Domingo, 24 de Fevereiro de 2013

Pouco a pouco vai caindo a máscara a Seguro...

 

Se dúvidas houvesse o último discurso de Seguro, em Barcelos, onde terá ido apoiar um qualquer afilhado, veio acabar com elas.

 

Na verdade os Portugueses, sob o disfarce de Povo ordeiro e, como hoje se diz, verdadeiramente democrático, não o é. Olhai que não o é e a história o demonstra em váridíssimos episódios! Por agora os portugueses movem-se e seguem quem fala mais alto e promete mais festa, isto é, infelizmente verdadeiro enquanto parece – parece! - não saberem o que querem!

 

Mas os que assim se mostram são só alguns, que não todos. Os portadores das bandeiras vermelhinhas, esses, bem doutrinados por um engravatado de última hora, operário da carris, segundo creio, bem falante e que se apresenta com fatos de bom corte, de falinhas as mais das vezes mansas e parecendo até cordatas, esses são os piores pois têm o ódio no coração e com as suas pouco esclarecidas mentes e só eivadas dele por nada mais saberem fazer, esses cuja sabedoria resulta da “cassete” milhares, quando não milhões de vezes ouvidas, agitam-se, gritam e aparentemente são ordeiros - embora pagando a uns quantos desordeiros profissionais, verdadeiros holigans da política, generosamente pagos e vindos de todo o mundo para desafiarem a polícia e gastarem ao erário público serviços, medicamentos e alguns pensos nos hospitais - esses visam um fim: - derrubar a liberdade pela qual e da qual se dizem paladinos já que tudo o que de diferente venha só lhes poderá aproveitar.

 

O noticiário de hoje veio cheio de novidades, pelo menos para mim, pois, entre as lenga-lengas do costume e o boletim meteorológico, pela primeira vez vi o novo Chefe dos Delegados de propaganda médica de um laboratório suiço, mostrar a cara – talvez porque não tivesse podido escondê-la, como sempre o fez enquanto vivia em Portugal e por cá fazia as suas negociatas que hoje lhe permitem ter a fortuna que tem e poder viver em Paris como vive, filosofando – se calhar tendo na mente o voltar a vir enganar os seus compatriotas convencido que estará da “prescrição” do esquecimento!, e lhe permite igualmente voar para Brasília e apor a sua assinatura numa qualquer folha de papel que gente pouco excrupulosa, como ele (os suiços do tal laboratório que têm o supremo descaramento de informar dos milhões que lucraram em Portugal!) lhe põem na frente do seu enorme nariz para que corrobore de forma insofismável a venda que fez, e continuará a fazer dos interersses da Pátria ou, no mínimo, das suas “riquezas”, com as adjudicações directas e as parcerias privadas mas não públicas, que, tanto a si como à dilecta famíla, sobretudo à mamã, lhe terão rendido milhões!

 

Mas não há justiça neste País? Não acontece nada? Ninguém se move? Ou será que quem poderia mexer-se se sente mais ou menos preso a pequenas/grandes outras ilegalidades pelo que o melhor caminho é o silêncio conivente e complacente, deixando que a sansão se limite a uma, ser calhar, velada, crítica dominical do sapientíssimo e infalível Professor Rebelo de Sousa?

 

E Seguro que faz? Ergue-se da sombra por onde andou mergulhado durante o mandato do “patrão” que o não deixava mexer-se e, caminhando agora altivo, aparentemente sereno mas não seguro, mostra-se ao País tal como é: - um mero palavroso, agitador sem ideias – que nunca as mostrou - arrogantemente interesseiro e pessoa que, em atingindo o poder que tanto parece ambicionar, não olhará a meios para atingir os seus fins.

 

E o Povo? Quando será que pega fogo sem saber, depois, como apagá-lo?

 

E os Ministros? Que triste figura vão fazendo ao permitirem o constante e concertado enxovalho de que estão sendo vítimas com as aparentes e venenosas serenatas de Grândola, Vila Morena com que lhes impedem a palavra e o discurso! Democracia isto? Oportunismo e vigarice é o que é. Nada mais. Permito-me recordar-lhes daqui uma das frases de Salazar ainda há dias aqui referidas: - "a autoridade que não é exercida, perde-se”. É isso que querem com a bonomia complacente que vêm demonstrando perante os energúmenos que, permitindo-se falar em nome de um Povo inteiro, fomentam a desordem e promovem o insulto perante a complacência das autoridades que se têrm limitando a encolher os ombros e a aceitar tudo o que é ou parece ser democrático a começar pelo próprio Ministro da Administração Interna na Guarda que, tendo tido uma oportunidade soberana de exercer a autoridade de que está investido e tendo ali os meios à sua disposição não só não o fez como ate, com a sua passividade, terá reforçado a autoridade daqueles que se lhes vêm orquestradamente opondo.

 

Ai Salazar, Salazar.... ergue-te da tumba que o País precisa de ti! Acaba com os partidos que o País, já todo partido não tem espaço físico e mental para os que já existem e vem governar de novo. Faz como em 1926 e obriga os comentaristas a moderarem as bicadas, os jornais e as televisões a diversificar a sua programação sem daram sempre noticias de índole política vistas por ópticas muito especiais, o que não esclarece o Povo e só o confunde, e explorando tragédias nacionais ou transnacionais, quando não acontecimentos provocatórios...

 

Anda, vem governar que, por cá, o desgoverno e a sanha do poder só agora se começa verdadeiramente a esboçar e a deixar-se ver mais claramente. E olha que é perigosa e é feroz a situação que se esboça!... Em termos económicos esta democracia já fez mais estragos com greves e sabotagens no trabalho e na produção nacionais do que a guerra do Ultramar toda junta nas suas trêrs frentes de batalha dos anos sessenta isto para além de não demonstrar o mínimo respeito por aqueles que por lá deixaram a vida no cumprimento do sagrado dever de defender a Pátria que, no dizer da Constituição Portuguesa de 33 - que não marxista como a actual - definia que a soberania residia em a Nação e que esta ia do Minho a Timor...!

 

Qual Lázaro, levanta-te Salazar e obriga esta gente, que se diz política e patriótica, a provar que o é e a mostrar cêntimo por cêntimo, a proveniência dos seus avantajados recursos materiais e depois a darem contas ao País das embrulhadas politiqueiras em que nos meteram.

 

Volta Salazar. Volta ou, se te sentires cansado, pede a Deus que ilumine alguém - talvez o actual Primeiro Ministro - para que, por cá, as tuas vezes faça... Portugal precisa disso ou morrerrá, uns de fome verdadeira, outros empanturrados com a festança...

 

Entretanto um slogan para Seguro: - “Quem votar em mim ficará seguro contra todos os riscos...”

 

Feito este interregno, voltarei a dedicar-me à saga da minha vida com os meus amigos de quatro patas... esses sim, verdadeiros e leais democratas que, se por vezes, recorrem ao poder do dente nunca se socorrem do insulto nem da maledicência para afirmarem as suas posições. As minhas mais sinceras homenagens a quem proferiu a célebre frase na qual cada vez mais acredito: “Quanto mais conheço os homens mais gosto dos cães...”

publicado por Júlio Moreno às 18:52
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1 comentário:
De vamosaviana a 25 de Fevereiro de 2013 às 14:26


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