Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Será que Sócrates, o grande filósofo...

Será que Sócrates, o grande filósofo, iria admitir que existisse um paralelismo entre si, o Pinóquio e o Tim -Tim ou tudo isto não passará, apenas, de um êrro grosseiro de programação do "Magalhães" de que tão pouco se conhece ainda?


Vem isto a propósito da notícia de hoje do PD da IOL que transcrevo:


“Cimeira ibero-americana vira «momento de promoção» do Magalhães "Sócrates usou a sua primeira intervenção para promover o computador para crianças


"O primeiro-ministro, José Sócrates, fez da sua primeira intervenção na Cimeira Ibero-Americana «um momento de promoção» do computador Magalhães, presente na mesa de trabalho dos 22 Chefes de Estado e de Governo. Durante mais de cinco minutos, Sócrates apresentou o Magalhães como sendo «o primeiro grande computador ibero-americano», dizendo mesmo que é uma «espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos». «Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães - e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães», disse, acrescentando que todos os seus assessores usam diariamente o Magalhães para o seu trabalho.


"Sócrates oferece Magalhães a chefes de Estado


"«Não precisam de mais nada», reforçou, acrescentando que o Magalhães é um «computador de última geração», dotado de um processador da Intel, construído em Portugal e que está a ser distribuído nas escolas do ensino básico em Portugal. «Foi pensado para as crianças e por isso é resistente ao choque. O Presidente Chávez já o atirou ao chão e não o conseguiu partir», disse Sócrates, arrancando sorrisos dos Chefes de Estado e do Governo. Enquanto Sócrates discursava, governantes como Evo Morales, da Bolívia, e até o anfitrião António Saca aproveitavam a rede «wirelless» do palácio da Cimeira para navegar na Internet usando o Magalhães. Saca foi mesmo mais longe e, depois de agradecer a oferta do Magalhães, que esteve sempre em primeiro plano na transmissão televisiva para a América Latina, prometeu comparecer na Cimeira de 2009, em Portugal, usando o pequeno computador como instrumento de trabalho. ... “”

publicado por Júlio Moreno às 10:49
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Por favor comprem-nos petróleo!...

“O barril do petróleo continua a descer...” – lê-se e ouve-se nos noticiários.


Será que, em resultado da crise que o mundo actualmente atravessa, ainda vamos ouvir pedidos como este vindos dos “ricos” e opulentos” países fornecedores de petróleo e que tanto vêm especulando e enriquecido à custa de uma sociedade em comodidade apodrecida e em total e momentâneo desvario por causa daquele líquido negro que, depois de “refinado” por “refinadíssimos” malandros” alimentam as nossas máquinas sem as quais já ninguém sabe passar ou dar um passo sequer?


 Será que o próximo passo vai ser o de vermos nos “stands” das grandes marcas, dísticos como este: - “Compre um e leve dois -o segundo fará jeito a sua mulher ou ao seu filhinho mais velho para ir para a faculdade (de “economia de preferência”!


Porque desde “secula seculorum” a necessidade sempre aguçou o engenho humano não terá chegado, finalmente, a hora, de pôr no seu devido lugar esse famigerado e pretensamente infinito poder das OPEPES por lá e das GALPS e REPSOIS por cá?


 E que tal inventar uma máquina que se alimente de nabos, abóboras e rabanetes – já que que estes não vão á mesa do rei! – à mistura com um pouco daquele óleo já gasto (mas em porções mínimas!) das fritadeiras lá de casa para lhe dar assim como que um ar mais sério, mais credível e como que lembrando os bons velhos tempos em que víamos o nosso dinheirinho, liquefeito, escorrendo para as bocarras esfomeadas dos depósitos, sempre sequiosos, das nossas maquinetas transportadoras?


Confesso que sempre me daria um certo gozo ver a cara desses actuais magnates a verem os níveis da sua abastança a descer, a descer ao ponto de terem de fazer uns saldozitos dos seus (ainda por cima insalubres produtos!) – já não falo em assistirem às penhoras das suas faustosas mansões, não quero ser tão mauzinho, não... - para poderem continuar a viver no mundo irreal da fantasia como esses “sheikes” de lá e os “sheikes” de cá têm vivido, ao mesmo tempo que o Governo iria deixando cair a máscara a abdicando dos cremes e loções com que constantemente se maquilha, pondo a nu as verdadeiras e lautas pançadas de euros que aufere á custa do Zé povinho que lá vai aguentando tudo o que tais excelências decidem com o ar mais sério e contristado deste mundo, mesmo quando "jamais" se deixam levar nos braços do Morfeu enquanto discursa, em sessão solene, o próprio o Chefe de Estado!


