Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Nas anteriores eleições presidenciais…

Nas anteriores eleições presidenciais estive bastante, mesmo bastante, inclinado a votar no poeta Alegre.

À última hora, porém, algo me fez mudar de intenções e abandonei tal intenção.

Acho que iria votar nele apenas porque o meu coração é, e sempre será, socialista e republicano. Reparem que eu digo “socialista” e não “sucialista”, o que representa, muito para além do erro ortográfico que logo dá na vista e merece palmatória, uma enorme diferença de conceitos que o leitor atento rapidamente descobrirá tal como, já em tempos, aqui tive oportunidade de referir e esclarecer!

Assim, preferi não trocar o certo pelo duvidoso, convencendo-me de que a social-democracia preencheria, na verdade, o meu substrato político e, por isso, votei Cavaco Silva e não estou arrependido muito embora discorde, em parte, dos seus múltiplos e prolongados silêncios a que, talvez prudentemente se remete, mas que penso bem poderiam ser substituídos por algumas intervenções bem enérgicas no âmbito das suas atribuições presidenciais.

Mas quem sou eu para julgar o seu procedimento se tão longe estou dos acontecimentos – dos verdadeiros, sim, porque os que me chegam já vêm distorcidos pelo crónico partidarismo de certa comunicação social, sobretudo daquela que mais independente se auto-proclama!

Adiante, porém, que o verdadeiro propósito deste meu “post” de hoje é o de manifestar a minha estranheza, para não dizer mesmo incómodo e estupefacção perante as críticas e farpas que Manuel Alegre vem lançando contra tudo e contra todos, muito especialmente contra quem, verdadeiramente, lhe faz sombra – o Prof. Cavaco Silva – e isto sem dispensar um pouco que seja do seu tempo à contestação que se lhe impõe de quanto sobre ele disseram e que tive oportunidade de verter neste meu espaço e ora recordo com o texto que então escrevi a 16 de Julho de 2010:

“… Segue o texto tal como o recebi: 

“Quem vai votar neste senhor? Tenham juízo! Da outra vez, este idiota nem soube o que fazer com os votos que teve!  - Deixem-no fazer poesia e que fique bem.”

 

“Assunto: FW: Comparando Militares do QP a Manuel Alegre "O DESERTOR"- REPASSAR para Portugal inteiro”. 

“O pateta alegre, além de estar senil esquece o passado. Em democracia, excluindo a democrácia portuguesa, quem tectos de vidro deve estar enterrado, para que as pedras não lhe caiam em cima. Comparando Militares do QP a Manuel Alegre "O DESERTOR"- REPASSAR para Portugal inteiro”
“Comparando Militares do QP a Manuel Alegre "O DESERTOR"
“Apoio, subscrevo e assino por baixo.
“Manuel Alegre - um DESERTOR
“Muito obrigado pelo seu concordante comentário sobre a potencial candidatura de Manuel Alegre à “Presidência da República.
“Teria preferido, a bem da nossa Nação, que o seu comentário fosse no sentido de me provar que estou “errado, o que, lamentavelmente eu não vou ouvir de ninguém.
“Sabe, o que mais me incomoda é que, com 2 filhos e 6 netos, olho para o meu "prazo de validade" a chegar “ao fim e sei que vou morrer com a angústia de lhes deixar um País, uma Nação, governados por aquilo que já “o nosso saudoso Rei D. Pedro V - infelizmente morto na flor da idade - descrevia, na sua correspondência “para o seu tio Alberto, marido da Rainha Vitória de Inglaterra, como uma "canalhocracia".
“E inquieta-me profundamente que, desse último quartel do século XIX até aos nossos dias, não só nada tenha “mudado para melhor, como a imunda República que nos governa, cujo primeiro centenário que este ano os “socialistas irão celebrar e que custará aos contribuintes DEZ MILHÕES DE EUROS tenha, pela sua prática “política legitimado que possamos dizer, hoje, que não é mais uma canalhocracia que nos governa, mas sim (e “salvo raras e honrosas excepções) uma "quadrilhocracia".
“Na minha qualidade de cidadão em uniforme que dedicou à nossa Pátria os melhores anos de toda a sua vida, “a troco de um prato de lentilhas, já vi quase de tudo e, como anteriormente afirmei, só me falta ver Manuel “Alegre - um DESERTOR - eleito PRESIDENTE DA REPÚBLICA e, nessa qualidade e por inerência do “cargo, como Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas.
“Espero que os portugueses acordem antes que tal possa acontecer. Cordialmente,
“Fernando Paula Vicente
“Maj-General da FAP (Ref.)””

“Quando estava num aquartelamento, no Norte de Angola, passava informações ao MPLA através de “um militar negro que prestava serviço nesse mesmo aquartelamento.
“Um dia, depois de ter tomado conhecimento deste caso, o Comandante da companhia mandou formar “as tropas e, com estas na posição de sentido, mandou esse militar negro dar um passo em frente: “ficaram todos a saber quem era o "Pombo Correio".
“Cada vez que o Traidor Alegre saía com a sua coluna em patrulha, nada lhe acontecia mas, no dia “seguinte, outro colega que saísse em patrulha, era logo atacado, originando baixas entre os nossos “soldados.
“Esse pateta alegre, alem de desertor-traidor à Pátria, é ainda assassino de portugueses pois que, depois “de ter desertado para o Congo Leopoldeville (actual Kinshassa), junto à povoação de Nóqui, no Norte “de Angola, enviava informaçóes através de uma emissora contendo informações das posições das “nossas tropas.””

“Noutros tempos estes crimes eram punidos com a pena de morte por fuzilamento. Nos tempos que correm, a “cobardia dá origem ao encolher de ombros, ao "deixa-andar", por isso está Pátria, que já foi, está “transformada num autêntico pântano!  PORTUGAL já era, não passa de "TERRA DO NUNCA", como no "Feiticeiro de Oz"...
“Conheci este General Piloto Aviador no posto de Capitão, na  antiga Base Aérea em Luanda; era pouco “falador, mas era muito educado e correcto o que me leva a partilhar totalmente das suas ídeias.
“Aníbal Pinho - Piloto da FAP Reformado””

Penso que o candidato deveria meditar um pouco no que aqui ficou dito e dedicar-lhe um pouco do seu tempo, demonstrando ser falso e desprovido de todo e qualquer fundamento tudo quanto sobre ele dizem estes dois antigos militares que, quanto mais se vão distanciando no tempo em que nasceram mais se vão aproximando da tempera de que eram então feitos os velhos e esquecidos portugueses…

publicado por Júlio Moreno às 12:52
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Um pedido de esclarecimento sobre os novos “chips” das SCUTs

Bons dias, amigos!

