Domingo, 21 de Janeiro de 2007

Já chega, Povo, acorda!...

Eu próprio, que sofro de obstrução respiratória crónica grave (enfisema pulmonar) e vivo com uma garrafa de oxigénio na minha diária companhia, tendo, não obstante isso, de ter sido socorrido por várias vezes na Urgência do Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, para pequenas “afinações” e “ajudas”da máquina motora, já tive oportunidade de “provar” na pele os resultados das “novas instruções” do INEM pois já por uma vez, e numa situação de terrível aflição!, estive a bordo da ambulância dos abnegados e sempre disponíveis Bombeiros Voluntários da Aguda - a quem aqui presto o meu mais sentido e grato preito de homenagem - bastante tempo parado, em frente a minha casa, enquanto estes obtinham e forneciam umas não sei quantas informações aos senhores do INEM através dos meios de comunicação que tinham disponíveis. Foi a primeira vez que tal me aconteceu e, à medida que o tempo passava e eu ia tendo consciência disso e do tipo de perguntas feitas pelo teor das respostas que iam sendo dadas, mais aflito me sentia ao ponto de quase ter desfalecido, o que dantes nunca me acontecera pois, chamada a ambulância, que tardava um máximo de 5 a 10 minutos, sem mais perguntas e, devidamente assistido com oxigénio, como lhes era solicitado, eu estava a caminho do Hospital onde era prioritariamente assistido e onde a simples vista daquelas batas amarelas dos médicos e médicas da urgência desde logo me aliviavam os sintomas e os efeitos conhecida que é a influência somática que a mente exerce em tais estados!

Porém, uma “guerra” qualquer estalou entre Bombeiros e INEM, guerra essa de cujas origens, causas e efeitos, nunca seriamente me informei já que pensei tratar-se apenas de mais uma questão burocrática de hierárquica precedência, guerra de “galões” como teria dito na gíria do militar que já fui.

Porém, em face das últimas notícias vindas a público ultimamente – duas mortes por notória e comprovada ineficiência de socorro - quatro horas e meia de atraso no caso do Algarve e quatro horas de atraso no de Odemira, para já não falar no trágico naufrágio e morte dos seis pescadores na Nazaré, que soçobraram a meia dúzia de braçadas de terra! – todos autênticos “crimes” de burocrática e governativa negligência de quem se refastela tranquilamente nas poltronas dos seus gabinetes, e se nega mesmo, como soberana e desprezível arrogância, a responder em público à directa, correcta e oportuna interpelação de um deputado que lhe perguntava se sabia, ele, ministro, o que era estar na pele de um paciente, recebendo a magríssima pensão de reforma que recebem os trabalhadores agrícolas do Alentejo e, doente, ter de percorrer centenas de quilómetros em busca do socorro, preconizado agora de eficiente mas que comprovadamente não o é, se sabia ele, ministro, o que isso era! - percebo agora bem que em tal “guerra” não estará ausente a mão sinistra do actual e reformador ministro da saúde (que manda grávidas e doentes/feridos graves aos solavancos – como a ministra da educação às crianças das escolas que fechou, e só por isso em risco de vida - por dezenas ou centenas de quilómetros receber a assistência que dantes logo ali – bem ou mal - lhes era prestada).

Talvez desse um bom professor de matemática (agora que ela anda tão por baixo!) mas o que dá é, seguramente, um péssimo e totalmente desumanizado ministro da saúde, não percebendo que à parturiente e ao doente/sinistrado não interessam números ou estatísticas mas apenas que o assistam e que o salvem, e demonstrando desconhecer por completo o que é o extraordinário fenómeno da empatia “médico-doente”, “socorrista-doente”, ou “bombeiro-doente” – e negligenciando totalmente, talvez por ignorância! o foro psico-somático em que se declaram e desenvolvem as doenças no comum das pessoas (felizmente não seus semelhantes porque a maioria ainda terá coração!).

Perante isto que vejo pergunto-me: - até quando aguentará o Povo esta situação que, dia após dia, mais se degrada embora em tom de galhofa se comentem as chorudas indemnizações pagas a administradores de organismos públicos substituídos nos respectivos cargos por não serem da cor politica de quem os passa a tutelar?