Que palhaçada, meu Deus, que palhaçada!...


Ah! – já me esquecia do bom que também seria que acabasse também esse “casino” dos ricos chamado” bolsa” e em que meia dúzia vão jogando com o nosso dinheiro depois de o terem transformado nas boas acções que se vêm!


Não seria de abrir uma boa garrafa de espumante e, nesse dia, fazer um brinde à humanidade por ter então atingido – talvez - a maioridade?

publicado por Júlio Moreno às 11:09
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Plágio

Da Diciopédia Portuguesa da Porto Editora:


“Plágio – substantivo masculino – 1. Acto ou efeito de plagiar. 2. Roubo literário ou científico, plagiato (do gr plágios, “oblíquo”, pelo lat. plagiu-, “plágio”)””.


Foi isto precisamente o que me aconteceu e descobri um dia, há muitos anos, em finais da década de 80, praticado por um imberbe e “inocente” mocinho “letrado” que era tido em alta estima pela Direcção da Empresa de Serviços que o empregava e que, por ironia do destino, fora um dia fundada por mim e por alguns amigos dedicados e aonde regressei por capricho do destino e por escasso tempo pouco antes da minha reforma.


Em tempos atrás, ao serviço de uma outra Empresa, tinha efectuado um exaustivo estudo de segurança para os CTT, nomeadamente para o PPI (Protecção do Pessoal e das Instalações) e, nesse estudo, fizera questão de apresentar, como então me parecia impor-se, uma ligeira introdução à temática, sempre complexa, da segurança privada que, digo-o sem vaidade, dominava bastante bem a ponto de ser considerado por altos responsáveis da banca, designadamente do Banco de Portugal, como um dos homens que mais segurança sabia no nosso país o que, lisongeando-me, como era natural, não me deslumbrava nem envaidecia sequer, sabendo, como o sabia, que muito mais haveria que aprender e descobrir em tal matéria – e o que hoje se passa vem demonstrar o quanto estava certo quando assim pensava e o dizia então.


Porém, um dia o acaso fez com que o tema da segurança e da formação viesse á baila numa das reuniões que tivemos com a Direcção da minha ex-Empresa e que, na ocasião assessorava, e a propósito daquela me fosse mostrado o “excelente” trabalho desenvolvido por esse rapazito que, no dizer de um dos Directores, tanto prometia na sua função de formador tal era a qualidade do trabalho que produzira já...


Para meu espanto e total estupefacção o “trabalho” era uma cópia fiel e “ipsis verbis” do texto introdutório realizado anos antes - e do qual ainda haverá, seguramente, algum exemplar arquivado na administração dos velhos CTT, então Correios de Portugal, além de ser viva a amiga que então o dactilografou, ainda nas instalações do Alto da Barra, correria o ano de 1978 - e do qual ele havia assumido a respectiva autoria!


Confesso que, por momentos, ainda pensei em denunciar a fraude – o “roubo”, tal como acima a Enciclopédia o define e o próprio Código Penal prevê e classifica, mas a idade do prevaricador a par da sordidez do acto fez com que me calasse para só hoje o revelar como um episódio apenas dos muitos que têm perpassado ao longo da minha vida.


Acho, no entanto, que perdoar foi um gesto nobre que pratiquei e o silêncio que só hoje rompo foi para que os intervenientes, se alguma vez lerem estas linhas, fiquem sabendo que eu me dei conta do que se passava.


E é tudo na crónica de hoje. Perdoei, é certo, mas assim acho que, mesmo assim, fico agora um pouco mais aliviado...

publicado por Júlio Moreno às 01:14
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Domingo, 26 de Outubro de 2008

A Vista do meu prédio

Da enorme janela do meu prédio nada mais vejo a não ser outro, em tudo semelhante ao meu, mesmo de frente, cheio de janelas e que se resume a uma mole imensa de cimento onde, no interior ignorado, pulularão, invisíveis, centenas de vidas humanas ocupadas nos mais diversos e estranhos afazeres.


Só chegando mesmo à janela e nela me debruçando um pouco, consigo ver, se olhar para a esquerda, um pouco de um jardim urbano, com algumas arvores e, fluindo interminavelmente, o trânsito citadino que nos embota os sentidos, destroi os nervos e abala a própria saúde.


