Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

Sinto que devo dar o braço a torcer e pedir desculpas ao treinador da selecção nacional de futebol, Paulo Bento

A propósito do resultado humilhante do 1-3 frente à Turquia escrevi, em 3 de Junho passado, um texto em que considerava o treinador da selecção nacional um homem bem intencionado mas sem capacidade para dirigir a equipa de futebol representativa do País.

 

Hoje, tendo acompanhado as sucessivas vitórias da selecção, salvo aquela pequena escorregadela frente à Alemanha no jogo inicial e que, pela forma como jogámos, nada faria já prever, e acabado que foi, há momentos, o magnífico jogo frente à República Checa que vencemos com aquele magnífico golo de cabeça de Cristiano Ronaldo, certamente farto já de atirar bolas aos postes das balisas adversárias, e que nos coloca agora nas meias finais de um campeonato europeu que julgaramos de antemão tão perdido que quase que não valeria a pena tê-lo jogado, eu que, insisto, nada percebo de futebol, sinto que devo apresentar aqui o meu formal pedido de desculpas a quem ofendi, retratando-me e afirmando que depois do jogo de hoje, voltei a acreditar na equipa nacional de futebol e no homem que está no seu comando.

 

Paulo Bento, as minhas sinceras desculpas não só pelo que escrevi como também pelo que pensei de si... Peço-lhe, pois, que as aceite.

publicado por Júlio Moreno às 23:56
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É esta a justiça e a equidade que o Governo proclama e diz defender?

 

A ser verdade não encontro palavras para aqui comentar a "foto" que acaba de me ser enviada...

publicado por Júlio Moreno às 19:07
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...

 

 

              Prof.Doutor Oliveira Salazar

 

Recebi hoje por e-mail, de mais uma das muitas mãos amigas que me obsequiam com “novidades” bastante contemporâneas, a foto e o texto que passo a colocar neste meu “blog” dado o interesse que me parece possam vir a ter para quem as leia. Vista a foto – que convirá relembrar corresponde àquele que consta ter falecido tão pobre quanto nasceu – passemos ao texto que transcrevo a seguir:

NEGÓCIOS – ON LINE
“MERCADOS
“Salazar é o "melhor investidor sem ganhos" - 22 Julho 2010 | 12:50 - HugoPaula - hugopaula@negocios.pt
“A Bloomberg está hoje a elogiar a "astúcia" de Salazar enquanto investidor. É que o falecido ditador português" foi responsável pela "maior reserva de ouro da Europa".
“Elogio ou não, Salazar recebe o título de “melhor nvestidor sem ganhos”, já que foi o responsável pela aquisição de 695 toneladas de ouro em 24 anos. E tudo com receitas de exportações como volfrâmio e atum enlatado. - Como o ouro valorizou 26% no ano passado e este é o décimo ano de valorizações consecutivas, a decisão do antigo ditador deixa o país com um activo cada vez mais valioso, diz a Bloomberg. - Mas também um de que não pôde beneficiar nas situações de maior aperto por que já passou. João Lima da Bloomberg explica assim, que Salazar poderia ser lembrado como “o melhor investidor português”, se as regras do Banco de Portugal (BdP) “permitissem ao país beneficiar do seu negócio mais astuto: A maior reserva de ouro da Europa”, face à dimensão da sua economia.
É que o ouro do país é gerido pelo BdP, cuja lei diz que os ganhos de alienação de activos têm de ser colocados numa reserva e pagam dividendos em função dos resultados com juros e activos. Assim, as reservas de ouro que equivalem a 6,8% do PIB português, não impedem a Standard & Poor’s de atribuir a segunda pior classificação de crédito da Zona Euro a Portugal. Terão sido mais úteis após a revolução de 1974, quando o país chegou a ser um dos mais pobres da Europa Ocidental. É que nesse período, o BdP podia criar moeda. Hoje, como não pode, a Moody’s “não olha” para as reservas de ouro, quando avalia a qualidade de crédito da republica. “Com a subida do preço do ouro têm bons ganhos em balanço, mas não os podem realizar”, disse o estratega do Commerzbank, David Schnautz à Bloomberg. “É um pára-choques para um cenário extremo”, acrescentou. - O Banco de Portugal vendeu ouro entre 2003 e 2006, ao abrigo de um acordo com outros bancos centrais europeus, que limita as vendas de ouro, segundo disse o BdP. - As suas reservas são hoje de 382,5 toneladas de ouro, que estão avaliadas em 14,7 mil milhões de dólares ou 6,8% do PIB. Já as reservas da Alemanha são de 4,2% do PIB, as de Itália equivalem a 4,8% e as da Grécia são - É um pára-choques para um cenário extremo. - Estratega do Commerzbank à Bloomberg, acerca das reservas de ouro geridas pelo BdP iguais a 1,4%. “As reservas de Portugal são muito antigas”, disse o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, à Bloomberg. “Além do valor simbólico muitas vezes atribuído ao ouro, é um activo como qualquer outro. É uma questão de gestão de carteira”.””