Até quando aguentará o Povo uma situação que não lhe convém e só convirá a meia dúzia que se divertem a fazer contas às percentagens dos lucros e perdas em que se movem e em que os números reais se contam por milhões, pontificando na Assembleia e na bancada do governo como absolutos donos da verdade, às vezes em largos e grotescos gestos, muito falando e pouco ou mesmo nada dizendo?

Alguém me dizia há dias – com o que concordo o mais absolutamente possível – que para ser político ou primeiro-ministro não é necessário ser doutor ou engenheiro, o que é necessário é ser-se honesto, o que, pelo que se já se vê, e mais se verá um dia, se começa já muito a duvidar…

E mais não digo, porque eu sou do tempo em que nem a minha avó nem a minha mãe ou as minhas tias sabiam de que cor eram os estofos do carro do Estado que o meu avô tinha à sua disposição pois nunca lá sequer entraram e agora há ministros que nomeiam, com o maior despudor, desfaçatez e ar de delicada inocência, familiares muito próximos para seus assessores com vencimentos e outras mordomias mais de vinte vezes superiores à minha actual reforma, após 13 anos de oficial do exército e da GNR, vinte e dois de gestor de empresas onde centenas de postos de trabalho se criaram e mantiveram, além de quatro anos de “coagido” afastamento profissional, em dolorosa itinerância europeia, já que, ao cabo de duzentos e cinquenta e quatro dias de prisão “revolucionária” (de 23 de Abril de 1975 a 23 de Dezembro do mesmo ano, sem interrogatório nem julgamento, saindo como entrei), e, quando em liberdade, vi o meu lugar e o meu futuro usurpados por aqueles a quem dera a mão e covardemente depois ma negaram, sabendo dar-se bem com gregos e troianos a cujo comando e cor, qual camaleões de ocasião, rapidamente se souberam adaptar…
publicado por Júlio Moreno às 12:17
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

A Lei dos homens: - conceitos e práticas de Justiça

Discute-se hoje a decisão da douta magistrada que resolveu mandar para a cadeia – e logo por seis anos! – a um honrado e garboso militar do nosso Exército por recusa em revelar o paradeiro, mantendo, assim, em sequestro a sua própria filha!

Ao que tudo indica e pelo que o caso nos sugere, no meio de todo este imbróglio surge a história de um pai de ocasião que, por ter encontrado uma mãe de ocasião, lhe terá feito numa ocasião uma filha cuja paternidade terá vindo a recusar quando confrontado pela mãe desta o que fez com que, a dita mãe de ocasião, se decidisse a regressar à sua terra – o Brasil – mas sem o incómodo do pequeno ser que o acaso tinha feito vir ao mundo e cujas paternidade e maternidade biológicas lhe eram tão cruel e comprovadamente recusadas.

Mas nem tudo esteve mal no procedimento desta mãe de ocasião pois, teve a sua filha, registou a sua filha com o pai incógnito e, antes de partir, ao que tudo indica, aliviada, terá tido mesmo o cuidado – teria a criança então 3 meses de idade! – de, perante a recusa do pai em recebê-la, procurar e entregar, com promessa escrita de adopção a um casal sem filhos que bem a tratasse, o qual, ao que presumo, a recebeu, criou e manteve até hoje, amando-a como filha e já lá vão decorridos 5 anos!

Tecnocráticos e burocráticos empecilhos processuais, habilmente especulados por uma advocacia sem moral (pois julgo ser dever de todo o advogado o escusar-se a receber e a patrocinar todos as causas que lhe peçam, a menos que tal lhe seja ordenado por magistrado competente tornando-se, nestes casos, advogado oficioso – o que julgo não ter acontecido), levaram recentemente à barra do Tribunal de Torres Novas o pedido do pai “biológico” da dita criança para que esta – que não conhece e por si foi rejeitada há cinco anos – lhe seja agora entregue pois quererá, por certo, converter-se num extremoso e diligente pai para ela!