Se olhar para a direita, já consigo espraiar a vista por sobre algum arvoredo e casario, bem ao longe, mas suficientemente disperso para me dar alguma tranquilidade de espírito no que toca á calma e, mais longe ainda, brilhando ao sol, um enorme pedaço de mar, aquele mesmo mar que tanto me atrai e que eu adoro mas que, daqui, nem as ondas consigo ver!


A tentação de usar os binóculos de marinha que possuo – desde os tempor do meu velho “Sea-Shuttle”! - é grande, enorme mesmo. Todavia, não os utilizo, não ouso usá-los, pois, com eles, mesmo sem querer, devassaria toda a intimidade de quem, no prédio fronteiro se descuidasse e se expusesse, na sua intimidade, aos olhares alheios e sujeitar-me-ia a uma crítica verrinosa e infundada que, sei, iria afectar-me. Sentir-me-ia mal com isso e, como tal, é como se os não tivesse... não os utilizo sentindo-me, assim, como que prisioneiro, da minha própria liberdade, 


É a vida nas grandes cidades! Pequenas comparadas com muitas outras, mas mesmo assim grandes demais para a pequenez do homem criado para viver em espaço de liberdade e não em colmeias de betão como estas!...

publicado por Júlio Moreno às 11:27
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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Viver e morrer no século XXI

Por todo o lado se comentava hoje a tremenda crise que o país atravessa. O desemprego, a carestia da vida e as tragédias que assolavam o mundo.

- Para onde vamos?! – exclamava o velho, ajeitando os óculos de ver ao perto e ao longe mas com os quais já não via bem ao mesmo tempo que reduzia o volume de som da televisão com o pequeno comando em que pegara para o aumentar quando o locutor falara das ameaças de greve que andavam no ar.

- Vamos para onde tivermos de ir! – respondera a velha que parara de fazer festas ao gato e olhara para ele ainda com o mesmo olhar de fúria que lhe lançara quando o ouvira dizer ao telefone que não, que não iria nessa noite jantar a casa do seu filho.

António e Celina já de há muito que viviam num permanente estado de conflito a propósito de tudo e de nada. Ele, a caminho dos setenta e oito anos, era reformado da carris onde fora motorista durante quarenta anos. Ela, mais nova cinco anos, estivera empregada nuns armazéns sempre nos intervalos das suas doenças e gravidezes. Ambos viviam já há bastantes anos das reformas que, juntas, perfaziam uma maquia que não era para desprezar.

Os filhos, porém, levavam-lhe tudo. Tudo quanto conseguiam ainda amealhar porque os depósitos poupança que haviam feito ao longo de toda uma vida equilibrada e cheia de privações desnecessárias, esse fora-se já havia anos!

Primeiro, fora o Pedro, o mais velho, com a compra daquela motocicleta que, poucos meses depois, espatifava de encontro a uma parede o que lhe valera um internamento prolongado, de mais de 3 meses, no hospital ortopédico e todas as cirurgias que fizera e das quais resultaram o ter ficado com uma perna mais curta do que outra pelo que mancava bastante.

Depois, o Serafim, com a droga, consumira-lhes também o pouco que restara.

Finalmente a Mariana. Essa estouvada, da qual já não queriam saber desde o dia em que tinha tido o descaramento de lhes dizer, estando grávida, que não sabia quem era o pai do filho que, afinal, não viria a nascer dado o aborto que tivera naquele acidente de carro com mais um dos seus muitos companheiros de ocasião.

O Pedro fora o único que assentara e era dele o convite para jantar nessa noite. Casado com uma repariga bastante mais nova do que ele, que já passava dos quarenta e cinco tendo ela menos de trinta, vinte e oito segundo parecia, era o único que se lembrava com alguma regularidade dos seus velhos pais e que os visitava amiúde naquela casa de um só piso, de dois quartos, uma pequena casa de banho e uma cozinha e que, para as traseiras tinha um pequeno quintalinho onde o velho António dormia as suas sestas sempre que, acabado o almoço, de “barriga cheia”, como dizia, pedia invariávelmente a Celina que deixasse a loiça porque mais tarde ele a ajudaria a lavar, limpar e arrumar.

Ela, porém, porque sabia que essas promessas não passavam disso mesmo dizia-lhe sempre que sim, que estava bem, mas lá se ia arrastando e lavando, loiças, tachos e panelas alguns dos quais lhe escorregavam por vezes das mãos caindo ao chão com grande estrondo o que invariávelmente acordava o marido que, com o gato enroscado no colo, adormecido e ronronando satisfeito, nem os camiões de areia que a toda a hora e ruidosamente subiam a ladeira íngreme da rua da sua casa, molestavam, e que acordava sempre sobressaltado e gritando: - “Caíste, Celina?”