Visto e interpretado o que acima transcrevo, permitir-me ei extrair um certo número de considerações pessoais que passarei a enunciar como segue:

Primeira: Deve entender-se por NEGÓCIOS = 80% de burla + 20% de honestidade;

Segunda: Por MERCADOS entender-se-ão = 99% de usurários (bem embuçados e que se deverão entender por Banca) + 1% de cidadãos crédulos e incautos (leia-se O POVO); e

Terceira: Entre 2003 e 2006 (no período de 3 anos – apenas 3 anos!) as reservas de ouro do BdP terão sido delapidadas em cerca de 55% - 312.5 toneladas! – nunca tendo sido perfeitamente esclarecido qual o seu destino…

A quem me leia e queira formular a quarta, a quinta ou as demais conclusões que tenha em mente, desde já aqui fica o meu convite e o meu agradecimento, muito especialmente agora atenta a extrema complexidade da conjuntura económico-financeira que atravessamos…

publicado por Júlio Moreno às 16:47
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Domingo, 17 de Junho de 2012

Professor de português (antigo) precisa-se...

 

Já há tempos fiz um pequeno reparo ao facto de grande parte dos actuais locutores da rádio e da TV não saberem falar português por serem tantos e tão clamorosos os erros de palmatória que dão enquanto falam, comentam ou relatam!

 

Então "a moral" em vez de "o moral" e o "interviu" em lugar do interveio", esses estão mesmo na moda!

 

E, ao verificar isso, não posso deixar de recordar que longe, muito longe mesmo, vai o tempo em que tais profissionais eram rigorosamente seleccionados e submetidos a um vasto conjunto de provas de dicção, correcção de liguagem, sonoridade e timbre, etc., etc., isto antes de lhes porem um microfone nas mãos e muito menos de os deixarem exibir-se perante as câmaras, que o mesmo é dizer perante o público - antigamente só para rádio e cinema e hoje também para a televisão.

 

E porque assim era e foi, quem se não lembra e recordará com saudade, e não só os velhotes como eu, das vozes de uma Maria Leonor, de um Pedro Moutinho, de um Fernando Pessa, de um Igrejas Caeiro ou de um Artur Agostinho para referir apenas aqueles de que neste momento me estou lembrando?

 

Vem isto a propósito de uma simpática e exuberante jornalista da TVI (se não erro!) que, já por várias vezes, quando se refere à selecção nacional de futebol nos tranquiliza informando que, por lá, "a moral" vai boa, logo me fazendo pensar: - e se não fosse? Iria o País permitir que a sua selecção vivesse momentos de "imoralidade"? 

 

Que um jogador de futebol trate o Presidente da República por "você", vá que não vá!... Mas que uma licenciada em jornalismo venha a público admitir que há moralidade na nossa selecção, como que admitindo - à "contrario senso" - que poderia não haver... isto já é outra coisa, talvez a requerer uma urgente "reciclagem" nos velhos bancos da "primária"!

 

E isto que aqui comento é igualmente válido para muitos dos nossos parlamentares que, com imensas asneiras, não de pensamento mas de verbo, nos vão brindando nas sessões da Assembleia da República...