Apreciado o caso pela meritíssima magistrada judicial do Tribunal daquela terra e perante o facto de o “pai” que, não sendo “biológico”, mas sim o único que até à data a pobre criança teve, se ter recusado terminantemente - arriscando o seu futuro como homem e militar profissional brioso e de têmpera, mas impondo-se ao mundo e à iniquidade da lei como um verdadeiro pai, que sobejamente demonstrou ser e saber ser – como ele, terminante e firmemente, manteve a sua recusa em entregar e revelar o paradeiro “da sua filha”, não teve aquela magistrada qualquer pejo ou mero rebuço em aplicar boçalmente uma sentença de seis anos de prisão baseada na letra duma lei que, bem ao arrepio do espírito do legislador que a terá formulado, ainda que baseada na tipicidade exigível a uma lei penal, nunca teria por certo consentido que se falasse em sequestro de uma filha por parte de um pai nas circunstancias que envolvem o caso em apreço até porque se não provou sequer – requisito essencial do sequestro – que o impedimento à liberdade se manteve ou mantém contra a vontade do sequestrado.

Alguém viu a criança, alegre e sorridente, correr apressada para os braços do pai dito “biológico”! Alguém, com um mínimo de discernimento, presume que ela, acaso o visse, o teria feito? E porquê? Porque o óvulo e o espermatozóide que a formaram, numa maquiavélica confabulação assim lho gritavam na alma e a tal a compeliam? Incrível, pura e simplesmente incrível, aquilo a que assistimos e com tristeza numa casa que se tem como sendo de justiça tal como deverá e terá de ser um Tribunal!

Não foi feita Justiça em Torres Novas e Justiça não será feita enquanto alguém com mais poder legal e intelectual, maior saber e consciência profissionais do que a douta magistrada que proferiu tal sentença não a constituir arguida de processo disciplinar com vista a ser penalizada pelo gravíssimo e talvez irreparável erro que cometeu – isto não obstante os juízes sejam considerados “latamente” irresponsáveis - e esse mesmo alguém, com mais poder, saber, força e consciência, não alterar a sentença, anulando-a por completo e até mesmo, e quanto a mim, aos seus vestígios, que constituem, sem qualquer sombra de dúvida, uma nódoa bem negra no panorama judicial nacional que tão por baixo tem andado ultimamente!

Mas felizmente que há muita gente, e gente de reputada competência, - que não eu, mero e só apaixonado leigo destas coisas - que assim o pensa e assim o vai tentar fazer. Resta saber como os Tribunais superiores aos quais se irão dirigir, como órgãos independentes da soberania nacional, vão decidir neste caso já que não acredito que venham a socorrer-se da “salomónica” sentença de mandar partir a criança ao meio para que Justiça seja feita!
publicado por Júlio Moreno às 12:54
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Mais uma vez…

Mais uma vez mão amiga, e que muito me tem honrado com a distinção que me tem feito, me fez chegar um texto que, por ter a minha mais plena concordância e se encontrar, a meu ver, pleno de actualidade, não quero perder – com sua licença e porque, de antemão, sei que ma dará – deixar de aqui vir publicar.


E com isto reforço – infelizmente cada vez mais - a minha real convicção de que este país anda à deriva, tal como há dias aqui mesmo comentava! Segue o texto tal como o recebi:


“Mensagem
Carta duma professora
Data: 14-01-2007


"No número 1784 do Jornal Expresso, publicado no passado dia 6 de Janeiro, o colunista Miguel Sousa Tavares desferiu um violentíssimo ataque contra os professores (que não queriam fazer horas de substituição), assim como contra os médicos (que passavam atestados falsos) e contra os juízes (que, na relação laboral, pendiam para os mais fracos e até tinham condenado o Ministério da Educação a pagar horas extraordinárias pelas aulas de substituição).


Em qualquer país civilizado, quem é atacado tem o direito de se defender. De modo que a professora Dalila Cabrita Mateus, sentindo-se atingida, enviou ao Director do Expresso, uma carta aberta ao jornalista Miguel Sousa Tavares. Contudo, como é timbre dum jornal de referência que aprecia o contraditório, de modo a poder esclarecer devidamente os seus leitores, o Expresso não publicou a carta enviada. Aqui vai, pois, a tal Carta Aberta, que circula pela Net. Para que seja divulgada mais amplamente, pois, felizmente, ainda existe em Portugal liberdade de expressão.


«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e isenta.


"O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter uma turma de 28 a 30 alunos, estando atenta aos que conversam com os colegas, aos que estão distraídos, ao que se levanta de repente para esmurrar o colega, aos que não passam os apontamentos escritos no quadro, ao que, de repente, resolve sair da sala de aula. Não sabe o trabalho que dá disciplinar uma turma. E o professor tem várias turmas.


