Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Do IOL:

“El País: «Segurança Social dá dinheiro a médicos que dêem menos baixas» “Governo procura diminuir os abusos das baixas médicas Por: /CP | 23-12-2009 08: 22”


A notícia colheu-me de surpresa, esta manhã na minha costumada consulta à Internet, ao noticiário da IOL.


O seu – creio que intencional - laconismo e falta de transparência na informação faz-me supor que “esta vergonha” se passe em Espanha mas não me surpreenderá muito que a “moda” em breve passe para cá dada a amizade conhecida entre os dois primeiros ministros que a velha Ibéria teve a desdita de ter a presidir aos destinos dos seus Países – nesta caso, Espanha e Portugal já que exemplos recentes de “compra” de eficiência entre o funcionalismo público foi já dada pelo nosso governo ao premiar, pecuniária e profissionalmente – com promoções extraordinárias na carreira – aos funcionários de Finanças que se distinguissem na “extorsão” dos magros cêntimos ao pobres, deixando que os bancos continuem a pagar impostos muitíssimo abaixo daquilo que deviam e que prescrevam dívidas de milhões a certos senhores que de tal, mais tarde, até publicamente se gabam!...


E diz-se esta gente socialista!... Afirma-se esta gente digna da confiança do povo em prol do qual trabalha e tudo faz – vejam-se os constantes escândalos e descréditos que iluminam a vida de tais personagens que, em vez de estarem socialmente colocados dentro da mediania da classe média de ética duvidosa, se encontram, por obra do acaso e da miopia daqueles a quem os vendedores da banha da cobra sem escrúpulos ultimamente têm vindo a conseguir enganar, escolhidos que se encontram por obra destes povos tão generosos e impulsivos como pouco clarividentes e observadores, capazes de trocar uma votação – para referendo ou qualquer outra importante escolha colectiva de âmbito nacional – por um qualquer proveitoso dia de praia ou desafio de futebol em que intervenha o clube da sua idolatria, e que se mantém, pacífico, ordeiro e “cordeiro” até ao dia em que acorda, após a longa noite em que os seus sonhos se desfazem e, nessa altura, que Deus nos valha!, porque então é certo que correrão a “eito” com os gregos e os troianos que os desapontaram, uns porque actuaram outros porque se omitiram na actuação que lhes seria exigida…


É isto a democracia?!... A democracia que a história ilustra ao longo dos tempos elevada ao seu máximo expoente nesta desgraçada época em que vivemos e que ao abrigo não sei de que tipo de pensamento ou liberdade, se pactua com a vergonha da verdade contida no título como o que vimos de analisar e leva até a que um sacerdote britânico aconselhe os seus paroquianos a “roubar”, mas só em “super” ou “hipermercados”!...


Amigos que tenham a bondade e a paciência de me ler: - aconselho-vos a consultar o dicionário e a procurar aí a diferença entre “socialismo” com “O” e “sucialismo” com “U”, (se é que o termo existe!) já que, para mim, o primeiro derivará de social (em que me incluo) e outro de súcia (que me repugna) e o que faz a sua – enorme, abissal! – diferença…


Daqui a pergunta que me faço: - até onde nos levará esta loucura e desvario de poder se a providencia não encontrar quem saiba, possa e queira pôr-lhe um definitivo cobro?

publicado por Júlio Moreno às 11:43
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

O excesso de velocidade e o contra-senso

Venho seguindo com particular atenção – até porque o assunto, em tempos, já foi objecto das minhas preocupações e obrigações profissionais – a questão, ou melhor, a problemática de se saber quais as causas que mais influenciam a enorme e mortífera sinistralidade rodoviária deste país.

E, dentre as muitas que os especialistas vêm destacando, logo ressalta, com particular incidência, a eterna questão do excesso de velocidade como se desse facto apenas os condutores, e só esses, fossem os verdadeiramente responsáveis.

De registar a estudada preocupação que os agentes de trânsito e outros presumidos responsáveis deste País têm, quando inquiridos por elementos da comunicação social nos locais onde se registaram acidentes graves – mortais, na sua grande maioria, dentre aqueles que se tornam objecto de notícia – em evitar a imediata declaração de excesso de velocidade como a causa mais do que provável do acidente que verificaram, remetendo para uma posterior análise de peritos, as conclusões acerca das suas verdadeiras causas.

Compreende-se, entende-se e aceita-se que assim procedam, bem como as reiteradas tomadas de posição dos elementos da auto denominada associação dos cidadãos “automobilizados” – creio ser esta a designação – que, do mesmo modo interpreta as causas mais vulgares da nossa sinistralidade muito embora, e com toda a razão e oportunidade, diga-se, indique também outras como: – falta de sinalização adequada e sua subsequente manutenção e actualização, incúria na conservação do bom estado – leia-se piso - das rodovias e na colocação de adequadas estruturas de protecção, etc., etc..