 

Eu não, que a tanto nunca me atreveria, mas meu avô, o dicionarista, gramático, filólogo, professor e ilustríssimo cultor da língua portuguesa que dava pelo nome de Augusto Moreno, por certo que voltaria a morrer, agora de vergonha.

publicado por Júlio Moreno às 17:31
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Sábado, 16 de Junho de 2012

Do "DESTAK" de 15 de Junho...

Apeteceu-me fazer este apontamento de hoje tendo por base um pequeno artigo que li no “Destak” de 15 de Junho enquanto aguardava a minha vez para fazer um ecocardiograma no Hospital daqui de Gaia.

 

E já que falo neste Hospital, num breve parêntesis que pouco ou nada terá com o teor do texto que motiva este post, sempre direi, o que é da mais elementar justiça e talvez até já tardasse, que se trata de um estabelecimento de saúde onde já fui intervencionado à vesícula, às cataratas e onde me socorri várias vezes do serviço de urgência por crises agudas de falta de ar, isto além de inúmeras consultas, exames e análises que, ao longo deste meu percurso - agora já de acentuada inclinação – que, nos últimos oito ou nove anos venho fazendo e que começou precisamente quando, a mando do famigerado MFA, - para quem não saiba: Movimento das Forças Armadas de 1974, essa sim uma verdadeira “associação de malfeitores” como na altura nos apodavam, a nós, que também eramos ou tinhamos sido militares, só que não da mesma cor - fui enclausurado durante oito meses sem que me houvesse sido formulada uma acusação formal, sem ser ouvido e muito menos julgado, período, como já aqui narrei um dia, durante o qual fumava sem cessar, numa média de quatro maços de cigarros “Porto” por dia, o que veio desencadear o enfisema pulmonar de que hoje padeço e que, agora, juntamente com outras coisas que, com a idade sempre vão aparecendo, tantas e tantas vezes me têm levado àquele Hospital cujos Serviços, a começar pelos dos mais conceituiados médicos, enfermeiros e técnicos e a terminar nos do mais humilde maqueiro ou auxiliar, aqui aproveito para enaltecer publicamente, já que não tenho, nunca tive e espero confiadamente nunca vir a ter, a mais pequena razão de queixa, tal vem sendo a forma correcta, interessada e, sobretudo, humana com que sempre fui tratado e vi tratar os pacientes que me rodeavam.


Mas voltemos à notícia que me deu o mote para este comentário e que, atentas a fase da vida por que passo e a conjuntura que o país atravessa, teve o condão de me irritar e, como soi dizer-se, de me pôr “fora de mim”.


Tratava-se de publicitar naquele jornal a forma “generosa”, “condescendente” e eu atrever-me-ia mesmo a classificar de “altruista” como a apresentadora da RTP Catarina Furtado (paga com as contribuições de todos os portugueses) aceitou - pacíficamente pelo que subentendo - uma redução de 20% no seu vencimento que era de trinta mil euros mensais e que terá passado a ser de “apenas” vinte e quatro mil! Tudo isto enquanto um senhor Hugo Andrade, até hoje completamente ignorado Director de Programas da RTP, se permitia destacar que Catarina Furtado representaria, em termos mediáticos, o mesmo que Cristiano Ronaldo!!!...


A insensatez é tão normal entre nós, portugueses, como o descaramento! E a notícia a que me refiro será do que afirmo exemplo acabado pelo que não deveria já surpreender-me.


Mas o que já me surprende e que estranho bastante é que um Governo que tanto vem proclamando a equidade e a justiça como os seus propósitos de governação, ao mesmo tempo que aperta o cinto dos portugueses, levando milhares ao desespero de não ter um emprego, à miséria e à fome pelo respeito – diria que quase subserviente - devido à “sacrossanta” economia ditada pela “troyka” e pela senhora Merkel, consinta uma situação destas! Isto, sim, isto já será de estranhar.


