Sábado, 11 de Outubro de 2008

Curiosamente...

Tarde de sábado, 11 de Outubro de 2008, curiosamente acabo de ver um programa no canal da SIC Notícias onde era manifesta a barafunda e a baralhada de opiniões sobre o tema do momento: - não a crise financeira à escala global, não!; o tema em acalorada análise era o do "casamento" entre homosexuais, proposta de lei que recebeu um rotundo e bem merecido “chumbo” da Assembleia da República, bem ao invés do que há já dois ou tres anos acontece na nossa vizinha e estranhíssima Espanha!

Porque por várias vezes senti vontade de dar um passo em frente e tentar entrar naquele pequeno “écran” que a TV me mostrava e, se mais não fosse, tentar pôr alguma ordem na discussão que os moderadores, “doutoralmente” presentes e muito intervenientes, óbviamente não quiseram ou não souberam fazer, dando, assim, mais um "reality show" aos tele-espectadores, reservei as minhas tão impulsivas energias para vir aqui dar a minha “achega” a tal tema, hoje elevado ao grau (inimaginável por mim!) de ser, tal como ali foi apodado e reiteradamente afirmado pelos respectivos defensores do casamento entre homosexuais, uma gloriosa conquista da democracia,,,


.Antes, porém, achei interessante procurar algumas definições lexiológicas (encontradas, primeiro, no Grande Dicionário Universal da Texto Editora, edição informática e depois na Diciopédia 2006 da Porto Editora) sobre alguns termos que ao longo da minha tão ignorante vida (vejo-o agora) me foram de todo em todo estranhos e hoje, (confesso-o) de muito difícil compreensão.


Referirei, pois, do Grande Dicionário Universal:


DEMOCRACIA - (Gr. demokratía, m. s.), s. f. sistema político fundamentado no princípio de que a autoridade emana do povo (conjunto de cidadãos) e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas livres, e no princípio da distribuição equitativa do poder. - POLITÓLOGO – Não achei definição no velho dicionário que costumo consultar pelo que concluo tratar-se de um dos muitos neologismos em que a nossa língua vem sendo fértil desde a revolução dos cravos pelo que me decidi por procurar outro termo mais simples e correlativo como: - POLÍTICA -• (Gr. politiké), s. f. ciência do governo das nações; • arte de dirigir as relações entre os Estados; • princípios que orientam a atitude administrativa de um governo; • conjunto de objectivos que servem de base à planificação de uma ou mais actividades. - XENOFOBIA -• (Gr. xénos, estrangeiro + phob, r. de phoein, ter aversão), s. f. aversão às pessoas ou coisas estrangeiras. - HOMOSEXUAL - • (Gr. homós, semelhante + sexual), adj. referente à atracção e/ou a comportamentos sexuais entre indivíduos do mesmo sexo; • que tem essa atracção e/ou esses comportamentos; • s. m. e f. pessoa homossexual. - NEOLOGISMO - • (Gr. neós, novo + lógos, tratado), s. m. palavra ou termo de formação nova, a partir de elementos gramaticais da própria língua ou estrangeiros; • acepção nova de uma palavra já existente na língua; • doutrina ou teoria nova. - MENTIROLOGIA – Por, tal como já antes me acontecera, não ter encontrado o termo – penso que pugnarei para que passe a ser aceite como neologismo da língua portuguesa; por esse facto e dada a omissão, procurei: - MENTIRA - • (Lat. mentita, sob o influxo de mentir ?), s. f. afirmação contrária à verdade;• falsidade; • ficção; • ilusão; • juízo errado; e, finalmente, CASAMENTO - • s. f. união legítima entre homem e mulher; • enlace; • matrimónio; •consórcio; • núpcias.