Porém, e regressando às considerações iniciais sobre o excesso de velocidade, nunca vi ninguém “apontar o dedo” àquilo que, suponho, seja a sua verdadeira, mais genuína e gritante causa que desde logo como que se escancara à vista de todos menos daqueles que, por uma razão ou por outra, não a querendo ver, teimam em ignorá-la: - refiro-me à alta cilindrada dos veículos e aos consequentes avanços técnicos que possibilitam a acérrima disputa entre os fabricantes de cada marca que buscam constantemente um cada vez mais elevado rendimento dos motores, mais e mais capazes das mais altas velocidades de “ponta” bem como das melhores “performences” no tempo que levam a atingir dos zero aos cem quilómetros por hora!

Claro que, para quem tem pressa em chegar de Lisboa ao Porto e está na posse de uma máquina que, com toda a facilidade, atinge os duzentos e muitos quilómetros horários, mesmo que seja um “menos dotado” (e esses são sempre os piores!) a conduzir – isto para lhe não chamar um “nabo”, o que o próprio nunca ou muito raramente reconhece - para esses, de que servem os sinais que, em enorme profusão, ornamentam as bermas da auto-estrada, limitando as velocidades e aconselhando prudência, marcando até no pavimento a distância aconselhável ao veículo que siga à nossa frente?

De nada, absolutamente de nada. Enorme dispêndio do erário público mas de eficácia nula ou muito, mesmo muito reduzida!

Assim sendo, porque não legislar no sentido de que tais condutores, quando apanhados no cometimento de tais infracções, sejam “irrecusavelmente” obrigados a novo exame de condução e, simultaneamente compelidos – já que a velocidade lhes parece estar na alma – compelidos, dizia eu, a dar umas voltinhas num qualquer autódromo sempre nos limites máximos da velocidade das suas máquinas sob pena de, não o conseguindo aí ou não o fazendo por medo consciente do que possa tocar à sua integridade física – à sua, que não à dos outros de que se não lembram quando desenfreadamente “correm” nas vias públicas - ficarem definitivamente inibidos da faculdade de conduzirem automóveis?

Multas? De que servem? Quem tem posses para adquirir tais “bombas” certamente que também terá possibilidade de as pagar. Sejamos, pois coerentes: - ou a imposição de limitadores mecânicos ou electrónicos de velocidade nesses veículos ou a proibição pura e simples da sua importação e venda ao cidadão comum ou a imposição de uma sanção do tipo das que acima descrevemos.

Creio que os excessos de velocidade diminuiriam substancialmente mas… que governo seria disso capaz?
publicado por Júlio Moreno às 01:26
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

A etiologia da criminalidade actual

Aprendi, anos atrás, que a criminalidade era fenómeno imbatível, tão variados e imprevisíveis eram os métodos de que se servia e que, para a erradicar da face da terra pelos métodos actualmente utilizados de uma intervenção (investigadora e/ou repressiva) por cada crime que ocorresse, seria necessário um polícia para cada cidadão e que, mesmo assim, talvez ainda não chegasse dado que a surpresa sempre seria factor decisivo para seu benefício!

Aprendi igualmente que, quanto mais facilitista e ideologicamente permissiva fosse uma qualquer sociedade – sobretudo quando imatura e passando pelas vicissitudes naturais de uma oportunista acomodação dos seus maiores, todos em busca do “voto” dito genuíno e democrático que os alcandorasse aos píncaros de um poder que nunca viriam a saber usar a não ser em proveito próprio, isto é, quando a continuidade duma revolução feita com cravos é garantida por uma autoridade alicerçada em pétalas de rosa – maiores serão as probabilidades de tudo se vir a transformar no caos social que hoje se vive no País.

Senão vejamos um pouco mais longe e talvez mais profundamente o que se passa:

- Primeiro: - instituiu-se uma democracia por decreto sem dar ao povo qualquer semente que, dentro de si mesmo, a fizesse germinar, com o gravíssimo inconveniente de se saber de antemão não ser ele muito propenso a “paninhos quentes” – veja-se um qualquer manual da nossa História fértil em episódios como os da Maria da Fonte!