- “Não, homem, não! Deixei caír a panela da sopa... Já quase não posso com ela e estas mãos, com estes dedos desconjuntados, já quase não têm força para agarrar sequer no pano com que a limpo...”

- “Deixa estar que eu te vou ajudar..”. – respondia ele sem, no entanto, se mexer um centímetro que fosse da cadeira onde estava sentado. O gato, esse também já não se mexia e apenas abria um olho e endireitava uma das orelhas quando o estrondo era maior do que o habitual.

O pior era quando chovia. António, não podendo ir sentar-se ao sol como gostava, ficava toda a tarde em frente da TV e refilando sempre que, na estação e quando punham os anúncios, o som aumentava bruscamente e o despertava daquele dormir crepuscular que o inundava sempre finda a refeição.

À noite, já há muitos anos que não comiam, limitando-se a aconchegar o estômago com uma chávena de chá de cidereira e uma ou outra bolacha que sempre tinham numa velha lata de folha que o Pedro se encarregava de encher todas as semanas.

E foi nessa noite que a morte chegou para ambos silenciosa e inesperada.

Celina, ressentida pela recusa do marido em ir nessa noite a casa do filho, pela primeira vez na sua vida esquecera-se de fechar o gás no bico do fogão onde aquecera a água para as botijas com que ambos, de noite, se aqueciam para adormecer.

O gás, fluindo constantemente do bico aberto no máximo, fora inundando o pequeno compartimento da cozinha onde, não tendo por onde sair, dado que a porta do quintal ficava bem calafetada com um rolo de areia que ela sempre colocava em chegando o inverno, fora subindo de nível no interior da pequena casa, tal como a água encheria um tanque e, em chegando à pequena tomada eléctrica onde ela costumava ligar o ferro de engomar, provocara a enorme explosão que, destruindo a pequena casa, os carbonizou de imediato na cama onde dormiam e foram soterrados pelos escombros daquela que logo ruíu, sendo só muito mais tarde e algumas horas depois, removidos, já cadáveres, para o Instituto de Medicina Legal onde lhes fariam as respectivas autópsias.

O que restava do que fora o preguiçoso gato fora encontrado sob uma das traves ainda fumegantes e, sem piedade, atirado para o lixo juntamente com todo o entulho em que tudo quanto tinham se havia transformado.

No funeral, realizado só quatro dias depois, quando os corpos foram finalmente liberados da Medicina Legal pela Justiça e depois de esta haver concluído que se tratara de um acidente e não de um crime, o que chegara a correr na vizinhança dada a vida que o Serafim continuava a levar, apenas Pedro e a mulher compareceram.

Nenhum dos outros filhos acompanhou o féretro dos pais aparecendo apenas mais tarde quando os editais afixados no lugar do costume da frequesia, anunciavam que os herdeiros se deveriam dirigir à Junta a fim de aí serem informados sobre as formalidades a cumprir para a reclamação da pequena herança que lhes cabia em partilhas de umas pequenas terras e algumas bouças que os pais haviam deixado praticamente ao abandono em Trás-os-Montes quando, ainda jóvens e deslumbrados pela vida da capital, tinham decidido mudar-se para Lisboa e agora, dada a idade avançada de ambos, havia alguns anos que não visitavam...
publicado por Júlio Moreno às 15:31
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

A graça na democracia portuguesa...

PD da IOL - 24-10-2008 - 11:40h


Gato Fedorento: «Só tornámos as acções de formação do Magalhães ainda mais ridículas» Número de queixas na ERC bateu todos os recordes. «Gatos» acham que os telespectadores não souberam interpretar o sketche


 

Aqui está o resultado e o exemplo...

Volto à graça portuguesa e aos “fedoresntos”. Aqui está o exemplo. Hoje pretende-se gracejar com o que é sério no Portugal democrático...Critica-se, fazem-se queixas... No Afganistão ou no Irão... mata-se.

publicado por Júlio Moreno às 13:46
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Lembrando o passado recente ...

De um modo geral em tudo, mas sobretudo no tema que aqui pretendo sucintamente analisar, as comunicações, a diferença entre os dias actuais e os de meados do século passado são enormes, eu diria mesmo que quase incomensuráveis, isto em quase todos os domínios!


