Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Taxas sobre e-mails e mensagens telefónicas!

É o Parlamento Europeu quem o diz e promete estudar o assunto!

É que o Parlamento e os seus Estados Membros, através dos variadíssimos CTTs da sua Europa, está a ver fugir-lhe uma bela fonte de receita e, consequentemente, de riqueza que lhe permitirá continuar, por longos e frutuosos anos, em magnas reuniões, esforçados passeios e grandes banquetes, a fazer de conta que decidem os destinos uns dos outros – como foi o caso da malograda Constituição Europeia!

È que grão a grão enche a galinha o papo – neste caso, grão a grão se esvazia o papo da galinha (dos ovos de ouro, acrescente-se com referencia ao binómio Parlamento Europeu/Deputados Europeus), já que isto de se não poderem colar uns selitos nos e-mails que mandamos aos amigos é, verdadeiramente, uma enorme dor de cabeça para os que têm por missão descobrir novas minas – leia-se filões de impostos.

Por este andar acho que não virá longe o dia em que um qualquer Parlamento, nacional ou europeu, um qualquer presidente ou primeiro-ministro ou até um qualquer ministro local ou internacional - da saúde, por exemplo - mas que tenha veia economista, nos obrigará a todos a fazer um exame médico anual com medição da nossa capacidade respiratória em ordem a estabelecer uma taxa sobre o oxigénio que mensalmente consumimos a fim de, sobre ele, pagarmos a devida taxa!

Já quase me arrependi de ter escrito isto não vá um iluminado pegar-me na palavra…

publicado por Júlio Moreno às 14:22
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O salitre da educação de hoje

Quando eu era criança ouvia dizer, perante paredes irregularmente enegrecidas, com grandes manchas, que aquilo era salitre. E ouvia mais: - que o salitre vinha de baixo, dos alicerces das casas, mal isolados da humidade e que esta subia pelas paredes causando aquelas manchas.
</p>Mal comparado, talvez, é precisamente o mesmo o que a situação actual do nosso ensino me sugere: - salitre! Alicerces mal preparados, edifícios mal construídos, que o mesmo é dizer educação descuidada, princípios morais e de civilidade esquecidos ou simplesmente ignorados, desprezo por quase tudo quanto dantes era caro e valioso a um pai com o dever de o transmitir aos filhos.
</p>Porém, arvorando a bandeira de uma falaciosa liberdade pratica-se hoje, até à exaustão e neste domínio, uma verdadeira irresponsabilidade. Dos pais, poucos se dão conta de que têm diante de si e à sua guarda, a germinar, pequenos pepinos que, como diz o ditado – “de pequenino é que se torce o pepino” - é preciso torcer e moldar, com sacrificada devoção! Não cuidando os pais disso, o salitre infiltra-se, mina os pequenos alicerces e criará, mais tarde, as grandes manchas negras hoje bem visíveis na nossa juventude adolescente.
</p>Aos professores, alguns também já criados nesta era do salitre, depara-se-lhes a ingrata e ciclópica tarefa de recuperar os anos vitais de uma educação ignorada e de impedir, diria que “in extremis”, que o salitre mine mais, suba e irreversivelmente progrida naqueles seres em formação.
</p>Da língua pátria, vulgarmente designado por português, já nem falo! O Brasil, qual filho pródigo, ultrapassou a mãe e trouxe-lhe toda uma série de neologismos, de conceitos e de frases feitas com acentuado sabor a café e a chocolate o que, para gente como eu, se torna, por vezes, quase intragável.
</p>O marketing educacional é operado pelas telenovelas brasileiras, pela publicidade estrangeirada que se vê em todo o lado e pela deliberada ignorância que a omnipresente informática faz do português (de Portugal) - o senhor Bill Gates só deve ter sabido que Portugal existia no momento em que foi condecorado pelo Presidente da República!
</p>Tudo isto em conjunto e a caminho da almejada e patética globalização, tão desejada como finalidade última por ministros iluminados, fazem com que a ignorância campeie, os alicerces se percam e que ministros, pouco iluminados, pretendam agora assacar a culpa inteirinha aos professores. E vai daí o projecto de lei que ora se discute para que sejam os verdadeiros fautores da desgraça a avaliar o mérito das reparações que aqueles se verão obrigados a fazer!
</p>Absolutamente incrível!... Senhores ministros: - Cuidem do salitre! Evitem-no enquanto ainda é tempo!...
publicado por Júlio Moreno às 11:39
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Pais a avaliar professores...

