Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Como seriam os Estados Unidos de Portugal?

U.S.P. – United States of Portugal.

Remontando ao tempo das descobertas, e, talvez, apelando um pouco ao texto do Tratado de Tordesilhas, mais uma vez teríamos dado cartas ao mundo construindo um Estado soberano inter-racial e intercontinental, espalhado, com verdade e não em termos de pura retórica, pelos quatro cantos do Mundo, do Minho a Timor!

Já imaginaram como teria sido?

Uma federação de estados portuguesa sob a bandeira das quinas, dando um mais consistente significado à esfera armilar que ostenta e com um pouco mais de castelos do que os actuais sete conquistados aos mouros.

Um castelo por cada região: - Portugal, Açores, Madeira, Guiné, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Goa, Damão, Diu, Macau e Timor! Ao todo treze! Treze castelos flutuando nas bandeiras das quinas hasteadas em terras banhadas por todos os oceanos e de quase todos os continentes, orgulhosamente ombreando com as cinquenta estrelas da bandeira dos E.U.A senão em número pelo menos em significado e com a suprema originalidade da dispersão geográfica o que certamente em muito iria contribuir para tornar o mundo moderno cada dia mais “miscégeno” e mais pequeno.

Seria esta hipótese uma utopia?

Definitivamente considero que não e atrever-me-ia mesmo a dizer que talvez fosse assim mesmo que pensasse o Infante nos primórdios de 1400 quando lançava as suas naus por esses mares desconhecidos e que algo de semelhante seria o pensamento do Marechal Spínola e da teoria subjacente ao seu livro “Portugal e o Futuro” e que bem poucos terão entendido: - o seu conceito muito pessoal de federalismo e que eu igualmente perfilho, bem ao contrário desta louca adesão a uma Europa que sempre nos ignorou e que hoje nos espezinha perante o estado de estranha subserviência em que nos colocámos e que a muitos políticos terá aproveitado e continuará a aproveitar…

É que se assim fosse, ou melhor, se assim tivesse sido, estaríamos hoje a braços com a crise que nos consome a todos no lauto banquete que só a muito escasso número de “glutões”aproveita?

Como se teriam desenvolvido, a Nação Portuguesa, a nossa criatividade e capacidade improvisadora, toda a nossa actividade no domínio dos transportes e das comunicações, da produção e do real progresso e toda a nossa natural tendência para a “miscigenação”?

Como e com que força não estariam hoje fundidas as culturas europeias, africanas e asiáticas e se teria desenvolvido o intercâmbio mundial tão ansiosamente procurado e constantemente frustrado por mentes limitadas que se afirmam patrióticas e mais não sabem, ou não querem saber, do que desrespeitar os seus mortos que tudo sacrificaram pela sua Pátria, não hesitando em vendê-la a troco de míseros pratos de lentilhas com que se julgam mais ricos e tanto que até Fundações sem fundamento criam?

Que outro Povo teria tido, em todo o Mundo, a nossa inata capacidade de fusão, de comunhão e de entendimento, afinal tudo aquilo que se busca nos diversos Tratados e Acordos internacionais que hoje tanto proliferam, tanto tempo consomem e tanto gastam do erário que, sendo público, a todos faz falta e de que todos se vêm reclamando tão carenciados!

Que Mundo tão diferente teria sido então este em que vivemos e que, muito embora a muitos pese o que digo e penso, trocámos por trinta dinheiros!

publicado por Júlio Moreno às 11:47
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