Domingo, 23 de Julho de 2006

Cuidado com a dependência…

É dado adquirido que o homem moderno já não saberá viver sem o seu carro, sem o seu computador portátil e sem o seu telemóvel. A muito curto prazo virá também o GPS e depois… bom, será caso para dizer que depois, venha o diabo e escolha tais e tão numerosas são já as grilhetas que estão prendendo milhões a meia dúzia – de homens, entenda-se.

Vem este arrazoado a propósito do que ontem me sucedeu! Por qualquer razão que desconheço – mas cujas causas foram objecto das minhas mais tortuosas e maquiavélicas lucubrações e deduções! – não pude contactar com determinada pessoa, amiga do coração, o que faço diária e regularmente através da Internet e de um programa de mensagens instantâneas que nela corre e se apoia.

Querem acreditar que o que senti foi muito mais do que a sensação, sempre frustrante e desagradável, de sermos contrariados ou impedidos, sem causa plausível, de fazer o que pretendemos? Na realidade foi muito mais do que isso o que senti. Foi mesmo um mal-estar físico, como que síndrome de abstinência de qualquer droga.

Ignorante das causas e ciente de que, mesmo que as conhecesse, sendo estas técnicas – como acontece quando os malditos vírus nos atacam! – me seria completamente impossível superá-las, pois não tenho conhecimentos que tal me permitam, dei comigo, furioso, a imaginar que bem poderia tratar-se de qualquer ingerência táctico-estratégica dos “senhores da guerra” num campo que se me afigura extremamente propenso a uma utilização maligna por parte de eventuais beligerantes e, neste momento, convirá não o esquecer, há mais uma guerra em curso.

Pensei numa infinidade de hipóteses, sem solução visível e viável e esta foi apenas mais uma. Resignado, e fisicamente mal disposto, desisti e procurei adormecer o que só muito a custo consegui.

Mas estava-me afastando do propósito inicial e determinante destas linhas: - a dependência e o cuidado que necessitaremos de ter para conseguirmos uma certa independência relativamente aos “vícios” das sociedades modernas e de consumo e a Internet é, seguramente, um deles.

Imagino que, incentivada como o está sendo pelo próprio governo, em particular pelo nosso primeiro-e-único-ministro no seu desvario tecnológico, a informática, designadamente a Internet, inebria e intoxica a sociedade colocando-a à mercê dos empórios tecnológicos e da energia ao mesmo tempo que, capciosamente, vão privando o homem dos postos de trabalho que a proclamada e pretendida inovação não supera e desmotivando-o de aprender outra coisa que não seja um raciocínio de mera relação casuística, ritual quase “pavloviano”, pois tudo o resto ficará visível e sem mais esforço no pequeno monitor dos nossos computadores.

Porém, subitamente, o “vírus” ataca; a Internet “cai” ou o binómio provedor-consumidor altera-se – as variações ascentes do preço do petróleo estão na moda por obra e graça de “Mr. Bush&Companhia” – e o internauta não pode mais satisfazer a sua “necessidade”, criada que foi pelo facilitismo consumista, incentivo estatal e “ignorância” pública!

Que fazer? Será que o Estado providenciará “salas de Internet assistida” nestes casos?
publicado por Júlio Moreno às 20:03
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Mais uma vez mão amiga me...

. Um tristíssimo exemplo de...

. A greve como arma polític...

. A crise, o Congresso do P...

. O PRESIDENTE CAVACO SILVA

. Democracia à portuguesa

. ANTÓNIO JOSÉ SEGURO

. Cheguei a uma conclusão

. A grande contradição

. O jornalismo e a notícia ...

.arquivos

. Setembro 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Maio 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Junho 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

.favorito

. Passos Coelho: A mentira ...

. Oásis

.links

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO

.subscrever feeds