Porém, como entendo que o progresso de faz sempre em todas as direcções, penso, por vezes, que alguns dos passos que se deram ou foram mal dados ou intencionalmente – o que será bem pior! – dados no sentido inverso! Exemplo disso mesmo é a sofisticação da criminalidade que já colocou a informática ao seu serviço e o prazer sádico dos “hackers” que, quais vândalos da era moderna, que é o que verdadeiramente são, se entretêm em destruir covardemente e sem outro objectivo que não seja o do simples prazer doentio de o fazer e de causar danos (alguns irreparáveis) a quem nunca viram, não conhecem nem nunca virão a conhecer... Não era prisão que eu lhes daria, não! Era o internamento em manicómio por um largo perído tão largo quanto fosse considerado necessário ao regresso da consciência que teriam a nascença e, que, entretanto, se volatilizou.


Voltando ao tema: - recordemos que, para se comunicar com qualquer pessoa, uma pessoa amiga ou qualquer outra, que representasse, por exemplo, uma entidade organisacional (empresa, instituição pública, etc.) duas formas avançadíssimas possuíamos para a época.: - o telefone, o mais rápido, primeiro o manual que passava pela telefonista e depois o automático, mas que só servia para comunicações que não cerecessem de grandes garantias de autenticidade para efeitos de eventuais e futuras provas em disputas, e o correio, esse mais ou menos volumoso conjunto de escritos que, zelosos funcionários dos velhinhos CTT se encarregavam de, no seu giro, e regularmente, mais ou menos à mesma hora, entregar em casa de cada um ficando o remetente a aguardar resposta, por vezes para as calendas gregas, isto é para “nunca” visto que os gregos, ao contrário dos romanos, não tinham calendas!


E hoje? Como se comunica? Pelo telefone?


Pelo telefone também, só que cada um tem um telefone com um número pessoal e intransmissível e transporta-o consigo,podendo, assim, ser contactado em qualquer lugar que se encontre – hoje praticamente todos, até no estrangeiro - isto a menos que tenha o seu “telemóvel” desligado ou, não querendo atender, venha com a esfarrapada desculpa de lhe ter falhado a bateria, o que, se em muitos casos é verdadeiro, em 90% dos casos não o é pelo que daí se concluí que, sendo nós, quase todos, contactáveis, só nos deixamos contactar por quem queremos e nos interessa.


Pelo correio normal, escrito, em papel?


Isso é coisa já quase do passado, de um passado recente mas nem por isso deixando de pertencer ao passado, já tão longínquo que até as Repartições Públicas, para assuntos importantes para o cidadão e para o Estado, se vão dele, progressivamente, afastando e esquecendo! Hoje o cidadão que se preza usa o seu ou os seus “E-mails” que quer dizer, o seu correio electrónico que envia/recebe através da “Internet” – (Net = rede; Inter = entre ou internacional, abreviado talvez...).


Desapareceram as máquinas de escrever, eminente conquista dos primórdios do século passado (algumas até escreviam a preto e a vermelho consoante a parte da fita que era apresentada perante a tecla que continha a letra ou símbolo a imprimir no rolo de papel) papel este que se encontrava conveniente apresentado a quem dactilografava e que ia paulatinamente avançando o espaço de cada letra impressa até que o soar de uma campaínha despertava a dactilógrafa (aqui decidi-me pela grande percentagem dos profissionais do ramo) a qual, lestamente e usando uma alavanca comprida associada ao “carro” que transportava o papel, fazia com que este retrocedesse ao início do percurso ao mesmo tempo que rodando um espaço apresentava uma nova linha de escrita isto desde que tivesse as engrenagens sempre bem alinhadas e cuidadosamente conservadas.


Para as cópias havia o chamado papel químico que, introduzido no meio de duas folhas em branco com a face da tintagem para o lado da segunda folha, destinada à cápia, imprimia esta mas só a uma côr, de um azul arroxeado, tudo o que na primeira fosse impresso pelo teclado e labor da dactilógrafa.


Os êrros eram de muito difícil correcção pelo que uma vez cometidos só uma dactilógrafa muito hábil conseguia apagá-los e corrigi-los usando primeiramente uma pequena e fina borracha redonda e própria para esse efeito, ou uma espécie de lápis adequado que numa extremidade tinha a borracha e na outra um pincelinho, e só mais tarde um líquido branco, pastoso e que secava rapidamente, designado de corrctor. Mas isto só em documentos de menor importância porque aqueles que de facto a tivessem teriam de ser irrepreensívelmente apresentados, esses eram totalmente refeitos e o exemplar da folha que continha o êrro irremediavelmente deitado no cesto dos papeis. Contaram-me até uma história sobre um patrão que, querendo medir e eficiência profissional da sua “secretária”, recém contratada, diáriamente analisava a quantidade de papel que, por conter êrros, esta deitava para o referido cesto!


