iniciativa que mundialmente lhe é reconhecida, Fernando Nobre muito em breve “aprenderia” a dirigir os trabalhos da Assembleia sendo pouco provável que viesse a ser chamado a substituir o Presidente da República embora tal hipótese não pudesse nem devesse nunca ser enjeitada à partida. Mas também para tais funções lhe reconheceríamos capacidade e mérito – a capacidade e o mérito dos que vão à luta e não se limitam a papaguear discursos ou distribuir beijinhos e promessas em feiras…

Passos Coelho, foi líder, foi homem, português e cumpriu.

Demonstrou-me claramente que é, de facto, o primeiro ministro que escolhi para o meu país. Lho agradeço daqui.

O que me entristece e me causa apreensão – devo dizê-lo – é o facto de se terem, quanto a mim, provado dois factos muitíssimos relevantes e a ter em conta para o difícil período que se aproxima:

1º - Que o PS anda à deriva e não se encontrou ainda após o terrível período que passou sob o pérfido comando de Sócrates;

2º - Que o CDS-PP não é parceiro fiável e que Passos Coelho deve manter-se atento a este seu aliado pois, como o Povo diz, “com amigos assim não precisará de inimigos”.

Competia ao CDS, mantida que fora durante a primeira votação a sua posição de recusa a Fernando Nobre, coerentemente por haver sido de há muito anunciada, dar a mão ao seu parceiro de coligação na segunda volta demonstrando-lhe, assim, que era, na verdade, um aliado de confiança.

Não o fazendo, demonstrou, e bem inequivocamente, precisamente o contrário: - Paulo Portas, que ainda não perdeu o seu jeito de redactor do finado “Independente” e de político de segunda linha, não é parceiro em quem se possa confiar.

Passos Coelho deve dedicar, pois e no futuro, muito do seu tempo à observação dos movimentos do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros já que, quanto aos demais, lhes reconhecemos, "a priori", não só competência como muito principalmente carácter…

publicado por Júlio Moreno às 19:50
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1 comentário:
De contoselendas a 22 de Junho de 2011 às 13:03
Hoje em dia a onde os compadrios e o dinheiro mandam nas decisões "éticas" dos diferente quadrantes da vida social o PSD só se pode queixar de quem elegeu nas suas listas para a não nomeação de Fernando Nobre.É verdade que 108 votos não lhe davam esse cargo politico, obteve na 1ª votação- 106 Votos na 2ª, para ridículo, 105 votos. O PSD não esteve unido, ai começa o grande mal deste governo. Quanto ao CDS/PP não sei como ainda exista quem acredite/confie em Paulo Portas. Chego por vezes a pensar que as siglas PP serão a abreviatura do nome deste senhor que no governo é perito em comprar submarinos.

Abraços

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