Dormi razoavelmente bem não obstante a indigestão emocional que me provocou o programa televisivo de que tive a infelicidade de ver apenas o início e a que ontem me referi aqui neste mesmo lugar.

Hoje, porém e ao ouvir o noticiário da manhã uma dúvida me assaltou e da qual me apresso a vir aqui dar-vos nota: - trata-se do que se terá passado com os “chips” das SCUTs que vão agora ser postos à venda por preços que variam entre os vinte e sete e os vinte e cinco euros (isto com o desconto que o governo promete, o que me faz pensar se não será melhor esperar pelos saldos para comprar um).

Na verdade, e apoiado no facto de já uma decisão do mesmo tipo – refiro-me aos computadores Magalhães – haver sido tomada sem o cumprimento dos requisitos prévios que a lei exige, não me recordo – o que poderá ser apenas fruto de uma distracção da minha parte – não me recordo, dizia, de ter visto anunciado qualquer concurso público nem qualquer posterior adjudicação para a produção dos tais “chips”, agora postos à venda e que, como todos sabemos, irão ajudar a colmatar alguns dos inexplicáveis “buracos financeiros” em que os últimos governos nos têm metido e que culminaram agora com a crise que todos conhecemos, vivemos e sofremos com excepção daqueles a quem uma vida de árduo e profícuo trabalho terá proporcionado as reformas de luxo de que tanto se tem falado ultimamente!

É que a 25,00 € cada “chip” e considerando que apenas 80% do actual parque automóvel nacional irá adquirir tais coisas, estaremos a falar de um valor que rondará os cem milhões de euros de uma assentada - cinquenta milhões muito provavelmente a preços de custo - e, com idêntica probabilidade, a comissões de 5% (o que acho pouco, mas que convirá estimar por baixo) a proporcionar, talvez, um “bónus” impessoal de cerca de cinco milhões…

Como em democracia, tudo parece ser permitido, sobretudo as mais lídimas dúvidas, aqui deixo a pergunta: - o que se passa? Será que alguém beneficiou um tanto obscuramente com o negócio? Se assim foi, quem? Algum “chico” esperto conhecido?

Seria bom que um senhor ministro de qualquer coisa – pois vêem começando a empurrar as respostas mais incomodativas de uns para os outros, além de já terem negado à tarde o que haviam afirmado de manhã (li isso nos jornais!, eu não ouvi...) – viesse a público esclarecer esta pequena dúvida que, tal como a mim, deverá ocorrer igualmente a muitos portugueses.

Para quem o faça, desde já o meu muito obrigado.

publicado por Júlio Moreno às 11:02
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Domingo, 26 de Setembro de 2010

Não quero acreditar

!Não quero acreditar que não haja alguém de senso neste País que não vá ao estúdio da RTP, agora, 23h45 de 26 de Setembro de 2010, à televisão paga por todos nós, e aí pregue um valente par de estalos – já que nem um murro à homem merece! – a esse parvalhão e nojo de menino que, segundo creio se chamará Nogueira, e faz, pelo que me foi dado observar por brevíssimos instantes, um dos programas mais asquerosos que me foi dado ver em toda a minha vida, blasfemando sobre aspectos sagrados para a maioria do Povo português - "salve Nogueira..." - e permitindo-se cobardemente atentar contra a personalidade das pessoas que, inocentes ou não, sentenciadas ou não, têm o inalienável direito ao respeito como ser humano e muito mais ao daqueles que, consigo profissionalmente comparados e pelo caminho que levam, nem aos calcanhares lhes chegarão nunca! - refiro-me á alusão descarada e directa a Carlos Cruz...

“Escarro” de adolescente despenteado e falho de ideias e originalidade - já um houve antes que se permitia pronunciar em palco as maiores obscenidades da língua portuguesa para gáudio de uma plateia bem ilustrativa do que vai por aí e por alguns sectores - e de quem tal permite e há quem ria!... e pelos vistos um candidato à Presidência da República que, só pelo facto de ter estado aí presente, deve ter passado dos 6% positivos que lhe atribuiam a, no mínimo, 6% negativos!... Um Presidente assim? Nunca!... Como desceu, Senhor Doutor, como desceu!...

E o que faz a Polícia desta República das Bananas?! Não faz cumprir a lei? É isto democracia?...

Vou desligar com nojo a televisão e desinfecta-la com álcool para a poder ver novamente amanhã…

Que vergonha! Hoje é tudo permitido?

Não estivesse eu tão longe que, mesmo com a idade que tenho, era eu quem o iria correr a pontapé como, no passado, já fiz a alguns...

publicado por Júlio Moreno às 23:57
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Sábado, 25 de Setembro de 2010

Nunca digas nada. Se quiseres falar, nunca te esqueças: - diz só palavras…

 

Eram cerca de cinco e pouco da manhã e já me encontrava aqui sentado e a confessar à máquina o que me ia no peito sobretudo depois de me ter actualizado – como é meu hábito, um mau hábito, reconheço-o …  - este que cultivo de me actualizar aqui, na “actualidade” do Portugal Diário da IOL.

A notícia com que logo me deparei foi aquela da declaração de Passos Coelho de não voltar a falar com o nosso primeiro sem ser na presença de testemunhas!... Disse isto nos Açores, se não erro. Nos Açores!...  Logo aí!... Num tremendo feudo socialista! Parabéns pela ousadia e também pela coragem – o que não será de admirar a quem tão bom professor teve de política: - Sá Carneiro.

