Domingo, 13 de Agosto de 2006

Algures na China...

146.jpg Com a delicadeza das coisas orientais, também a natureza se esmerou na construção destes dois seios de mulher algures em duas montanhas da China. A perfeição do recorte e a perfeita simetria do seu desenho terá inspirado a tradição local que afirma que os jovens noivos que as visitam gozam de rara felicidade nas suas vidas conjugais...

Gostaria de sugerir a "Contoselendas" que colocasse esta foto como parte integrante do seu tema "Anatomia", já que os seios são, quanto a mim, a parte mais bela e sensual de um corpo de mulher. Não se trata de qualquer complexo de Èdipo mas sim de justa homenagem ao que é verdadeiramente belo neste mundo...
publicado por Júlio Moreno às 23:05
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A época dos fogos...

Porque é triste o que estamos a assistir e mais triste ainda que haja ministros que admitam a existência de uma "época de fogos" a qual "inauguram" como se época balnear se tratasse - já antes o escrevi aqui - e porque gosto do jornalista em questão, com cuja opinião me identifico normalmente, dadas as suas clarividência e independência, perante o caos ambiental e económico em que se está transformando o país, decidi tranmscrever aqui o seu artigo em tempos escrito sobre está matéria. Segue o seu texto e o meu obrigado pelo seu conteúdo:

"A indústria dos incêndios

"A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

"José Gomes Ferreira
"Sub-director de Informação
"opiniao@sic.pt

"Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

"Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

"1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

"Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

"Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

"Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

"Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

"2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

"3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

"4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

"5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

"Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

"Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

"Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

"Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

"Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

"1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

"2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

"3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

"4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

"5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

"6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

"Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo. a) José Gomes Ferreira""
publicado por Júlio Moreno às 12:03
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Mentiras inteiras e meias verdades

É de “arrasar” – para usar a mesma linguagem com que se enaltece a actuação dos Rolling Stones, ontem, no Estádio do Dragão - a facilidade e a impunidade com que hoje se mente sem qualquer rebuço!

Os exemplos são mais do que muitos: desde as palavras que os senhores jornalistas põem na boca dos presidentes do clubes de futebol até às frases retumbantes de sentido político atribuídas às vedetas actuais lideradas, no mundo, pelo sr, Bush, em Portugal, pelo sr. Sócrates e satélites.

Mentir converteu-se, assim, numa espécie de arte que se nos afigurará como melhor ou pior executada consoante o dom inato do artista. Perplexo ficava eu quando, em pequeno, e ouvindo minha mãe referir a verdade como postulado essencial da boa educação, tomava conhecimento do tristíssimo exemplo dado por D. Afonso Henriques ao faltar à palavra dada a seu primo e rei de Castela o que motivou a heróica penitência de Egas Moniz e da sua ilustre família!

Em dificuldades me sentia eu quando, já pai, tinha de discorrer sobre o assunto com os meus filhos, pequenos e depois já adolescentes, o que tornava as coisas duplamente mais difíceis: - primeiro, porque a contestação é a afirmação da própria adolescência – razão pela qual muita gente se fica mesmo por essa fase! - e segundo, porque, olhando em meu redor, talvez a começar em mim mesmo, poucos ou nenhuns exemplos teria para lhes dar.

De habilidade política, forjada nos meios diplomáticos, a arte da mentira e da evasiva tomou foros de ciência e cedo foi adoptada pelos mais variados misteres e instituições para servir desde os mais simples até aos mais sinistros propósitos. Por isso, a mentira se foi tornando no que é hoje, tão natural e desprovida de censura que atinge patamares de insuspeita verosimilhança quando ouvida em certos meios e a certas entidades até aí havidas como absolutamente credíveis e dignas do maior apreço.

E quando a mentira, hoje, para além do seu conteúdo sempre, ou quase sempre, soez, é artisticamente elaborada e tornada pública com o ênfase e a mestria de um actor de primeiro plano, suportada pelos media e iluminada por luzes de ribalta, dizemos estar na presença de um hábil e sagaz político, promotor dos altos desígnios da pátria, indefectível protector dos fracos e defensor dos oprimidos. Batemos-lhe, então, calorosas palmas!

