Domingo, 2 de Julho de 2006

É com regularidade...

É com regularidade que acompanho dois “blogs”, ambos em inglês e ambos de duas amigas que me são muito caras, cada qual à sua maneira.

É com regularidade e alguma facilidade que num deles coloco os meus comentários, dúvidas ou até sugestões. Mas é com enorme, quase insuperável dificuldade que me expresso no outro ou nele deixo algo para ser lido. Porque será que, no primeiro, a palavra flúi, fácil e serena no que escrevo e, no segundo, à decisão que tomo de efectuar um comentário, uma estranha necessidade de profunda meditação me assalta e se lhe segue, quase sempre, a dúvida que culmina com a decisão de nada escrever - o que normalmente acontece!

Síndrome de quê?

publicado por Júlio Moreno às 19:08
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Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher!

Um dia, já há alguns anos, recordo-me de ter pensado e afirmado algures que por trás de um grande homem haveria sempre uma grande mulher. Fi-lo em homenagem à mulher em geral e a propósito de uma qualquer situação concreta que se discutia. Hoje vejo esse conceito empregue com frequência e como que universalizado! Será que isto se poderá chamar de desonestidade intelectual e apropriação indevida por falta de registo de patente ou, bem pelo contrário e pelo que a mim respeita, tratar-se-ão de vagas reminiscências de uma vida passada?
publicado por Júlio Moreno às 19:05
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Democracias!

Será que as "democracias" que hoje se vivem no mundo representam realmente governos emergentes da vontade do povo ou emergentes da vontade do "demo"?
publicado por Júlio Moreno às 19:03
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Será que podemos?

Será que podemos castigar uma criança por mentir quando diariamente nos é dado, com total impunidade, o degradante espectáculo das mentiras soezes da maioria dos políticos?
publicado por Júlio Moreno às 19:01
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Como explicar?

Como explicar a uma criança de 5 anos:

- que uma moeda, que "é de ferro", vai ao fundo quando colocada na água e que um barco, "também de ferro", já não vai?

- que é a terra que gira em torno do sol quando o que "vemos" é precisamente o contrário?

- e como explicar que ela roda sobre si mesma e se desloca a uma velocidade milhares de vezes superior à dos carros de corrida quando nós, que vamos nela, nada sentimos?

- e o "porquê" de os homens terem de trabalhar e os gatos não?

- e o que é que faz com que a água não se misture nunca com o azeite?

- ...

Estas e muitas outras questões me têm sido postas e eu, até hoje, nunca soube como responder-lhes...

publicado por Júlio Moreno às 18:58
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Sábado, 1 de Julho de 2006

Crimes de guerre, offensive contre la paix

« Crimes de guerre, offensive contre la paix « Il est interdit d’utiliser contre les civils la famine comme méthode de guerre (…). Il est interdit d’attaquer, de détruire, d’enlever ou de mettre hors d’usage des biens indispensables à la survie de la population civile. » Les implications de l’article 54 du Protocole additionnel I de 1977 aux conventions de Genève (1) sont claires : le bombardement des centrales électriques à Gaza par l’armée israélienne, le blocus des populations civiles et les punitions collectives contre elles relèvent de crimes de guerre. »

Mão amiga fez-me chegar o artigo do “Le Monde Diplomatique” de ontem (publicado na Internet em http://www.monde-diplomatique.fr/carnet/2006-06-30-Palestine) que nos dá conta dos últimos ataques israelitas sobre Gaza, o território quiçá amaldiçoado tanto por Deus como por Allah, e cujo excerto tomei a liberdade de transcrever acima.

Depois de o ler, e curiosamente, não foram os aspectos aí focados e considerados como crimes de guerra pela Convenção de Genebra, e seu Protocolo adicional, que feriram a minha susceptibilidade e determinaram estas linhas que agora e aqui apressadamente escrevo. O que feriu a minha susceptibilidade e determinou esta minha onda de revolta privada foi o de, pela primeira vez, me ter dado conta do absoluto “non sense” das coisas que se escrevem, que se publicam, que existem e nas quais o mundo, talvez cansado de pensar, vem simplesmente acreditando!

Mas que mundo civilizado é este em que vivemos! Que Código é este que, pretendendo ser sério, permite os ataques contra os povos desde que – como deduzimos da regra invocada - “la famine” não seja utilizada como método de guerra; desde que não sejam destruídos ou tornados indisponíveis os bens indispensáveis à sobrevivência das populações civis? Que Código é este que invoca princípios e postula normas quando os princípios da guerra serão apenas tácticos e essa táctica se resume a matar e a matar bem o inimigo! Mas, se interdita, quem interdita quem e interdita o quê? E se existe, de facto, o poder de interditar, seja pela Convenção de Genebra ou qualquer outra e não se trata apenas de retórica e cruel demagogia – por que não é ele usado "ab initio" para interditar a guerra e impedir, assim, os métodos que ela possa vir a utilizar?

Que absoluto e desprezível “non sense”, sério demais, porém, para não poder ser ignorado e antes comentado, descrito e desacreditado! Com tanta leviandade e sórdida mistificação não admira que tenham existido julgamentos como o de Nuremberga e, na actualidade, exista o de Sadam Hussain, isto enquanto os fautores de Guantanamo, não obstante “condenados”, seguem jogando golfe e condenando à morte centenas de milhares de inocentes que se lhes oponham!

Esta é a verdadeira face da utópica civilização que construímos e em que vamos vivendo tão contentes! Nações Unidas, Parlamentos, nacionais e europeus, Tribunais Internacionais, de que servem? Os tanques entraram em Gaza. Os extremistas islâmicos vão continuar a sua senda de atentados. O senhor Bin Laden acaba de nomear a sua representação no Iraque, o senhor Bush continuará a exorbitar nas suas funções, os jornalistas continuarão a criar notícias sensacionalistas e as editoras a vender papel impresso muitas vezes bastante contaminado.

publicado por Júlio Moreno às 22:27
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