Sábado, 30 de Abril de 2011

10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Felizmente que tenho Amigos que me vão pondo a par de certas correntes de pensamento que muito servirão para melhor se compreender o que se passa no mundo na hora actual e muito especialmente no momento em que são manifestas as convulsões ideológicas e políticas do País, a criar o mal estar que todos conhecemos e que agora culmina com a intervenção do FMI.

É, pois, nestas circunstâncias que não resisto a transcrever hoje, na íntegra, o mail que há dias recebi.

 

Segue a transcrição:

 

“10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO ATRAVÉS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

“Noam Chomsky (norte-americano, linguista, homem de esquerda…) sintetizou e elaborou uma lista com “10 estratégias de manipulação” através da comunicação social. Nestes tempos que correm em que, como alguém já afirmou, os portugueses estão sujeitos a duas “troikas”, uma que impõe (FMI-UE-BCE) e outra que aceita (PS-PSD-CDS), é bom lembrar. Assim: 

“1.      A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO - O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes.

“2.      CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES - Este método também é chamado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se pretende fazer aceitar.

“3.      A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO - Para fazer que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos sucessivos.

“4.      A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO - Outra maneira de fazer aceitar uma medida impopular é apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação público, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato.

“5.      DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSEM - A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis. Assim, por sugestão, há maior probabilidade de a resposta ou reacção ser mais desprovida de sentido crítico.

“6.      UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO - Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e pôr fim ao sentido crítico dos indivíduos.

“7.      MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE - Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controlo e escravidão. É necessário manter, através da qualidade dada às classes sociais inferiores, uma distância larga em relação às superiores, de forma a que a mesma seja impossível de eliminar.

“8.      ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE - Promover no público a ideia de que é natural ser-se estúpido, vulgar, inculto.

“9.      REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE - Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitos mais comuns é a inibição da acção. E sem acção não há revolução.

“10.   CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM -Graças à biologia e à psicologia aplicada, o sistema tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo do que ele mesmo se conhece. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controlo maior e um grande poder sobre os indivíduos do que estes sobre si próprios.

“Estas estratégias encontram um terreno particularmente fértil, devido à existência do que considera um viés sistémico dos meios de comunicação social, explicando-o em termos de causas económicas e estruturais. O modelo mostra que esse viés deriva da existência de cinco filtros que todas as notícias precisam ultrapassar antes de serem publicadas e que, combinados, distorcem sistematicamente a cobertura das notícias pelos meios de comunicação. Ei-los:

“1. O primeiro filtro - o da propriedade dos meios de comunicação social - deriva do facto de a maioria dos principais meios de comunicação pertencerem às grandes empresas e grupos económicos.

“2. O segundo - o do financiamento - deriva do facto de os principais meios de comunicação social obterem a maior parte das receitas não dos seus leitores mas de publicidade (que, claro, é paga pelas grandes empresas). Como os meios de comunicação são, na verdade, empresas orientadas para o lucro a partir da venda do seu produto (os leitores) a outras empresas (os anunciantes) as notícias acabam por reflectir os desejos, as expectativas e os valores dessas empresas.

“3. O terceiro filtro é o da forte dependência dos meios de comunicação social das grandes empresas e das instituições governamentais como fonte de informações para a maior parte das notícias. Isto também cria um viés sistémico contra a sociedade.

“4. O quarto filtro é a crítica realizada por vários grupos de pressão que procuram as empresas dos meios de comunicação para pressioná-las, a fim de adoptarem a linha editorial que esses grupos considerem a mais correcta.

“5. As normas da profissão jornalista são o quinto filtro, pois referem-se a conceitos comuns repartidos por aqueles que estão na profissão do jornalismo.

“Novidades: poucas, claro! Mas, na verdade, isto está tudo ligado!””

publicado por Júlio Moreno às 13:42
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A visão clarividente do Bispo de Setúbal

                         D.Manuel Martins

 

Correndo o risco de me repetir em demasia, direi que, mais uma vez, mão amiga me enviou o texto que aqui seguidamente transcrevo na íntegra:

 

"O truão não tem emenda. Também quem a teria, se tivesse 33% das intenções de voto? Faz ele muito bem. E não me venham dizer que esses 33% são todos da rapaziada dos tachos, dos jobs. Não são. Eles são muitos, mas não são tantos. O povo português é que é mesmo estúpido. É burro que nem uma porta. Na Europa, talvez só o italiano se lhe compare. Mas é o que temos, não é?