Porém, quando esta é dita sem graça, esfarrapada e titubeante, como que pedindo por esmola o perdão de poder ser dita, logo afirmamos estar na presença de um perigoso vilão, de um criminoso da pior espécie digno das necessárias dureza e rigidez da lei para o meter na ordem e livrar a sociedade dos perigos de tal energúmeno. Bater-lhe-íamos com um pau se pudéssemos!

Vem tudo isto a propósito do que li, sem querer, numa notícia desportiva de hoje e que transcrevo: - “… Ontem, depois do recuo diplomático dos portistas na véspera, consubstanciado no comunicado desmentindo quaisquer contactos para a contratação de um novo treinador...”

E, como vêm, teve de ser “diplomático” tal recuo! E mais não digo pois não é meu propósito escrever um tratado sobre o tema.
publicado por Júlio Moreno às 11:38
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Sábado, 12 de Agosto de 2006

Material bélico não ofensivo

Não posso deixar passar em claro esta rara subtileza de linguagem dantes usada só nos meios diplomáticos e hoje transportada para todos os meios, inclusive os militares, que eu - talvez por mim - sempre julguei isentos de tais artimanhas.

Noticiava-se há dias que, pelas Lages, teria passado um avião militar israelita. Logo depois um comunicado governamental esclarecia que, na realidade, tal havia acontecido mas que esse avião transportava material bélico não ofensivo!

Mal comparado, este caso surge-me como aquele outro dos aviões que escalaram aeroportos europeus transportando presos de ou para Guantanamo (?), sobre o que muito se falou mas que, subitamente, desapareceu das páginas noticiosas, caído que talvez tenha sido no esquecimento das coisas menos relevantes.

Sei que com este o mesmo se irá passar, se é que não passou já, pelo que o facto de aqui o retornar à luz do dia nada tem a ver com a notícia em si mas com a circunstância de querer entender o que possa ser material bélico não ofensivo!

Para mim, como para todos os que minimamente se debruçarem sobre o assunto e pelo enorme paradoxo que encerra, trata-se de uma justificação de quem nada quer justificar e faz-me lembrar uma anedota que adiante referirei por pensar que se adequa um pouco ao caso sob análise.

Material bélico não ofensivo, quererá dizer, material usado na guerra sem ser para ofender ou atacar o inimigo. Curioso, no mínimo curioso! Talvez cadeiras, mesas, secretárias, blocos de notas ou até balas destinadas exclusivamente à defesa perante um ataque e nunca por nunca a serem usadas para atacar. Mas a cadeira poderá servir para nela se sentar o estratega que congeminará a destruição total do inimigo ou para, em última análise, ser atirada à cabeça deste! E a mesa, para estender as cartas geográficas!...

Mentecapto como certamente sou, o certo é que não descortino a diferença entre uma coisa e outra pois, se não se tratar de material ofensivo (e defensivo, entenda-se) não será, com toda a certeza material “necessariamente” bélico. Talvez material de escritório, equipamento de som, material médico, sei lá(!) um qualquer outro tipo de material mas bélico nunca, isto porque, para mim, todo o material bélico é, directa ou indirectamente, um material ofensivo.

Por aqui se vê o quanto se evoluiu neste jogo actual do virtuosismo do uso das palavras e quanto o “NIM” é cada vez mais verdadeiro e oportuno. Por isso é que, para mim, a política, aliada à retórica, continua a ser, e será sempre, a arte ou a ciência de enganar um povo!

