Sábado, 15 de Dezembro de 2012

De que está a América à espera depois de colocar o mundo ocidental de luto?

 

Sim, e de que está a América à espera para tomar medidas que acabem de uma vez para sempre com este tipo de assaltos e assassinatos em massa que vêm acontecendo nas escolas, superiores, secundárias, agora primárias e qualquer dia nos infantários?

 

De que estão os Estados Unidos à espera, e também a Europa – recorde-se a Noruega! - para terminarem de uma vez por todas com este tipo evolutivo de perigosíssima psicopatia social perfeitamente localizavel, alimentada em grande parte que é por jovens regresados das guerras (Vietnam, Iraque, Afeganistão, ou perlas "conservadoras"recordações do tempo dos índios e dos cowboys de revólver ("colt") à cinta ou ódios étnicos constantemente acicatados por realizadores cinematográficos – eles próprios e na sua maioria grandes e gananciosos psicopatas! – que, para ganharem uns dólares ou uns euros, propagandeiam o crime e a violência cada vez mais brutal e sem limite à vista, socorrendo-se dos "extraordinários peritos" galardoados por conseguirem efeitos especiais de carros explodindo ou a despistarem-se, edifícios a desmoronarem-se, loucas correrias automobilIsticas em cidades hiper-congestionadas de trânsito automóvel e pedestre? De que estão à espera os donos das televisões públicas ou privadas para se auto-coibirem de mostrar, repetindo até à saciedade, imagens de tragédia de desastre, de sexo, de luto e de miséria?! Que saibamos, em Portugal existe uma "coisa" chamada Alta Autoridade exactamente para se ocupar, entre outros, de assuntos como estes!

 

É por ser democrático? Basta, como aqui fazemos, colocar a bolinha vermelha no canto dos visores para que as suas consciências fiquem tranquilas e prontas a dizer: “Eu?... Eu nada tenho a ver com isso!...” – ou o que será pior ainda “faço-o porque vivo e pertenço a um país livre!!... Basta isso, melhor, basta-nos isso?...

 

É este o preço da liberdade? O estarmos à mercê de consciências mal formadas e sem terem ninguém que as trave a não ser “depois” do mal consumado, da tragédia vertificada, de mais umas equipas de noticiaristas esfregando as mãos de contentamento porque venderam mais ou subiram no top das audiências, com magistrados, alguns duros outros complacentes, com justificado receio das consequências dos seus veriditos em relação a si mesmos e aos seus e que, por isso mesmo, muitas vezers serão permeáveis às pressões “mafiosas” ou de mera loucura colectiva a que a sua relativa menoridade e pouco experiência de vida não deverão ser indiferentes?

 

Se este é o preço da liberdade, então eu não a quero.

 

Prefiro viver num regime "totalistarista", dito ditatorial, onde tenha a sorte de vir e ter – como já tive - umas mentes esclarecidas que se encarregavam de ver e providenciar o que os outros não viam ou se o viam nada providenciavam?

 

Tenho já bastante idade para poder comentar os regimes sob os quais vivi e sob os quais passei a viver e, perante o que vejo, perante as vergonhas do que se passa neste pequeno País, integrado numa Europa de há muito viciada e pôdre, desde as prisões sem culpa nem julgamento nem condenação e de que o Estado pretensamente pretende alhear-ser, como foi e continua sendo o meu caso, até à venalidade a que assisto com enriquecimentos flagrantemente ilícitos e que tantos pretendem recusar, provavelmente com justificado receio de virem a ser apanhados na onda da maré,caso esta mude, alegando para isso as mais variadas razões: - inversão do ónus da prova – situação e alegação ridícula! – e outros obstáculos como os de a lei já o prever – mas ao que sabemos nunca foram aplicados os seus prtinc´pios e os prevaricadores continuam à solta e bem colocados na vida! -sem terem a coragem de dizer e proclamar aos quatro ventos de que as leis se fizeram para proteger o homem e que, quando notoriamente o não fazem, devem ser mudadas como será o caso desta que de há muito se impõe pois vemos gente que veio para a política com uma mão atrás e outra à frente e hoje são senhores “doutores sem cursos ou com diplomas falsificados” vivendo à larga e à francesa – concretamente em Paris onde todos nós conheçemos um deles… - ! Enfim uma vergonha.