"O truão chegou ao congresso e declarou que a culpa da crise e do pedido de ajuda externa não é dele, nem do PS. Pois não. É da oposição. Afinal, o PS, nos últimos 
16 anos, só governou 13. Nos últimos 6 anos, o PS, com Sócrates, só governou 6! É pouco, mesmo tendo em atenção que 4 deles foram com maioria absoluta. O que é que um génio pode fazer nestas condições? Nada, não é? Depois de 3 PEC’s e um OGE que não resolveram a crise – por culpa da oposição, claro – o iluminado inventou mais um PEC – o quarto – que esse, sim, é que era. Mas a malvada da oposição não percebeu a maravilha milagrosa que ali estava, e pumba! Não se faz.

"Quem topa bem o truão, é D. Manuel Martins, antigo bispo de Setúbal. Disse ele, numa entrevista à Antena 1:

Vejo esta crise com muita apreensão, com muito desgosto, com alguma vergonha. Estou convicto que esta crise era evitável se à frente do país estivessem pessoas competentes, isentas, pessoas que não se considerassem responsáveis por clubes, mas que se considerassem responsáveis por todo um povo, cuja sorte depende muito deles. E eu fico muito irritado quando, por parte desses senhores, que nós escolhemos e a quem pagamos generosamente, vejo justificar que esta crise impensável por que estamos a passar, é resultante de uma crise mundial. Há pontas de verdade nesta justificação. Esta crise, embora agravada por situações internacionais, é uma crise que já podia ter sido debelado por nós há muito tempo, se nós não andássemos a estragar o dinheiro que precisávamos para o pão de cada dia», acrescentando que o povo português, que estava numa situação de desgosto, de medo, de gente perdida, está agora a deixar criar dentro de si um sentimento de raiva muito perigoso.

"Para D. Manuel Martins, «estas situações, da maneira como estão a ser agravadas e, sobretudo, da maneira como estão a ser mal resolvidas, podem ser focos muito perigosos de um incêndio que em qualquer momento pode surgir e conduzir a uma confrontação e a uma desobediência civil generalizadas».

"Sem papas na língua, continuou: «Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país. Pois se há alguém que esteja a destruir o estado social do país, é o governo, com o que se passa a nível da saúde, a nível da educação, a nível da vida das famílias, dos impostos, dos remédios, mas que tem só atingido as pessoas menos capazes, enfim as pessoas que andam no chão, as pessoas que estão cada vez com mais dificuldades em viverem o dia-a-dia, precisamente por causa destas medidas do governo».

"Depois, D. Manuel Martins ainda quis tocar numa das maiores chagas da governação socialista. «A política é uma arte nobre, mas o que nós vemos é a política depois incarnada em determinadas pessoas, cujo interesse é promoverem-se, e promoverem os parentes, e os amigos, e os parentes dos parentes, e os parentes dos amigos».

"Caramba! Depois disto, se eu fosse socialista e tivesse um pingo de inteligência e vergonha na cara, nunca mais queria ouvir falar em Sócrates nem no Partido Socialista.

 

"E agora ouçam:
 
"http://www.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=D-Manuel-Martins-responsabiliza-politicos-pela-crise.rtp&article=431498""
publicado por Júlio Moreno às 09:16
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A democracia, os seus intérpretes e as condicionantes da sua aplicação hoje ao Portugal real

Complexo tema este que escolhemos para a nossa reflexão de hoje. No entanto e porque a julgamos necessária e talvez urgente, abalançámo-nos a fazê-la mesmo contra os poderosos ditames da nossa própria razão que nos aconselhava precisamente o contrário.

Assim, vencendo uma vez mais o temor, que não raro nos assalta, de não sermos capazes de, por palavras, dar a conhecer aos outros o nosso pensamento, entendemos que o País, no que respeita à democracia que vive, se encontrará a funcionar em três níveis completamente distintos que importará distinguir e que muito se diferenciarão entre si.

Todos nós sentimos, e pretender ignorá-lo é dar uma tristíssima nota de nós mesmos, que existem hoje em Portugal três classes de democratas:

- uma, a dos genuínos e que, com utópico idealismo - atento o País em que vivem e a pouca clarividência do Povo que pretendem servir -  insistem em cultivar a democracia com convicção e elevação, obedecendo escrupulosamente às suas regras mesmo, e sobretudo, quando elas os conduzem a situações que lhes são notoriamente adversas;

- outra, a dos que dela estarão plenamente conscientes em termos de procedimento e significado mas só dispostos a aceitá-la enquanto se virem pessoalmente compensados pela sua prática, logo prosseguindo outros métodos, recheados de artimanha e plenos de reserva mental, e que nada terão a ver com ela sempre que os seus interesses periguem ou ameacem divergir da finalidade que buscavam alcançar; e, finalmente

- outra ainda, a daqueles que, pela sua imaturidade ou natural insuficiência mental, quando não pela estúpida arrogância com que pretendem disfarçar aquilo que não entendem e por tal razão ignoram, afirmando-se ”nas tintas” para a democracia em que ouvem falar sem que saibam sequer o que seja e considerando como muito mais importantes os resultados e as intrigas do futebol, os mexericos em que se enreda e de que se alimenta certa imprensa escrita ou os “reality-shows” - de que o recém ocorrido Cogresso Socialista foi bem claro exemplo -  e com o que vão mitigando a sua inesgotável sede do “nonsense” que, muitas vezes, nem chegam a entender mas que lhes servirá de diversão.