E agora a anedota que acima prometi: - Almoçava o general na messe de uma unidade que acabava de visitar quando, perante o delicioso arroz que comia, não hesitou em gabar o petisco e em dar os parabéns ao gerente da messe. Responde este, orgulhoso, ao general: - Muito obrigado meu general, e saiba V.Exa. que está a comer material de guerra… Tratava-se, efectivamente, de um arroz confeccionado com alguns dos pombos-correios que ainda restariam na unidade! Parece-me que esta história, verídica, ao que julgo saber, não terá terminado da melhor maneira para o gerente daquela messe…

Material bélico não ofensivo, hein! Sim senhor… por esta é que eu não esperava!

PS. - Inesperadamente e sem que o pudesse prever quando escrevi, o caso não caíu no esquecimento. Surge de novo, pujantemente renovado, sob a acusação de que o Governo nada terá comunicado ao Presidente da República! Di-lo e acusa Manuel Alegre, vice-presidente da A.R.. Se assim é, estou com ele na análise que faz de mais este passo em falso do Governo...
publicado por Júlio Moreno às 11:51
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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2006

Pontos de vista…

Foi em comentário à trágica notícia publicada no Portugal Diário da IOL, objecto da minha entrada anterior, que teci algumas brevíssimas considerações sobre o que entendo deva ser o jornalismo e a função do jornalista.

E eis que as minhas despretensiosas palavras logo suscitaram os comentários que aqui ora transcrevo, bem como as respostas que entendi dar-lhes pois, como aprendi em menino e ciosamente guardo com a ajuda da naftalina do tempo, “nunca se deixa uma carta sem resposta”.

Sei que não eram cartas mas entendi que, nem por se tratar de meros "postais sem franquia", seria por isso mais desculpável deixar sem resposta quem teve a generosidade de ler o que escrevi e de se me dirigir dando-me a sua opinião.

Assim, e como a um deles prometi, aqui transcrevo ambos os textos: - os que me dirigiram e as respostas que dei acada um:

“Recado ao comentário de JM
“Des Contente
“2006-08-11 15:20
“O cavalheiro desculpe.
“Está no ano da graça de 2006, Março de l974 está já muito lá longe.
“Essa teoria de não noticiar as coisas más já era.
“O senhor deve ser um saudoso do lápis azul.
“Recicle-se.””

RESPOSTA:

“Resposta a Des Contente
“Agradeço o seu comentário que não posso levar a mal por vir de quem vem!
“Todavia, e já depois de me ter reciclado, conforme tão sabiamente me aconselha, gostaria de saber: - o senhor está contente ou descontente com o que se passa à sua volta, a começar, talvez, no Líbano?... Se está contente, estará tudo dito; se des contente, cuidado, olhe que descontente é só uma palavra, tudo pegado... Não se esconda atrás de pseudónimos sem sentido, talvez ocos como certas ideias... quem sabe? Tenha uma boa tarde e vá à reciclagem que está lá fresquinho.

“Já agora sugiro-lhe que visite o meu blog em www.mustbe.blogs.sapo.pt. Ficaria muito agradecido pois lá irei transcrever as amáveis palavras que aqui me endereçou.””

“JM a propósito dos Jornalistas
“JP
“2006-08-11 13:42
“Concordo em parte com o que o que diz, mas há sempre várias formas de ver o problema: por um lado não terão sido os jornalistas que obrigaram ou incentivaram esse génio fraco de espírito a efectuar o suposto suicídio, por outro, a divulgaçao da notícia pode ajudar alguns pais menos atentos a não se alienarem relativamente às actividades cibernáuticas dos filhos. É difícil julgar sem conhecer os pormenores.””

RESPOSTA:
“Resposta a JP
“Agradeço o seu comentário e as palavras que lucidamente nele escreveu. Na verdade, todas as coisas, como as moedas, têm o seu verso e o seu reverso. No caso em apreço apenas me questiono sobre o que será pior ou, se assim quiser, sobre o que será melhor... Na dúvida, acho que continuarei pensando como penso. Obrigado pela sua atenção.””

Acrescentarei que, na verdade, estando hoje, por aqui, imenso calor admito que na reciclagem esteja um pouco mais fresquinho!
publicado por Júlio Moreno às 20:43
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Jornalismo...