Mas voltemos à análise do nosso tema: - hoje, mercê de uma complexa máquina electrónica, denominada computador, e depois de lhe havermos introduzido um programa denominado “processador de texto”, escrevemos o que pretendemos num cómodo teclado e o texto escrito vai aparecendo num “monitor”, (screen”, “écran”, ”pantalla”, etc.) onde o podemos conferir e corrigir à medida em que for sendo escrito, facilmente anulando os êrros cometidos ou alterando frases inteiras, do que até alguns programas automáticamente se encarregam!, corrigindo não só a ortografia das palavras como a própria sintaxe das frases!


Depois é só gravar o texto produzido e guardá-lo num dos vários suportes magnéticos que a tecnologia põe à nossa disposição, ou enviá-lo ao seu destino depois de transposto para outro programa de correio electrónico – o “e-mail” – ou ainda, depois de impresso em papel em impressora associada ao computador em causa, colocá-lo num sobrescrito do correio normal e enviá-lo ao seu destino.


Cópias, essas são as que quisermos, já que o original ficou guardado, e impressoras há que não só imprimem os textos, como fazem fotocópia de outros que tenhamos recebido ou digitalizam fotografias que imprimimos ou gauardamos em álbuns electrónicos ou distribuímos a outros destinatários por e-mail. Mais ainda: - hoje até os telefonemas se podem fazer através dos computadores e gratuitamente nos casos de comunicação de computador a computador ou quase nos restantes casos, isto é, de computador a telefone fixo ou a telemóvel...


Abissal a diferença, não é?


Daí que o computador esteja hoje a ser introduzido nas escolas – e muito bem – a par de alguns ensinamentos de ingles pois a maioria dos termos informáticos é naquele idioma que se baseiam sendo, por isso e ainda que rudimentarmente, necessária a sua aprendisagem.


Visto e exaustivamente descrito o que hoje acontece (não tenho jeito algum para a sintese e confesso o meu receio de que não sejam entendidas as ideias que pretendo exprimir quando, tímidamente, o tento...) o que mais me maravilha no meio de tudo isto é o facto de se poder comunicar com gente que não conhecemos, com o mundo em geral, sem ser necessário ser-se colunista de qualquer jornal ou revista hoje com tendência inexorável para desaparecerem ultrapassados que vão sendo por esta nova e moderna tecnologia.


Refiro-me aos “blogs”, neologismos criados em ingês pela informática e que mais não são do que aquele espaço (outrora chamada coluna jornalística) onde cada qual explana as suas ideias e dá largas ao seu pensamento sem necessitar de uma “cunha” ao Director do jornal ou revista para que consinta que aí escreva o que quer que seja e, quase sempre sujeito, ao altíssimo critério do Conselho de Redacção!


Temos de convir que isto sim, isto foi um verdadeiro avanço na nossa história civilizacional...


E já agora, quem estiver interessado em conhecer a história do computador que, em boa verdade, terá começado a dar os primeiros e titubiantes passos já no século XVI, procure por “COMPUTADOR” e veja o que sobre ele se diz na inestimável Wikipédia. Eu li e gostei...

publicado por Júlio Moreno às 18:59
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

A graça na nossa democracia...

Entende-se hoje que “disparate” é sinónimo de graça e que “disparates ôcos e absurdos”, dos quais só os próprios autores (ou apenas “diseurs”) são o supra-sumo da graça televisiva ou do espectáculo de palco em Portugal, devem ser fomentados e aplaudidos!


É pena porque serão, de facto,” graças”, “gracinhas” ou “graçolas” mas só para os inteligentes e muito “up-to-date minds” muito “in”, todavia cerebralmente circunvolucionados bem ao contrário do que seria de esperar na espécia humana que até parece representarem!


Vem isto a propósito de dois casos a que assistimos – muito pouco, na verdade, para generalizar mas, feliz ou infelizmente, o bastante para aquilatar um pouco da porcaria que, para mim – e não estarei só nesta dramática conclusão - representam hoje na outrora grande arte do espectáculo e de representar.