Assim, aqueles que por sua iniciativa – tradição, tendência, necessidade ou “escape” – enveredarem pelos caminhos tortuosos e difíceis da política, pertencendo também  – não se julguem isentos! - a uma das categorias antes enunciadas, nunca deverão perder de vista que, tal como eles próprios, também aqueles a quem se dirigem e que os ouvem, poderão pertencer, sem que o saibam, ao primeiro, ao segundo ou ao terceiro grupo e ser, nessa perspectiva e condição, que possam vir a utilizar as palavras que tenham ouvido ou os postulados que lhes tenham enunciado.

Pensamos assim que o exercício da democracia, sob pena de nos alongarmos infindavelmente em discussões estéreis e que a muito poucas soluções práticas e concretas poderiam conduzir e que, quando concluídas poderão estar já a pecar por desactualizadas, deverão revestir sempre um certa, embora controlada dose de “imperium”, e serem sempre produzidas em circunstâncias tais que não façam com que a “guerra” se perca por demasiada ingenuidade estratégica na táctica a utilizar perante o “inimigo”.

Por aqui se poderá talvez concluir que a democracia mais não deverá ser considerada do que uma forma indolor de se exercer o poder soberano sobre toda uma Nação mas que, em conjunturas de excepcional gravidade, como a que vivemos, não poderá vacilar perante os inimigos que no e do seu próprio seio queiram alimentar-se.

Portugal vive, neste momento e sem qualquer preparação prévia que o proteja – que a não tem por muito que se afirme o contrário – uma democracia incipiente, titubeante e em sérios riscos de se desmoronar, que não corre ainda nas veias de quem a proclama e onde já vimos começar a despontar uma séria tentativa monopolista apoiada numa arrogante dialéctica que só na mentira vai encontrando o suporte em que se apoia, isto perante a passividade e total inoperância dos que, recusando a utilização das mesmas armas, só fugazmente se lhe vão podendo opor.

NOTA - Este "post", depois de publicado, sofreu algumas alterações que resultaram não só de uma maior actualidade factual - a desenvolver em "post" subsequente - como igualmente da nova redacção de alguns pontos em ordem a torná-los mais claros e, porventura, mais consentâneos com o pensamento do seu autor.

publicado por Júlio Moreno às 00:45
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Ainda há quem se recorde…

 

Ainda há quem se recorde da lucidez e do destemor de um dos raros estadistas do século XX e decida reproduzir excertos dos seus escritos tão válidos eles são hoje em dia quanto o eram já as palavras de Júlio César quando se referia aos Lusitanos no longínquo ano de 47 A.C..

Assim, por mercê de um amigo de sangue e de longa data vim a tomar conhecimento de mais uma das muitas coisas que eu não só não conhecia como não sonhava sequer que existissem.

A ele, portanto, os meus agradecimentos e a deliberada omissão do seu nome que creio não gostaria que fosse aqui desvendado.

Refiro-me à notícia que me deu de um livro de SALAZARComo se levanta um Estadopublicado por uma editora francesa em 1936 e destinado à Exposição de Paris de 1937 e, ao que creio, só agora posto à venda em Portugal.

Nele diz, profeticamente, Salazar:

“- O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o País.

“-Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.

“- A Presidência da República não tem força nem estabilidade.

“- O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e a inferior moralidade de trabalho.

“- Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo não podendo assim governar mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.

“- A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de respeitar a unidade, a acção progressiva do Estado e a vontade popular é um símbolo vivo de falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera até nos melhores espíritos, o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

“-Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, um ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou.””

 

Porque me escasseiam os conhecimentos para comentar tão proféticas como sábias palavras, à consideração de quem me leia deixo as conclusões e comentários que delas devam ser extraídas neste muito peculiar momento da vida nacional em que vivemos quase cem anos de retrocesso.  

publicado por Júlio Moreno às 00:40
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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Mais uma mentira... só mais uma.

Sócrates, entrevistado há dois dias por Judite de Sousa, garantiu ter sido por ele e por sua exclusiva iniciativa, dado o estado a que viu chegarem as “contas” do País, que foi pedido o auxílio económico-financeiro ao exterior. Concluiremos daqui que, para tal pedido, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos não foi perdido nem achado.

