Domingo, 5 de Novembro de 2006

Um atirador de elite do Exército israelita matou hoje à noite, por engano, uma menina...

Do PD/IOL de 05Nov06:
“Um atirador de elite do Exército israelita matou hoje à noite, por engano, uma menina palestiniana no norte da Faixa de Gaza, informaram fontes médicas palestinianas e a edição electrónica do diário israelita Haaretz, noticia a Lusa. Segundo o diário, que cita fontes da Autoridade Palestiniana (AP), Isra Nasr, de 12 anos, foi mortalmente atingida a tiro na cabeça.””

Uma vez mais tiros na Faixa de Gaza. Uma vez mais mortes. Desta vez uma menina de 12 anos de idade!

A triste ironia da trágica notícia reside no facto de ter sido um “atirador de elite” do exército israelita quem “por engano” assassinou aquele anjo. Juridicamente o termo é esse mesmo assassínio e a atenuante para o seu autor poderá, quando muito, ser a de mera negligência uma vez que, à partida, sou levado a recusar que houvesse da parte de um soldado de “elite”uma real e verdadeira intenção de matar.

Para além de aqui, e tão anonimamente quanto a distância o local onde as venho deixar o impõem, apresento as minhas mais sentidas condolências aos pais dessa infeliz criança nela revendo quantas outras vêm sendo martirizadas e sacrificadas a inconfessáveis interesses de um mundo para o qual Deus nunca terá criado o Homem!

Alem disso, o facto em si faz-me recordar um saudoso e prestigiado cabo-de-guerra deste nosso País, com quem tive a suprema honra de colaborar e de servir, o marechal António de Spínola, que logo teria visto na actuação deste soldado a responsabilidade hierárquica dos respectivos chefes que o não prepararam devidamente para a missão que lhe haviam confiado.

Na verdade a culpa não será somente imputável ao atirador que matou mas igualmente à fragilidade da sua preparação militar, à provável ambiguidade das ordens que terá recebido e, subindo sucessivamente na escala hierárquica dos possíveis responsáveis, logo chegaremos ao chefe do governo de Israel que permite a continuidade de uma política de “olho por olho, dente por dente” que já se sabe de há muito nunca conduzirá a região - Israel , o seu povo e a Palestina e o seu povo - a um entendimento sério, honesto, sadio e que perdure poupando vidas e dando novo ânimo às que actualmente já existem.

É tempo de Árabes e Judeus voltarem as costas e deixarem de acreditar em quem vive e prolifera à custa do seu desentendimento, pelo que constantemente o fomenta, e entendam, de uma vez por todas, que a continuarem fazendo a estúpida guerra que fazem nunca nenhum deles logrará qualquer vitória. Curiosamente, aos “sheiks” que os lideram, lhes inculcam o ódio e alimentam a alma com um fanatismo irracional, nunca os vi na frente das mini-batalhas, como curiosamente também nunca vi aqui os líderes sindicais que tanto incitam às greves eles mesmos, já no ofício vai para 30 anos, a fazerem greve nas respectivas centrais sindicais!

É tempo de as Nações Unidas – se é que o são e servem para alguma coisa! – se decidirem a por cobro a este interminável conflito cujas origens suponho que nenhum dos contendores saberá já onde se situa e a que época remonta. Cessem os auxílios em armamento, punam-se severamente quem pratique na área o tráfico de armas ou incuta nos jovens a semente do ódio ensinando-os a matar morrendo e mentalizando-os para que se vejam mártires de Alá e purificados num eterno paraíso rodeados por 70 virgens, as “Huris”!

Coloque-se a Palestina e a Judeia num “redil” político-ideológico e económico, sem outros recursos que não sejam os de se entenderem. Que Deus ou Alá providencie aos homens de boa vontade os meios para que tal possa ser feito e já não mais ouviremos dizer que, por engano, uma menina de 12 anos terá sido morta por um qualquer atirador de elite, ocupado que este estará por certo em cavar a terra para nela semear as batatas com terá de alimentar-se…

publicado por Júlio Moreno às 18:05
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