"O senhor jornalista não sabe (embora a ministra deva saber) o enorme trabalho burocrático que recai sobre os professores, a acrescer à planificação e preparação das aulas.


"O senhor jornalista não sabe (embora devesse saber) o que é ensinar obedecendo a programas baseados em doutrinas pedagógicas pimba, que têm como denominador comum o ódio visceral à História ou à Literatura, às Ciências ou à Filosofia, que substituíram conteúdos por competências, que transformaram a escola em lugar de recreio, tudo certificado por um Ministério em que impera a ignorância e a incompetência.


"O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata.


"O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da puta» que, segundo eles, pouco ou nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido.


"O senhor jornalista não imagina o que é leccionar turmas em que um aluno tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão».


"O senhor jornalista não tem sequer a sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas. O senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país.


"O senhor jornalista recria um novo conceito de justiça. Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega. Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição. O senhor jornalista insulta, ainda, todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos. E tal como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente, que mandava pagar as aulas de substituição.


"Aparentemente, o propósito do jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim (do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação. Dalila Cabrita Mateus, professora, doutora em História Moderna e Contemporânea».” "

publicado por Júlio Moreno às 11:30
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007

O País anda à deriva

Confirma-se a Jangada de Pedra de Saramago, só que, contrariamente ao que ele imaginou, só Portugal a integra e dela faz parte que não toda a Ibéria!...

O País anda à deriva. Que andava algo fora do rumo, já todos nós o sabíamos. O que não sabíamos ainda – e do que só agora vamos tendo conhecimento é que anda à deriva sem que possamos sequer imaginar qual a magnitude dessa deriva, de tão enorme ela já é, e tão confrangedoramente grande que, qualquer dia, naufraga por aí, por um qualquer desses mares do planeta sem que dele reste nem rasto nem memória!

Vem isto a propósito das “novidades” com que, quotidianamente, o Socrático governo nos vem brindando: - ou fechando maternidades e urgências para em seu lugar criar não sei bem o quê, mas obrigando parturientes e enfermos a serem transportados, aos tombos, em ambulâncias de terceira ou quarta ordem, por dezenas ou centenas de quilómetros e agravando-lhe substancialmente o risco de vida que, de outro modo, o “velho modo” não corriam, mas o que será melhor porque assim o dirá (falta prová-lo!) a lógica dos números; - ou fechando mil e tal escolas do Minho ao Algarve, em tudo o que é interior, para, logo de seguida, ter de transportar as criancinhas em camionetas em quarta ou quinta mão, já sem conserto, com condutores de última hora, as mais das vezes inexperientes e cansados já que, como é bom de ver, o seu trabalho principal não será esse, sujeitando-as a perigosíssimos, longos e penosos percursos por estradas, que o não são nem nunca foram, em horários incríveis como se de meros operários de uma rara empresa se tratasse e aumentando substancialmente a poluição em zonas onde, outrora e em frias manhãs soalheiras, apenas se via o respirar da terra, aquela espécie de bafo quente, qual nevoeiro que dela se evolava; - ou um professor único para uma classe encarregado de, com todas as suas competências, substituir-se ao mestre, ao pai e à mãe dos educandos, acompanhando-os até ao sexto ano (antigo segundo ano do liceu, onde as disciplinas já se individualizavam e eram vários os professores que as ministravam!). Claro que este professor nunca poderá adoecer, mudar de terra, mudar de vida ou de “ramo” como hoje se dirá, antes tendo de ficar amarrado por seis anos a um destino que um iluminado governante por sentença lá do alto lhe traçou!

Vêm aí mais subsídios europeus, este o último! Uns milhares de milhões de euros e antevejo umas quantas mãos de ganância ávidas a esfregarem-se de contentamento à medida em que nos corruptos cérebros lhes vão germinando as ideias de como os gastar em seu proveito!

Os formandos, (e falo com experiência de formador, onde também ganhei um justo complemento da reforma miserável que aufiro e que mal dá para a medicação de que necessito) esses ganham mais uns cobrezitos que já lhes dará para a droga, para a gasolina ou para gastarem nas noites que se seguirão ás aulas! As escolas e centros de formação enchem-se de papéis e formulários com os quais inundam os burocráticos e controladores ministérios sem que consigam dar satisfação coerente ao que lhes é pedido, tão díspares, irreais e inúteis são a maior parte dos programas formativos a que se vêm obrigados, traçados que foram por mentes sapientíssimas sentadas em cómodos gabinetes ministeriais ou muito perto destes.