Seguidamente os mesmos termos, mas rebuscados agora na versão informática da DICIOPÉDIA 2006, da Porto Editora, acima citada. Pude, assim encontrar:


democracia -  substantivo feminino 1. sistema político em que a autoridade emana do conjunto dos cidadãos, baseando-se nos princípios de igualdade e liberdade; 2. nação democrata; democracia cristã interpretação do conceito de democracia à luz da doutrina cristã e, principalmente, da doutrina social da Igreja Católica; democracia directa situação político-administrativa em que o poder é exercido directamente pelo povo; democracia representativa situação político-administrativa em que o povo governa através de representantes seus, periodicamente eleitos; (Do gr. demokratía, «governo popular», pelo lat. democratìa-, «id.») POLITÓLOGO – a informação que me surge é a de que não foi encontrada qualquer referencia para o termo procurado “Não foram encontradas ocorrência(s) da(s) palavras pesquisadas” – Assim sendo, procurei:


política - substantivo feminino 1. ciência ou arte de governar; 2. orientação administrativa de um governo; 3. princípios directores da acção de um governo; 4. arte de dirigir as relações de um Estado com outro; 5. conjunto dos princípios e dos objectivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de actividades em determinado domínio; 6. figurado modo de se haver em qualquer assunto particular para se obter o que se deseja; estratégia; táctica; 7. esperteza; maquiavelismo; figurado astúcia; 8. figurado cortesia; urbanidade; civilidade; cerimónia; política externa relações entre os Estados; (Do gr. politiké, «a arte de governar a cidade»):  xenofobia - substantivo feminino antipatia ou aversão pelas pessoas ou coisas estrangeiras; (De xeno-+-fobia);  homossexual[ks] - adjectivo 2 géneros 1. relativo à homossexualidade; 2. que sente atracção sexual por pessoas do mesmo sexo; substantivo 2 géneros pessoa que se sente sexualmente atraída por outras do mesmo sexo;  MENTIROLOGIA - a informação que me surge é a de que não foi encontrada qualquer referencia para o termo procurado “Não foram encontradas ocorrência(s) da(s) palavras pesquisadas” – Assim sendo, procurei:


mentira - substantivo feminino 1. acto ou efeito de mentir; 2. engano propositado; afirmação contrária à verdade, com a intenção de enganar; peta; falsidade; 3. embuste; erro; 4. ilusão; 5. vaidade; mentira piedosa mentira que se diz com a intenção de fazer bem a alguém; detector de mentiras dispositivo capaz de discernir no mentiroso uma reacção emocional (respiratória, cardíaca, vascular ou psicogalvânica) desencadeada por algo que, proposto bruscamente, se relacione com a sua mentira; (De mentir);  casamento - substantivo masculino 1. acto ou efeito de casar; 2. contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família em conjunto; matrimónio; 3. cerimónia que celebra o estabelecimento desse contrato; núpcias; 4. situação que resulta do acto de casar; 5. estado de casado; 6. figurado enlace; união; 7. figurado combinação; (De casar+-mento).


Devo acrescentar, a título meramente informativo do que é hoje e baseado apenas no que verdadeiramente é a realidade que me rodeia, que, para mim. POLÍTICA é a arte ou ciência de enganar um povo  e de que me parece urgente introduzir no lexigo luso-brasileiro a novíssima palavra MENTIROLOGIA, como técnica científica e normalmente associada à política (e a outras não menos ilustres actividades) e que visa ensinar o como, o quando e o porquê de se dever e poder mentir a terceiros sem que dessa "qualidade ou atributo" possam advir sanções mas antes elogios e gratos agradecimentos de um vasto e distinto leque da sociedade a quem ela é dirigida ou por quem ela é ou irá ser sentida.


A título meramente complementar - isto porque à Lei já quase ninguém liga o que quer que seja, tão prolixa e confusa ela é no nosso País - o que preceitua sobre CASAMENTO a nossa Constituição e o Código Civil Português:


 Da Constituição de 2005:


Artigo 36.º - (Família, casamento e filiação) - 1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade. - 2. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de celebração. - 3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil e política e à manutenção eeducação dos filhos. - 4. Os filhos nascidos fora do casamento não podem, por esse motivo, ser objecto de qualquer discriminação e a lei ou as repartições oficiais não podem usar designações discriminatórias relativas à filiação. -5. Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos. -6. Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante decisão judicial. - 7. A adopção é regulada e protegida nos termos da lei, a qual deve estabelecer formas céleres para a respectiva tramitação.