Em desespero de causa eis que surge mais uma medida governativa destinada a gerar qualquer coisa menos polémica que, para isso, é necessário haver substrato, como sempre dizia um velho amigo meu que achava que, para discutir qualquer assunto, era necessário haver sempre substrato. Ora, a medida que se anuncia, carece, a meu ver, de todo e qualquer substrato!

Claro que há bons e maus professores, assim como há bons e maus alunos, bons e maus filhos, bons e maus pais… e bons e maus ministros! Todos gostaríamos de os poder conhecer e de, com verdadeira utilidade prática, saber distinguir o trigo do joio! Mas, daí a conferir a qualquer um, só porque é pai, o direito de aferir do grau de profissionalismo de um professor, do seu zelo, da sua competência técnica e da sua preparação pedagógica, parece-me que será levar longe demais uma democracia já doente e em eminente risco de enfarte!

Colocar os pais portugueses a avaliar os professores, um universo de tão elevada percentagem de ignorância e de incultura, onde a paixão de uma qualquer cegueira clubista corre o risco de superar largamente a actividade intelectual própria de seres humanos, e fazê-lo, conferindo ao julgamento daí emergente prerrogativas decisórias de uma carreira profissional, parece-nos clara utopia quando não demagógica e perigosa desvirtuação do poder.

Sou contra qualquer tipo de avaliação de professores pelos pais antes de se tornar obrigatório o exame de aptidão para pais.
publicado por Júlio Moreno às 00:21
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Domingo, 28 de Maio de 2006

Passeei com o meu neto e fui a Espanha…

Ontem, numa das já de há muito projectadas, e tão longamente esperadas, digressões familiares com o meu neto mais novo, de quase 3 anos!, o senhor Áron Vince, húngaro pela mãe e a quem eu trato por Mr. Pim-Pim, fomos a Espanha meter gasolina. Estávamos perto, em Chaves, apenas a 12 km da fronteira, e fomos lá num pulo com o único propósito de abastecer o velho Skoda! Enchi o depósito metendo 31,2 litros por 35 euros, isto é, mais 6,7 litros do que meteria aqui em Portugal! Hoje, nem de propósito, ouço na TV a comparação de custos entre o mesmo modelo de um Seat, comprado em Espanha e comprado em Portugal e, pasme-se: - se comprado em Espanha, com todas as taxas e impostos incluídos, é mais barato cerca de 7 mil euros!... O preço de um bom carro em segunda mão!

Foi já em período de relativa calma, passada que foi a onda de revolta que senti, que a pergunta surgiu, natural e objectiva: - porquê? Por que razão, suportando, Portugal e a Espanha, os mesmos preços de custo do barril de petróleo, porquê esta enorme discrepância nos preços de venda ao público do crude refinado? Só encontro uma explicação plausível para este estado de coisas, talvez “pseudo-científica” e risível para os economistas encartados, mas que é única que me ocorre para tentar justificar o injustificável: - os custos de produção são muitíssimo mais baixos em Espanha! E assim, uma nova pergunta surge: - como poderão sê-lo num país detentor de um nível de vida muito superior ao nosso e onde o salário mínimo é quase o dobro?


A razão parece ser bem simples também. É que a relação gestão/produtividade anda, desde há muito, completamente desfasada da realidade no nosso país! Aqui se pagam salários principescos e supra-europeus a gestores (mais políticos do que qualificados – veja-se o caso do sr.Gomes na Galp, 15 mil euros mensais, isto a fazer fé nas notícias há tempos veiculadas na comunicação social!) e o nosso pessoal produtivo, porque ignorante, inculto e ingénuo, habilmente conduzido por quem faz da demagogia e da confusão reivindicativa o seu verdadeiro modo de vida, faz greves sem o menor sentido, reivindicando utopias e produzindo cada vez menos e de menor qualidade, obcecado que anda em atingir os patamares salariais europeus e as regalias sociais que lhe prometem mas para os quais ainda não construiu sequer o primeiro degrau da escada que terá de subir! Assim, é claro que a gasolina tem de ser mais cara em Portugal vinte e quatro cêntimos o litro e os carros utilitários, como o Seat, sete mil euros!


O País afunda-se cada vez mais - veja-se o recente comentário crítico do gestor da GE (1) - enquanto os políticos, palavrosos e bem falantes mas totalmente desnorteados e sem qualquer rumo, tentam impor uma autoridade democrática que desconhecem ou já não têm porque se recusam a abdicar dos privilégios que ilegitima e ilegalmente se vem atribuindo como reformas por inteiro ao fim de uma "canseirosa" vida de seis anos de trabalho!...