No momento actual – e tomando apenas como exemplo o que vem sendo notícia diária - uma senhora e nossa ilustre deputada vem infatigavelmente dedicando o seu tempo, pago com o dinheiro da comunidade bruxelense, - que também será o nosso, ao que suponho - a investigar os voos de e para Guantânamo, coisa por demais investigada e que todos nós já conhecemos e sabemos de cor e salteado! Que quererá ela com isso, quais serão os seus reais desígnios? Solidarizar-se com a sorte dos desgraçados que sempre houve e haverá desde que o mundo é mundo e até que deixe de o ser ou apontar o seu minúsculo dedo a um Bush para onde milhões deles de há muito estão sendo apontados? Não, bem por certo que não. O que pretenderá será outra coisa, bem diversa dessa pois não a vemos solidarizar-se com casos bem mais pungentes e próximos de si e sem carecerem de dispendiosas investigações, como sejam os dos desgraçados que miseravelmente vivem em barracas em redor das grandes urbes nacionais e onde muito mais facilmente se poderia deslocar sem os elevadíssimos custos de voos e estadias nesses quatro cantos do mundo que, por tal motivo, já tem visitado.

Comentários? Para quê? A mim me bastam apenas estas linhas de desabafo que aqui vou escrevendo…

E já agora deixem-me que lhes diga, amigos, deixem-me que lhes diga que não é só de agora que o país está à deriva. O país está à deriva desde a tarde do 25 de Abril de 1974, feito pelos senhores capitães do quadro permanente apenas porque não queriam que os capitães milicianos (então no ultramar, com as balas a assobiarem-lhes aos ouvidos) se lhes equiparassem em antiguidade e promoção após a frequência de um mini-curso na Academia Militar. Os “heróicos” capitães de Abril tinham apenas um propósito: - o de afastar uns tantos ministros das Forças Armadas que lhes estavam sendo incómodos. Só que com a revolução aconteceu o mesmo que costuma acontecer com as cerejas: - atrás de uma outras vêm e, como o regime estava podre, sem timoneiro, já cheio de ambiguidades, de avanços e recuos, os heróicos capitães viram-se ao fim do dia 25 com um país inteiro nos braços, como qual não contavam, e sem “ama” que dele cuidasse!

Foram, por isso e a correr, buscar o saudoso - e, esse sim, heróico - General António de Spínola, com quem tive a honra de privar em serviço, que de nada sabia para que cuidasse da criança acabada de nascer e à qual nem as fraldas sabiam sequer mudar quanto mais alimentar! Ele veio e a ele e só a ele o velho e frágil professor de direito se rendeu, convencido pelo ilustre General que então comandava a Guarda, e entregando-lhe o poder para que este não caísse na rua onde afinal já estava!

E logo vieram, das suas tocas, onde estavam escondidos, de garras afiadas os políticos que, perante a passividade de uma tropa que logo se anarquizou num arraial que durou quase dois anos, se guindaram, eufóricos, teóricos mas completamente ignorantes, aos postos de liderança, usurpando-os aos verdadeiros, sérios e despolitizados militares, e onde, até hoje, se vêm mantendo e transmitindo como herança de pais para filhos, porque, se repararmos bem, são sempre os mesmos (como já dantes eram!)… Esta é a verdadeira razão de o País estar a deriva, como hoje está…

(NOTA - Este artigo foi escrito ao abrigo do disposto nos nºs. 1. e 2. do artº 37º da Constituição da República Portuguesa – 4ª revisão de Setembro de 1997 – segundo os quais “todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra…bem como o direito de informar… e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações” e ainda que “ o exercício desses direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.”).
publicado por Júlio Moreno às 13:09
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Sobre os lusitanos...

Commentarii_de_Bello_Gallico.jpg

Sobre os lusitanos, hoje os portugueses, se atribui a Julius Caesar, salvo erro em 47 A.C., a célebre frase que tão magnificamente nos vem caracterizando até hoje:

"Lá para os confins da Ibéria existe um povo que nem se governa nem se deixa governar..."

