Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Curioso!

Em três estações de rádio que já hoje ouvi pela manhã (são 08h56 desta quinta-feira, 16 de Outubro de 2008), em todas elas ouvi dizer que Obama tinha vencido o debate de ontem - ao qual assisti e do qual tenho a mesmíssima opinião.


Verifico, porém e com espanto, que um orgão tão essencial na Comunicação Social de hoje, como o é este Portugal Diário da IOL, noticia, pela voz do seu articulista, que "MacCain vence o último debate"!!!...


Verifico, assim - e um tanto alarmado, confesso-o - o enorme poder da comunicação social no nosso mundo de hoje e, sobretudo, os malefícios (ou benefícios) que pode causar na opinião pública uma "desinformação" ou uma informação "distorcida" por uma mera - e, naturalmente, aceite porque livre - opinião pessoal de um articulista que, quanto a mim, não terá sabido olhar em todo o seu redor ou terá tido, no mínimo, um ângulo de visão inferior a 180º ( quando Deus quer, mais um técnico politólogo, uma das raríssimas profissões modernas que os dicionaristas ainda não assimilaram).


Mas, em que ficamos? - Obama foi melhor ou foi pior que MacCain?


Para mim, e sem qualquer margem para dúvidas, foi muito melhor porque mais sereno, mais conciso, menos tendencioso e apaixonado por uma causa já vivida e ultrapassada, e, sem uma especial e verrinosa acutilância, demonstrou, inequívocamente e à saciedade, que a mudança do Novo Mundo está consigo.


Bem haja, no entanto, quem pensa de modo diferente. Se não houvesse o negro que valor daríamos ao branco? Isto para não esquecer que o mal costuma vir sempre do danado do “cinzento”...


Gosto do que acabo de escrever. Gosto mesmo. Revejo-me nestas palavras e, por isso, vou publicá-las no meu Blog. Sempre por lá fica para memória futura e para entretenimento de quem gostar um pouco destas coisas...


Para melhor compreensão do que acima fica dito, transcrevo, seguidamento, o artigo do PD da IOL :


“McCain ao ataque vence o último debate


“Derradeiro debate na campanha para a presidência dos Estados Unidos poderá servir para relançar o candidato republicano


Por: Filipe Caetano


“E ao último debate John McCain decidiu atacar ferozmente. Face à queda nas sondagens, o candidato republicano jogava tido no derradeiro encontro com o seu opositor, agora que faltam vinte dias para as eleições. E McCain acaba por vencer o debate, apostando num estilo mais duro, nomeadamente nas questões relacionadas com a economia, dizendo que os «americanos são vítimas de Wall Street, têm raiva e têm razão». Resta saber se este triunfo será suficiente para reposicioná-lo na corrida pela Casa Branca. “O jornalista da CBS News, Bob Schieffer, teve mais espaço para intervir e tornou a discussão de ideias mais interessante do que nos encontros anteriores. A Universidade Hofstra, em Hampstead, no estado de Nova Iorque, acabou por receber o mais interessante dos debates presidenciais, onde os dois candidatos se sentaram lado-a-lado, olharam-se nos olhos e apresentaram posições muito diferentes sobre quase todos os assuntos, o que terá sido esclarecedor para os eleitores indecisos.


“«Senador Obama, eu não sou o Presidente Bush»


“Não houve assunto que não fosse abordado, até mesmo os ataques surgidos nos anúncios e comícios. McCain trouxe para a mesa uma figura que apelidou de «Joe canalizador» para vincar diferenças em relação ao seu opositor, principalmente no que toca aos impostos. Obama dirimiu argumentos, recordando que pretende «cortar impostos a 95% dos americanos», carregando na carga fiscal às «grandes empresas, que têm apresentado grandes lucros». McCain discordou e disse que Barack pretende «espalhar a riqueza», quando essa decisão tem de pertencer ao canalizador.


 “A campanha negativa


“Um dos temas centrais do debate foi o nível de ataques atingido pelas campanhas na televisão. Obama estava nitidamente reprimido e nunca se deixou empolgar, apesar de ter acabado por comentar alguns assuntos menos desejados entretanto levantados por McCain. “Assim sucedeu quando foi abordado o seu alegado envolvimento com William Ayers, um ex-radical dos anos 60 que tem sido associado a Obama. «Este tema transformou-se no centro da campanha de McCain, mas devo explicar que o senhor Ayers não está envolvido na minha e não será meu conselheiro na Casa Branca», afirmou o democrata, arrumando a questão e dizendo que «as pessoas estão fartas destas coisas e querem ouvir o que os candidatos têm a dizer sobre assuntos fundamentais como a saúde e a economia». “Ambos admitiram que o tom da campanha era duro e acusaram-se mutuamente, com McCain a dizer que Obama já gasto mais dinheiro em anúncios negativos do que qualquer outro candidato, enquanto Barack respondia com um dado: «100% dos seus anúncios foram negativos».


 “O «canalizador» e o resto


“McCain tentava falar do que lhe interessava e voltava a abordar «Joe o canalizador», criticando a proposta de Obama de aumentar impostos para contribuintes que ganham mais de 250 mil dólares por ano, o que afectaria os pequenos e médios empresários. McCain não percebe «porque é que os impostos têm de aumentar», enquanto Obama frisava a sua opinião, voltando a falar no «corte para 95% dos americanos». “Durante 90 minutos, falou-se muito de economia, mas também de ambiente, nomeadamente a necessidade de aumentar a independência energética. A aposta nas energias renováveis é algo comum aos dois candidatos, mas McCain não pára de falar do nuclear, enquanto Obama aponta para outras saídas mais consensuais. Uma coisa é certa: ambos querem reduzir a dependência da Arábia Saudita e Venezuela. “Na totalidade do debate, a crise ocupou 22 minutos do tempo, enquanto um quarto-de-hora foi gasto no tema das acusações e campanhas negativas. O resto foi para a educação (12), comércio e energia (10), seguros de saúde (9), aborto (8) e a opinião sobre os candidatos à vice-presidência (7).””

publicado por Júlio Moreno às 09:36
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