Equiparar Catarina Furtado a Cristiano Ronaldo é algo que não passaria pela cabeça de ninguém pois, para além das notáveis diferenças morfológicas que cada qual possue - e que qualquer um de nós enxergará sem dificuldade de maior - são igualmente marcantes os caminhos que cada qual vem trilhando nesta vida de conseguido triunfo:


- Ronaldo, uma pobre criança madeirense que, pela força de vontade, perseverança, tenacidade e constantes esforços físicos e psíquicos - a despeito dos devaneios pouco ecomendáveis a que se tem dedicado e serão do conhecimento público - vem pugnando pelo êxito, numa profissão de desgaste rapidíssimo, talvez mereça, e mereça bem, o que hoje tem e aufere apenas porque o que ganha, sendo o resultado do seu esforço pessoal, sai “voluntáriamente” dos bolsos dos “doentes da bola”!


- Catarina, bem pelo contrário, é paga pelo erário público e apenas porque Deus lhe deu um palminho de cara, um modo de ser atrevido e a sorte de ter como pai o homem, hoje provavelmente influente e que “heroicamente” anunciou na rádio, onde era locutor, a revolução de Abril conhecida que seria a sua afinidade política com a parte mais camuflada dos revoltosos: o partido comunista. 


Catarina terá tido, assim, a sorte de ter um presente, e, por certo, um futuro que talvez não mereça mas que, se calhar e vistas bem as coisas pelo prisma da actualidade, se ficará a dever, mais do que a si mesma, ao apelido herda: - Furtado.

publicado por Júlio Moreno às 16:27
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2012

Lembro-me de ter vivido quanto aqui se diz...


Porque me lembro, e bem, de quanto aqui se diz. Porque sinto e bem o que aqui se comenta. Porque concordo e… lamento que tudo o que aconteceeu tenha acontecido e muito poucos, como eu, se lembrem disso.Por tudo isto transcrevo o que se segue e também talvez para que amanhã, quem ler o que aqui fica, possa dizer: - ele viu, ele sentiu, ele sabe bem que tudo isto aconteceu e… infelizmente vai acontecendo. Porque me mandaram este texto, aqui o transcrevo tal como o recebi:

“COGITO ERGO SUM - A TRAPEIRA DO JOB
“Penso que merece uma especial atenção...
“A Revolta das Palavras - post por José António Barreiros em 2011.10.11
“Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente. -Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro. - Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana". - E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humanapode arrasar. Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas. - Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um *gadgets* e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravaram no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de *pedigree* viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em *couché* os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a *beautiful people* era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça. - Foram anos em que o campo tornou-se num imenso *resort* de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o *coktail party* e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro. - O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado. - O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio. - Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação, substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal. - Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba. - Às tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos. - A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «*balato*». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir. - Fora disto os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos-ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o *New Yorker*? - A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veiotudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende. - Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado. -Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vender-mo-nos ao dinheiro, enforcar-mo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra. - Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. “E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós. - Estamos nisto. Este fim de semana a Grécia pode cair. -Com ela a Europa. - SAUDAÇÕES DEMOKRÁTYKAS -José A . Braga””

Comentários livres e bem-vindos.

publicado por Júlio Moreno às 19:03
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Domingo, 3 de Junho de 2012

Portugal 1 - Turquia 3


Não aprecio suficientemente o futebol para me permitir tecer aqui ou onde quer que seja quaisquer comentários técnicos sobre tal jogo, suas técnicas ou suas tácticas. Limitar-me-ei, por conseguinte, ao formular algumas considerações sobre o “bom” jogo Portugal-Turquia, no dizer do treinador, “vergonhoso” na minha opinião, e  que consegui ver na totalidade já que, quando taisl espectáculos me são anunciados, com frequência procuro um canal diferente daquele que habitualmente vejo mas que aqui não cito pois ninguém me pagaria pela publicidade que desde logo lhe faria.


Vem isto a propósito do muito que se tem dito ultimamente sobre a selecção portuguesa – a tal que se propõpe gastar 33 mil euros por dia! – das suas tácticas, do seu treinador e dos seus jogadores eleitos.