- Segundo: - em nome de uma qualquer obsoleta modernidade humanística, (nascida nos primórdios do século XIX nos meios intelectuais daquela época e talvez do trauma post-guerra a que a mesma deu lugar), quando não como fruto de uma ardilosa e verdadeira artimanha economicista, (a que os sucessivos governos nos foram habituando), acabou-se com o serviço militar obrigatório que, se outros méritos não tivesse, teria, ao menos, os de terminar com o perigosíssimo ócio de uma juventude na pior idade, de vergar certas cepas em torta formação, tornando-as mais úteis e, sobretudo, dotadas dos ancestrais princípios que hoje tanto lhes faltam, como o de saberem que pais são pais para a vida inteira, que professor sempre mereceu e merecerá respeito por ser aquele que mais se esforça por ministrar conhecimento (mesmo àqueles que o destino fez menos dotados), que a autoridade, qualquer que seja o nome ou título por que seja conhecida, se fez para ser respeitada e obedecida no seu garante da paz e ordem sociais, e de que, mesmo na sociedade civil, há hierarquias individuais a respeitar, no trabalho ou fora dele, sob pena de umas quantas rapadelas de cabelo ou de uns tantos dias de prisão disciplinar, enfim um enorme corolário de virtudes que, se outro mérito não tivesse, teria, ao menos, o de torcer em pequenino o pepino transviado sem lhe dar tempo para pensar em certos devaneios como roubar carros, assaltar pessoas, matar inocentes, o que acontece hoje em dia nas favelas do Brasil onde o fenómeno designado por urbanismo (desenfreado) amontoou centenas de milhares de pessoas regressadas muito recentemente de uma escravatura, palco onde cresceram, floresceram e vingaram na sua maior parte as actuais elites brasileiras para não falar dos incríveis cidadãos do leste europeu que, ao abrigo do acorgo de Shengen, nos foram invadindo e continuam diariamente a invadir.

Terceiro: - a incompreensível persistência de continuar a perseguir e a criminalizar a produção, o tráfego, a comercialização e o consumo da droga (como se só houvesse aquelas que no “catálogo” se consagram!), o que, longe de lograr extirpar o canceroso problema, mais o radica fazendo prosperar em progressão geométrica os designados carteis que hoje existem, cada vez mais poderosos, tanto em armas como em economia e meios financeiros, do que certos Estados com bandeira própria e reconhecidos no mundo civilizado. Este assunto sempre me recorda a famosa lei seca americana que, sem atenuar as monumentais bebedeiras dos filhos do Tio Sam, fez nascer e prosperar até aos limites do humanamente concebível os bandos de bandalhos criminosos como os Al Capones de então, oriundos de uma ilha a que a Itália, dilecta filha da antiga Roma, de há séculos que vem ameaçando dar um pontapé… mas que não deu ainda nem dará tão cedo.

Quarto: - a utópica criação de uma Europa unificada (que nunca o será muito embora assim o pretendam os arautos do “porreirismo pá”) e que, até ao momento só serviu para, criar um sem número mais de poleiros, com a moeda única demolir pequenas economias como a nossa, criando um número muito mais elevado de potenciais contrafactores de moeda, abolir fronteiras (sem que os países ocidentais abrangidos estivessem convenientemente preparados para, por outros meios, controlar o previsível fluxo bilateral das gentes, sobretudo daquelas cujos hábitos, por terem germinado e florescido para lá de uma cortina de ferro ou de um muro que desconhecíamos permaneciam uma incógnita para nós), o que veio aumentar o crime violento e que quase diríamos ser, na sua génese, vingativo dos que, na sua desmesurada e compreensível, ânsia de recuperar o tempo perdido se servem de quaisquer meios, mesmo dos mais violentos, para obter o que pretendem;

Quinto: - o emergir galopante do quarto poder da comunicação social que, insensível aos efeitos que as notícias que propala e, sobretudo, a forma como, por vezes, o faz – com um sensacionalismo só entendido como grande gerador de enormes resultados económicos ou alimentado pelos ocultos poderes cujo culto professa e, sem o confessar, influência alimenta – e que não cuida de tranquilizar o Povo, cultivar o Povo, semear no Povo os ideais democráticos que tão bem sintetiza a consagrada frase de que o meu direito cessa onde o teu começa e de que bem poucos dão mostras de entender!

Sexto e último: - a falsidade imensa de uma desnorteada política humanitarista que “perpetuamente dá emprego” a quem não trabalha, nada produz e cada vez mais se nega a produzir – daí os 10,7% do desemprego anunciado pelo INE - não vendo os responsáveis, não se dando conta, de que, assim agindo, e como corolário das razões acima enunciadas, estão fomentando a criação de uma geração de inúteis quando não de doutores ou engenheiros de “canudos” mais do que duvidosos incapazes de sujar as mãos ao pegar na enxada habituadas que estão a só manusear telemóveis de última geração e de toques polifónicos!

Da mesma forma, sendo o País pequeno em área e dotado de magníficas auto-estradas, constituirá atracção bastante para quantos venham aqui praticar delitos e logo se pssam sumir em potentes "máquinas", talvez até obtidas por "carjacking", pelas fronteiras mais próximas onde passarão incólumes e à vontade enquanto que as autoridades policiais que eventualmente os persigam ficarão inexoravelmente retidas pelas invisíveis barreiras da burocracia jurisdicional.

O País está doente, gravemente doente – ouvi D. Duarte dizê-lo e concordo - e oxalá não tenha de baixar um dia, moribundo, aos cuidados paliativos de um qualquer hospital que os tenha a dezenas de quilómetros e a bordo de uma qualquer ambulância…
publicado por Júlio Moreno às 10:36
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