Domingo, 12 de Novembro de 2006

Sempre me recordei do verão de São Martinho…

Dos dias de temperatura amena, dos magustos e das castanhas assadas! Eram tão boas! Quentinhas, a estalar e queimar os dedos, escolhendo as que não tinham “bicho”, era um regalo comê-las!

Agora, se há verão de São Marinho esse é permanente vai já para uns tempos! Parece que o santo se decidiu mesmo a assentar arraiais por estas bandas e todos os dias nos brinda com temperaturas da ordem dos 22 a 25º! Isto em Novembro que deveria já ser prenúncio, ainda que suave, do tradicional Inverno que se aproximava. O sol, salvo excepções, continua a brilhar num céu sem nuvens e é quente muito quente, e perigoso, quanto dele não temos protecção. De onde a onde uma brisa resultante de um vento sem rumo certo, daqueles que faz rodar constantemente os cata-ventos das igrejas! As pessoas hesitam no que levar vestido quando saem. Se uma blusa primaveril, um vestido decotado, sem mangas, um “top” dos que mostras as barrigas tatuadas ou não das moças novas, ou um agasalho mais adequado à velha tradição dos tempos! Ou homens uma camisa aberta no colarinho, que de há muito perdeu a gravata que o espartilhava e talvez um “pullover” de malha fina, pendurado sobre os ombros e preso displicentemente pelas mangas em torno do pescoço como a moda exige.

Porém, os dias vão-se passando e poucos se vão dando conta da tremenda evolução que está acontecendo com o clima! E porque de dia para dia mais se acentuam os sinais de progresso nesse mau sentido, que seja previsível, a mais curto ou mais longo prazos, um tipo de catástrofe ambiental em tudo diferente do quanto já se viu até hoje, para além das trombas de água, dos ventos ciclónicos e mini-tornados que por aí já se têm verificado um pouco e das secas que vêm ameaçando a desertificação das zonas mais setentrionais!

E que tipo de catástrofe ambiental poderá ser essa? Interrogo-me e, no meio da mais profunda das incertezas, revejo mentalmente a teoria, exacta do ponto de vista científico e tão bem equacionada naquele filme americano que salvo erro se chamava “O Dia depois de Amanh㔠e no qual as nossas latitudes eram invadidas pelo gelo polar que tudo destruía à medida do seu avanço e tudo porque houve mudanças nas corrente oceânicas do Atlântico Norte! E vejo hoje nos jornais e nos noticiários radiofónicos ou da televisão que os cientistas de todo o mundo, e muito particularmente os nossos, se vêm mostrando preocupados com o aumento progressivo das temperaturas das águas dos mares!

É o efeito de estufa no seu desenvolvimento progressivamente inexorável a menos que tenhamos o bom senso de retornar a alguns hábitos do passado ou, no meio de tanta evolução tecnológica e científica, descubramos o modo de continuarmos vivendo a modernidade e o conforto a que nos habituámos, sem contaminar o ar, sem produzir as emissões incomensuráveis de monóxido e dióxido de carbono para a atmosfera! São guerras, bombas, carros, aviões, fábricas e lixo, sobretudo lixo moderno e que urge destruir, sobretudo por incineração, que estão causando o perigoso caminho que dia a dia vamos percorrendo!

Eu sei, por experiência própria quão difícil será abandonar certos hábitos e certas comodidades da vida moderna mas penso que é absolutamente necessário fazê-lo sob pena de dentro em pouco não haver vida nenhuma!
publicado por Júlio Moreno às 15:13
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