Prouvera a Deus que Julius Caesar se tivesse enganado mas, pelo andar da carruagem, perece-me bem que não!
publicado por Júlio Moreno às 19:08
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Até acho graça

Até acho graça quando, quem hoje se refere a Salazar, numa quase mórbida e esclavagista unanimidade, nunca deixa de o fazer enfatizando a sua política ditatorial, tal como hoje se refere no PD da IOL, na Internet, onde o seu nome surge em parceria com o de Álvaro Cunhal, a propósito da eleição dos dez portugueses mais ilustres

E acho graça porque, tal é o “vírus” instilado no sangue das novas gerações, que estas, não só demonstram uma ignorância crassa quanto à sua figura – e não só neste campo, como em muitos outros dantes – e no seu tempo! - constantes do programa da 4ª classe da velha instrução primária e hoje sofisticadamente omitido até ao final dos múltiplos e moderníssimos ensinos universitários; refiro-me ao conhecimento dos ossinhos do corpo humano – com natural ressalva para os estudantes de medicina, mas não para todos, entenda-se! – do sistema orográfico de Portugal, dos seus rios e afluentes, para falar apenas no que de mais paradoxal me surge em pensamento, e sem falar já na tabuada e nas contas de dividir e de multiplicar, as mais difíceis e que até primeiros-ministros conseguem confundir! – como, quando o conhecem, papagueiam incessantemente o monocórdico ou histérico discurso que lhes terá sido ensinado pela ignorância ou ressabiada vingança dos seus próprios pais e, o que mais grave será ainda, na terra da hoje prometida e proclamada “liberdade”, veiculada na própria Constituição da República a qual, revelando bem a mentalidade tacanha, mesquinha e medrosa dos que, auto-proclamando-se lídimos representantes do povo - cuja maioria desconhece e pelo qual, afirmando-se “políticos” e sagazmente confundindo, se fizeram eleger - a fizeram e votaram, aí lhe consagra velada proibição, sem nexo e flagrantemente contraditória, ao prescrever: - no seu artº.37º nº 1.que “todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio… sem impedimentos ou restrições.” – o que eu agora faço - para, logo adiante, no seu artº 46º, nº 4. afirmar e dispor que “…não são consentidas associações… nem organizações… que perfilhem a ideologia fascista.”, sabendo-se, como se sabe, que o nome de Salazar vem sendo indissoluvelmente associado pela tradicional ignorância popular ao fascismo e até ao próprio nazismo!

Porém, caindo em mim e passada que me foi a natural perplexidade do momento, acho que terão feito bem os portugueses ao colocarem no patamar da sua principal escolha dos dez nomes dos cidadãos que, até hoje, consideram mais ilustres os de Salazar e Cunhal pois, não obstante o grande e profundo fosso ideológico que sempre os separou, muito ambos tiveram de comum: – ambos souberam ser líderes, crentes lúcidos das ideias que professaram, um na própria pátria, outro na pátria de exílio que o acolheu; - ambos foram tiranos e não tergiversaram nas políticas que julgaram ser seu dever prosseguir a bem do colectivo: - Salazar criando a Pide e perseguindo o comunismo, Cunhal agindo em consonância com a KGB e ferozmente reprimindo o capitalismo, cujo ténue brilhar se vislumbrou no Leste, na conhecida e sanguinolentamente reprimida primavera de Praga e por cuja orientação terá sido tornado responsável pelo regime soviético de que foi fiel e convicto servidor.

Salazar foi honesto, refez as finanças públicas e mal ou bem restaurou a credibilidade internacional de Portugal, da lama onde havia caído com as sucessivas arremetidas revolucionárias vividas e sofridas até 1926, restaurando as finanças públicas e, mercê de uma hábil política de dois gumes evitou que Portugal entrasse no conflito da segunda Guerra Mundial que arrasou a Europa e parcialmente o mundo! Nasceu em berço humilde não se beneficiou com o exercício da política, acreditou no que fez, não mentiu ao povo e morreu pobre!

Cunhal, nasceu em berço de ouro, foi fiel à sua política que sempre julgou certa e adequada ao bem do povo que, na sua imaginação marxista, sempre quis proteger e defender, renegou a riqueza, nunca mentiu ao povo e morreu igualmente pobre.

Nada melhor, pois, do que uni-los na votação que ora decorre. Como os extremos se tocam e, pessoalmente, acredito numa realidade esférica e, portanto, circular, acharia bem que a ambos fosse conferido o primeiro lugar “ex-aequo” para grande vergonha dos que hoje lhes vão usurpando créditos e funções.
publicado por Júlio Moreno às 15:02
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007

A minha alma pasma!

