Contrariamente ao que sugeria no meu “post” de há dias para que o partido socialista não desse a vitória a Sócrates e, pelo que hoje leio nas notícias, este senhor terá a seu favor mais de 90% dos votos dos actuais votantes. Friso actuais porque me recuso a admitir que a grande maioria do partido esteja assim tão corrupta que persista em alimentar os devaneios de quem, “quod erat demonstrandum”, tanto nos aldrabou e quase nos levou à ruína.
Uma análise puramente técnica do foro psiquiátrico, que, segundo creio, nunca terá sido feita e muito menos sugerida – “não fosse o diabo tecê-las!” – demonstrar-nos-ia, seguramente, ser o PM demissionário, um homem superiormente inteligente, dotado de uma força interior e de um querer dificilmente ultrapassáveis, de uma ambição pessoal desmedida, de uma forte compleição física e de uma robustez psico-anatómica isenta da mais pequena dúvida, mas tudo isto alicerçado em toda a fragilidade de umas incomensuráveis ignorância e sede de vingança contra um mundo que ele mesmo desconhecerá, - talvez porque nunca lho tivessem mostrado ou, pelo contrário, porque teve já oportunidade de o ver bem e de o explorar melhor! - mas que, por isso mesmo, quererá teimosamente vergar e manter dobrado, quase estendido a seus pés, para dele se poder servir consoante os seus estados de alma e as suas conveniências pessoais que ele muito confunde com as do Povo. Dotado de um excelente verbo e de uma forma habilidosa de o aplicar, juntando à palavra o gesto, vai, qual equilibrista nato e, portanto, sem escola, saltando de poldra em poldra de uma margem para a outra do rio, sem se importar com o caudal da corrente que está certo de vencer… Cordeiro quando lhe convém, lobo quando tem fome ou sede e o adversário se lhe afigura fraco, é o repetido chefe do partido socialista um perigo real para a democracia que, em acelerada decomposição orgânica, teima em deixá-lo projectar-se, para que o mundo o veja assim comprometido e nele ainda acredite! Lembro-me quando o povo inglês e o mundo acreditou em Chamberlain quando, regressado de uma última entrevista com Hitler, proclamava : "I believe it is peace for our time".
Esta democracia, submetida a tais tensões e esforços, bem perto estará dos últimos lampejos da sua curta vida!... Assim aconteceu no passado e, ou me engano muito, ou assim poderá acontecer no futuro pois, como já alguém o disse: - a história tem uma natural tendência a repetir-se.
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