Domingo, 5 de Novembro de 2006

Sadam Condenado à morte

Do PD/IOL de 05Nov06: - “Tinha pedido morte por fuzilamento, mas tribunal não lhe concedeu a «honra» militar. Saddam será enforcado pelo massacre de 148 xiitas, assim com dois antigos responsáveis do regimeO Supremo Tribunal iraquiano condenou hoje Saddam Hussein à pena de morte por enforcamento, por crimes contra a humanidade. Também Barzan Ibrahim al-Tikriti, um dos meios irmãos de Saddam Hussein, foi condenado à pena de morte por enforcamento pela execução de 148 camponeses chiitas em Doujaíl nos anos 1980. O tribunal especial que julga Saddam Hussein e sete dos seus colaboradores condenou ainda à pena de morte por enforcamento Awad Hamad al Bandar, que era o chefe do tribunal revolucionário que em 1982 condenou à morte os 148 chiitas, por terem participado num atentado frustrado contra Saddam Hussein.”


Terminou, ou crê-se que terminou, mais um tristíssimo episódio da história recente. Sadam Hussain acaba de ser condenado à morte por um Tribunal de legitimidade mais do que duvidosa uma vez que nasceu de uma situação de facto criada por uma guerra ilegítima, baseada em falsidade em que venceu – naturalmente – o mais forte e o que menos argumentos tinha para a ter desencadeado.


Quer se queira quer não Sadam Hussain era o chefe do estado iraquiano na altura do início da guerra,. Fartou-se de alegar não possuir as armas de destruição massiva (motivo da arbitrária intervenção americana ordenada pelo sr. Bush e hipocritamente orquestrada pelo sr. Donald Rumsfeld onde ambos actuaram com plena e criminosa reserva mental) .


Perante essa guerra (ardilosamente denominada de preventiva) Sadam tinha o direito, quando não mesmo o dever, de se defender e de defender o seu país da agressão de que era alvo. Só que mais fraco e não muito bem quisto pelo mundo islâmico que o rodeava, pois, na verdade era um déspota e um ditador, sendo em ditadura que governava, acolitado pelos seus bárbaros e imbecis rebentos, perdeu a batalha e, tal como a sua estátua em Bagdad, tombou do seu pedestal.


Venceu o mais forte mas porventura o menos justo, aquele que mais matéria acusatória, agora do mundo inteiro, vem acumulando ao longo dos seus fraudulentos mandatos de fantoche em que tantas vezes já fez cair a América no ridículo quando não em situações de muito maior gravidade para um estado que se proclama democrático e lição para todo o mundo.


Venceu o mais forte a guerra que ele mesmo, arbitrária e ilegitimamente, desencadeou. Agora, para culminar a tragédia cuja verdadeira história só muito mais tarde se escreverá, um Tribunal feito à medida condena à morte, isto é “vinga” (vingança não é, nunca foi nem nunca poderá ser justiça) um chefe de estado de uma nação até há poucos anos soberana e independente e hoje retalhada, vergonhosamente ocupada e onde reinam a desordem e a anarquia no mais completo caos. Caos esse onde todos os dias há atentados e onde morre gente inocente entre ela os desgraçados soldados americanos que tiveram a pouca sorte e a inglória de terem tido tão criminoso chefe.


Para culminar a trágica comédia, o “Supremo” tribunal, na sua suprema arbitrariedade, recusa o pedido feito pelo condenado para que fosse fuzilado em vez de enforcado, pedido esse que, como chefe de estado e comandante das suas ex-forças armadas, tinha todo o direito de fazer e de ver escutado e aceite.


Pobres dos que sofrem. Dos que sofreram às mãos de Sadam e que hoje vão sofrendo e quiçá muitíssimo mais, porque em todo o mundo, qualquer lado e qualquer lugar, as consequências de um tiranete transformado em presidente que é a desonra de um povo – George W. Bush, o traidor da cultura americana, o palhaço do mundo, aquele que um dia pagará bem caro as atrocidades que vem cometendo ao longo da sua vida de cobardia e de vaidade! Um dia o povo americano acordará da letargia em que vem vivendo e em se dando conta de que tudo o que esse senhor tem, possui ou possa vir a ter sairá do seu suor e do seu inglório sacrifício, saberá pôr-lhe termo com o termo que merece – um processo de “impeachment” e um julgamento por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional a que ele próprio se recusou a aderir.


Deus ou Alá, quem acima de nós decide dos nossos destinos, se encarregará da justiça se ela não puder ser feita neste mundo como tudo já prenuncia que o seja.

publicado por Júlio Moreno às 16:19
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