A minha alma pasma-se e o meu pobre intelecto confunde-se com quanto vou vendo e ouvindo, nestes dias do já tudo inventado, até a maledicência soes e descabida de gente que, em lugar de coração, terá um músculo cardíaco melhor ou pior afinado – à vezes a necessitar de conserto – e, em lugar de cérebro, um emaranhado desconexo de neurónios que a natureza lhes terá lá colocado certamente com uma diferente e bem diversa intenção daquela para que vêm sendo usados.

Vem isto a propósito, para alguns, e a despropósito, para outros, de um certo programa televisivo que nos brinda com um execrável aperitivo de almoço em que uma pequena roda de intelectuais do designado “jet-set” nacional, bem euro-nutridos mas completamente falhados como pessoas, discutem e pontificam sobre o que nada entendem e tudo sobre o que se diz – ou inventa - de quem e por quem estiver na ribalta da ocasião ou nas balofas colunas de revistas baratas já cheias de caruncho mental!

Porque julgo saber o que é democracia e porque julgo também saber o que é dignidade e liberdade, porque entendo o humor e até a graça libertina e saudosamente revisteira, é que não entendo “aquilo” e que “aquilo” se permita, a menos que tenhamos, sem que eu me desse conta, regressado a alguns séculos atrás, ao tempo dos bobos da corte e dos seus malabarismos e dichotes, às vezes de tão inoportuno e pútrido mau gosto, que até o rei, que na altura comeria gordas pernas de cabrito com as mãos e limparia as beiçolas besuntadas com as finas rendas das suas requintadas vestes, os mandava açoitar na praça pública substituindo-os de seguida ou mesmo pondo-os a ferros já que nem aos próprios bobos era, como ali parece ser, tudo consentido!

Mas vejam, amigos, vejam e continuem a ver, divirtam-se que eu, em me apercebendo que tal despautério se aproxima, apenas um só e único sentimento e propósito me assaltam: - o primeiro, de pena, de pena pela tristíssima figura que fazemè à qual se prestam perante quem os vê; e o segundo, a necessidade imperiosa de mudar de canal para poder almoçar em paz e na paz da minha efervescente e pouco condescendente consciência.

Pena da televisão que temos, pena dos que, com tal programa, se deliciam – assim como um outro de outra estação que faz gáudio público de encenadas infidelidades sob a batuta barata de um péssimo apresentador brasileiro, pena de uma apresentadora que se vinha firmando como uma das melhores da nossa TV e pena, muita pena, dos visados que, não deixando, muito certamente de ter os seus telhados de vidro, se vêm daquela forma e tão publicamente enxovalhados e expostos na sua intimidade que em certas alturas me interrogo mesmo se não seria caso para intervenção do próprio Ministério Público!
publicado por Júlio Moreno às 22:25
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Sábado, 13 de Janeiro de 2007

A Semana que se seguiu à minha morte

Morri – aqui onde me encontro, a intemporalidade das coisas não mo permitiria dizer e tal afirmar, se não fora o recurso aos jornais e documentos que ficaram na terra donde viera e que, com curiosidade, percorri vendo que muito pouca ou nenhuma importância haviam ligado ao acontecimento, mas que logo, como parte interessada, reconheci através da certidão de óbito passada pelo médico que me autopsiou e concluiu que morrera por causas naturais, quando eu sabia que não, que assim não tinha sido, mas que morrera sim levado por uma mágoa profunda, insondável e inconsolável, mista de arrependimento pelo que poderia e deveria ter feito e não fiz e pela ingratidão dos que olharam os pequenos e quase insignificantes gestos de doação, de entrega e de coragem que, em prol de outros, cometi, e que, lenta e progressivamente começara a minar todo o meu ser e afectar-me severamente todos os órgãos e funções vitais.