A festa antecipada de Óbidos, a necessidade imperiosa de inventar algo que ainda não tenha sido inventado para servir de apoio – melhor se diria de muleta! - a tal selecção, tudo quanto se tem dito e escrito sobre o “acontecimento” que é o europeu de futebol, relegando para plano secundário os problemas da saúde e das taxas moderadoras, impostas por um cobrador de impostos que já se revelou exímio naquela função pela qual auferiu principescos ordenados, as reformas ameaçadas e o que será fulcral, o magno problema do desemprego!, tudo quanto se diga é pouco para classificar o que temos visto e ouvido.


Os onze jogadores parecem, de facto, limitarem-se a ser Cristiano Ronaldo (também este com mais vozes do que nozes) e mais dez (excepção merecida para alguns, diga-se).


O treinador, coitado, esse além de teimoso parece não ter, de facto, categoria para dirigir uma selecção nacional. Pode ser um bom homem, um belíssimo camarada de balneário (até parece que percebo disto!) mas treinador isso não é com certeza e com ele – oxalá me engane – a selecção não vai longe a menos que tenha inventado esta táctica novíssima que será a de levar Portugal a perder os seus jogos de treino de modo a levar os nossos adversários a acreditarem que Portugal será presa fácil para depois os poder engolir inteirinhos e com uma voracidade nunca antes vista…


Boa sorte à selecção e que Deus a proteja… E, para que nem tudo se perca, se esta regressar maios cedo do que o esperado, façamos como Eça quando comentava o falecimento do Presidente da Repúblida francesa e dizia não ser motivo de "consternação geral" mas que "animava o comércio", nós diremos que, ao menos, poupar-se-ão 33 mil por dia que bastante falta nos fazem!...

publicado por Júlio Moreno às 23:10
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Sábado, 2 de Junho de 2012

Hello!... “Rock in Rio”?… Daqui fala o velho…


Não tenho, nunca tive e disso tenho imensa pena, qualquer jeito para a música!


Minha adorada mãe compensava o que de mau tinha em termos musicais, sobretudo quando esboçava cantar (o que generosa e conscientemente evitava!) com uma capacidade rara de conversar e de se interessar por todos os assuntos do momento, que discutia com brilho e competência , enquanto que meu pai, para além de médico distinto e disputado em pareceres técnicos para os quais era frequentemente solicitado por colegas (nessa altura não existiam os poderosos meios auxiliares de diagnóstico dos nossos dias e estes eram feitos com a ponta dos dedos, a auscultação, a observação cuidadosa dos pacientes e, num caso ou noutro, com as radioscopias e os raios X, - daí as conferências médicas), cantava maravilhosamente e, segundo consta, quando estudante de medicina no Porto, não seria raro vê-lo, a ele e a mais três colegas, alancando com um piano pesadíssimo no qual meu pai, de ouvido, e para animar as festas que então realizavam, tocava as modinhas mais em voga e que tivessem o mérito de juntar a raparigas mais voluntariosas e… - atenta a moralidade da época! – mais destemidas.


Em Carvalhelhos, onde no verão era médico, pois era Director-Clínico da Estância, era ouvi-lo - depois da luz se ter apagado - o que sempre acontecia quando o senhor Serafim desligava o motor quinze minutos depois do convencional aviso de tres breves interrupções e quebras de voltagem – rodeado por um grupo de raparigas novas, em noites de lua cheia, ao luar, lindíssimo naquele ambiente serrano, sem poluição e a setecentos metros de altitude, a ensair e a cantar com elas as modinhas polpulares locais como aquela que dizia: -“eu tenho quatro namoros, ó digo dai, digo dai, dai, dai… com todos me rio e brinco… “, “ o meu amor diz que vinha, diz que vinha mas não veu…” (me não recordo já do resto) ou outras mais conhecidas como a “saia da Carolina tinha um lagarto pintado…