Paradoxalmente – e talvez pela primeira vez na minha vida – acreditei e acredito em Sócrates.

Realmente, só a ignorância pacóvia de uma personalidade arrogante e totalmente deslocada no lugar que ocupa, confusa ao julgar, em paralelo e com iguais critérios, as pequenas operações domésticas - que a tanto, caso os tenha, se resumirão os seus conhecimentos de economia –  que muito desonrarão, quanto ao seu inquestionável e boçal critério, quem as pede, e que não distingue das grandes opções político-económicas dos estados que entre si permutam não só decisões como também estímulos e apoios económicos, poderia concluir tal disparate!

 

Sobre o assunto se pronunciou uma personalidade acreditada na sociedade portuguesa e no mundo profissional a que pertence e que vem referida na Transcrição da “Agência Financeira” do IOL de 26 de Abril de 2011 que passamos a incluir:

 

«Teixeira dos Santos é que forçou pedido de ajuda»

“Economista Daniel Bessa diz que ministro das Finanças não é nenhum tolo, disse o que tinha a dizer e só não pediu resgate mais cedo porque não o deixaram - PorRedacção  PGM  - 2011-04-26 21:17

“O economista Daniel Bessa acredita que foi o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, quem forçou o pedido de ajuda externa de Portugal.
“O ex-ministro do Governo de António Guterres lamenta, em entrevista ao programa «Terça à Noite da Rádio Renascença, que a decisão não tenha sido tomada há muito tempo.
“«Nunca falei com o professor Teixeira dos Santos sobre esta questão do timing da agenda. Mas conheço-o há 40 anos e não tenho a menor dúvida de que ele teria preferido actuar antes», diz.
“«Para uma pessoa comum, bem preparada e com bom senso, ele disse o que tinha a dizer. 7% era um sinal de alerta», afirmou o economista, fazendo alusão à entrevista dada pelo ministro das Finanças há vários meses, onde afirmava que, quando os juros da dívida pública atingissem a barreira dos 7%, esse poderia ser o patamar que forçaria Portugal a pedir auxílio, porque não seriam sustentáveis por muito tempo.
“Teixeira dos Santos foi várias vezes criticado por ter proferido essas afirmações, acusado de ter precipitado o pânico dos mercados quando os juros atingiram essa fasquia. Mas para Daniel Bessa, as coisas não são bem assim. «O professor Teixeira dos Santos não é nenhum tolo, é uma pessoa que anda nisto há muito tempo, disse o que tinha a dizer e pode ter sido ingénuo à luz dos critérios que se usam normalmente na política. Eu acho que ele fez muito bem e acho que ele tinha razão», conclui””.

 

Ora, como o economista Daniel Bessa é, como já acima referi, pessoa por toda a gente reconhecida como idónea, séria e digna e se permite dizer o que acima se transcreveu só poderemos concluir que acabamos de saber de mais uma das quotidianas – não deve tardar muito em que passem a horárias – mentiras do ainda nosso primeiro e que, pelo andar da carruagem, ainda promete vir a dar-nos muitas mais dores de cabeça!

Que tristeza! Que vergonha para o Povo português e para Portugal!

O País não pode esperar que seja a História a julgá-lo. Tem julgar, e já, nos Tribunais comuns a Sócrates e a sua “entourage”.

publicado por Júlio Moreno às 12:25
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Terça-feira, 26 de Abril de 2011

Mas afinal o que é que o governo governa?

 

cravo apartidário...

                       Cravo apartidário... (foto in Wikipédia)

  

A terrível e muitas vezes funesta complexidade da vida moderna faz com que, e cada vez mais, o cidadão comum se vá distanciando do que lhe dizem ser o interesse colectivo a que deve dedicar-se para se concentrar, qual náufrago desesperado, só em si mesmo, no seu próprio dia-a-dia e nas benesses imediatas que, em proveito próprio e exclusivo, vá conseguindo alcançar.

Faz bem? Faz mal? Farto-me de pensar e, não obstante frequentemente me venha à lembrança a frase “cada um por si!”, tantas vezes dita por verdadeiros responsáveis quando, em situações de desespero absoluto, se vêm impotentes para vencer a batalha que estejam a travar, confesso que não cheguei ainda a qualquer conclusão, muito embora, e pelo que vejo nas notícias, as estatísticas criminais me comecem a dar razão… a tão temida razão que os governantes e os governados conscientes tanto temem.

Ainda ontem e ao cidadão, os Presidentes chamaram a colaborar com a sociedade; a ter iniciativa e a ser empreendedor; a não temer o risco e a saber como o enfrentar.