Falar só na presença de testemunhas?... Mas isto, que nem lembraria ao diabo, é tão grave que, se a tal não obstassem os meandros jurídicos da ultra-complicada arquitectura do nosso sistema legal – e não só os dos dias de hoje como também os que já existiam no passado e tão pesados engulhos nos faziam! – logo o seu autor seria processado por difamação já que em tais palavras se encontraria implícita a pública afirmação de que o nosso primeiro não é pessoa credível, que logo na primeira oportunidade se desdiz, negando ou alterando o que disse e alijando, deste modo, toda a carga excessiva e eventualmente  menos verdadeira ou mesmo injuriosa, que as palavras da sua conhecida dialéctica e antes proferidas contivessem ou pudessem, como tal, ser entendidas. E tudo isto ocorreria com a cobertura serena, paternalista e quase patética de uma Procuradoria de Justiça que vê, ouve e cala, a todos confundindo com os seus constantes e nem sempre conseguidos ziguezagues, desviando-se do que, em meu modesto entender, seria a sua principal e única missão: - velar e garantir que a Justiça, cega que é, consiga ver e repor, com oportunidade e eficiência, no lugar certo tudo o que dele, por errado, esteja deslocado.

Congeminemos, porém, uma pequeníssima peça teatral e Imaginemos a cena de Passos Coelho dialogando com o nosso primeiro sobre o Orçamento:

- Palácio de São Bento. Numa sala que não será oval mas sim quadrangular, irão estar presentes, além dos dois dialogantes, mais quatro pessoas como testemunhas e outras duas como estenógrafas. Três por cada lado, como facilmente se compreenderá e estas seis já todas instaladas nos respectivos lugares. Faltam apenas os dialogantes quando um funcionário, o mais inocuamente possível, anuncia da porta, com uma voz cansada e quase inaudível:

- O Senhor Presidente do Partido Social Democrata, Exmo. Senhor Dr. Passos Coelho…

(Este entra e dirige-se para o cadeirão que lhe foi indicado através de um pequeno aceno de cabeça por uma das suas testemunhas e onde se senta. Do Primeiro-ministro, nem rasto. Eis, porém, que, alguns minutos volvidos, uma outra porta, agora do lado contrário, se abre e sem qualquer anúncio prévio, descontraído e ágil – tinha acabado de tomar o seu chuveiro após o jogging dessa manhã – por ela passa o Engenheiro José Sócrates que, com ar jovial e prazenteiro a todos cumprimenta com um generalizado “bons dias, bons dias… espero que se não tenham aborrecido com a minha ligeira demora…” e, dirigindo-se a Passos Coelho que, entretanto, se levantara, lhe estende a mão, ao que este corresponde, ambos se cumprimentando, voltando a sentar-se).

Disse, então, o Primeiro-ministro:

PM - Então, pelo que vejo, está tudo a postos, não é verdade? Tudo bem, tudo porreiro…

(Entretanto cruza a perna direita sobre a esquerda depois de se certificar de que os vincos das calças não seriam desfeitos nessa manobra e isto enquanto Passos Coelho se move ligeiramente na sua cadeira. Inicia o diálogo o Primeiro-ministro).

PM – Então hoje temos o Orçamento, não é verdade?

PC – É verdade, Senhor Primeiro-Ministro, e o que me traz aqui, nesta audiência que teve a amabilidade de me conceder, bem como às minhas testemunhas, é precisamente o transmitir-lhe a nossa determinação de não viabilizar o Orçamento acaso o Senhor Primeiro-ministro persista na sua intenção de aumentar os Impostos ou de, porventura, arranjar outras formas de receita que resultem de um aumento de encargos para as famílias portugueses e para os portugueses em geral…

(E, num pequeno aparte, voltando-se para o seu estenógrafo, inquiriu: - tomou nota do que acabei de dizer, não tomou? Tendo este respondido que sim com um quase imperceptível aceno de cabeça, Passos Coelho recostou-se novamente na sua cadeira, esperando a reacção do PM que se não fez esperar.)

PM – Meu Caro Passos Coêlho, como já antes lhe disse, este é um assunto sobre o qual ainda teremos muito que dialogar… muito mesmo… E tanto que julgo mesmo que o melhor será deixarmos ficar esta discussão para depois da aprovação do Orçamento que já está escrito e passado para “pen” de última geração que o Senhor Ministro das Finanças a esta hora já deve ter preparada para entregar ao Camarada Jaime Gama, na Assembleia da República…

PC – Mas, Senhor Primeiro-ministro, como é isso possível se o objectivo desta reunião é precisamente…

PM – Ó Passos Coêlho, deixe lá isso que vamos ter muito tempo para discutir o assunto quando na próxima quinzena eu for ao Parlamento para dizer o que se estiver a passar…

PC – Insisto, Senhor Primeiro-ministro…

PM – Não insiste nada Passos Coêlho… Não insiste nada porque não há nada para insistir! Não vê que não chegámos a dizer nada e, não tendo sido nada dito ainda, não há mesmo nada para insistir… não é verdade?...

(E o PM sorri para os circunstantes que, literalmente de boca aberta, olham, espantados para um e para outro dos interlocutores enquanto que os estenógrafos mantêm as respectivas maquinetas paradas pois também elas estão paralisadas de espanto…)

PM – Sabe, Passos Coêlho, esta minha lógica cartesiana e, por isso mesmo, inatacável,  aprendi-a eu, e com distinção, na Universidade Independente… aquela onde me licenciei e que o Gago, infelizmente mandou encerrar, nunca soube bem porquê… Aí é que ele esteve mal e prestou um mau serviço ao País pois era, até ao momento, o único estabelecimento de ensino que fazia exames por fax e passava Diplomas de licenciatura aos domingos, feriados e dias Santos de Guarda,  tudo sem que os professores reclamassem ou exigissem um cêntimo que fosse de horas extraordinárias!... Olhe, um grande prejuízo para o País, um enorme prejuízo, agora infelizmente irrecuperável… irrecuperável até porque o seu corpo decente, desculpem, docente já lá não está ignorando-se o seu paradeiro…

(Ajeita-se um pouco na cadeira e descruza as pernas).

PM – Não quer ir dar uma voltinha aqui pelo jardim. Hoje o dia está tão aprazível que quase estaria tentado em dar um pequeno mergulho na piscina, isto se me quisesse fazer companhia, claro!…  O Dr. sabe nadar, não sabe? Olhe que eu se não soubesse certamente que já me teria afogado!...

(Procurando aquietar a sua cólera, que só um súbito intumescimento das veias jugulares denunciava, Passos Coelho levanta-se).