Acho que nem os bobos da corte se permitiriam tais desmandos e deboche públicos... isto mesmo quando El-Rei comia à mão, retirada da banha em que era servida, a carne assada ou a perna de borrego, limpando a seguir os gordurosos queixo e barba à fina renda branca do seu real gibão!


O primeiro caso que aqui refiro foi o de um tal electricista, com graça natural, é certo, mas feito vedeta á custa de um palavreado e de um corolário de palavrões e asneiras, não só orais como gestuais também, tudo acompanhadas de posições e insinuações “porco- realísticas” que punham em delírio algumas plateias de mentecaptos e de portugas “democratas” do estilo “sucialista” que de socialistas tinham muito pouco ou mesmo nada... Mas o dinheirinho, que sobejava nos bolsos dos delirantes espectadores – alguns muito provavelmente custeados pelo subsídio de desemprego ou pelo salário mínimo garantido - pingou no bolso dos “engraçados” e, sobretudo, nos cofres da produtora de tais bestialidades que, certamente, ao abrigo da liberdade de “expressão” ou apenas beneficiando dela, jogava “bem por baixo” e por forma a bater a concorrência – uma espécie cega de “vale tudo” para a obtenção da melhor cotação de “share”!


O segundo é o que actualmente surge nos nossos écrans de televisão e dá pelo fedorento nome de uns quantos simpáticos e domésticos felinos mas, em minha opinião, iníquamente apostrofados de “fedorentos” tal é o tremendo e pútrido fedor que conseguem espalhar à sua volta bem ao contrário do que acontece com os ditos e úteis animais que cuidam bastante bem da sua higiene corporal!


E a gente vê! E, pelos vistos, a gente gosta!... E quem não gosta (como eu)... engole, tem de engolir, quando tem a desdita de, por força das circunstâncias, se encontar na companhia de alguém que se exalta e quase perde a cabeça perante tal espectáculo...


Pelo que me parece está na moda o bajular-se o absurdo, o ôco e tudo o que seja desprovido de toda e qualquer graça que não seja desse tipo... Que tristeza! Que pobreza! Que País e que governantes que tão amplas liberdades consentem ao filhote que começa – e mal, muito mal, diga-se – a dar os primeiros passos em democracia!


Não quero censura... Longe disso!... Queria decência apenas... Reserva apenas... Queria conservar belo o que Deus fez belo e não para ser enxovalhado, emporcalhado, escarnecido por um dos animais a que conferiu "a razão", excluindo, por vezes e infelizmente, a razoabilidade...


Queria que, nas entrelinhas, no que apenas se insinua porque sem coragem para o escrever ou dizer, se não insultassem pessoas ou instituições apenas para tentar fazer graça, queria poder dizer basta ao “mal-dizer” da ignomínia já que de “amor” pouco falam, talvez porque nem sequer saibam o que isso seja! Era só isto que eu queria.


E já agora pergunto: - Que é feito do Código Penal?

publicado por Júlio Moreno às 20:00
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Será só pessimismo?