Porém… como para tudo isto se precisará do eterno elemento propulsor que, para além do querer e da vontade, será o dinheiro e este é, por definição, extremamente volátil – mormente numa sociedade corrupta e de consumo, onde o "marketing" assume particular relevância na medida em que, insidiosamente vai instilando o veneno da paradoxal “necessidade desnecessária” que a muitos atinge e para o qual muito difícil será encontrar-se o antídoto adequado - fácil é que lhe possa escorregar um pé e que, por via disso, antes que se estatele, logo surjam a Banca e os banqueiros, com os seus infalíveis recursos e costumada intermediação, para, generosamente, o“reerguer”, a caminho do seu almejado sucesso por mil vezes e vozes afirmado!

Ora é precisamente aqui, na Banca e nos seus intermediários – tanto grandes FMIs como pequenos FMIs -  que surge o verdadeiro cerne da questão; que começa o torvelinho das preocupações e se iniciam as mais insólitas situações, a maior parte das quais, muitas vezes e por tal forma insanáveis e incompatíveis, chegam mesmo a matar o doente da cura!

E será este o caso do País actual, não do País miragem no qual vive Sócrates para quem, quer o que diz, quer o que faz, pouco importará nas suas consequências, sejam elas quais forem, desde que, entretanto, lhe hajam rendido dividendos de protagonismo e algumas “falas e fotos” nos jornais e na televisão.

Creio mesmo que hoje em dia, para Sócrates, tanto lhe faz que digam mal dele como que digam bem. O que lhe importará antes de tudo é que digam, que falem, que o não esqueçam. Que continuem a julgá-lo primeiro-ministro mesmo de um governo sem ministros, sem rumo e sem crédito moral – que do financeiro já nem sequer se fala!

É a lei do "marketing" que, aplicada à política, nos ensina que toda a publicidade, mesmo a negativa, não deixará de sê-lo e, como tal, de promover o produto, para baixo ou para cima, tanto faz, promove-o!...

E é olhando para tudo isto que o cidadão de que falávamos no início, mesmo quando incentivado pelos Presidentes, em lugar de tomar a iniciativa, de ser empreendedor e confiar no futuro, passa a ter todo o direito em quedar-se, sentado e em silêncio, e, timorato, - até quando? -  a começar a pensar: - mas afinal o que é que o governo governa?

Não serão necessários novos cravos para substituir os actuais, já murchos e que tanto já fedem de apodrecidos que estão?

Como alguém muito querido me lembrou já, fez ontem trinta e seis anos que, a esta hora, durante o "verão quente" e em Caxias, eu julgava estar a viver um engano...

 

publicado por Júlio Moreno às 10:58
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Agências de Rating

 

Uma vez mais me proponho discorrer um pouco sobre aquilo de que pouco ou nada entendo mas que advirá, apenas e só, do mero senso comum de um cidadão interessado e preocupado.

 

Falarei um pouco do que a economia tem de intuitivo – e tanto assim que durante séculos “viveu” e fez viver os povos na sombra da sua modesta clandestinidade, obedecendo apenas às regras inerentes ao mero espírito de sobrevivência da própria humanidade. Durante séculos o homem, e posteriormente as Nações, no seu recíproco relacionamento foram estabelecendo princípios, regras e modos de actuação em que a troca, primeiro de bens e de serviços, e só posteriormente da moeda, e muito principalmente da palavra e da honra, serviam para concretizar as transacções de que necessitavam e sempre se fizeram.

 

Hoje, porém, não é assim.

 

Apareceu a Economia – a sacrossanta Economia – que lenta e sub-repticiamente foi invadindo as mentalidades e se enraizando nos hábitos do quotidiano, qual lei social intangível de que os homens dócil e facilmente se foram tornando escravos. E isto porquê? Apenas porque logo o homem teve artes de descobrir que surgia um instrumento novo que o livrava de ter de pensar e decidir pois alguns havia que se encarregariam de pensar e decidir por ele e que, por via disso, com a má decisão se iria, como que volatilizando, a sua própria culpa…

 

Lentamente a Economia foi ganhando corpo e peso e hoje em dia o seu poder é tanto que, como poderemos ver pelo caso de Portugal, neste momento se apresenta aos olhos do mundo como capaz de asfixiar, matar ou fazer ressuscitar quem a ela e às suas leis se recuse a obedecer ou aceite participar.

 

Vem tudo isto a propósito das agências de “rating” que, para saber o que são de facto, muito embora do que seriam já eu tivesse uma pequena ideia, fui à Wikipédia buscar os subsídios que seguidamente transcrevo:

 

“AGENCIAS DE RATING

 

O que são as agências de rating?  - As agências de rating realizam avaliações sobre países, instituições, empresas, etc. e atribuem notas de risco sobre a capacidade de pagarem as suas dívidas. Ou seja, avaliam se um país ou empresa está em boas ou más condições para pagar o dinheiro pedido na data acordada.