PC – Senhor Primeiro-ministro, é meu dever fazer-lhe notar que o Senhor não respondeu minimamente a qualquer das questões que importava discutir nesta reunião…

 PM – Ai isso é que respondi! Respondi sim senhor e até lhe fiz um convite ao qual o Senhor ainda me não respondeu…

(Nessa altura abre-se subitamente a porta por onde entrara Passos Coelho e o mesmo recepcionista que antes o anunciara, numa voz agora perfeitamente audível porque era em pânico que gritava).

- Ai meu Deus que rebentou a Revolução. Estão já todos no jardim e desta vez não trazem cravos nos canos das espingardas!...

(Cai o pano e com ele um letreiro onde se lê: - “ A BEM DA NAÇÃO NÃO BATAM PALMAS”  

publicado por Júlio Moreno às 17:11
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Do Portugal Diário da IOL:

DO PD da IOL:

 

"Passos diz que não voltar a conversar a sós com Sócrates

«Nunca pensei ter que dizer o que vou dizer», confessou

Por: / CLC  24-09-2010  21: 51

 

 

"O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira aos jornalistas em Ponta Delgada, Açores, que não voltará a reunir com José Sócrates sem que estejam na sala outras pessoas que possam «testemunhar» a conversa.

Foi com muita estupefacção que ouvi a reacção do primeiro-ministro e nunca pensei ter que dizer o que vou dizer, que não haverá nenhuma outra ocasião no futuro em que o líder do PSD volte a conversar em privado com o primeiro-ministro sem que existam outras pessoas que possam testemunhar a conversa», frisou o líder social-democrata.

Passos Coelho referia-se à reacção de José Sócrates sobre a existência de condições prévias nas conversas que mantiveram para encontrar soluções para ultrapassar a actual crise.

"O presidente do PSD escusou-se a fazer mais comentários sobre o assunto, alegando que «as pessoas já estão suficientemente assustadas e desorientadas com o que se tem vindo a desenvolver à volta da questão da crise económica e do OE», reafirmando apenas que «o PSD entende que um bom orçamento para o país deve ser conseguido sem penalizar mais as pessoas».

São as pessoas que estão a pagar mais impostos, não é justo que o Estado as queira penalizar com mais impostos porque não faz o que devia fazer, que era emagrecer as despesas do Estado», afirmou.

"Esta sexta-feira, José Sócrates admitiu que se orçamento não for aprovado, o Governo demite-se .""

Comentário

Quem aqui se tiver acostumado a vir-me ler – e serão poucos, creio eu – deve pensar que me move qualquer ressentimento ou espécie de sanha contra o nosso primeiro-ministro – o nosso primeiro, como ouso chamar-lhe em memória dos saudosos tempos da minha vida militar! Deve pensar mas está errado, profundamente errado, pois a verdade é que não move.

Como simples ser humano, que ainda julgo ser, nada de pessoal tenho de contra ele a quem não tenho sequer o “desprazer” de conhecer! Como homem preocupa-me tanto como aquela pessoa desajeitada com quem nos cruzamos na rua e de quem, sem que nada ou quase nada o justifique, levamos um encontrão ou até uma ou outra palavra de ressentimento por algo que, sem querer, lhe tenhamos feito e, com isso, prejudicado. Como homem é-me indiferente, completamente indiferente, cabendo, talvez, naquele indiferenciado lote das pessoas que me não serão simpáticas a uma “primeira vista”. Isso sim, isso será verdade. Mas nada mais do que isso.

Porém, o que me vem movendo contra o nosso primeiro, como que me obrigando a escrever aqui o que tenho escrito é, pura e simplesmente, a minha qualidade de cidadão deste País, a educação que de meus pais recebi e o que a vida, ao longo do seu já extenuante e pedregoso percurso, me tem ensinado, e ensina ainda, a despeito da minha idade (74 anos) e da natural propensão que tenho para a credulidade, o que me tem valido já muitos amargos de boca e mais me revolta quando me sinto enganado.

 O que me move é apenas o facto – e, dadas as circunstâncias, não sei já se bom se mau! – de ter nascido português de credo e raça, transmontano de cepa e aprumado de raiz. O que me move é o facto – do qual nunca me poderei apartar – de ter servido um homem íntegro, indefectível amante da sua Pátria, valoroso e destemido como os de antanho, com quem tive a rara felicidade, privilégio e honra, de conviver de perto, mas tão crédulo e crente na verdadeira solidariedade humana que, tal como eu, facilmente se deixava – como deixou – enganar: - o Marechal António de Spínola!

E é exactamente por ser assim, simples e crédulo, sempre com uma esperança, ao acordar, no dia que amanhece, que me revolta assistir sem nada poder fazer - a não ser isto que faço – para impedir que a mentira e a arrogância oca vençam, a falta de escrúpulos e o compadrio continuem a campear e ditar leis neste meu pobre  País.

 Por isso escrevo linhas como estas. Por isso busco, bem ao contrário do que poderão pensar, notícias que me alegrem, me dêem esperança e confiança para os derradeiros dias de uma vida que vai já longa. E, quando as busco, pelas manhãs, neste jornal diário da Net ou as ouço nos noticiários com que, consoante a cor e a filiação política, as rádios nos atordoam os ouvidos e as consciências, são boas notícias, esperançosas notícias as que espero ouvir e não aquelas que vêem sendo objecto destes meus escritos que nada disto é de ciência própria ou geração espontânea, como sabem.

Porém, e ao invés do que pretendo, que vejo eu? Notícia de criminosos com várias cores de colarinho, de crimes e mais crimes violentos, consequência de um Shengen sem prévia e aturada preparação!, de ardis, de manhas e artimanhas de “chicos” espertos que proliferam hoje em Portugal – a minha gente não era, nunca foi assim! – e que enriquecem não se sabe como e se vão enchendo de “ar e vento” e não só sem quase nunca estoirarem e, o que é bem pior, que este Povo, na sua esmagadora maioria, continua a emagrecer, cada vez mais magro, papalvo e crente, deixando inexoravelmente que outros nele se apoiem não para se não afogarem – o que talvez se justificasse pelo mero instinto da sobrevivência - mas para poderem “ver longe”, mais longe, cada vez mais longe… a milhas e milhas de distância os paradisíacos “offshores” com que sonham no seu dia-a-dia!...

publicado por Júlio Moreno às 08:54
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

QUE BOM QUE ERA! SÓ QUE, QUANDO A ESMOLA É GRANDE, O POBRE DESCONFIA…

Creio ser este o terceiro “post” de hoje neste meu “pretensioso  blog” mas a catadupa de notícias foi tão grande e tão de molde a “bulir” tanto com a minha consciência que me não posso impedir de o fazer mais uma vez. Espero que a última por hoje!