O artigo do PD da IOL era o seguinte…

“Jovem suicida-se na net - 2006/08/11 | 11:40 - Brasileiro de 16 anos relatou todos os passos a outros internautas
“Um jovem de 16 anos, de Porto Alegre anunciou o seu suicídio na Internet, criou um blogue para o discutir, noticia o Correio da Manhã. O jovem era de famílias abastadas, considerado um génio, mas acabou na «net» a apelar aos internautas que lhe dessem informações sobre a melhor forma de morrer. No fim, contou tudo até à última letra. - O caso só ontem foi conhecido mas ocorreu na tarde de 26 de Julho. Está já a ser investigado pela Polícia brasileira e pela Interpol. Várias pessoas terão participado na preparação do suicídio e incentivaram a morte do adolescente. As suspeitas apontam para que sejam de outros países. O nome do adolescente não foi divulgado por ser menor. - O jovem era de família abastada e considerado um «génio». Em Junho, anunciou através da Internet a sua intenção de se matar, marcou data e hora (26 de Julho, às 11h00) e entrou em «sites» em que se fala de suicídio para pedir que o ajudassem a achar a melhor forma de o fazer. - Ao longo de um mês, internautas do Brasil e outros países aplaudiram o intento do rapaz e deram informações sobre várias formas de provocar a morte. No dia marcado, três horas depois do horário previsto ele ainda tinha dúvidas, mas foi incentivado pelos cibernautas a continuar. - Ao longo da tarde, ele fez e mostrou fotos na casa de banho da casa onde vivia com os pais, e onde tinha colocado dois grelhadores acesos para morrer por intoxicação. Voltou várias vezes ao computador para descrever o imenso calor que fazia na casa de banho e como estava insuportável, até que cessou os contactos. - Uma internauta do Canadá, ao perceber que o adolescente ia mesmo matar-se, avisou a Polícia canadiana, que contactou a brasileira, mas quando os polícias de Porto Alegre chegaram ao apartamento, o rapaz já estava morto.””

Não tenho a menor dúvida de que a notícia é realmente "notícia"!, é de sensação". é plena de actualidade, enfim... é notícia para cabeçalhos dos jornais e das primeiras horas de rádios e Tvs...

Mas... senhores jornalistas, terá valido a pena? Será que vale a pena tal conquista no plano profissional e concorrencial se considerada em paralelo com o mal que já poderá ter feito e com o muito mal que ainda poderá fazer se lida por mentes doentias ou "geniais" da nossa juventude?

Confrange-me, sinceramente que me confrange, que a liberdade de expressão e o dever de informar esteja a ser objecto de tão pouco esclarecimento e clarividência! Sinto que muitos jornalistas pensarão como eu e talvez mesmo aqueles que aqui deram a notícia, ao caírem em si e se darem conta de quão dramáticas podem ser as consequências das suas linhas!...

Que a razão da vossa consciência vos ilumine, são os meus votos...
publicado por Júlio Moreno às 12:13
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Sábado, 5 de Agosto de 2006

A (in) segurança das pessoas nos nossos dias

Fruto de uma democracia feita apenas de palavras, vazia de conceito, pouco sincera e nunca verdadeiramente pretendida, por mais que os nossos políticos de esforcem em pregar-nos o contrário, obedecendo a duvidosos critérios de reclamada economia - “economicistas”, para usar o neologismo tão em voga - e sem cuidar dos reflexos que ela produz, esses também económicos mas muito principalmente de natureza social, cultural, moral e cívica, assistimos, de há alguns anos a esta parte, à americanizada moda das super-esquadras de polícia em detrimento do velho polícia de rua, calcorreando os quarteirões de mãos atrás das costas, a quem, se necessário, se perguntava as horas, a informação sobre um endereço ou o favor da vista grossa perante um estacionamento em transgressão, e que nos ia garantindo a segurança aureolado e protegido!, que o estava, por uma genuína e verdadeira autoridade além do forte poder dissuasório que a sua presença impunha à incipiente e amadora delinquência urbana.