Quantas agências de rating existem? - Há várias agências de rating mas as mais reconhecidas são a Standard&Poor´s, Moody' s Investor Services e a Fitch Ratings.

Como foram criadas e como sobrevivem?  - Investidores de todo o Mundo usam estas agências de rating para avaliar o risco que têm ao emprestar dinheiro a determinados países ou empresas. Existem há vários anos e foram criadas para fornecer avaliações independentes sobre investimentos. No início, os investidores pagavam para obter esses dados. Em 1975, nos EUA, devido a uma proliferação de agências de ratings - algumas com objectivos menos claros - decidiu-se que apenas a Standard&Poor´s, Moody' s e Fitch poderiam ser utilizadas oficialmente. Os próprios países pagam a estas agências para serem avaliados, como é o caso de Portugal.

O que significam as letras das avaliações?  - A classificação não é idêntica para estas três agências de rating. Para a Moody´s a melhor classificação que um país pode receber é Aaa e a pior C. Para a Standard&Poor´s e Fitch a melhor é AAA e a pior D. A escala, no mínimo, significa alta probabilidade de não pagamento das dívidas dentro do prazo acordado e, no topo, total capacidade de pagamento.

Por que estão a ser alvo de críticas?  - As agências de rating têm sido acusadas de falharem na avaliação credível e independente de certos investimentos. Falharam, por exemplo, na altura da crise financeira que começou nos Estados Unidos com avaliações elevadas no sector imobiliário. Mas também com a Islândia que entrou em bancarrota quando tinha uma avaliação elevada. Em resultado disso, tanto nos EUA como na Europa, as agências de rating começam a ser questionadas estando mesmo a ser reavaliada a sua regulação. Em resposta, as agências alegam que as notas que dão são apenas opiniões que os mercados podem ou não aceitar.

A verdade é que não existe, no momento, qualquer forma de substituição do trabalho que fazem e que é imprescindível para quem vai emprestar dinheiro.””

 

Assim, com outros a pensar e a decidir por nós, tudo iria bem se tudo fosse bem, o que, como sabemos, não será bem o caso, e isto porque, a meu ver, muito fica ainda por explicar, destacando-se desde logo, como prioritária e a mais importante, a questão seguinte:

 

- Quem avalia as agências de rating? Ou será que, para se obstarem a tal avaliação – que teria de ser feita umas pelas outras! – formam entre si uma espécie de “cartel” ou “complot” que as obriga a não se beliscarem mutuamente e a afinarem todas pelo mesmo diapasão - muito embora diferindo nas escalas, qual Richter e Mercali para os terramotos - que o mesmo é dizer, a só se pronunciarem contra quem lhes não pague bem - ou porque não queira ou porque não possa - os invisíveis e etéreos serviços que prestam àqueles que lhes darão anónima cobertura e imperscrutáveis privilégios creditícios.

 

Se assim não fora como teria sido possível o caso Bernard Manoff e, a contrario senso mas pelas mesmíssimas razões, qual o porquê de se mostrarem agora tão aguerridas e agressivas contra Portugal?

 

Esqueçamos as agências. Passemos a crise, que o mesmo é dizer, dobremos mais uma vez o Bojador . não sem termos tido o cuidado prévio de nos livrarmos de uns quantos abutres que criámos no nosso próprio ninho - e muito ouviremos um dia sobre as auto denominadas agências de rating, sobre os lubrificantes que usam e sobre qual o seu verdadeiro e original combustível e consumo…

publicado por Júlio Moreno às 16:56
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Domingo, 17 de Abril de 2011

É chocante

Decepcionantes e chocantes são, no mínimo, as políticas e as estratégias levadas a cabo pela Nato – com o activo empenho da França, Alemanha e principalmente dos EUA – no seu encarniçado “combate” contra Kadahfi, na Líbia.

É o Presidente francês – que, sendo estrangeiro, nem sei como acedeu à presidência da França! -  e as senhoras Clinton e Merkel que repetidamente se fazem eco das posições dos respectivos governos afirmando que o ditador tem de cair em prol da salvação dos pobres líbios revoltados! Para isso mandataram a Nato para fazer bombardeamentos sobre as posições reconhecidamente ocupadas pelas tropas, regulares ou mercenárias, que obedecem e defendem o coronel que repetidamente se afirma detentor de um poder que jamais abandonará.