Trata-se de mais uma novidade do PD da IOL, agora na rubrica de “Economia”, que vem dar conta da “queixinha” do nosso primeiro em Nova Iorque.

Num belíssimo e quase “sheakspereano” inglês, do qual, desafortunadamente, apenas tive a felicidade de ouvir as breves e últimas palavras mas que se me assemelhou, em termos de pura nuance, ao não menos belíssimo francês do ex-Presidente Mário Soares, o nosso primeiro acusou hoje frontal e desassombradamente – o que me recordou D.Quixote – Passos Coelho e o PSD de comprometer o orçamento já que o não o terá deixado “mentir” mais uma vez aos portugueses com a necessária cobrança de mais impostos para satisfazer as megalomanias de TGVs, de Pontes sobre o Tejo e novos Aeroportos em que estará comprometido…

Mas, tal como Eça de Queiroz já dizia quando, referindo-se à morte do Presidente da República, que esta não era motivo de consternação geral, pelo contrário, que animava o comércio…, também não devemos ver nesta anunciada “queda do Governo” um motivo sério de preocupação, pelo contrário, pois quando tantos já prometeram arrumar a casa é quase bem feito que venha aí um FMI para lhe dar uma vassourada, tirando primeiramente o “lixo” para, depois, a poder arrumar melhor.

Aceitemos, assim, a saudável ironia do nosso incontestado e não Nobel mestre de literatura e encaremos a realidade tal qual ela se nos apresenta, sem medos ou receios de qualquer espécie, antes pensando que, não obstante o remorso que não deixará do nos perturbar por não termos sido mais lestos, muito em breve poderemos respirar de alívio ao ver-nos finalmente livres deste mal, crónico de há já dez anos, e que tanto, como País que somos, nos tem apoquentado!

Mas atenção, portugueses, que a cartilha do PS é sempre a mesma.

Tal como os ratos, quando já não podem ir ao queijo e se vão embora, também estes novos “roedores” quando já mais não podem ou porque se lhes fenece a comida e o cheiro dela ou porque a dentadura já está gasta, abandonam igualmente o barco, pouco se importando com aqueles que, ao longo dos anos, com mãos trémulas ou olhares de esperança, nos seus nomes foram pondo as cruzinhas que lhes deram os votos e agora, tal como aos “boys”, vão abandonar no deserto árido e cheio de miragens já que deixaram de ter utilidade. Já assim foi com Guterres e assim será com Sócrates que, muito embora o não possa publicamente confessar, deve estar desejoso de se ver livre dos compromissos a que a sua arrogância e desmedida ambição quase o guindou mas cuja corda se lhe deve afigurar agora estar tão bamba que o melhor será meter o socialismo na gaveta – onde é que eu já ouvi isto? – e, com os parcos proventos que os sucessivos cargos lhe foram permitindo amealhar ao canto da gaveta – já que tudo teve à borla! - aproveitando a oportunidade que tão soberanamente se lhe oferece, sair de mansinho para se dedicar a falar inglês noutro qualquer lugar, infelizmente deste planeta já que as suas sonhadas tecnologias ainda o não poderão transportar a outro qualquer!

Será, pois, tempo de se colocarem as ratoeiras nos pontos estrategicamente certos por forma a podermos apanhá-los a todos antes que fujam…

Como é meu hábito, aqui segue a transcrição:

Economia

“Sócrates: se orçamento não for aprovado, Governo demite-se

“Primeiro-ministro lamenta que Passos Coelho não aceite negociar. «Quando um Governo não tem Orçamento também não tem condições para governar»  - Por Redacção  António Ferrari, TVI, em Nova Iorque  - 2010-09-24 17:21

O Governo admite bater com a porta e demitir-se se não conseguir chegar a acordo com o PSD com vista à aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2011. O primeiro-ministro reiterou esta sexta-feira a «ameaça» socialista, afirmando que «quando um Governo não tem Orçamento também não tem condições para governar».
-“José Sócrates, que falava em Nova Iorque, onde se deslocou para uma visita às Nações Unidas, disse que, caso seja impossível chegar a um entendimento com o PSD relativamente ao OE, muito provavelmente o Governo poderá pedir a demissão.
“-O chefe do Executivo acusa o PSD de não querer negociar o Orçamento do Estado, um dia depois de se saber que o Governo chamou o PSD para uma negociação prévia que permitisse chegar a um acordo que garantisse a aprovação do OE para 2011. Os sociais-democratas recusam à partida o aumento de impostos e alegam que esse foi o factor que impediu o continuar das negociações.
“-Questionado sobre se pretende aumentar impostos, o primeiro-ministro preferiu apontar na direcção da redução das deduções fiscais: «Não considero que isso seja aumento de impostos, mas se se vier a revelar necessário aumentar impostos, e se isso for mais justo do que reduzir a despesa», então esse será o caminho a trilhar pelo Governo.
“-Porque para o primeiro-ministro considera «mais justo [aumentar impostos] do que reduzir a despesa nas áreas da saúde ou educação».
-«Espero que o PSD reconsidere e aceite negociar»
“-Nesta conversa com os jornalistas, o primeiro-ministro disse esperar que o «PSD reconsidere» e aceite negociar o Orçamento. «Há por aí muita gente a querer apresentar desculpas, mas a verdade verdadinha é esta: o Governo propôs negociar previamente o Orçamento e o PSD disse que não».
“-Quando questionado sobre as audiências solicitadas por Cavaco Silva aos partidos com assento parlamentar, para discutir a situação económica e política do país, José Sócrates foi crítico: «Não é ao Presidente da República que compete fazer governos; não é ao Presidente da República que compete fazer governos. Isso compete aos partidos».
“-«Lamento que os partidos tenham colocado na posição que agora exige que o Presidente vá fazer consultas». Apesar de reconhecer que o passo de Belém é «positivo», Sócrates avisa que não «as coisas não sejam vistas ao contrário». É «muito negativo para o país não ter um orçamento. Não ter orçamento é a confissão de que não somos capazes de resolver os nossos problemas».

publicado por Júlio Moreno às 22:45
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Parece que sou bruxo ou então…sou mesmo bruxo!