Pois bem, quis Deus que, em termos musicais, eu herdasse um pouco de ambos: - de minha mãe a mais completa incapacidade para cantar e reproduzir o que no meu íntimo ouço, sobretudo quando em Coimbra onde algumas vezes acompanhei, a fazer número, o Luis Goes nas belíssimas serenatas que fazia e o que muito me tem desgostado ao longo da vida – e de meu pai um certo ouvido que me faz perceber com bastante nitidez o que é afinado daquilo que o não é…


Mas vem este arrasoado a propósito da justíssima “queixa” que acabo de receber de uma particular amiga minha de Lisboa que me diz ser impossível o descanso com o festival “Rock in Rio” cuja barulheira ensurdecedora tem o condão de incomodar enormemente quem tem a pouca sorte de residir nas imediações do local onde ele se realiza ou onde chega o "tsunami" sonoro que este provoca (o “heavy metal” que nada tem hoje a ver com a sua origem).


Na verdade – e creio que os mais velhos, como eu e não só, concordarão comigo – a música actual resume-se a uma série de ruídosos instrumentos, cujo som, que não melodia, sendo avolumadíssimo por obtusas aparelhagens electrónicas, perturba inclusivé as próprias estruturas dos prédios que pelas suas ondas sonoras são atingidos! E isto, este inferno por que certas zonas de Lisboa estão neste momento as passar, é completado popr uma multidão ululante de jóvens cada vez mais surdos e que, colectivamente drogados por uma vida sem futuro, julgam ver naqueles tristíssimos espectáculos a miríade da sua felicidade terrena.


Paralelamente, à edilidade Lisboeta, alheia ao real bem-estar dos seus munícipes, o infausto acontecimento vem rendendo alguns milhares de euros.


Esforço-me por acompanhar a actualidade, até porque, sendo avô, sinto nisso alguma responsabilidade, mas recuso-me a pactuar com as autênticas imbecilidades que tais espectáculos hoje, hoje tido como expoentes máximos do salutar divertimento colectivo, sobejamente patenteiam.

publicado por Júlio Moreno às 16:56
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Touradas... mas que touradas!

 

Desde sempre me causou preocupação e a maior perplexidade a tremenda contradição entre o que se proclama e ensina e o que se pratica, na realidade.


Serão assim os povos de todo o mundo ou seremos nós quem maior propensão terá para tal? Não sei, desconheço estatísticas e ignoro mesmo que alguma autoridade pública se tenha já, alguma vez, debruçado sobre o assunto em ordem a retirar daí as suas ilacções e, eventualmente, poder vir a formular normas coercivas de conduta a impor aos cidadãos para futuro.

 

Vem isto a propósito da “festa nacional”: - a tourada! - e enaltece-se a tourada, a festa brava, quase como se o país dela dependesse!

 

Cria-se um animal, alimenta-se convenientemente, concede-se-lhe a liberdade de correr pelos campos em manada, incute-se-lhe a noção – não sei como ele a entenderá! – de que é livre de que será feliz, que terá cuidados médicos (a veterinária é nisso profundamente envolvida e, consequentemente, tremendamente responsável!) e que terminará os seus dias com uma morte natural ou então súbita, mas rápida e indolor para cumprir uma das missões para que terá sido criado: - dar de comer à humanidade como nós próprios daremos um dia aos milhões de larvas e de seres microscópicos que se irão alimentar dos nossos corpos!

 

Paralelamente e ao mesmo tempo que isto acontece, vamos mostrando aos nossos filhos que devemos respeitar os animais, não os maltratando nem causando dor ou sofrimento, antes lhes proporcionando, de acordo com os níveis de perigosidade irracional que apresentem para a nossa espécie, o melhor tratamento possível.

 

Assim se passa com os cães, com os gatos, e, de um modo geral, com todos os animais, particularmente com as espécias ditas domésticas e mesmo com as que modernamente se classificam de “protegidas”. Deste modo ensinamos os nossos filhos, procurando moldar-lhes a personalidade para que sejam amanhã cidadãos de corpo inteiro, tolerantes, complacentes e justos.

