Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

De que está à espera o Governo para actuar com eficiência contra a criminalidade?

Hoje, 19 de Fevereiro de 2009, mais dois casos! Mas não só hoje. Diàriamente vemos nos jornais notícias de assaltos e mais assaltos: - a bancos, ourivesarias, gasolineiras, casas particulares, “carjacking”, “homejacking” (influência do inglês socrático que se tornou moda cultivada pelos mais finos estilistas linguísticos do País!) etc., etc..

E todos com a mesma “marca”: - a violência brutal e impiedosa, com morte ou ferimentos graves das vítimas indefesas, e a fuga, com êxito dos criminosos, só muito tardiamente anulada, quando o é, pelo sacrifício de alguns a quem for cometido o dever de persegui-los e que, por isso mesmo, tantas vezes vem pagando com a vida o cumprimento desse dever, vítimas essas que não podem ter armas para se defenderem porque a isso se opõe uma idiota e branda lei, “complex”, quiçá alicerçada nos brandos costumes deste povo de outrora mas que temo, pouco a pouco, se vá cansando e que, a breve trecho, se possa estar marimbando para a utópica lei das armas e para as directivas de um tão clemente e inoperante governo, passando a actuar por conta própria, defendendendo-se a si mesmo como possa, muito embora seja dificílimo provar em tribunal, perante a nossa complacente e misericordiosa justica, a noção e o conceito de “legítima defesa” que assista à vítima, que essa, sim, essa vai presa..., mas que teime em proteger-se de tais ataques já que as autoridades policiais públicas, insuficientes e manietadas por um regimento obsoleto e incoerente, feito por teóricos incompetentes e de gabinete, tal como a infeliz realidade “simplex”, se não reconhece protegida por um governo que só remenda e mal pesponta os “buracos” que diàriamente se revelam, demonstrando uma incoerência de métodos e de meios a todos os títulos condenável e aos quais já se imporá dizer que basta!

Recordarei que em tempos, correriam os anos de 1972/73, era a Bélgica o país europeu que maior vulnerabilidades apresentava em relação a assaltos a bancos e isso porque, como um dos responsáveis pela segurança local pessoalmente me informou, tinha todas as suas fronteiras (a França, a Alemanha, a Holanda e o Luxemburgo, para quem o não saiba e não tenha o Magalhães), a menos de uma hora de qualquer ponto do seu território o que dava tempo aos criminosos de a ultrapassarem sem qualquer contratempo ou dificuldade, documentados que sempre se encontravam, ao mesmo tempo que, para as autoridades perseguidoras, constituíam barreiras burocráticas intransponíveis em tempo útil, permitindo-se, assim, a fuga dos assaltantes que teriam, então, tempo de se reorganizarem e de entre si, calmamente, dividirem o produto dos assaltos e aí planearem e partirem para novas iniciativas!

No nosso país, infelizmente, passa-se um pouco o mesmo, sobretudo agora que as auto-estradas permitem rápidos meios de escapatória para os delinquentes que fàcilmente se colocam a coberto da legislação espanhola que, por muito colaborante que connosco seja, não nos poderá, como estado soberano que é, permitir que entremos por ali dentro ainda que, alegadamente, á caça de bandidos!

E que bandidos?

O que vou comentar a seguir escandalizará muita gente e sei que me merecerá duríssimas críticas por parte das organizações ditas “anti-xenófobas” e defensoras dos coitadinhos! Porém, porque as presumo lúcidas e não cegas ou vendidas a interesses que não os nossos, atrever-me-ei a fazê-lo, eu que carrego nas minhas veias e desde muito antes da democracia do 25 de Abril o sangue da verdadeira democracia vivida por mim e ensinada que me foi pelos meus pais e avós...

Não é, assim, xenofobia mas uma realidade real e bem diferente! É a covardia do Estado que, escondendo-se sob uma falsa capa de misericórdia, que a não tem “de facto” – vejam-se os outros campos legais onde actua com violação dos princípios elementares dos direitos das vítimas - vejam-se as listas de devedores ao Estado publicitadas na Internet sem que, em contrapartida se publicitem as listas de quem é, do mesmo Estado credor e não pouco!..., por exemplo e permite que criminosos confessos ocultem os seus rostos perante as câmaras de TV e dos fotógrafos que os deveriam divulgar para todo o País (ao exemplo do que já nalguns países acontece com os pedófilos) e insiste em “pretender” ignorar (fazendo orelhas moucas) quem são “de facto” os autores materiais e morais de tais crimes: - emigrantes legais e ilegais oriundos dos países de leste (onde proliferam as máfias e as tríades), especialistas vindos de outros países, especialmente do Brasil que já não controla mais o crime das favelas quando estas, famintas e já “viciadas” descem às cidades, e os nossos próprios irmãos angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos, com especial incidência para os primeiros cuja geração, actualmente adulta nasceu e sempre viveu paredes-meias com os tiros, as armas, assaltos ardis e mortes violentas que a guerra fratricida lhes proporcionava assim empedrenindo seus corações naturalmente bondosos, afáveis e caridosos e onde sobejam verdadeiros exemplos de autêntica fraternidade tão proclamada mas não praticada nesta evoluída e cultivada Europa...

É triste dizê-lo mas mais triste ainda é não o reconhecer por pretenso dever de ofício e nada fazer que lhes ponha efectivo cobro quando são os naturais de Trás-os-Montes, do Minho, do Alentejo e do Algarve quem morre e quotidianamente se revelam indefesos contra tal tipo de gente que enxameia a nossa noite e que, dia após dia, se vai acantonando na periferia dos grandes centros, de onde partem para as suas incursões bem planeadas, para depois se resguardarem em humildes e insuspeitos casebres perdidos nos montes e nas aldeias hoje abandonadas quando não buscando imediato refúgio do outro lado da fronteira onde, como é natural entre estados soberanos e por muito colaborantes e amigos que sejam, sempre haverá formalidades a cumprir o que proporcionará o tempo precioso e necessário á fuga dos perseguidos.

Será que ninguém vê o que se realmente se passa ou que, vendo-o e mantendo-se inoperante, passa a ser consciente e criminosamente colaborante com o estado de coisas que se criou e que irá levar já muito mais tempo a erradicar, se alguma vez se erradicar de todo!

Pobre País que tanto te inebriaste com o falso perfume dos cravos que, se foi agradável um dia, bem cedo deixou de o ser desde que os senhores auto-eleitos da política dele se passaram a ocupar como se seus verdadeiros donos fossem!

Que haja alguém que leve ao médico, que não a Deus, uma cabeça separada do seu corpo e lhe peça que cure o “enfermo”!... Impossível! Os médicos não praticam milagres. Já o contrário se não diga de quem, podendo tirar o cutelo das mãos dos algozes que a deceparam, o não fez por comodismo, covardia ou, o que será bem pior que tudo, por não ser “políticamente” correcto...
publicado por Júlio Moreno às 12:01
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