 

Imaginem que, nem duas horas foram passadas sobre a minha indignada “blogação” anterior (das 12h50) e já uma nova notícia aparece no PD da IOL (às 14h37) a afirmar que uma porcaria, perdão, uma  portaria do Governo vem ordenar, a todo o Grupo das Águas de Portugal, a suspensão imediata – imaginem bem a sonoridade e a violência dos termos utilizados e o quanto deverá ter custado aos seus responsáveis a necessidade da sua utilização para melhor impressionar o “Zé Povinho”, que a mim não pois me chamo Júlio embora do Povinho também seja, e com todo o gosto! – a suspensão imediata, dizia, do plano de renovação da frota que previa a aquisição dos tais automóveis de luxo, trinta e quatro dos quais já adquiridos e, pelo que se poderá presumir, já distribuídos e, talvez até, sem direito de regresso!

Abençoada portaria e corajosos os responsáveis que a elaboraram compreendendo tão bem a hora de excepcional crise em que vivemos! Bem hajam!...

Porém, aqui deixo um pequeníssimo reparo, reparo esse que vislumbro no texto que li e que, como é meu costume, abaixo transcrevo também.

Trata-se de uma fenda no arrazoado jurídico da referida portaria, cujo texto original desconheço, mas uma fenda que me parece ser a tal pequena porta que costuma ser deixada entreaberta para que alguns dos “lesados” – presidentes, directores, assessores e companhia (os que o vulgo da desbocada crítica política do PS designa hoje por “boys”) – possam continuar a beneficiar daquela regalia, isto é, de ter um carro novo com que se possam apresentar aos subalternos – é sempre preciso demonstrar quem manda! -  e aos amigos com quem aos fins de semana se poderão encontrar nos All Garves, nos clubes de ténis ou de golfe e isto senão… senão o Governo ficará a saber que baterão com a porta, passarão a dizer mal dele e, nas próximas eleições, lá se vai por água abaixo o caciquismo de elite e muitos dos lugares de bancada, e não só, poderão ficar desertos!... E é claro que tal porta - «situações excepcionais de carácter urgente e inadiável, susceptíveis de comprometer a eficácia do desempenho operacional da empresa» - se torna absolutamente necessária, não vá o diabo tecê-las e cumprir-se a profecia que antes fiz tanto mais que é consabido que um profissional insatisfeito é sempre um mau profissional mesmo que pareça bem cumprir diariamente as suas obrigações…

A não ser assim, nenhuma razão plausível justificaria a proliferação de certas fábricas de rebuçados…

Segue a transcrição:

Últimas – PD da IOL das 14h37

Polémica: Governo manda suspender carros de luxo na Águas de Portugal

Decisão sai depois de se saber que já foram substituídas 34 viaturas de alta cilindrada nas empresas do grupo que têm cerca de 400 automóveis topo de gama à disposição - PorRedacção  CPS  - 2010-09-24 14:37  “- O Governo emitiu uma portaria que ordena a suspensão imediata do plano de renovação da frota automóvel de todas as empresas do Grupo Águas de Portugal, exigindo ainda a apresentação de um plano detalhado das necessidades de renovação da frota. “- Na portaria conjunta do Ministério das Finanças e do Ministério do Ambiente é exigida a suspensão de «imediato, em todo o universo de empresas pertencentes ao Grupo Águas de Portugal, o plano de renovação da frota automóvel», abrindo, no entanto, uma porta para «situações excepcionais de carácter urgente e inadiável, susceptíveis de comprometer a eficácia do desempenho operacional da empresa», escreve a Lusa. “- O grupo fica ainda obrigado a apresentar até dia 15 de Outubro de 2010 «um plano detalhado de necessidades de renovação da referida frota, incluindo designadamente as denominadas viaturas de serviço, respectivos impactos em termos de custos anuais e plurianuais, critérios de atribuição de viaturas de serviço personalizadas e regulamentação da respectiva utilização». “- A decisão do Governo surge na mesma semana em que o jornal «Correio da Manhã» noticiou que no presente ano já foram substituídas 34 viaturas de alta cilindrada nas empresas do grupo Águas de Portugal, que têm cerca de 400 automóveis topo de gama à disposição.””

Até logo que, ou me engano muito, ou isto ainda não fica por aqui…

publicado por Júlio Moreno às 17:01
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Ontem limitei-me a transcrever sem comentários mas hoje…

 

Perante o que os meus olhos lêem – por enquanto ainda vou “vendo” e podendo entender o que leio! – mas, sobretudo, perante a insistência com que a notícia é dada (hoje novamente, no PD da IOL) sem que se vislumbre a mais leve perturbação acerca do modo como o nosso distintíssimo Governo, o nosso primeiro e o nosso segundo (leia-se aqui “das Finanças”) terão reagido ou irão reagir ao facto “escandaloso” de termos uma Empresa do Estado que desafia descaradamente o patrão, perante a passividade deste  - se calhar já sem autoridade para intervir! - ao não cumprir as suas ordens de contenção de despesa já dadas e constantemente reiteradas a milhões de portugueses, não me coibirei hoje de comentar aqui e de dizer o que penso após o que transcreverei, como é meu hábito – péssimo hábito, diga-se -  a notícia em causa.

Assim:

1º - Quatrocentos carros topo de gama equivalerão, no mínimo, a quinze milhões de euros, tanto quanto quinze milhões de medíocres subsídios de Natal – de mil euros cada (o meu pouco passa dos quinhentos)! – quase o dobro dos que serão pagos em Portugal no corrente ano.

2º - Curiosamente a classe “topo de gama” definida pelas Águas de Portugal diverge profundamente da adoptada por todas as organizações ou organismos com competência na matéria que começam por considerar “topo de gama” a própria modernidade aliada, como é natural, à respectiva marca,  cilindrada e valor de custo!

3º - As Águas de Portugal – como o Banco de Portugal e tantas outras Instituições que aqui não menciono porque as ignoro mas que seguramente existem! – permitem-se legislar em causa própria  ao abrigo de Estatutos que para si mesmas produzem e constantemente invocam mas que abertamente colidem com o que se encontra prescrito para as demais empresas não eleitas (enteadas) do País atribuindo-se, a si e aos seus colaboradores, regalias e benefícios que o comum dos cidadãos não possui mas que – e isso é que será o mais importante – estes pagam através dos Impostos que o descaramento do Governo que temos vai ao ponto de, em obediência a não sei quem da estranja e com medo do FMI, agora no meio da sua total desorientação – antes, passividade e laxismo - novamente pretende aumentar!

