António Barreto (IOL)
Quando um homem, reputadamente sério e competente, como António Barreto, faz uma afirmação e uma “exigência” de tal natureza é porque algo de mau, de muito mau mesmo, se terá passado ou estará ainda a passar neste reino Portucalense do século XXI.
Deduza quem tiver a paciência de me vir aqui ler do que seguidamente transcrevo da minha habitual “fonte” noticiosa: o IOL.
“António Barreto quer auditoria às contas públicas
“FMI e Bruxelas já sabem. Agora faltam os portugueses - PorRedacção - 2011-05-12 12:07
“António Barreto defende uma auditoria às contas públicas para se saber o «que se passa e o que se passou», depois de um membro do Banco Central islandês ter apelado à criação de uma comissão de inquérito em Portugal, avança a Lusa.
“Para o sociólogo António Barreto, «a população tem de saber o que se passa e o que se passou», uma vez que «os senhores do Fundo Monetário e da Europa já sabem». Agora «já só faltam os portugueses», afirmou.
“O elemento do Banco Central da Islândia, Gylfi Zoega, disse no sábado à Lusa que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e dos bancos, e porque o fez.
“«Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu país eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro», disse à Lusa o responsável islandês.
“À margem de uma conferência, que decorreu na noite de quarta-feira, em Leiria, António Barreto disse à Lusa que já pediu «uma vez» e «insiste» que «Portugal devia conhecer as contas públicas», pelo que «se devia ter feito, ou fazer ainda, uma auditoria às contas públicas nacionais».
“O sociólogo deixa o desafio ao próximo Parlamento, após as eleições de 05 de Junho, para «organizar-se e proceder a essa auditoria, seja para estudar melhor o que aconteceu, e está a acontecer, seja para uma análise da crise».
“Respondendo sobre quem deve apurar os alegados culpados e eventualmente levá-los a tribunal, o sociólogo considerou esta posição de «completamente idiota» e justificou que as responsabilidades a apurar são «políticas».
“Já o empresário Henrique Neto, à margem da mesma conferência em Leiria, considerou que Portugal «não deve perder muito tempo» a investigar a crise.
“«Portugal não sofreu muito os efeitos da crise financeira. Os bancos portugueses não compraram produtos tóxicos, ao contrário da Irlanda», explicou Henrique Neto, acrescentando que «no conjunto dos problemas não se deve desviar a atenção para problemas que nos transcendem».
“Henrique Neto salientou que «a desculpa de que os nossos problemas advêm dos excessos dos bancos americanos não são ajustadas, porque não sofremos esse efeito, pelo menos directamente».””
Será que devemos só sentir vergonha e não deveremos, nós próprios, enquanto Povo, sermos responsabilizados por quanto vier depois a acontecer?
É que a questão é clara, claríssima! De quem é a culpa de estar Sócrates, o “milagreiro”, no governo como nosso primeiro há seis anos? E não será que a história irá repetir-se a 5 de Junho? A ver vamos…
. Mais uma vez mão amiga me...
. Um tristíssimo exemplo de...
. A greve como arma polític...
. A crise, o Congresso do P...
. O jornalismo e a notícia ...
. Passos Coelho: A mentira ...
. Oásis
. Memórias