 

Mas então como apresentar-lhes depois, nas arenas, um boi mais ou menos negro, escorrendo sangue das inúmeras feridas causadas pelos “soberbos” ferros, quais arpóes, que destemidos “artistas” - os valentes de Portugal , de Aljubarrota ou Alcacer Quibir – lhes vão espetando no cachaço e pelo dorso para gáudio e delírio de uma multidão ululante não muito diferente daquela que na velha Roma assistiria eufórica às lutas de gladiadores ou dos homens contra as feras, com a agravante de terem direito a transmissões televisivas em horários nobres com imagens chocantes e narrativas monocórdiocas feitas, muitas vezes, por treinadores de bancada que comentam o que não sabem e, por inconfessada covardia, nunca experimentaram?... Como fazêr-los entender tal contradição?

 

Tudo isto é estranho, contraditório e criticável, repugnando à esmagadora maioria das consciências bem formadas, menos ao Estado. Ao Estado que, impondo desumana austeridade nesta época artificial de crise, causada por um desgoverno inimaginável e roubalheiras colossais, cortando em escolas, em hospitais e cuidados de saúde, esmaga o Povo com impostos que apenas se respeitarão exactamente porque nos são “impostos”…

 

Finalizando este meu já longo “post” e uma vez mais me socorrendo da “mão amiga” que alimenta algumas destas minhas considerações transcrevo, na íntegra o texto que acaba de chegar às minhas mãos deixando as considerações possíveis – diria que necessárias – para quem as queira fazer que eu não posso já que, se pudesse, inverteria as situações: - colocaria os touros nas bancadas e os homens, os mais fortes, ardilosos e bem armados na arena lutando contra os mais fracos, mais confiantes e desarmados…

 

Segue o texto:

 

“Por falar em subsídios, no passado dia 21/03/2012 foi publicada no Diário da República a lista dos subsídios atribuídos pelo IFAP no 2.º semestre de 2011, tal como se havia publicado a listagem relativa ao 1.º semestre de 2011 no dia 26/09/...2011.
“No ano de 2011 o IFAP atribuiu subsídios no valor de €9.823.004,34 às empresas e m...embros das famílias da tauromaquia.
- Ortigão Costa - 1.236.214,63 €
- Lupi - 980.437,77 €
- Passanha - 735.847,05 €
- Palha - 772.579,22 €
- Ribeiro Telles - 472.777,55 €
- Câmara - 915.637,78 €
- Veiga Teixeira - 635.390,94 €
- Freixo - 568.929,14 €
- Cunhal Patrício - 172.798,71 €
- Brito Paes - 441.838,32 €
- Pinheiro Caldeira - 125.467,45 €
- Dias Coutinho - 389.712,42 €
- Cortes de Moura - 313.676,87 €
- Rego Botelho - 420.673,80 €
- Cardoso Charrua - 80.759,12 €
- Romão Moura - 248.378,56 €
- Brito Vinhas - 53.686,78 €
- Romão Tenório - 283.173,89 €
- Sousa Cabral - 318.257,79 €
- Varela Crujo - 188.957,35 €
- Assunção Coimbra - 330.789,44 €
- Murteira - 137.019,76 €
“Andam os canis municipais a matar cães e gatos porque não têm mais espaço para os acolher e há 10 milhões de euros aplicados na tourada só no ano de 2011?
“As associações vivem de CARIDADE! Tal como os velhotes que nem têm dinheiro para pagar os medicamentos com a porcaria de reforma que recebem!
“Este Verão vamos ver mais e mais florestas a arderem porque as câmaras não têm subsídios para a limpeza das mesmas, e Portugal não tem dinheiro para comprar helicópteros.
“Andam as esquadras da polícia podres e os carros enfiados em garagens porque não há fundos para os arranjar.
“Andam as crianças a ir para a escola sem tomar o pequeno almoço porque há famílias que só têm dinheiro para pagar a porcaria das rendas para não dormirem na rua.
“Foram cortados subsídios de Natal para ajudar a pagar a dívida portuguesa ao estrangeiro.
“Não há dinheiro para nada mas há 10 MILHÕES DE EUROS para a tauromaquia só num ano?””

publicado por Júlio Moreno às 12:14
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