É este um dos pensamentos que me ocorrem com demasiada frequência e tão demasiada que chego mesmo a pensar se não se tratará já de alguma psicopatia congénita: - “Será que sou pessimista?”
Vem isto a propósito da necessidade que sinto de exteriorizar o que muitos guardam no seu interior com medo de serem mal interpretados, criticados ou mesmo apontados a dedo por uma sociedade interesseira, insensível e materialista e para a qual o prazer e a alegria se foram convertendo no principal e último propósito da sua existência!
E como noto eu esta minha predisposição, que tanto gostava de erradicar de mim ostracisando-a à velha moda ateniense? Porque não pude ainda e ela me acontece com demasiada frequência...
- Julgo que já aqui tenho dito - e perdoar-me-ão se me repito – que uma das minhas paixões de sempre, desde criança, foi o mar. O mar no Verão, quando nós todos, primos e primas, nos reuníamos para, alugada uma casa em Espinho, aí irmos para a praia, onde ele então ficava tão longe da terra e hoje tão perto dela está!
- Havia, nessa época, o estranhíssimo e péssimo costume de os banheiros agarrarem nas crianças e, avançando com elas nos braços mar adentro, as mergulharem nas suas águas geladas e imensas, logo as retirando mas não sem que a água salgada, escorrendo-lhes pelas faces congestionadas e molhadas, quase lhes cortasse a respiração!
- Mas essas águas geladas e imensas, vindas não se sabia de onde, logo ali acabavam, às vezes com alguma violência, mas normalmente mansas e quebrando-se na praia onde deixavam que a sua branca espuma se espraiasse, com mágicos recortes, naquela areia fina.
- E em chegada a hora do banho e isto quer nós quisessemos, quer não, inconformados, como era o meu caso, chorasse e esperneasse ou não, dois ou três mergulhos, assim dados, eram a dose diária para que depois pudesse, finalmente, gozar à vontade e a meu bel-prazer a navegação do meu pequeno barquinho, veleiro de madeira e de uma cor atijolada, com a amurada pintada normalmente de azul e o mastro amarelo que envergava uma vela branca, e que todos os dias o mar, amolecendo e rompendo a guita com que eu o segurava, mo levava para longe para onde o perdia pelo que reclamava de minha mãe um novo no dia seguinte quando, a caminho da praia, passavamos pela loja - que ainda hoje existe! - e que os vendia ao preço – exorbitante! - de vinte e cinco tostões, uma pequena fortuna!.
- Pois bem. Já depois de ultrapassados os desgostos diários dos mergulhos e da quase invariável perda do meu barco, quando me sentava olhando o horizonte, estranha e incompreensivelmente redondo e que na minha frente se estendia, enquando à minha volta os meus companheiros faziam covas na areia, uma mais fundas outras menos, umas com túneis outras sem eles, eu pensava na imensidão de coisas que toda aquela água guardaria: - nos peixes, nas algas, nas conchas e nos penedos mas, sobretudo, nos barcos naufragados e nas gentes que, com eles, se haviam afogado, imaginando o sofrimento por que teriam passado e qual o destino dos respectivos corpos e bens que, na altura, possuíam!
- Apertava-se-me sempre o coração quando me deixava invadir por esses lúgubres pensamentos, que nunca comuniquei a ninguém, nem mesmo a minha mãe, a minha quase exclusiva confidente, acontecendo que, nessas ocasiões, o meu regresso a casa era, quase sempre, feito em silêncio e de forma tão circunspecta o que levava a que ela, preocupada como sempre, me questionasse: - Que tens, filho? Estás doente? Doi-te alguma coisa? – ao que eu, invariávelmente e a despeito da minha pouca idade, respondia que não que não me doía nada quando, na verdade, sim, era a alma que me doía!
Saberei hoje a que era devido tão estranho sentimento? Hoje que, homem feito e dono de uma vida já quase esgotada,continuo a sentir que o mar me atrai de forma estranha, como se fora ele o íman e eu a peça de metal que ele atrai e aprisiona, e que me infunde um tremendo respeito, quase temor?
Acho que sim, que sei e que alguém mais sabe também, tal como eu mesmo, este segredo. Sabe-o e sente-o porque em tempos, tempos que já se perderam na memória das coisas e das gentes que nos acompanhava então, os viveu comigo...
publicado por Júlio Moreno às 18:58
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Eu que nada entendo de futebol...

Vinha hoje no Portugal Diário da IOL:


"Portugal-Albânia, 0-0 (crónica) [ 2008/10/15 | 22:50 ]


"Custa a escrever, mas tem mesmo de ser. Portugal empatou a zero contra a Albânia. Em Braga e diante de um adversário que esteve 48 minutos em inferioridade numérica. Em causa fica a qualificação para o Mundial de 2010. Mas essa ainda tem reparo. O pior será reerguer das cinzas a moral deste grupo e juntar de novo a despedaçada paixão dos milhões que vibram em Portugal com a Selecção Nacional.


"...  "" 


Segue-se o comentário que julguei oportuno inserir em memória de meu avô e que, bem vistas as coisas, talvez devesse a mim mesmo, dado ser neto de Augusto Moreno, eminente filólogo e intransigente defensor e estudioso da língua pátria e que nunca deixaria passar em claro um engano desta natureza:


Eu que nada entendo de futebol... [ 2008-10-16 10:26 ] Por: JM


A mim, que pouco ou nada entendo de futebol, custa-me "ouvir", lendo, certas coisas como a confusão que o articulista faz entre "a moral" dos jogadores e "o moral" dos jogadores... Convinha que, quem escreve para o público - como se já não bastassem as novelas brasileiras e o facto de o criminoso ter sido "pego" pela polícia...! - não abastardasse tanto a nossa língua de séculos e de que tanto nos deveremos orgulhar neste mundo.


Desculpe. Não é lição, é só lembrança, ou "alembradura" como diria o nosso compadre alentejano...

publicado por Júlio Moreno às 12:59
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