Parafraseando o tribuno romano: - Até quando "S.Bento" abusarás da nossa paciência?.. 

---//---

 (1) Do PD do IOL: “- O norte-americano Jack Welch, ex-presidente da General Electric e um dos gestores mais admirados do mundo, afirmou hoje que «Portugal é visto no estrangeiro como um país em contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos».

«É humilhante para os portugueses a percepção que do exterior se tem de Portugal como um país em contínua degradação e declínio ao longo dos últimos anos», disse Jack Welch, num encontro promovido pelo Fórum para a Competitividade em Lisboa.

“Welch participou numa mesa redonda destinada à análise e discussão sobre «Os Desafios das Empresas e da Economia Portuguesa no Contexto Competitivo Actual», tendo as conclusões do encontro e as declarações do ex-gestor sido divulgadas por Mira Amaral, em conferência.

“Citado pelo presidente do Fórum, Luís Mira Amaral, o gestor norte-americano acusou as empresas portuguesas de serem «demasiado estáticas» e pouco dadas «à experimentação», mas sublinhou também o papel crucial do Governo «na criação de um ambiente favorável ao empreendedorismo e à competitividade sustentada».

“No diagnóstico que fez do estado da economia portuguesa, Welch destacou a falta de competitividade fiscal e de qualificação dos recursos humanos, defendendo a necessidade «de um Estado mais sóbrio e mais responsável na utilização do dinheiro dos contribuintes», revelou Mira Amaral.””

publicado por Júlio Moreno às 10:02
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Nos “Sub-21”, a selecção portuguesa perdeu o jogo inaugural com a França…

Senti-me e sinto-me naturalmente consternado com a derrota mas pasmo com quanto é possível dizer-se depois disso!

Fui jantar com o meu neto mais novo (que fará 3 anos neste verão) e, quando regressei a casa, fui literalmente esmagado sob o peso do arrazoado de mais um “doutor” da bola que, positivamente, me martelou a cabeça com tantas apreciações e subtis comentários que fez durante o meu percurso até casa.

Como a essa hora havia pouco transito decidi ouvir e tentar perceber o porquê de tanto incómodo que sentia! E consegui ou acho que consegui! Curiosamente consegui ouvir o discurso do comentador e, mais uma vez, perceber não só a razão como também a adequabilidade do aforismo popular “uma no cravo, outra na ferradura” a par da graça que se lhe terá seguido quando, um dia, alguém disse, em sua resposta e, pelo que sei, em plena barra de um tribunal, que “isso se devia ao facto de…” – a excelência em questão, o advogado de uma das partes - “não estar quieto com o pé” pois, “…se estivesse, seguramente que daria todas no cravo…”!

Vem isto a propósito, como disse, da longuíssima dissertação com que o comentador-doutor em futebol brindou os ouvintes daquela hora e daquela posto emissor, tendo achado absolutamernte espantoso como em tanto tempo se consegue falar tanto sem dizer absolutamente nada!

Não sou dos que fazem gala de nada perceber de futebol e de o desprezar como jogo agradável que é de seguir-se quando bem jogado com o tradicional e “very british fairplay”. Mas já não entendo como uma grande parte do país se pode dar ao luxo de perder o seu tempo e de gastar a sua massa cinzenta - e não só! - em justificar o injustificável e, o que será bem pior, a criar, sem o sentir, o clima propício a um novo desaire…

Gosto da liberdade. Admiro a liberdade jornalística e acho que não saberia já viver sem ela. Porém essa liberdade, aquela de que eu gosto - e penso que, comigo, estarão muitos portugueses - não é, seguramente, esta com que diária e irresponsavelmente nos brindam do falar por falar e apenas para ser democrático.

Isso faz-me lembrar um velho quadro de revista em que o “compère” dizia e repetia nos sucessivos absurdos de cena: - “Ora toma que é democrático!...”
publicado por Júlio Moreno às 00:21
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Terça-feira, 23 de Maio de 2006

O mundo está a avançar...

O mundo está a avançar a uma velocidade que ultrapassa o tempo. Os dias sucedem-se sem que passem as horas, apenas os segundos.

Os povos gemem; por enquanto baixinho. Permanecem dóceis e sem terem consciência da sua força. Mas só na aparência pois ela existe, é real e é medonha! A sua ignorância e a sua congénita maldade, caldeadas numa amálgama de quereres e de vontades donde se destacaráo a generosidade e o egoísmo, mas tudo sem cor, sem água ou alimento, argamassa de dinheiro e de petróleo, gerarão o caos.

