Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Portugal, País de brandos costumes?

Para além do muito que já se tem visto neste desgraçado País de “amplas liberdades” e que tanto se esforça por parecer aquilo que não é – um País atrasado, senão económica pelo menos no que toca à inteligência e oportunidade das medidas que, em cega obediência a uma utópica e pouco justificável atracção europeísta, vem tomando - corre o risco de, muito em breve, se tornar mesmo no bobo europeu, no País da chacota e dos que nada devendo à inteligência dos seus políticos e, por sua exclusiva culpa, em pouco ou nada tendo, tudo querem copiar e imitar dessa velha Europa, experiente de séculos no que nós até há bem poucos anos desconhecíamos: - o crime organizado.

Mas fez-se o acordo de Shengen! Fez-se a despeito de ter sido, ele mesmo, Inoportuno, desadequado, impreparado, enfim, uma desgraça para todos nós! Porém, era imperioso que assinássemos, sem a mais ténue preparação prévia dos cidadãos e, sobretudo das polícias, esse acordo que punha fim às fronteiras entre os Estados membros e que assim veio permitir, qual dique que vem retendo as águas e que, inesperadamente se desmorona, – o que uma cabeça com dois dedinhos de testa logo teria tido obrigação de prever! - que, livremente e entre nós, se passeassem e viessem acoitar alguns dos bandos mais tecnicamente evoluídos da Europa do crime os quais, de quando em vez e quando o “alvo” é apetecível, vão ensaiando, aqui e ali, mais um audacioso golpe como o que há dois dias foi perpetrado em Vale de Lobo, no Algarve, na casa daquele casal suíço que tanto esperava deste nosso País onde quis viver a sua tranquila e feliz velhice mas que veio a ser selvaticamente agredido e cuja senhora, de 67 anos, chegou mesmo a ser violada!

Eles vão abandonar Portugal e por via deles muitos outros não chegarão sequer a vir!
Devemos convir que, em época de crise, é mesmo disto que o país precisa!...

Impõe-se, assim, que, em vez do “porreiro pᔠdo nosso primeiro – cada vez mais segundo – se vá pensando em dotar as polícias de cérebros pensantes e comprovadamente actuantes que não apenas e meramente retóricos como os que temos –os “yes men” - a par dos meios que deverão ter e possam usar para enfrentarem, com algumas hipóteses de êxito, essas máfias de leste que, quais hordas de bárbaros em tempos idos, nos vão infestando o nosso território, pondo em risco as nossas gentes e desbaratando os nossos parcos haveres.

E, já agora, Portugal porquê?

Porque é sabido que hoje por cá vem reinando a confusão, a complacência e o desajustamento de uma legislação penal incompatível com os vários tipos - alguns novíssimos - de criminalidade dos nossos dias e porque hoje é facílimo entrar, atacar e fugir já que as fronteiras com Espanha, quase todas distando uma hora ou menos de qualquer sítio susceptível de constituir um apetecido alvo para a delinquência reinante, servidas que estão por belíssimas auto-estradas ou rodovias, permitindo, assim, que os delinquentes fujam enquanto que as polícias, muito embora os perseguindo, logo esbarrarão com a burocracia das áreas jurisdicionais do país vizinho que não poderão desrespeitar.

Que este governo em segunda mão, com a réstia de vergonha que. creio, lhe possa assistir ainda, ponha cobro a tais desmandos mandando fiscalizar, e bem, nas fronteiras os veículos que, por elas, pretenda entrar – sem se importar com as filas que se formem! – e fiscalizem, cuidadosamente, bem no interior e nos esconsos cantos e recantos de cada viatura que se lhes tornar suspeita, o respectivo conteúdo, nelas buscando capuzes, armas e outros artefactos susceptíveis de serem utilizados para finalidades criminosas e criteriosamente indaguem da motivação das visitas, dos conhecimentos ou contactos que possuem, dos meios de subsistência que consigo tragam, dos locais para onde se dirigem, etc, etc… ali mesmo buscando, através dos meios técnicos já hoje ao alcance das policias, eventuais mandados de captura existentes, currículos policiais e criminais menos abonatórios e tudo o que for de interesse em ordem a prevenir, na medida do possível, o erro já cometido em prol das amplas liberdades já concedidas nesta manta de democracia esburacada com que diariamente nos pretendem tapar os olhos e encher os ouvidos.

É que, na senda que vamos trilhando e que aqui me não tenho cansado de referir, na busca de uma utópica Europa, da qual e historicamente sempre nos mantivemos arredados, já cometemos vários erros como os da adesão ao euro - que nos tem feito gastar bem à europeia continuando a ganhar bem à portuguesa! – como também o de nos irmos progressivamente arredando do mar, a nossa verdadeira e histórica vocação, pois daí só piratas nos poderão surgir e, desses, talvez o mais perigoso seja o carapau…
publicado por Júlio Moreno às 16:39
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