Sou desse tempo, pertenci a essa autoridade, embora prestando serviço noutra força, na GNR, pelo que sei, bem ao contrário dos teóricos ministeriáveis de hoje, do que estou a falar. E foram muitas as noites em serviço e muitas foram as em que, já fora dele, passeei, tranquilo, à beira-mar com os meus filhos ou, despreocupadamente, andei, à noite, no centro da cidade vendo as montras que não tinha tido tempo para ver de dia. Hoje, quem poderá mais gozar de tais prazeres?

Por razões que nada tiveram de heróico, talvez de justo apenas, fez-se a revolução dos cravos que bem pouco aproveitou a quem realmente a fez, activa ou passivamente entenda-se. E assim, os novos donos do país, que bem rapidamente dela e dele se apoderaram, tecendo-se mútuas e falaciosas loas de patriotismo, tiveram pressa em acompanhar o mundo, um mundo que desconheciam mas que prometiam mais civilizado, e, em nome de um Abril, não de águas mas de asneiras mil, atabalhoada e pressurosamente tudo apagando, foram abandalhando o país, minando a instrução, favorecendo o crime e o deboche com a superioridade acéfala de quem tudo entende, tudo sabe e, sobretudo, mais do que nunca, tudo pode, aqui se notando, e bem, a verdadeira diferença entre a ditadura e a “dita mole”.

Que tudo pode, dissemos! E porquê? Porque esses novos donos do país, enquanto se vão refastelando nas poltronas, bebendo whisky e fumando bons charutos, enquanto vão falando e debitando baboseiras, algumas em francês, sobre a liberdade e a nova vida ao povo inculto mas ainda crente, bem sabem, e com isso contam, que lhe bastará gritar a esse mesmo povo “agarra que é fascista!” para que ele logo corra em seu auxílio, generoso, desamordaçado mas desbragado e sem tino, a perpetuar-lhes o poder!

Assim se implantou neste país o actual estado de coisas a que, só por graça, e esta de mau gosto, se convencionou chamar de democracia “! Assim foi germinando e se fortaleceu toda esta novíssima casta de políticos, “partidocratas”, que, senhores de mansões, fundações e carros luxuosos, vão auferindo principescos ordenados e mordomias além de reformas criminosas quando, cansados e cheios, se retiram - criminosas porque, não respeitando nem equidade nem justiça, o são à conta do erário público, que o mesmo é dizer do povo que tanto afirmaram privilegiar e proteger.

Com honrosíssimas excepções, que felizmente as há mas só servindo para confirmar a regra, estes senhores, sabendo muitíssimo de nada e desavergonhadamente alardeando uma competência que não têm, é desta forma, soez e traiçoeira, que há trinta e dois anos vêem desgovernando o país, neste momento em crescendo de mediocridade e rumo ao doutoramento em pobreza!

Mercê das liberdades nunca vistas que foram as tais conquistas alcançadas, mercê do aviltamento do termo e do conceito autoridade, havido por antidemocrático e fascizante!, as polícias foram perdendo prestígio e força e, em seu lugar, nas ruas, emergiram e proliferaram os bandos com o crime mais temido a vir à luz do dia. Finalmente atingia-se o progresso!

Aprendi durante a vida e talvez mercê da minha profissão, que o progresso é fenómeno que se manifesta e projecta em todas as direcções, tanto na do bem como na do mal, e que é também pelo índice criminal dos povos que o mesmo se avalia em cada região. Portanto em nada me repugna o admitir que o progresso do crime seja hoje realidade, dolorosa e triste. Mas do que pasmo é que idêntico progresso não haja sido consentido e não haja sido fomentado junto das autoridades a quem cabe reprimi-lo: - polícias e tribunais – e a quem tudo falta, todos os meios, desde o armamento até à legislação que os proteja.

