Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Do PD da IOL

“- Nove accionistas perderam 2 mil milhões com BCP - 2009/01/28 08:17Redacção / MD - Empresários detém 25% do maior banco privado português - Um grupo de accionistas do Banco Comercial Português (BCP) está a tentar convencer o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) a comprar o conjunto das suas participações no banco... - Segundo o mesmo jornal, estes accionistas- ... -terão contraído empréstimos junto da banca portuguesa para comprar acções do BCP, nomeadamente durante a «guerra» para o controlo do banco em 2007. - Com a forte queda do título BCP, acções que serviram de garantia ao financiamento junto dos bancos, estes accionistas estão já em incumprimento no pagamento destes empréstimos. O «buraco» é já de 2 mil milhões de euros. - Alguns destes accionistas vendedores e advogados seus representantes foram contactados pelo «DN», mas não quiseram prestar esclarecimentos sobre o assunto, sem contudo negar estas negociações.”” </p>

Comentário:


- É este o resultado do”legalmente” autorizado “casino” dos ricos a que vulgarmente se chama “bolsa”.


Chega a ser verdadeiramente chocante o que, por vezes, se lê acerca de certas chamadas “operações bolsistas” – como uma de há tempos, e de que me recordo tal o nojo e repulsa que me suscitou - que referia ter, determinado homem de negócios português, “embolsado” do dia para a noite, numa mera operação de “roleta” da bolsa 83 milhões de euros”.


Como tantas vezes tenho dito, não sou economista e acho que, se o fosse, nos dias que vão correndo, rapidamente deixaria de o ser de tal modo me arrepiam e enojam certas acções, ditas “operações” – como se o facto de um carteirista meter a mão no bolso do transeunte que, por si, despreocupadamente, passa, e dele retirar a sua carteira cheia de dinheiro não fosse igualmente uma operação! – operações essas legais mas às quais lhes faltará a mais sagrada das virtudes que será a da legitimidade quando não mesmo da humanidade, mais se confundindo com as daqueles grandes carnívoros das estepes africanas que entre si disputam os despojos das suas frutuosas caçadas deixando para os mais fracos e menos poderosos os ossos ressequidos e embranquecidos pelo sol ainda que, por vezes, com certos resquícios de alguma carne que os abutres não terão tido ou tempo ou oportunidade de comer !


Sim. Os senhores deste mundo, os "accionistas", que fazem eles pelo povo e pelo país que os alberga e lhes dá de comer, directa e indirectamente os engordando física, social e políticamente de uma forma quase irresponsável?


Nada. Absolutamente nada! Apenas andam por aí a reboque dos seus bel-prazeres, das suas guinadas de intuição financeira, nesta roleta infernal em que o mundo se transformou um dia, e cada vez mais, com verdadeiro culto pelo prazer e pela desumanidade, se vem transformando, cada um munido dos respectivos GPSs que lhes vão indicando o caminho dos paraísos fiscais oude a “perfeitíssima” lei dos homens os não poderá atingir – e eles sabem disso!


Há falências. Há desemprego. Há fome! Há pobreza envergonhada, como hoje tanto se propala!... Há suicídios (a soluçãos que os covardes sempre têm ao seu alcance porque não creio que seja a sombra do remorso que os leve a tomar tais atitudes mas antes o desespero por se verem sem saída e a perderem, definitiva e irremedávelmente, o seu “status” o que os levará a tais actos “heroicos” de desespero!


E, finalmente, surge uma nova estirpe de inteligentes – até aí de tocaia e bem na sombra, à espera do seu momento – que se apresentam, cada qual com a sua teoria, com planos miraculosos para salvar os paises, os bancos e os povos!...


Meus Deus, - cujo nome não invocarei aqui em vão, como mo impede a minha crença e a minha fé - meu Deus, porque não intervis e os impedis de, ao salvar os bancos de que tanto falam, se salvarem a si mesmos que é, afinal, o que eles querem: - salver, de facto, as suas cadeiras, poltronas, cómodas poltronas, onde pretendem - ainda que com os assentos um tanto quentes dos que as deixaram - continuar a desfrutar da paisagem e a fumar os seus caros e inebriantes charutos enquanto que os respectivos “motoristas” se juntam na rua e perto das potentíssimas máquinas que conduzem, em grupos de amena e inóqua cavaqueira discutindo as últimas dos respectivos “patrões”, deles, dos futebois e do mundo, já se vê!...

publicado por Júlio Moreno às 10:27
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