Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

O novo aeroporto visto por um leigo na matéria mas que teima em continuar a ser português…

Muito se tem falado e muita tinta correu já a propósito do novo aeroporto de Lisboa sendo várias, e nenhuma delas consensual, as soluções que vêm sendo propostas: - Ota, Rio Frio, Montijo, manutenção da Portela com anexação de Figo Maduro, mais figo menos figo, sei lá!


Ultimamente, por iniciativa de alguns cidadãos mais clarividentes do que teimosamente politiqueiros, surgiu como solução possível o Campo de Tiro de Alcochete a que o LNEC deu o seu aval "quase" absoluto.


- É que, na realidade, campos de tiro como os de Alcochete há sempre Bushes e Bin-Ladens que se encarregarão de nos-los emprestar se necessário!


Muito bem:


Seja onde for que fique instalado o novo aeroporto, "penso eu de que", antes de mais e perante o estado ruinoso a que a revolução democrática dos "cravos" - flor que foi tão linda!- vem levando o país, - afirmando-se uma democracia sem que o Povo saiba sequer o que isso é, a começar pelos próprios políticos que são o mais triste exemplo da proclamada sã convivência democrática – desbaratadas as finanças públicas – a “pesada herança”, mas em barras de ouro, de que falava o ex-amordaçado Mário Soares e que ele mesmo, e comandita, se apressaram a desbaratar – voando “graciosamente” e com largos séquitos pelo mundo inteiro, oferecendo lautíssimas jantaradas a políticos de meia tigela em cujos convites foi sempre pródigo à custa do Povo e distribuindo larguíssimos benefícios nos designados “jobs for the boys”


                                                – importará agora TENTAR arrepiar caminho e, se ainda formos a tempo – porque os “euro-euros” estão a acabar e as falências continuam! – procurarmos dar a volta ao resultado e retornar à nossa vocação de séculos, atlântica, timorata e inovadora.


Ora, comigo acontece que, quando olho para um mapa “mundi” e vejo a "jangada de pedra" de Saramago nele desenhada, Portugal se me afigura sempre como algo parecido a um porta-aviões, a um porta-aviões da Europa, tão proeminente está no Atlântico e tão ocidental é em relação à Europa com que nos fomos meter …


E se é porta-aviões deverá haver nele pistas para que os ditos aviões possam aterrar e dele possam descolar (eu ia dizer desaterrar mas pensei que me poderiam levar a mal e, por isso, não disse…) daí a real necessidade de um aeroporto!


 No mundo actual, “globalizado”, como hoje se diz à boca cheia (eu não disse com a boca cheia, que parece mal!), no mundo actual, as distâncias tornam-se menores e quase se anulam, senão em milhas ou quilómetros pelo menos em horas e minutos, pelo que os transportes são, e cada vez mais, uma das mais prementes e industriais necessidades desse mundo.


Mas o que será que se transporta? Coisas e pessoas, ou só coisas ou só pessoas, isto é carga e passageiros, estando eu em crer que, a breve trecho, tais transportes serão quase sempre sazonais, isto é pessoas dos Verões para osVerões e cargas nos Invernos.


Mas como temos a felicidade de vivermos numa bola, onde, se pudesse já há muito teria dado um chuto!, quando em baixo é Inverno em cima é Verão e vice-versa, julgo que, com maior ou menor peso do "euro-dólar", a coisa, em termos de movimento, logo "cash", virá quase a dar na mesma, isto é, haverá tantas cargas como pessoas a transportar durante o ano inteiro.


Ora, penso eu que, mal “acomparado”, um aeroporto nos dias de hoje poderá vir a parecer-se como um coração gigante dum mundo cada vez mais pequeno que recebe e distribui cargas e pessoas pelo seu corpo redondo e cheio de mazelas tal como um corpo enfezado, mas que teime em viver, vai distribuindo o sangue pelo seu próprio organismo escanzelado, e estando o aeroporto em Alcochete, porque não tranformá-lo em coração de transportes em vez de sangue e enveredar a sério, por uma política internacional de transportes, encurtando os voos internacionais transatlânticos (poluindo menos e reduzindo custos e riscos), conflituando menos com o intensíssimo e saturado tráfego aéreo de uma Europa, já sem espaço para mais aviões, e fazendo de Alcochete o PONTO de CHEGADA e o de PARTIDA de tudo quanto é gente e coisa que vai e vem de um para o outro lado do Atlântico, e a partir daí, do coração Alcochete, através das artérias (auto-estradas e comboios de altas velocidades para a Europa) e das veias (auto-estradas e comboios de altas velocidades vindos da Europa para Alcochete), criar um fluxo novo mais económico, menos poluidor, menos perigoso e quiçá mais rentável cá para o Zé que, em torno do novo espaço – deixando área suficiente para futuras e previsíveis expansões – logo criaria armazéns para mercadorias em trãnsito, fábricas para agrupamentos do que, vindo desmanchado, tivesse de ser entregue, inteirinho e pronto a funcionar, no seu destino, criando frotas de TIRs e novas tecnologias (com oficinas, manutenções, reparações, até fabrico de chassis, carroçarias e motores) que despejasse continuamente e continuamente recebesse por essas artérias e veias, partindo de e chegando a Alcochete e, nos casos em que tal se justificasse, seguindo mesmo por mar através de um dos maiores portos naturais do mundo que é o estuário do Tejo ou de Setúbal de onde já tantas gloriosas caravelas e naus partiram noutros tempos!...


Por ordem de prioridades e de conveniencias: - ligações com África, - vias marítimas e aéreas; com as Américas: vias aéreas e marítimas.


Com uma política bem consertada com a nossa vizinha Espanha, passado que foi a síndrome de Aljubarrota, talvez este fosse um processo de, a médio prazo tirar Portugal do charco de lodo sujo e podre em que um por todos e todos por um vão teimando em afundar-nos os novos donos do País.


Não seria engraçado? Pensem nisso que eu também vou pensando nestas ideias aqui tão mal alinhavadas…

publicado por Júlio Moreno às 17:47
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