Estabelecer a democracia e libertar o Povo líbio, dizem os interventores por manifesta falta de coragem em afirmarem os seus propósitos verdadeiros: - o petróleo, o desgraçado petróleo que tanta gente já matou e, pelos vistos, continuará a matar!

Mas, se é para libertar os oprimidos, porque não olham para a Coreia do Norte, para a China e tantos, tantos outros regimes autoritários e onde o homem nada vale a menos que integre as elites do poder ou com elas declaradamente colabore? Porque não intervêm nesses países com a mesma determinação e força com que o fazem agora na Líbia? E se bombardeiam o território líbio porque não desembarcam no país e assumem, às claras, o seu propósito de salvaguardar o petróleo e de “gastar” as armas que produzem e, em demasia, já têm em “stock”?

E se o que acima digo não bastasse para justificar o título que dei a este breve escrito, outra circunstância – esta verdadeiramente anedótica, que muito daria para rir se não nos fizesse chorar – que é o facto de as bombas de fragmentação serem “armas proibidas”! Proibidas? Por quem e a pretexto de quê? Que tipo de arma se poderá proibir numa guerra onde o princípio e o fim é só um: - matar e destruir! Matar o maior número de soldados possível e considerar contingências da guerra os agora chamados “danos colaterais!

É triste, triste e verdadeiramente chocante que a humanidade esteja tão desumanizada e míope perante as realidades que gera e cria à sua volta que já nem conta se dá do ridículo e das contradições em que incorre. E esta das armas proibidas é uma delas.

publicado por Júlio Moreno às 01:21
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Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Curiosidades político-cronológicas a respeito do FMI

 

   Sede em Washington do FMI (in Wikipédia)

 

Anda o pessoal deste pequeno rectângulo Ibérico, geográfica e historicamente conhecido por Portugal, extremamente alvoroçado porque chegaram três senhores e, com eles, terá vindo o FMI, chamado de urgência para pagar os devaneios “socráticos” e comandita destes últimos anos!

Curiosamente, porém, e recuando apenas algum tempo na história recente da nossa tão novel democracia, verificamos que este mesmo “monstro”, que hoje tanto se teme, já por aqui andou pastando por duas outras vezes: - a primeira, em 1977, durante o I Governo Constitucional, presidido por Mário Soares, e a segunda em 1983, durante o IX Governo Constitucional, igualmente presidido por Mário Soares, sendo, em ambas as épocas, Presidente da República o General Ramalho Eanes – um dos melhores Presidentes que Portugal já teve!

E hoje, no XVII Governo Constitucional – (ena! Já são tantos!) - presidido por José Sócrates, cá temos o FMI de volta.

E que haverá de comum em todas estas vindas do FMI, perguntará o leitor?

Não acreditando em bruxedos vejo-me, no entanto, compelido em acreditar em “sinas”, pelo que sou mesmo levado a crer que será sina socialista o ter, com desusada frequência, a companhia do Fundo Monetário Internacional nos seus governos – ou “desgovernos”, (o que acham que ficará melhor semanticamente?).

Com efeito, se atentarmos no património deixado aos portugueses pelo Estado Novo – leia-se por Salazar, o “botas”, que nasceu e morreu pobre – e que desde logo, creio mesmo que logo a partir do dia 26 de Abril, passou a denominar-se “pesada herança” – que bem o devia ser atenta a enormíssima quantidade de lingotes de ouro então armazenada na Casa Forte do Banco de Portugal (dizem as más línguas que a maior do Mundo!) – ficaremos perplexos com o facto de, três anos, apenas três!, volvidos sobre o revolucionário acontecimento de 25 de Abril de 1974, o País ter tido necessidade de recorrer à caridade alheia por já lhe escassearem os meios necessários ao seu quotidiano, patriótico e democrático esbanjamento  dado que, entretanto, todo o luso Ultramar que tantas vidas custou a firmar e a manter Português já se fora, entregue em bandeja de prata por uns quantos “Miguéis de Vasconcelos” aos senhores que financiaram as guerras e o terrorismo - URSS, EUA, China e até Cuba - e que, alegando toda a sua solidariedade e fraternidade pelos povos africanos apenas lhes cobiçavam os territórios em busca das suas riquezas…

Simultaneamente, levar a notícia da nossa original revolução dos cravos a todo o mundo, democraticamente acompanhado de séquitos tão numerosos como os que então se deslocavam, a mando de D. Mário I, que também cumpria esse penosíssimo e patriótico dever, confirmado em grandes discursatas durante grandiosas jantaradas, com eminente risco de “empanturramento” e com isso abnegadamente despresando a própria saúde e a vida, foi obra cara e arriscada mas, com certeza, bem justificando quer a decisão quer o facto.

Os vindouros os louvarão por isso!

