Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

31 de Março

 

Se fose vivo meu Pai faria hoje 107 anos!

Faria? Não!... Faz! Faz porque ele continuou a sua vida em mim em tudo o que fez a na invisível e modesta obra que em mim deixou...

Coincidiu o dia do seu aniversário natalício com o domingo de Páscoa e este com a minha actual forma de viver que seria de uma absoluta solidão não fossem os carinhosos telefonemas que ainda vou trocando com quem muito estimo, amo e quero e os cuidados e desvelos que venho “desmerecendo” de uma senhora que se vem encarregando de cuidar da  minha casa e que, por sorte minha, mora a cinquenta metros de mim. Não tivessem sido esses cuidados que me proporcionaram hoje, Domingo de Páscoa, o almoço comemorativo e tradicional desta data festiva e tê-lo-ia passado, como os demais, na mais isolada solidão já que pela família próxima – e que bem próxima está! - esta dupla data foi completamente ignorada!

O procedimento a que acima me refiro e ao qual, infelizmente, já de há muito deveria estar habituado continua, - infelizmente e a despeito da minha inglória luta para contrariar tal sentimento -  continua a magoar-me e a ser por mim sentido desta forma “antiquada” de ser em que os princípios morais e sentimentais tinham para além do seu valor o sentido paralelo e inquestionável do dever!

Olhando para trás de mim vejo que terei cometido muitos erros mas que este, do qual hoje me ressinto, sem qualquer margem de dúvida que nunca cometi e pois sempre nutri pelos meus Pais e pela minha família a estima, a reverência e sobretudo o respeito que no sangue que me corre nas veias ambos me legaram.

É que hoje, família e laços familiares só terão sentido materialista e, nalguns casos, mesmo esse insidioso interesse jurídico, sentido esse que costuma costuma aflorar com especial visibilidade em momentos de partilha de bens ou de concorrência para os obter, o que comigo não acontece pois, não obstante ter levado toda uma vida de trabalho, de trabalho árduo, sério e honesto – reconhecido apenas e profissionalmente  por estranhos – nunca amealhei riqueza que motivasse qualquer cobiça e tipo de relacionamento e interessada aproximação familiar senão aqueles que nos dias de hoje se costumam revelar só naquelas circunstâncias.

Daí a solidão em que me encontro e da qual, não fossem os remotos amigos que insistem em acompanhar-me, de há muito talvez me tivesse libertado!

Como já disse à Mãe, um grande abraço e um beijo sentido neste abraço que neste momento te dou, Pai, e o “segredo” de que em breve nos veremos. Nessa altura, se bem que só algum tempo depois, te apresentarei alguém que, estou certo, muito terias gostado de ter conhecido em vida... Mas que diferença fará para nós esse “tempo depois” se ambos nos encontrarmos já no infinito?...

publicado por Júlio Moreno às 02:48
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