Domingo, 26 de Outubro de 2008

A Vista do meu prédio

Da enorme janela do meu prédio nada mais vejo a não ser outro, em tudo semelhante ao meu, mesmo de frente, cheio de janelas e que se resume a uma mole imensa de cimento onde, no interior ignorado, pulularão, invisíveis, centenas de vidas humanas ocupadas nos mais diversos e estranhos afazeres.


Só chegando mesmo à janela e nela me debruçando um pouco, consigo ver, se olhar para a esquerda, um pouco de um jardim urbano, com algumas arvores e, fluindo interminavelmente, o trânsito citadino que nos embota os sentidos, destroi os nervos e abala a própria saúde.


Se olhar para a direita, já consigo espraiar a vista por sobre algum arvoredo e casario, bem ao longe, mas suficientemente disperso para me dar alguma tranquilidade de espírito no que toca á calma e, mais longe ainda, brilhando ao sol, um enorme pedaço de mar, aquele mesmo mar que tanto me atrai e que eu adoro mas que, daqui, nem as ondas consigo ver!


A tentação de usar os binóculos de marinha que possuo – desde os tempor do meu velho “Sea-Shuttle”! - é grande, enorme mesmo. Todavia, não os utilizo, não ouso usá-los, pois, com eles, mesmo sem querer, devassaria toda a intimidade de quem, no prédio fronteiro se descuidasse e se expusesse, na sua intimidade, aos olhares alheios e sujeitar-me-ia a uma crítica verrinosa e infundada que, sei, iria afectar-me. Sentir-me-ia mal com isso e, como tal, é como se os não tivesse... não os utilizo sentindo-me, assim, como que prisioneiro, da minha própria liberdade, 


É a vida nas grandes cidades! Pequenas comparadas com muitas outras, mas mesmo assim grandes demais para a pequenez do homem criado para viver em espaço de liberdade e não em colmeias de betão como estas!...

publicado por Júlio Moreno às 11:27
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