O apocalipse virá e… depois dele, ninguém terá ficado para contar a história já que quem sabia ler e a poderia escrever ignorava o manejo de uma arma e acreditava que o milagre, então ainda possível, surgiria dos políticos e das suas reformas!

Daqui a questão que se põe e à qual urge responder: - São Paulo deu o mote. Quando, onde e quem desenvolverá o tema?
publicado por Júlio Moreno às 12:06
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Sexta-feira, 19 de Maio de 2006

...

280x280-28.jpgO Papa

Nunca pensei que a figura de um homem me pudesse emocionar tanto! João Paulo II conseguiu-o e foi esse homem! Conheci-o, e melhor será dizer que a minha alma respondeu ao seu apelo, no dia em que pela primeira vez reparei nele e o vi, pela televisão, em Coimbra, exclamar, bem à moda estudantil e coimbrã: - “Olá malta!...” Nunca mais pude esquecer a sua figura e as suas palavras daquele dia tanta era a generosidade e a bondade simples que delas transpareciam!

Foram muitas e variadas as ocasiões em que o voltei a ver. Não perdia uma única das suas “aparições” em público de tal forma e tão profundamente elas me tocavam! Vi-o nas suas peregrinações em redor do mundo. Vi-o em Fátima. Vi-o cair prostrado pelas mortíferas balas de um pobre louco a soldo. Vi-o rezar. Vi-o sofrer… Vi-o morrer!

Passo a passo, hora a hora fui ouvindo na rádio e na televisão o declinar da sua vida. E como pedi a Deus que o não deixasse morrer naquele dia! Contava as horas, os minutos e queria que, assim tendo de ser, o fosse só depois da meia-noite… Estranho e inconfessável egoísmo o meu!

Morreu no dia 2 de Abril de 2005, dia do meu aniversário, pouco passava das oito horas! Tal como já antes o fizera meu a quem nunca também pude esquecer … Coincidências? Ou premunições de algo que estará para vir ou que veio já e de que Deus ainda me não concedeu a faculdade de poder ver? Tenho gravações das suas palavras e da sua imagem terrena, o que obtive na televisão e nos dois filmes sobre a sua vida que comprei. Poderei, pois, vê-lo e ouvi-lo a qualquer momento, assim mo propicia a tecnologia actual. Porém estranhamente este Papa continua vivo, entranhadamente vivo dentro da minha alma e de todo o meu sentir e não posso deixar de me emocionar até às lágrimas sempre que algo mo recorda agora… Sinto que é Deus nele e que ele foi Deus nesta terra… Meu Papa!
publicado por Júlio Moreno às 10:35
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It is on a regular basis

It is on a regular basis that I follow up two “blogs” both belonging to two beloved friends I’ve learned to love very much, each one for a different reason.

It is on a regular basis that in one of them I put my comments, doubts or suggestions. But it is always with insuperable difficulty that I express myself on the other or I leave on it something able to be read. What is the reason why on the first case my words they came fluent, easy and cleared up and on the second, when I decide to make some commentary, a strange need of a deep meditation appears and it finish almost the time with a very strange sensation of null and a definitive decision to write nothing!

Syndrome of what?
publicado por Júlio Moreno às 10:17
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Fala-se em época de incêndios…

Fala-se em época de incêndios como se da época de ópera em S.Carlos se tratasse!

Nunca assim tinha visto, ouvido e muito menos imaginado! No ano passado pensei que o facto se deveria a um mero “lapsus linguae”, mas não… era mesmo a sério! O ministro falava de “época de fogos” e declarava solenemente a sua abertura com uma discursata a propósito.

O mote é dado pela comunicação social, fazendo-se porta-voz e eco – tal como anuncia – de um governo que demonstra não só não entender a democracia como nada perceber dela já que tudo confunde a atabalhoa, misturando o direito de opinião e a liberdade de expressão com a impunidade de se dizerem atoardas, de se propalarem boatos, criarem expectativas – umas boas, outras más – mas sempre com a finalidade de falar, falar, falar… sem nada dizer e só para não estar calado pois isso é que lhe parecerá que é o ser-se democrático!

Mas se fosse só falar por falar, ainda estaríamos com sorte! O pior é que não é. Trata-se de um falar vicioso e viciado, que demonstra falta de cultura social, inexactidão de propósitos, ignorância da realidade e uma total demência governativa que exaure as finanças públicas e desestimula a vontade e a competência!

