Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

Segunda carta aberta ao Primeiro-Ministro,

 

Fui e sou um convicto apoiante da sua política patriótica de correcção dos desmandos socialistas que, durante os longos e desgraçados anos em vivemos à grande e à fancesa sob a ignorante batuta do maestro José Sócrates, tão palavroso quão arrogante e tão descaradamente mentiroso que, não obstante se arrogar de um título académico que não possuía teve a “arte e a ciência” de levar o PaIs às portas da ruína obrigando-nos à prestação de um papel a que desde 1640 não nos prestávamos!

 

Tal como então, embora sob outras tutelas e por outras razões, deixámos de ser um País independente passando a ser subjugado por uns quantos gananciosos tecnocrtatas a que técnicamente se convencionou chamar-se de "troycas" e “mercados” mas que eu, ignorante como aqui me confesso, apelidaria simplesmente de criminosos mercadores da desgraça dos povos que nela caem!

 

Aprecio a sua coragem, senhor Primeiro Ministro e, sobretudo, a frontalidade com que faz face ao consequente desagrado do Povo que, acicatado por quantos sempre viram no pior o seu melhor – comunistas e quejandos – se começa agora a agitar (a meu ver já perigosamente!) porque não entende – e muitos, como eu próprio, já começamos a não entender também – a razão de ser de tanta obediência ao conjunto de “professores” que periódicamente nos vem examinar e à nossa custa!...

 

O Povo já tem mêdo! O Povo já teme o pior!

 

Eu faço parte integrante desse mesmo Povo e peço-lhes senhores Primeiro e Segundo Ministros: - abrandem um pouco esse compreensível esforço de agradar à estranja e não sufoquem o que já é miséria verdadeira!...

 

Em lugar dos impostos, voltem as costas a essa inconstitucionalidade que é o próprio Tribunal Constitucional e tomem como possível e urgente medida o seguinte:

 

- O dinheiro não poderá ficar congelado nos bancos nem os senhores das grandes fortunas poderão ter amealhadas (paradas e só a render “dividendos” juros ou servindo para jogar nas roletas das bolsas internacionais) mais do que determinadas quantias a fixar pelo Governo uma vez analisadas as reais capacidades do país e as suas necessidades.

 

Todo o capital que exceder os valores fixados – e serão biliões, estou certo! – deverá ser posto, com o aval do Estado, à disposição das PME e de todos os projectos que demonstrem inequívoca viabilidade económica, criando milhares de postos de trabalho e restituindo a confiança ao Povo que bem saberá como “descobrir” novos mundos à estagnada e bolorenta economia dos alfarrábios das Faculdades.

 

Pense nisto, senhor Primeiro-Ministro, pense nisto e perdoe-me a ousadia que tomo ao endereçar-lhe estas linhas mas... como diz o Povo, “quem me avisa, meu amigo é...” e “não vá o doente morrer da cura!...”.  Entretanto vá ensaiando: -  Auf Wiedersehen Frau Merckel!...

 

Será que se a água permenecesse retida nas albufeiras e não fosse cuidadosamente libertada, e em inteira segurança para quem estivesse a sua jusante, faria girar as turbinas e produzir a electricidade que hoje a todos faz falta?

publicado por Júlio Moreno às 22:21
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