Nota - Inequívocamente que na Constituição se pressupõe e prevê o nascimento de filhos como consequência natural do casamento, o que necessáriamente não acontecerá, senão artificialmente e através de uma pseudo-adopção.


Do Código Civil Português:


ARTIGO 1628º -(Casamentos inexistentes) -É juridicamente inexistente: a) O casamento celebrado perante quem não tinha competência funcional para o acto, salvo tratando-se de casamento urgente; b) O casamento urgente que não tenha sido homologado; c) O casamento em cuja celebração tenha faltado a declaração da vontade de um ou ambos os nubentes, ou do procurador de um deles; d) O casamento contraído por intermédio de procurador, quando celebrado depois de terem cessado os efeitos da procuração, ou quando esta não tenha sido outorgada por quem nela figura como constituinte, ou quando seja nula por falta de concessão de poderes especiais para o acto ou de designação expressa do outro contraente; e) O casamento contraído por duas pessoas do mesmo sexo.


Concordo que um homem viva e goste de viver com outro homem; concordo com que duas mulheres se amem e pratiquem os actos íntimos que irão consubstanciar isso mesmo, mas o que não aceito é que se percam as noções históricas e milenárias em que toda a sociedade em que vivemos se fundamentou, cresceu e, bem ou mal, vivificou, de que o casamento se fez para perpetuar a espécie - como disse Cristo "crescei e multiplicai-vos".


Vivam juntos, sejam felizes juntos, mas chamem à sua união um contrato de co-habitação e ou de comunhão de vida, mas não pretendam alterar o verdadeiro significado e sentido de uma palavra que direi "sagrada" porque sacramento como é a do "casamento". Por esta ordem de ideias qualquer dias alguém quererá casar-se com o seu cão ou o seu gato... porque com "tubarões" já muitos são casados!


Opiniões! Esta é a minha,,,


Ah! Já me esquecia de acrescentar que relativamente ao termo "DEMOCRACIA" também não estou bem de acordo em que, não obstante a sua etimologia e, como tal, a sua origem, queira verdadeiramente significar o governo do Povo. Para mim significará, tal como para Winston Churchill já significava, isso sim, o governo do DEMO e de um demo demente ainda por cima!


Ponto (como agora se diz ao finalizar uma sábia tirada que não queremos ver discutida)...

publicado por Júlio Moreno às 18:18
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18 comentários:
De juliomoreno a 12 de Outubro de 2008 às 02:09
RESPOSTA A "MELLY"
Renovo os meus agradecimentos pelas suas palavras embora um pouco magoado por V. poder pensar que eu pretendo impor o que quer que seja a quem quer que seja! Todavia fico um pouco perplexo ao pensar que V. acredita na liberdade total o que equivalerá à anarquia! Acha que não? Imagine só que, se eu, para manifestar a minha liberdade decidisse passar a conduzir o meu carro pela esquerda e, deste modo, torná-la evidente aos olhos do mundo, ou então decidisse casar-me com uma "orangotanga" engraçadinha e meiguinha do zoo de Lisboa ou então ainda que, para manifestar a minha orientação sexual diferente daquela que é socialmente aceite, achasse socialmente útil o exibir-me completamente nu passeando de bicicleta pelo passeio público! Não acha que alguém se encarregaria de, atropelando imediatamente a minha liberdade, me meter numa "camisa de forças" e me internar logo e de seguida no Hospital Júlio de Matos, isto sem cuidar de saber sequer que qualquer uma das situações descritas não passavam de uma mera e inofensiva afirmação pessoal de liberdade por parte de um agnóstico ou descrente para quem a Bíblia, o Alcorão ou qualquer outro livro sagrado nada representasse? Lembre-se, querida amiga, de que é o "+", o"-", o "x" e o ":" que, sendo universalmente aceites justificam a matemática e garantem a vida em sociedade tal como nõs a entendemos e vivemos no nosso dia a dia. É, no entanto bom, ter quem discorde de nós porque só isso já nos faz sentir que estamos vivos... Don't worry, be happy...