 

Impõem-se pois que a consciência do Estado ou de um homem de Estado se encarregue de fazer como dantes acontecia: - ainda a gentuça congeminava e programava os seus golpezinhos  – nunca com a violência daqueles a que hoje assistimos – e já havia quem deles se ocupasse e os arrecadasse pelo tempo necessário a desistirem de os levar por diante.

 

Saía-se à rua à noite, viam-se as montras iluminadas e a tranquilidade dos sono reparador de quem trabalhava para o bem comum era uma constante.

Mas, perante os factos como este ocorrido na América, eis o que proponho que se faça:

 

. Uma revista minuciosa e anti-democrática, pesoal e domiciliária, a todos os jóvens que evidenciem ou não tendencias anormalmente belicosas e se lhes retirem as armas que possuam;

 

- O mesmo e com mais rigor efectuar àqueles que jóvens ainda tenham regressado das guerras do Iraque e particularmente do Afeganistão. apreendendo-lhes todas e quaisquer armas que possuam e estabelecendo rigorosas medidas de protecção à distância de todos com quem eles privem em situações de confronto ou com propensão para tal;

 

. Exigir um moroso e complexo proceso (talvez até mesmo dissuasor!) para que um logista vendedor de armas possa vender um canivete que seja quanto mais armas modernas, sofisticada e com elevado poder de fogo e, consequentemente, de mortalidade, a quem não prove ser totalmente isento de problemas morais, de conflitos com terceiros ou familiares e possua um cadastro exemplarmente limpo de quaisquer registos criminais ou reveladores dessa tendência, punindo com adequado rigorismo os médicos ou as equipas médicas, que passem atestados falsos;

 

- Terminar definitivamente com os "Rambos" americanos ou de quaisquer outras nacionalidades, estabelecendo as mais rigorosas normas de acesso às profissões policiais ou outras que tenham directo acesso a armas letais, sejam estas brancas, de fogo ou mesmo químicas;

 

- A quem, justificadamente, tenha licença de uso e porte de arma se estabeleça de que as poderá ter somente dentro de portas e só escepcionalmente trazê-las para a via pública;

 

- Que aaquisição e o uso de todas as munições sejam tão severamente controladas que a todo o momento as autoridades locais possam saber com exactidão o número e o tipo de municões que cada um tenha em sua posse em determinado momento e severamente punidos aqueles que sejam encontrados em prevaricação;

 

- Que os realizadores de cinema que se dedicam ao helicismo ou à crminalidade como opção de diversão social sejam submetidos a rigorosos exames mentais para se determinarem aqueles que apresentem flagrantes psicopatias e tratarem, se for caso disso, todos os outros casos de desvio de comportamento encontrados e susceptíveis de provocarem graves danos sociais caso produzam os seus filmes ou comentários;…

 

- Aos prevaricadores deveriam ser aplicadas severíssimas e altamente dissuasoras sansões.

 

Mais muito mais haveria a fazer e muito provávelmente o proibirem-se os “reality shows” que fazem dos concorrentes, autêntidos macacos enjaulados por meses sem qualquer contacto com o mundo exterior para serem exibidos durante 24 horas por dia para gáudio de um país, na sua maior parte insensível e ignorante, ávido de sensações que tais macacos animaliscamente lhes possam provocar e consequentemente dando aso aos mais baixos instintos morais, que a troco de dinheiro vão mobilizando a juventude portuguesa que se deixa arrastar pelo som e completamente tarado e disparatado comandamento de uma “voz” que por lá coordena os seus movimentos e vai mexendo nos seus cordelinhos mais embotados e insensíveis conduzindo os macaquinhos a situações de que mais tarde, quando mais conscientes e se essa consciência neles se vier a manifestar, por certo se envergonharão… Tudo isto durante 24 horas por dias e quando mesmo os jardins zoológicos têm horários fixos de abertura ao público…

 

Sinceramente temo que este disparatado programa mais dia menos dia venha a ser incentivador quando não mesmo protagonista de algo inimaginável mas que nunca gostaríamos de ver em televisão, muito especialmente quando conduzido pela pobre e auto-convencida apresentadora do “Olá meninos!...

 

Somos racionais? Então pensemos um pouco...

 

Este "post" foi corrigido já depois de publicado dado que o impulso que me levou ao escrever a primeira versão não me permitiu analisar alguns aspectos que hoje aqui vim analisar. Pelo facto as minhas desculpas...

publicado por Júlio Moreno às 03:03
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