Como consequência necessária desta reinante e actual dualidade, assistimos ao diário noticiar de burlas, assaltos, violações e assassinatos, no que parece ser uma autêntica sanha de recuperação por parte dos criminosos, hoje à rédea solta, do tempo perdido durante a “ditadura”! Assim se transformou o País numa espécie de campo de estágio e santuário do crime que já é organizado.

Fundimos polícias, poupámos dinheiro; eliminámos meios, poupámos dinheiro; abrimos fronteiras, poupámos dinheiro…recebemos dinheiro, esbanjámos dinheiro e hoje não temos para prevenir o crime e para dar a protecção devida aos agentes - esses sim, heróicos - que o perseguem.

Mudámos as leis mas nada alterámos que valesse a pena. Bem pelo contrário. Novas e incompreensíveis benesses foram sendo concedidas aos jovens criminosos confessos em nome de uma falsa magnanimidade de justiça democrática. Menores de 16 anos, podem, assim, matar impunemente, assaltar impunemente, agredir impunemente e, nos espantosos casos em que, capturados, são presentes ao juiz, depois de severamente averiguadas as circunstâncias em que se procedeu à sua detenção, não vá o policia ter prevaricado mais do que o delinquente, são, piedosamente, mandados para casas que os não corrigem ou de volta às famílias que os formaram desse jeito por juízes que, sendo-o de direito, não o parecem de facto.

À mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-lo! – e os juízes que coabitam demasiado com a estranha e sedenta comunicação social dos nossos dias e dela se servem para proclamar abstractas virtudes ou defeitos, não parecem ser juízes. Ministros que se alheiam do que, sendo real, o povo vive, não parecem ser ministros. Estado que assim procede ou tal consente, não merece ser Estado.
publicado por Júlio Moreno às 23:28
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Quem espera …

Diz o povo, e com razão, na sua milenar sabedoria, que “quem espera, desespera…”, o que é bem verdade pois já muitas vezes experimentei o sabor amargo da frustração por não receber o que esperava ou o mais amargo ainda da ausência de alguém que se quer presente.

Não sou do género de desesperar com pouco nem de “ferver em pouca água”, que é o que acontece quando se entra naquele estado febril de excitação e de desatino em termos de comportamento perante uma qualquer contrariedade. Nunca fui assim excitável e, paradoxalmente, quanto mais razões teria para me alvoroçar ou desassossegar mais sereno fico.

Hoje foi um desses casos. Esperei e, talvez por já não estar muito habituado a esperar, por alguém, como era o caso, por coisas ou por situações importantes, senti como se operava a gradual mudança do meu estado emocional, marcada por um certo acelerar do ritmo cardíaco e do consequente apressar da respiração ao mesmo tempo que uma inefável sensação de angústia me inundava o peito dando-me a conhecer, por fim, os clássicos e tradicionais sintomas da ansiedade.

E, nesse estado, é curioso como, mesmo em sossego, o nosso espírito consegue simular o mais extenuante exercício físico, percorrendo quilómetros no espaço e no tempo para encontrar semelhanças em todos e de todos os tipos de acidentes e casos de catástrofes conhecidas ou confabuladas!

Acho que, nos atribulados tempos que vivemos e no caso de uma ausência ou de um atraso conjuntural, nunca somos levados a admitir uma razão plausível, pacífica e normal, onde o perigo não entre como causa; e se, num esforço de razoabilidade, esta nos ocorre ou nos esforçamos por admiti-la, logo de seguida a repudiamos e o seu lugar surge ocupado por outra causa muito mais catastrófica e de muito maior dimensão do que aquela que nos amargurava antes! Por estranhas conexões e sincronismos, vamos juntando todo um “puzle” imaginário de desgraças que outro propósito não têm senão alimentar o nosso espírito perante aquele vazio que sentimos.

Assim aconteceu comigo hoje quando os minutos tomaram a dimensão das horas e estas a dos anos, numa progressão geométrica do tempo que, assim, ia e foi crescendo, sempre num desmedido e sofrido aumento. Mas não pode ser.Tenho de aprender a superar estas crises. São infantis.
publicado por Júlio Moreno às 21:58
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Comentário necessário

Hoje, não sei porquê, a minha capacidade de “encaixe” das modernas asneiradas públicas foi excedida. E foi-o por uma questão menor em face do muito que, por aí, já tenho lido, ouvido e visto a gente presumidamente responsável.