De juliomoreno a 12 de Outubro de 2008 às 01:40
Obrigado pelo seu comentario "contoselendas".


De contoselendas a 12 de Outubro de 2008 às 00:31
Pessoalmente vejo esta questão do casamento entre homosexuais - respeitando a orientação sexual- mais uma fantasia de ser igual, pois tem-se os mesmos direitos que os "outros"- heterosexuais.Uma noção de igualdade como outras que veem deteriorando a sociedade actual. Só como exemplo o desejo de todo o Portugues querer ter o que o vizinho tem só porque este tem... ou porque lhe dizem que é moda, esquecendo-se que tudo tem um preço sorgindo o individamento. Todos somos diferente. A felicidade como não se compra tambem a relação de homosexuais não ficará mais sólida com o casamento.Ficará na mente daqueles que julgam que um compromisso escrito vale mais do que o sentido pelo parceiro.

Parabéns pelo post
Um Abraço

Contoselendas


De melly a 12 de Outubro de 2008 às 00:18
Infelizmente o seu argumento indica que toda a gente deve acreditar como você que a "BIBLIA" nos dita o que é, ou não é aceitável. E não sabe que nem toda a gente acredita na bíblia? Esse livro pode vir a ser simplesmente um "best seller". Porque será que os que não acreditam nela, terão de viver na ditadura desse pensar?

Que diferença faria na sua vida pessoal o casamento entre homosexuais? Você não tem a liberdade com quem vive, ama? Gostaria que alguem se metesse na sua vida pessoal? O que acontece entre adultos, sejam o sexo que forem é entre eles. Você pensa que esse acontecimento deterioraria sociedade? Mas finalmente, quem tem posto os valores sociais a este nível? Não tem sido a maioridade heterosexual? Preferencias sexuais e moralidade não têm nada a ver uma com a outra. Há muita gente heterosexual que não conhece o significado de tal palavra.

Como é que a minha preferencia sexual, mudará quem sou? O meu carácter não deveria ser julgado por quem escolho para passar a minha vida....Somos quem somos. Um ser humano é muito mais do que a sua sexualidade. Pena que perdemos tanto tempo no que deveria ser um direito sem ter de lutar por tal. Precisamos da nossa energia para problemas serios, que estão de facto a causar problemas à humanidade em geral.

Freedom of choice!


De juliomoreno a 11 de Outubro de 2008 às 21:17
Infelizmente a "ideia" não é minha: - vem na Bíblia... Obrigado, no entanto, por mais esta prova de que afinal sempre há um "+" e um "-" senão a matemática não existiria e a vida vivida seria uma terrível e monocromática monotonia...
k...www


De melly a 11 de Outubro de 2008 às 21:02
Casamento é "sagrado"?

Desde quando? Como se explica a percentagem dos "sagrados casamentos" que acabam em divórcio? Como se explica toda a falta de respeito pelo estado matrimonial? O que faz o "casamento sagrado" entre duas pessoas simplesmente porque têm "brinquedos" diferentes um do outro?

Por amor de Deus...e sim estou a usar o nome de Deus em vão, para não usar uma outra palavra.....

Ninguém o impede de fazer o que quer na sua vida pessoal e amorosa. Acha que tem o direito de impor o seu pensamento nas decisões que afectam a vida de outros adultos?



De juliomoreno a 11 de Outubro de 2008 às 19:54
At last you found some time to write... Thank you. Fortunately you are a woman and I am a man... Kisses for your comment


De melly a 11 de Outubro de 2008 às 19:01
Neste caso, não estou de acordo consigo.

O que lhe roubaria a si, individualmente, que duas pessoas do mesmo sexo tivessem o "direito" de casar?
Quem decidiu que só duas pessoas do mesmo sexo deveriam ter esse "direito"?

Leis socias foram criados pelo homem. E pelo homem devem ser evoluidas com o tempo. E por favor não esqueça que "moralidade" não deve ser julgada pelo que acontece entre duas pessoas do mesmo sexo. Moralidade não existe só entre "as pernas" mas sim em todas as formas de comportamento, quer sejámos heterosexuais ou homosexuais.

Live and let live!


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