Curiosamente, agora, onde me encontrava, num espaço aberto, luminoso, sem grades nem portas, cadeados ou grilhetas, mas de onde sentia não poder fugir sem que a sentença fosse proferida pelo Criador, não havendo nem tempo nem dor física, eu podia ver e reconhecer a meu lado, uns mais perto outros mais longe, todos aqueles que, de algum modo, vivos ou mortos, haviam percorrido comigo parte da minha vida! Assim, via, sem sentimento algum ou sequer ressentimento, amigos que o foram ou inimigos que igualmente os tive e cujas feições e corpos não tapavam mais o interior profundo do que afinal eram ou tinham sido as suas almas! Vi a um homem a quem reconheci como pai, a uma mulher que sabia ter sido a minha mãe, a uma mulher especial que, essa sim, deixara em pranto e dor profunda pelo meu súbito afastamento, a outras mulheres às quais me ligara pelos mais diversificados motivos ou fortuitidade de momentos passageiros e outros seres ainda que percebi terem sido materialmente gerados por mim embora, e como tudo, obra igual de Deus, o seu verdadeiro e único Criador. Esses seres eram meus filhos, ou materiais ou morais - embora este termo ali não tivesse grande aplicação nenhum outro me ocorreu para designar aquelas duas outras criaturas de Deus que, não o sendo à luz da lei dos homens, o eram, para mim e à luz da lei de Deus, como se o fossem.

Sem tempo e sem dimensões, não será muito adequando que venha agora e aqui falar de baixo e de cima, mas faço-o apenas por saber que só assim os ainda vivos me poderão entender acaso consigam ler e sobretudo entender estas linhas que lhes dedico. Então, olhando para baixo, pude ver como tudo continuava na mesma, na mesma fluidez confusa e mesquinha que ia do trânsito aos sentimentos de ganância de arrogância de inveja e de despudorado a animalesco desejo do macho pela fêmea o que, sendo racional, surgia agora aos meus olhos, entretecido pelos mais variados e díspares interesses, muito poucos sendo genuínos e verdadeiros. Vi aqueles que, em vida, tendo sido meus filhos naturais, faziam a sua vida do quotidiano normalmente e sem que no seu espírito perpassasse a mais ténue lembrança a meu respeito e, quando raramente esta perpassava, era para sua revolta por nada lhes ter deixado como herança! Vi, pelo contrário, que aqueles que o não eram, embora como filhos também os considerasse, esses tinham mais frequentes recordações a meu respeito, sobretudo pela falta que sentiam da minha presença junto de sua mãe que, amargurada, mas resignada como eu tanto lhe dissera que deveria ser, aceitara o meu súbito afastamento e se limitara a dizer, sem que ninguém mais a ouvisse a não ser eu, que em breve viria ter comigo.

Amigos ou inimigos terrenos? Foi com esforço que procurei ligar esses termos à nova realidade que vivia e a quanto, de novo e velho, via à minha volta para rapidamente chegar à conclusão de que, pura e simplesmente não existiam nem nunca tinham existido!, pois não passaram de enxames de seres que pulularam em meu redor toda uma vida, uns regalando-me presentes outros esperando que eu os regalasse a eles, numa teia aviltante que mais não tinha sido do que um jogo de benesses trocadas, todas elas movidas por interesses puramente materiais alguns dos quais tecidos com linhas invisíveis e mais finas do que a própria seda aos olhos dos então, tal como eu então também, simples mortais!

E a pretender governar este imenso mar de almas que eu lá em baixo via, mas sempre a pontuar, a seu favor ou contra, junto do Criador que, já me tendo chamado, os iria um dia chamar também a eles para a prestação das suas contas, continuava, febril em seus irrequietos movimentos e quase imprevisíveis, irresponsáveis e desumanas atitudes, esse exército de seres a quem chamavam de políticos e que eram os que mais se governavam, inesgoávelmente ávidos de um poder que julgavam forte, firme e quase eterno sem nunca, ou muito raramente, se cuidando daquele pequeno exame de consciência feito ao adormecer, como que o balancete do dia antes vivido por mercê de Deus e dos homens que lho haviam consentido que não por mérito deles, meros farrapos humanos, maltrapilhos de consciência e corruptos de intenções.

E no meio daquele estranho e novíssimo local onde agora me encontrava, sem peso, sem tempo e sem dimensão alguma a rodear-me, aguardava serenamente que o meu nome fosse chamado para ser presente ao único Ser capaz de, com verdadeiras equidade e justiça, sempre desinteressado interesse e antes com paternal benevolência, julgar os homens e os sentenciar na nova vida que os esperava – a eternidade!.
publicado por Júlio Moreno às 11:25
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