Hoje, porém, qual gota de água que faz extravasar o copo, essa capacidade de encaixe foi excedida a propósito da notícia publicada no PD da IOL e que seguidamente passo a transcrever em parte:

– “Quatro meses depois da demissão do ex-director da Judiciária, Santos Cabral, a situação financeira da PJ não está resolvida. A «injecção» de nove milhões de euros ainda não chegou aos cofres da instituição, alerta sindicato. Dedicação de inspectores permite continuar investigações, mas «a moral é afectada».”

Ora, como já devem ter percebido, foi exactamente a propósito da subtil mas necessária distinção entre “a moral” e “o moral” que entendi urgente e oportuno tecer o comentário que segue, o que fiz no espaço da Internet para o efeito reservado e de que aqui dou agora nota, restando apenas ver se o mesmo é ou não publicado ao abrigo da liberdade de expressão e da recentemente descoberta liberdade de indignação tantas vezes invocada nesta nossa tão novel como frágil democracia – pois, casos houve em que, por serem um pouco mordazes ou mesmo contundentes, os meus comentários não foram publicados.

Comentava então que: “Se é a moral que está afectada, então a situação é muito grave e mesmo incompreensível na polícia! Se é o moral, ah! então sim, coitados dos inspectores da polícia judiciária, que bem os compreendo.”

Acrescentava ainda: “Senhores jornalistas, não basta dizer coisas e escrever notícias é necessário saber como se dizem, a quem se dizem e por que se dizem já que os significados podem ser bem diferentes, não acham?”

Terminava o comentário com citação do Grande Dicionário Universal, da Texto Editora) que, a propósito de “moral” consigna:
• Do Latim: morale),
substantivo feminino: - ética
substantivo masculino: - o espiritual

Acrescentarei aqui, da Diciopédia 2006 da Porto Editora:
Substantivo feminino_ - conjunto dos costumes e opiniões de um indivíduo ou de um grupo social respeitantes a comportamento; conjunto de normas de conduta…
Substantivo masculino: - estado de espírito; nível de tonicidade individual ou colectiva (da depressão profunda à confiança plena).

Resta dizer que, se o êrro é imputável ao sindicato da polícia, como parece ser por citação de texto, competiria ao jornalista retirar as aspas, evitar a citação e corrigi-lo, se o não é, será então o sindicato dos jornalistas que deverá pronunciar-se.

Não acham que era mesmo necessário fazer o que fiz?

P:S. - O comentário foi mesmo publicado.
publicado por Júlio Moreno às 11:16
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006

A viagem da qual só regressei agora

Era já o fim do dia quando os trabalhos da estiva terminaram. Além da carga, gado e alfaias agrícolas, iam connosco duas famílias de colonos. Dois casais, um com dois, outro com três crianças, seus filhos. Revelaram-se pessoas cativantes durante o escasso tempo que tivemos de convivência. Buscavam ambos, como tantos outros, na Nova Inglaterra o êxito, a fortuna e a vida que a sua Irlanda lhes negara.

O comandante perguntara-me se estava tudo em ordem para que zarpássemos ao cair da noite, com vento de feição, e dera já ordem de largada. Como de costume, ele já se recolhera no camarote da popa do segundo convés onde sua mulher, que sempre o acompanhava, como era direito de um comandante, fazia já ouvir alguns acordes do seu cravo que tocava com mestria. À força de remos, as seis embarcações puxavam já a nossa proa, afastando-a do cais. Velas preparadas para subir nos mastros, faltava apenas libertar os cabos que, à popa, nos prendiam ainda. Na ponte, junto do timoneiro, eu ia orientando a manobra. A rota seria a mesma, já tantas vezes repetida e que levara os vikings às terras das américas, sempre com o grande oceano a sotavento. Velas içadas e de pronto cheias, o grande barco de três mastros iniciava aquela que, para ele e todos nós, iria ser a última viagem…