4ª – Será que tudo isto tem alguma coisa a ver com os polícias que, representados por nove sindicatos, hoje estão na rua,?

5º Será que tudo isto tem a ver com a antecipação de reformas pedidas pelos médicos portugueses e com a agitação contínua de professores?

6º - Será que isto tem a ver com a notória e já muitas vezes notada falta de um português, um só, que saiba dizer “BASTA!” sem ser o musical “não” do poeta que quer ser presidente?

- Caramba!... Onde estão os Portugueses que deram Mundos ao Mundo, que venceram Aljubarrota, passaram o Cabo das Tormentas e expulsaram os Filipes e os Napoleões? Aqueles que, com honra e glória, souberam bater-se em” La Lys” quando muitos debandavam na presença da derrota eminente, mas onde o “Milhões” ficou, agarrado à sua metralhadora, dando cobertura e protecção aos que fugiam, ao ponto de ser admirado e louvado no campo de batalha pelos próprios inimigos que, ganhando, perante a sua bravura se curvaram!?

- Será que vamos continuar a deixar que um bando qualquer de medíocres políticos nos desgracem para as décadas vindouras – para os meus netos que, a mim, já pouco mal poderão causar! – sem que haja alguém que os refreie e, uma vez por todas, os meta na ordem e lhes ensine o que é democracia que tanto apregoam mas de que nada sabem?

- Será que já não há em Portugal Poder algum que obrigue tais senhores a mostrar a sua verdadeira face (que só muito vagamente se presume ainda oculta!) e os obrigue a prestar as contas que, já de há muito, devem ao País?

Sempre fui contra o Nobel da Literatura entregue a Saramago que, como já disse, sempre considerei um homem lúcido e de “ideias”. Daí que talvez o Nobel da Ideologia lhe assentasse bem melhor que o da Literatura onde as frases, embora cheias de conteúdo, não emergem do papel por falta de vírgulas e de pontos!

Num aspecto porém estou quase a concordar com ele: - talvez fosse melhor que este pobre País se acolhesse de novo, choroso e frustrado, ao regaço maternal daquela que um dia já foi a sua mãe: a velha Ibéria!

Transcrevo agora a notícia de hoje que já o era ontem:

“400 carros topo de gama: empresa pública não está em crise

“Águas de Portugal não considera que os seus carros personalizados sejam topo de gama e diz que as finanças da empresa estão bem  - PorRedacção  CPS  - 2010-09-23 10:41

“Os gestores e quadros intermédios das Águas de Portugal estão a receber novos carros. A empresa conta com 400 viaturas personalizadas e só este ano, já foram substituídos 34 carros. A empresa explica: é que, apesar de o país estar em crise (especialmente as contas públicas), esta empresa (pública) não está. “- A notícia foi inicialmente avançada pelo «Correio da Manhã». O jornal escreve, na edição desta quinta-feira, que a maioria dos carros personalizados da empresa são de gama alta, que só o presidente gastou quase 13 mil euros com o automóvel e que só no final do primeiro semestre deste ano, contabilizavam-se 1.190 viaturas de serviço contratadas em regime de Aluguer Operacional de Viaturas (AOP), das quais 388 são viaturas personalizadas. “-Mas, em esclarecimentos prestados à Agência Financeira, a Águas de Portugal (AdP) faz questão de esclarecer que não considera os automóveis em causa como sendo «topo de gama». Porque, refere, «a cilindrada média das viaturas de serviço personalizadas situa-se entre 1.2 e 2.0». “-Apesar da crise que o país atravessa, a empresa parece não ver problema nos gastos porque «o Grupo AdP apresenta um balanço equilibrado do ponto de vista económico e financeiro». “-A empresa do Estado esclarece que «o objectivo do Grupo é diminuir em 30% os custos unitários com viaturas nos próximos 3 anos». “-Estes veículos são alugados em regime de aluguer operacional, para uso pessoal e profissional, esclarece ainda. “-«Existe uma tabela de viaturas, que é definida semestralmente com base em premissas de custo, níveis de emissão de carbono, consumo médio misto, cilindrada e cavalagem, que integra 8 níveis, designadamente desde veículos híbridos (Toyota e Honda), Skoda Fabia, Renault Megane, VW Golf, Opel Astra, Renault Laguna, Citroen C5, Audi A3 e BMW 320. Em relação aos administradores das empresas do grupo - que incluem as viaturas Audi A4 e BMW 320 -, e em cumprimento rigoroso do disposto no Estatuto dos Gestores Públicos, é da competência exclusiva da Assembleia-geral a atribuição e fixação da respectiva viatura que determina a viatura a atribuir», explica ainda a empresa à AF. “-Mas nesta frota (de cerca de 400 carros) não estão incluídos os carros de trabalho como por exemplo as carrinhas de piquete.""

Vergonha, vergonha, é o que me apetece dizer…

publicado por Júlio Moreno às 12:50
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Mais do mesmo: - também do PD da IOL de 23Set2010:

 

Últimas

“Ministro admite aumento de impostos para reduzir défice

“Teixeira dos Santos acusa sociais-democratas de serem «parte do problema». «O PSD diz que não quer aumentar impostos. Eu pergunto: onde vamos cortar?»

