Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

A loucura continua! Quem lhe porá travão?

Do PD da IOL de 30Nov06: “GNR/PSP: reforma no território em 2007 - Postos da GNR com menos de 12 efectivos e as esquadras da PSP com menos de 20 deverão ser extintos. “


Fui oficial da GNR, no terreno e no gabinete.


Sei o que a GNR representa junto das populações cada vez mais assustadas com o avanço incontrolado da criminalidade violenta! Sei o que a polícia representa para o cidadão urbano que se sentia seguro pela mera presença dos agentes na sua rua.


Sei que este governo quer dinheiro a qualquer preço para obedecer a Bruxelas de quem se tornou mero lacaio.


Corta na educação (fecha escolas e oferece computadores onde não há electricidade!); corta na saúde (fecha maternidades e urgências condenando as parturientes e os enfermos ao risco, cada vez mais acrescido, de longas viagens de ambulância por estradas que o não são, em veículos em terceira ou quarta mão ( generosamente oferecidos por emigrantes) e tantas vezes conduzidos por pessoal inexperiente mas a quem dará gozo e "status" conduzir a alta velocidade protegido que se sente por uma sirene e um pirilampo; corta nas reformas e nas fórmulas de cálculo que vigoravam (prometendo agora reforços de 17 milhões às forças armadas e um pouco adiante mais outros 17 milhões, que surgiram por milagre, agora que as coisas se estão tornando pretas e já recebeu o primeiro aviso sério dos militares através dos respectivos Chefes dos Estados Maior das Armas emcabeçados pelo próprio Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas que entendeu dever tornar pública uma sua carta ao ministro da defesa e que este conservava no maior segredo, evitando que dela fosse dado conhecimento aos portugueses, bem ao contrário do que lhe deveria ditar a sua consciência democrática), corta na segurança (do cidadão comum que se vê confrontado e sem protecção perante a pior das piores escumalhas humanas que já alguma vez existiram no nosso país, mas não dispensa os guarda-costas que os seguem para todo o lado), tudo isto sem cortar onde deve que é na infinidade das benesses concedidas aos que nada fazem e são possuidores de um qualquer estatuto político desconhecido (criado à medida dos “assessor- assessorado", o mais utilizado e utilizando nomes que às vezes até dá para disfarçar), não corta nas passeatas ministeriais europeias e nas inaugurações com pompa e circunstância, não corta nos vencimentos e reformas incríveis (muito acima da média europeia) que são pagos a certos funcionários mais queridos ou menos ludibriáveis, não corta na frota constantemente renovada de automóvel de modelos de última gama e no escândalo das ajudas de custo e despesas de representação a quem nada mais representa do que a sua própria e tristíssima figura e insiste na "bestialidade" de brindar um povo quase faminto com o avanço de uma OTA (já com um "pré-aviso" de custos acrescidos!) e com um TGV que poupará aos portugueses 15 minutos no trajecto Porto-Lisboa isto quando as linhas não ficarem intransitáveis por motivo das inundações e deslizamento de terras que experimentados engenheiros não souberam prever!


Hoje é que o Marquês de Pombal teria muitos Távoras a quem procurar e mandar para o cadafalso, desta vez com as razões que à época lhe não assistiam pois não é contra o Rei mas sim contra o Povo que estas atentados estão sendo cometidos e o País lhe ficaria a dever um pouco mais do que a reconstrução de uma Lisboa destruída.

publicado por Júlio Moreno às 18:16
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