Foi pela tarde do quarto dia que o vento, que, até aí, soprara gélido mas sempre de feição, refrescara um pouco o que, em linguagem náutica, nada tem a ver com a temperatura mas sim com a sua velocidade. Mandei rizar as velas na primeira ordem de rizos e que estivesse tudo a postos e preparado para a segunda. Entretanto o mar subia e encapelava-se muito à proa, que galgava, inundando todo o convés superior e ameaçando mandar pela borda fora tudo o que encontrasse e não estivesse preso e bem seguro.

Nos porões o gado fazia ouvir os seus lamentos. Pessoal de bordo e passageiros permaneciam, abrigados, nas cabinas. O cravo da mulher do comandante de há muito que não se ouvia, ele que, nessa mesma tarde, tinha feito soar algumas breves melodias. O comandante, desde a véspera que o não via, quando de mim se despedira dizendo-se indisposto e com fortes dores na perna e no pé cheio de gota.

O vento mudara subitamente de quadrante e era agora muito forte de NNW fazendo com que as vagas açoitassem ferozmente a amura e todo o bordo de estibordo. No convés, apenas os homens necessários à manobra e na gávea o gajeiro, enregelado, tentando descortinar os icebergues e outros perigos que, naquelas paragens, apareciam de improviso e que, mesmo que o quisesse, não se atreveria a descer de lá, tão largos e violentos eram os círculos que a ponta do mastro descrevia com o balanço do navio.

Longe de amainar, o vento aumentava mais e mais e o mar tornava impraticável a manutenção de qualquer rumo. Foi então que decidi por de capa o navio, isto é, só com o velame de temporal, procurar pará-lo e aproar ao vento de tal forma que as vagas fossem rompidas e cortadas pela proa diminuindo, assim, o seu impacto e os estragos que causavam.

E foi nesta manobra que sentimos que, numa das cavas, o casco embatera nas rochas do fundo. A súbita guinada para bombordo que logo se seguiu, na tentativa de safar o barco, mais não fez do que encostá-lo, por estibordo, à aguçada penedia negra e luzidia que os nossos olhos conseguiam agora perscrutar com a ajuda das rápidas aparições que a lua, em noite de lua cheia, fazia por entre as densas nuvens que a ocultavam. e através da espuma salgada que adensava o ar e nos toldava e fazia arder a vista.

Ao tempo que o navio se esventrava, rasgado pelas duras e afiadas rochas que no seu forte casco de pinho e carvalho se cravavam, eram lancinantes os bramidos dos animais aos quais a água já alcançara e que, presos nos porões, dali se não podiam libertar. Eu e o timoneiro, ambos impotentes e apavorados, íamos assistindo da ponte e enquanto nos pudemos ter em pé, ao terror dos que, gritando e correndo sem norte, como loucos, se buscavam no meio do caos que, num ápice, ali e para tudo e todos se criara. Para além do timoneiro, que comigo estava, julgo que já não vi mais nada nem ninguém depois de me ter sentido arrastar pelo mar e até me sentir sozinho, sereno e embalado, adormecido naquela água, antes fria e tormentosa, e agora calma, tépida e luminosa que me ia transportando até ao berço onde, antes da manhã, me deitaria…

Antes de adormecer, porém, naquela noite que tão subitamente se fez dia, ouvi a “milady”, que sempre povoara e acompanhara os meus pensamentos e desejos, sorrindo, sorrindo sempre, longos cabelos adejando ao vento, olhar tão profundo e cristalino, de um verde tão verde como os prados que sempre nos cercaram, e que, debruçada sobre mim, bafejando-me com o seu doce hálito que eu tanto amava, me dizia: - “Meu amor, meu amor, eu estou contigo!...”
publicado por Júlio Moreno às 12:52
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