Porém e se até aqui tudo bem – quero dizer, já tudo mal! - estranho se torna que, seis anos volvidos, o FMI tenha regressado a Portugal, agradado que terá ficado com a gentileza das populações e a amenidade do clima tudo acompanhado pelo animado folclore que, quase diariamente, as classes obreiras lhe haviam proporcionado por esse País fora ao som da popularizada canção de “ A Luta Continua…” que o saudoso e moscovita Cunhal se empenhara em gravar em cassete e distribuir profusamente entre a “classe operária” como ele, tão carinhosamente, gostava de chamar a quem tinha por hábito a árdua e cansativa actividade de, rua abaixo, rua acima, avenida abaixo, avenida acima, reivindicar, reivindicar, reivindicar!...

E se, entretanto, a vinda do FMI tivesse sido interpretada – que o não foi – como um mal necessário, nos anos que vieram a seguir, desde 1985 a 1995, sob a direcção de Cavaco Silva, os ânimos esfriaram, as gargantas secaram e o regabofe como que se esfumou.

Aqui e ali, com um ou outro episódio menos digno, Portugal trabalhava, os salários eram os justos (para a época e para as reais possibilidades do País), não havia desemprego e as polícias e os Tribunais, com raríssimas excepções, iam funcionando.

Veio então Guterres. O bom e bem intencionado Guterres que, a despeito de ser mauzito em contas de cabeça, ele que, de facto era engenheiro diplomado, de descuido em descuido, dialogando talvez em demasia – (e atente-se agora na profecia de Júlio César que, já em 47 A.C. e no Senado de Roma, nos apontava a dedo como sendo um Povo que se não governava nem deixava governar, o que me não canso de repetir aqui até à exaustão por tão verdadeira que ela foi e é )– reconheceu um dia que o País se transformara num pântano e, não sei se a nado se de piroga, se pirou de cá deixando o País entregue a um Durão, de apelido Barroso, como Primeiro-ministro, e Lisboa, a capital do Império, a Santana Lopes, como Presidente da Câmara, o patamar do poder…

Engraçados foram esses tempos em que os socialistas se não entendiam e lá por casa deles, no Largo do Rato, corria alguma celeuma e burburinho bastante para os entreter e entreter o Povo que começava já a pensar em euros isto, decorria o ano de 2002.

Foi então que o PS arranjou o camarada Sócrates para seu Secretário Geral pelo que o Presidente da República de então, o socialista Jorge Sampaio, que, por ter o pé chato não cumpriu o serviço militar mas o que o não impedia de caminhar quilómetros pelos campos de golfe cujo desporto, dizem, praticava!, achando talvez como já oportuna a ocasião, decidiu invocar as “trapalhadas” de Santana Lopes, entretanto guindado a Primeiro-ministro por patriótico abandono de Durão Barroso que optou por Bruxelas, e com tal fundamento se apressou a dissolver a Assembleia – que, por estranho que pareça, detinha nessa altura uma maioria absoluta! – e, com tão nobre como oportuno gesto, colocou no poder o camarada Sócrates, até aí o “experiente” e teimoso ministro dos lixos, guindando-o à chefia do governo como nosso primeiro, posto onde se tem mantido desde então e onde, por estes dias, conseguiu o glorioso feito de levar o País à bancarrota com o que trouxe pela terceira vez o “monstro” do FMI a Portugal.

Porque vai longo, este episódio termina aqui mas o programa segue nos próximos dias…

Nota – Repare-se no aspecto “cuneiforme” do edifício em perspectiva, a indiciar, talvez e para as mentes retorcidas como a minha, o que se poderá passar lá dentro…

publicado por Júlio Moreno às 01:20
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Internacionalização da Amazónia

 

                 Floresta amazónica - rio sinuoso (in Wikipedia)

 

Mão amiga fez-me chegar o trecho que seguidamente aqui deixo  e, fazendo-o, não obstante o meu blog não ser dos que mais são lidos – creio corresponder ao apelo que no final do texto me fazem para que o publicite e dê a conhecer o mais possível.

 

É o que pretendo fazer ao transcrevê-lo:

 

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho (termo brasileiro, pouco utilizado em Portugal e que quererá dizer espancamento, vulgo "coça") educadíssimo nos americanos!
“Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
“O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!
“ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.””

 

Como nota final direi que tem o meu pleno acordo o senhor CRISTÓVAM BUARQUE. Todavia, e para mim, o seu exemplar discurso apenas terá um senão e este é o de que, quando se referiu às capitais do mundo que deveriam ser internacionalizadas, se não lembrou de nelas incluir Lisboa, afinal a razão de ser do próprio Brasil...

publicado por Júlio Moreno às 18:19
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