“PorSara Marques  - 2010-09-23 16:02  

“O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou esta quinta-feira que «não é possível atingirmos o nosso objectivo [de redução do défice] sem melhoria na receita», e assegura que o próximo Orçamento do Estado «terá cortes na despesa significativos em todas as rubricas».
“«Não é possível atingirmos o nosso objectivo [de redução do défice] sem melhoria na receita. Não acredito que o PSD não saiba disso», afirmou o ministro.
“«O PSD diz que não quer aumentar impostos. Mas eu pergunto: têm feito o vosso trabalho de casa sobre o desafio que temos pela frente. Cortar o défice em 4500 milhões de euros. Eu pergunto ao PSD: onde vamos cortar?».
A pergunta de Teixeira dos Santos valeu-lhe resposta das galerias e mesmo de alguns deputados: «O senhor é que é o ministro».
“«Faremos o que for necessário e tomaremos medidas para assegurar os 7,3 este ano e teremos um Orçamento de muito rigor, de corte na despesa e de muito rigor para garantir os 4,6 para o ano. É essa garantia que eu posso dar a esta Câmara e aos portugueses», afirmou. «Vamos cortar significativamente na despesa pública e em todas as rubricas», disse ainda.
“Teixeira dos Santos garante que em relação ao PEC, o que está em causa «não é saber se as medidas de redução da despesa estão ou não a ser implementadas, porque estão, nem se estão ou não a surtir efeito, porque também estão», mas sim saber se são suficientes.
“«A despesa passou de 4,3 em Julho para 2,7 em Agosto. Cresceu apenas 2,9 por cento, e vai continuar a baixar. E a receita está acima do previsto. Estamos neste momento com uma poupança de 400 a 500 milhões de euros», garantiu o ministro das Finanças.
“Mas Teixeira dos Santos alerta que «há factores de risco». «A receita não fiscal está a evoluir abaixo do previsto. As Estradas de Portugal contavam com uma receita que não aconteceu, em parte devido à situação das portagens nas SCUT», explica. E recordou ainda que «há o submarino que anda por aí e também tem que ser contabilizado».
E garantiu: «tomaremos as medidas que forem necessárias para neutralizar estes factores de risco», dando como exemplo a extinção dos organismos e fundações «que forem necessários», sem contudo concretizar.
“Teixeira dos Santos acusa PSD de ser «parte do problema»
“Num debate no Parlamento, Teixeira dos Santos acusou ainda o PSD de, em matéria de Orçamento do Estado, “«deixar de ser parte da solução e passar a ser parte do problema».
Em resposta ao líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, Teixeira dos Santos afirmou: «Disse que o país está a fazer o que lhe compete [em matéria de sacrifícios]. É verdade. O PSD é que não está a fazer o que lhe compete».
Em causa está o facto de o Governo ter convidado o líder do PSD para negociar previamente o Orçamento sem condições, mas ter obtido resposta negativa.
“«O cheiro a poder próximo terá de alguma forma obnubilado o PSD», acusou Teixeira dos Santos. «Tem estado a criar pretextos. Levantou sobre as portagens nas SCUT, sobre a negociação de uma proposta orçamental para o próximo ano, fez do PEC um pretexto para se furtar ao diálogo».
“«Foi dito ao PSD nos últimos dias que estamos dispostos a dialogar, a encontrar uma situação de compromisso, mas mesmo assim o PSD recusou», continuou “”.

publicado por Júlio Moreno às 17:10
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Somos ou não um País de anedota?

 

Porque qualquer dia só poderemos beber vinho, tomar banho em vinho, lavar escadas com vinho, argamassar o cimento com vinho... pelo preço a que irá ficar a água!,  peço encarecidamente a quem me leia que TENHA A SUPREMA OUSADIA de comentar a notícia que abaixo transcrevo e acaba de ser colhida na Internet (fresquinha, portanto!...) pois eu decidi  não o fazer  - sabe-o Deus com que custo! – porque muito naturalmente os meus dedos iriam fugir para teclas que não deveria premir neste velho teclado de computador que venho usando e que me poderiam acarretar alguns transtornos como aqueles que já um dia vivi e decorreriam de poder vir a ser sustentado durante algum tempo por conta do Estado numa daquelas casas para onde é costume irem agora os polícias que aí ficam guardados pelos ladrões!.-…

Infelizmente, como esta há mais! Muitas, muitas mais… Algumas só entre dentes balbuciadas mas que dão bem para entender a desavergonhada fantochada que ocupa o poder neste País onde o descaramento já vem sendo tanto que até enxovalha quem dele se for fazendo eco…

 

Do PD da IOL de 23 de Setembro de 2010:

Águas de Portugal paga 400 carros topo de gama

Frota de luxo da empresa é usada para trabalho e fins pessoais. Mas empresa diz que intenção é diminuir em 30% custos unitários com viaturas nos próximos 3 anos  PorRedacção  CPS  - 2010-09-23 10:41 - “Os gestores e quadros intermédios das Águas de Portugal estão a receber novos carros, numa altura em que cortar é a palavra de ordem. - “De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal «Correio da Manhã», a empresa continua a investir na frota automóvel e conta com 400 viaturas personalizadas. Só este ano já foram substituídas 34 viaturas, a maioria de alta cilindrada. - “Mas a empresa faz questão de esclarecer que não considera os automóveis em causa como sendo «topo de gama», porque, refere, «a cilindrada média das viaturas de serviço personalizadas situa-se entre 1.2 e 2.0». -“Num comunicado enviado à redacção da Agência Financeira, a empresa do Estado esclarece que «o objectivo do Grupo é diminuir em 30% os custos unitários com viaturas nos próximos 3 anos». - “Estes veículos são alugados em regime de aluguer operacional, para uso pessoal e profissional, esclarece ainda a empresa. - “«Existe uma tabela de viaturas, que é definida semestralmente com base em premissas de custo, níveis de emissão de carbono, consumo médio misto, cilindrada e cavalagem, que integra 8 níveis, designadamente desde veículos híbridos (Toyota e Honda), Skoda Fabia, Renault Megane, VW Golf, Opel Astra, Renault Laguna, Citroen C5, Audi A3 e BMW 320. Em relação aos administradores das empresas do grupo - que incluem as viaturas Audi A4 e BMW 320 -, e em cumprimento rigoroso do disposto no Estatuto dos Gestores Públicos, é da competência exclusiva da Assembleia-geral a atribuição e fixação da respectiva viatura que determina a viatura a atribuir», explica ainda a empresa à AF. -“Mas nesta frota (de cerca de 400 carros) não estão incluídos os carros de trabalho como por exemplo as carrinhas de piquete. -Só o presidente gastou quase 13 mil euros com o automóvel e só no final do primeiro semestre deste ano, contabilizavam-se 1.190 viaturas de serviço contratadas em regime de Aluguer Operacional de Viaturas (AOP), das quais 388 são viaturas personalizadas. - “Apesar da crise que o país atravessa, a empresa parece não ver problema nos gastos porque «o Grupo AdP apresenta um balanço equilibrado do ponto de vista económico e financeiro».””

publicado por Júlio Moreno às 16:50
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