Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

A propósito, até já ouvi dizer que ...

Do PD de 24Jan07


"Um grupo de filósofos defensores do «não» anunciaram esta quarta-feira que vão questionar o Governo e o Parlamento sobre a fundamentação da pergunta do referendo sobre o aborto que vai realizar-se a 11 de Fevereiro.


"«Queremos saber porquê dez semanas», justificou o professor Michel Renaud, da Universidade Nova de Lisboa, na apresentação da iniciativa, realizada no Chiado, na zona histórica da capital. A pergunta que vai ser sujeita a referendo interroga os votantes se concordam com a «despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada , por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado». «Porquê dez e não 20 ou 30», interrogou-se Michel Renaud.


"Os cerca de 20 signatários da carta consideram que a proposta de «liberalizar» o aborto até às dez semanas vai «atentar contra a vida» dos fetos até aos 70 dias. E classificam de «discriminatória uma lei que criminaliza o acto de atentar contra a vida de um ser humano de mais de 70 dias e que ao mesmo tempo liberaliza o acto de atentar contra a vida de um ser humano de menos de 70 dias», disse o docente universitário na sessão onde mostrou um boneco que disse ser uma representação, à escala natural de peso e medida, de um feto com dez semanas.


"«Em nosso entender, [a pergunta] viola a Constituição», disse Michel Renaud à agência Lusa, questionando por que razão «o embrião não merece o respeito incondicional». Sublinhando várias vezes que os autores da iniciativa de questionar o primeiro-ministro, ministro da Justiça e grupos parlamentares «não querem radicalizar as questões», afirmam que «os maiores crimes contra a Humanidade consistiram em discriminações no quadro dos direitos fundamentais». A fundamentação da pergunta «permitirá concluir se estaremos ou não per ante o primeiro caso de discriminação que não vamos lamentar no futuro», lê-se no texto subscrito por professores das universidades do Minho, Católica, do Porto, Nova de Lisboa e Évora.


"As campanhas do «não» e do «sim» ao referendo de Fevereiro tiveram quase lado a lado hoje na Baixa de Lisboa, já que a escassos 20 metros do local onde os filósofos divulgaram a sua iniciativa um grupo de apoiantes do «sim» preparava uma acção de rua.""



- Mas já agora sempre gostaria de acrescentar que já ouvi rumores de estar o Governo a pensar numa lei, a acrescentar ao Códgo Penal, isentando de pena, que o mesmo será dizer, despenalizando, todos os "assassinatos" de gente nova e velha desde que tenham 7 ou 70 anos de idade e sejam devidamente assistidos em estabelecimentos (matadouros) especialmente adaptados para o efeito!

Com tal medida se irão poupar, segundo estudos secretos a correr nos ministérios da Educação, da Acção Social e das Finanças, vários milhões de euros por mes pelo que. tão extraordinária medida, de inegável interesse público, está a suscitar as mais diversas reacções - por enquanto surdas e subterrâneas - mas que quando o seu texto vier à luz do dias irá determinar um novo plebiscito que, sujeito ao Tribunal constitucional, irá com toda a certeza suscitar a discordância dos Juízes na década dos setenta...

Como a legislação actual me permite o sigilo das fontes, não revelarei aqui quem me deu a pista deste tão estranho rumor público mas confesso que estou um muito apreensivo pois há pouco tempo que entrei na década perigosa...
publicado por Júlio Moreno às 12:15
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