Anunciar uma época de fogos é quase o mesmo que, numa visão surrealista, anunciar a época dos assassinatos, dos roubos ou dos assaltos e violações ao mesmo tempo que a da caça ou a balnear! Perante este quadro de actualidade, o inspirador do “Apocalipse Now” só teria um caminho seguro: apocalipsar-se ou, para simplificar as coisas, eclipsar-se.

Dizem os mestres de marketing que publicitar, ainda que negativamente, qualquer coisa é fazer-lhe ou dar-lhe publicidade; dizem os psicólogos que às mentes psicóticas e facilmente influenciáveis será prudente a ocultação de certos factos susceptíveis de exacerbar a sua imaginação e desencadear sentimentos e paixões que possam, por si sós, provocar acontecimentos imprevistos e altamente perturbadores da segurança e lesivos da paz e tranquilidade sociais: o caso dos pirómanos, por exemplo.

Diz o povo que o segredo é a alma do negócio e que para bom entendedor meia palavra basta…

Em Portugal sempre houve incêndios e fogos nas florestas como sempre houve roubos, agressões e até assassinatos. O que não havia era com esta tamanha e tão assustadora frequência.

As matas eram limpas porque havia gente no Portugal profundo. Gente que lá vivia, podia viver e gostava de lá estar. Hoje essa gente migrou para o litoral, urbanizou-se em busca da terra prometida. As fronteiras escancararam-se a compasso de uma globalização sem norte nem qualquer tipo de outro rumo e o seu controlo passou a ser feito por pessoal assalariado que, por erro, atraso ou vontade do ministro (como ainda hoje ouvi!) se vê desempregado de uma hora para a outra. Os delinquentes, de qualquer credo ou raça, com carta branca, proliferam e gozam do raro privilégio de poderem cursar, sem propinas, as universidades do crime em que se transformaram certos subúrbios, bem ao invés de antanho quando as polícias tinham razão e força e os recolhiam atempadamente e, nalguns casos, antes mesmo de prevaricarem.

Não, este já não é o meu País!
publicado por Júlio Moreno às 01:01
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Sábado, 13 de Maio de 2006

Começaram...

Do PD do IOL de 13/05-2006:


“O Partido Socialista vai apresentar na próxima semana um projecto de lei sobre o protocolo de Estado que exclui o cardeal-patriarca de lugares de honra nas cerimónias oficiais, noticia hoje o semanário «Expresso». “Fonte do grupo parlamentar socialista citada pelo expresso assegurou que o novo projecto vai respeitar «de forma estrita» a Lei da Liberdade Religiosa, aprovada em 2001 e que veio impor «o princípio da não confessionalidade» nos «actos oficiais e no protocolo do Estado». “Este ano, na tomada de posse do Presidente da República, Cavaco Silva, o cardeal ocupou posição de destaque.””


Começaram...


Assim, de falinhas mansas; cumprindo a lei que eles mesmos criaram para servir os altos interesses do povo português! Os laicos, os ateus, os incomodados, os amigos e os solidários que se refastelam em cómodas poltronas forradas de reformas principescas enquanto o povo geme e sofre!...


O País, se não maioritariamente católico pelo menos idóneo e ciente das suas responsabilidades, vai deixar que "isto" aconteça? Vai deixar que se proíbam os véus muçulmanos nas escolas, os crucifixos nas igrejas, nas escolas ou onde o povo quiser, para, em seu lugar, aparecerem as fotos untuosas dos salvadores da pátria (Mário Soares e comandita) que, desde 74 até hoje só a destruíram?


Nada poderei (ou sequer deverei) ensinar ao Cardeal Patriarca que este o não saiba já. No entanto, atrever-me-ia a recomendar-lhe que, caso o projecto seja aprovado e posto em prática, por uma mera questão de protocolo da decência, se reservem os lugares das últimas filas das igrejas para os altos dignitários do estado laico e, nos casos em que haja fieis sem lugar, esses mesmos dignitários sejam convidados a abandoná-los e a seguir, na rua, caso queiram, os actos e as práticas do culto que repudiam. Isto será o mínimo a que a coerência obrigará.


Recorde-se que até Jesus pegou num pau e com ele correu os vendilhões do templo!


---//--- 


Post Scriptum: Este comentário foi publicado hoje no PD da IOL e mereceu de um leitor o comentário que segue e aqui registo como prova de que não estarei só neste pensar...


"Ao comentador JM - Carlos em 2006-05-13 14:08


"Caro JM: Parabéns, excelente comentário!""

publicado por Júlio Moreno às 12:44
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