Terça-feira, 22 de Março de 2011

Tem memópria curta, Dr. Mário Soares, tem?...

Do "Destaque" da página inicial do SAPO,PT de hoje:

 

Mário Soares lança um "apelo angustiado” a Cavaco Silva para que intervenha e evite uma crise política.

O histórico socialista considera que só o Presidente da República tem a possibilidade de intervir, impedindo "a catástrofe anunciada" da crise política, com o provável chumbo do novo pacote de austeridade, o chamado PEC IV. É que o Governo já garantiu que sem a aprovação do documento não há condições para governar.

Isto quando faltam dois dias para o Conselho Europeu, que se crê decisivo para o futuro do euro e de Portugal. Se o PEC IV for chumbado amanhã no Parlamento, José Sócrates chegará a Bruxelas sem "o compromisso" que queria e sem o apoio do Parlamento às medidas que tinham já merecido o apoio da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

Num artigo publicado hoje no Diário de Notícias, o antigo Presidente da República diz que Cavaco "conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr", lembrando que "durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa".

Nesse sentido, Mário Soares lança um "apelo angustiado" ao Presidente da República (ah!ah!ah!- este riso é meu que o Dr. Soares esse chora, mas chora só lágrimas de crocodilo!) para evitar uma crise política, "enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém", tendo para isso "um ou dois dias".

E, prossegue Mário Soares, o Presidente "não pode permitir que os partidos reclamem incessantemente eleições", que no seu entender "paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota".

"Se não intervier agora, é uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe", frisa.

 

Tem memória curta, Dr. Soares, não tem? Não se recorda em que moldes recebeu a pesada herança de um dos raros chefes de governo honestos que o País já teve, Salazar, com os cofres do Banco de Portugal cheios de ouro, a maior reserva de mundo de então, e o modo como o desbaratou viajando à toa, por todo o lado, com enormes séquitos que mais pareciam séquitos reais de uma opulenta corte saída de contos infantis e esbanjando, a torto e direito, aquilo que os seus olhos viam e nem mesmo eles acreditavam mas que não era seu pois pertenceria ao País! 

 

Tem memória curta senhor Dr. Mário Soares? Não se recorda já dos retornados do Vale do Jamor?

 

Não se recorda das contas que prometeu pagar, e não pagou, quando oferecia tudo aos seus amigos do peito, entre os quais Lula da Silva, o senhor tão arrogante e selectivo e que, talvez com as lições de sua mulher, teatralizava tão bem a sua amisade para com os "pobres de espírito e de cultura" e nem sequer conheceriam o seu amigo Miterrand?

 

Já que tem a memória assim tão curta, o Povo lha avivará um dia, passando, talvez, por uma melhor e mais cabal explicação do que realmente terá acontecido com o acidente de avião que seu filho, coitado!, sofreu em África...

 

Diz-se em Bruxelas:

 

“Não vejo nenhuma razão que pudesse fazer com que mudássemos o programa”, diz Jean Claude Juncker:

Com grande perplexidade pelo nível da discussão política nacional, o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, afastou a possibilidade de revisão do PEC IV "comunicado e aprovado na última reunião" do Conselho europeu. Uma declaração que parece enterrar um argumento capital do Governo no debate político interno sobre a possibilidade de negociar as medidas no Parlamento. "Não vejo nenhuma razão que pudesse fazer com que mudássemos o programa, tal como nos foi comunicado [pelo Governo português] e aprovado [pelos líderes] na última reunião [do Conselho]", explicou. Sentado a seu lado na conferência de imprensa final do Eurogrupo, Olli Rehn, o comissário dos assuntos económicos, fez suas as palavras do luxemburguês.

Formalmente, Portugal ainda não apresentou o seu programa de estabilidade e terá de fazê-lo até 30 de Abril. Mas o pacote de medidas levadas a Bruxelas a dia 11 de Março que, como recordou Juncker, foi "avalizado pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu", vão muito além das metas quantitativas de défice. Um responsável da Comissão disse que há sempre mudanças que podem ser feitas mas o país está a "brincar com o fogo": "tudo é possível mas há aqui um problema de credibilidade. Não é a Comissão ou o BCE que tem de ser convencida, são os mercados". E questiona a imagem que passaria para os mercados reabrir esse pacote neste momento. Desde logo, essa mudança "teria de assegurar, no mínimo, o mesmo impacto orçamental e, além disso teria de ser avaliada novamente pela Comissão e BCE". Um novo PEC seria tão ou mais austero que o actual.


 

Amigos por todo o lado, não é senhor PM? Que foi que lhes vendeu desta vez, além das patranhas políticas que já se conhecem? Férias pagas no Algarve, talvez, com ida e volta garantida no velho "Falcon" da FA?

 

É curioso que, de País tão orgulhosamente só - o que era profundamente errado, sabemo-lo todos, não obstante mais felizes nessa época, antes da guerra que os "cozinhados" dos salvadores da Pátria, restauradores da "demo-cracia" (ou, copiando Herman José, "como dizem os americanos", diabo-cracia) favoreceram e a que, mais tarde, os traidores do Copcon deram "especialíssima" cobertura - passemos a estar hoje "vergonhosamente tutelados", e o que é bem pior, por aqueles que, há bem pouco tempo, ainda eram ilustríssimos desconhecidos nesta europa cada vez mais desunida na sua forçada união que teima em não ser vista como impossível e totalmente contra-natura!

 

Esquecem-se os vendilhões do templo, os mesmos que venderam a Pátria à sua vaidade pessoal - que nem terá sido sequer por opção política! - que desde a sua presença em Portugal, este se tem constantemente inclinado, mais e mais ao ponto de, em breve, com tamanha e tão subserviente vénia, se não lhe deitarem firmemente a mão, correr mesmo o risco de cair ao mar, aquele mar que, vencido outrora, terá, porventura, estado á espera do momento da desforra...

 

Que tristeza meu Deus, que tristeza continuar o mundo a ser governado por homens, venais e vesgos, logo agora que robots políticos seriam o que, em termos de progresso, mais falta nos fariam!...

publicado por Júlio Moreno às 10:22
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