Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Com a audácia de tentar imitar Saramago…

Eu sou eu e com isto me apresento e escrevo não me canso de escrever desde que comprei ou alguém me deu já não me lembro esta máquina infernal que se chama computador mas o que eu ponho nele são só ideias porque escrita tá quieto q’isso ele não sei lá muito bem mas deixemos lá é como se soubesse e nós cá estamos para ler e reler e reler o texto procurar entender o que está escrito ou não isso não importa mas sim chamar-me nomes ou ter-me em grande apreço como fica bem aos letrados inteligentes que a escassa minoria de quem sabe ler se julga ser que eu cá não sou nem quero sê-lo porque se o fosse acho que ninguém me iria perdoar por perder tempo a ler e escrever coisinhas como as que a maioria escreve isto a menos que algum desgovernado mental de algum sueco me atribuísse o premio ai que já nem sei o nome mas é Nobel suponho que sim é Nobel de certeza o que inventou a dinamite que já uma vez me atribuiu mas só que o dinheiro esse esgota-se sobretudo nas viagens que teria de fazer à conta dele e para isso teria de por mais palavras no meu misturador para que saíssem mais livros alguns encadernados e outros brochados tudo uma questão de dinheiro e juntamente com alguma propaganda à mistura destas que agora as empresas de marketing fazem tão bem eu conseguisse vender aquilo que doutro modo não vendia e com esse dinheirinho poder viver bem numa qualquer ilha perdida do Atlântico será que é Atlântico ou qualquer outro mar não sei nem é preciso que o saiba basta que esteja rodeado de agua para ser uma ilha e eu poder viver nela só que o dinheiro esse faz-me falta para sair da ilha e ver coisas falar com gente de outros países que cansados de ler livros apreciam o que escrevo porque eu escrevo com a minha mente exactamente com o que as circunvoluções que o meu cérebro tem para me dizer o que por vezes torna difícil a leitura e a interpretação do que escrevo com tanto pormenor minúcia e actualidade que só por isso creio que merecia igualmente o Nobel da Paz que esse foi agora para aquele Obama que não escreveu nada que não fez nada que só falou e comprou um cão português para as suas filhas o que tornou Portugal conhecido na América já que o Cristóvão Colombo esse bastardo se vendeu aos espanhóis para lá ir descobri-la e ficou com as honrarias todas para si esquecendo-se do João Rodrigues Cabrilho que sendo português também se vendeu a quem pagava melhor e lá foi por conta também dos espanhóis que naquela altura tinham uma boa indústria que exploravam tão bem como nós e que era a dos descobrimentos para ser o primeiro na Califórnia e no México que por isso tem uma estátua e honrarias lá por Montalegre enquanto que o Colombo só lhe conheço a casa que tinha na ilha de Porto Santo se calhar porque já não vejo lá muito bem e não sei onde está a estátua dele que isto das ideias e das palavras são como as cerejas a monte numa cesta em se puxando por uma logo vêm muitas todas até se não houver coragem e lucidez bastante para dizer basta que já comi demais e posso vir a ter alguma diarreia e isto agora de ir aos centros de saúde está a ficar bastante mais complicado já que há poucos médicos para tantos doentes especialmente agora com a gripe A que por aí anda a prejudicar tudo e todos e a criar o caos onde o caos já existia o que pode parecer um paradoxo mas não é já que as paredes também se fazem do mesmo jeito pondo tijolos onde outros tijolos já existem uns sobre os outros como aliás tudo na vida se faz pondo coisas umas sobre as outras desde o acto simples da procriação em que o homem se tem de por em cima da mulher ou a mulher em cima do homem que é como cada qual quiser mas que foi a forma como esse Deus que não existe como já o demonstrei dizem que quis que fosse portanto não me venham lá com críticas tolas a dizer que eu isto ou eu aquilo pois tanto o Abel como o Caim foram feitos também do mesmo modo e já me cansei um bocado mas também já mostrei um pouco da minha erudição e cultura pelo que aqui fico aguardando qualquer prémio que queiram dar-me mesmo que seja o da canção que esse sabia-me bem sobretudo agora que os bolsos me vão ficando um pouco mais vazios e se calhar tenho de por o Abraão a matar o Abel em vez de ser o Caim a fazê-lo isto para aumentar um pouco a confusão nas hostes e fazer com que falem de mim que estilo tenho eu e o reconheço sem modéstia terminando por aqui com uma blasfémia bem pouco usual em mim que Deus fique convosco ponto final sem parágrafo porque acabei o que por agora tinha para escrever
publicado por Júlio Moreno às 12:45
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1 comentário:
De contoselendas a 8 de Novembro de 2009 às 02:26
Gostei desta divagação "saramagiana" e com muita originalidade critico-cómica.Diz:"não é já que as paredes também se fazem do mesmo jeito pondo tijolos onde outros tijolos já existem uns sobre os outros como aliás tudo na vida se faz pondo coisas umas sobre as outras desde o acto simples da procriação em que o homem se tem de por em cima da mulher ou a mulher em cima do homem que é como cada qual quiser". as paredes não são paredes se não tiverem, tambem, outros tijolos a seu lado assim como o acto de pocriação não necessita que o homem esteja por cima da mulher ou a mulher por cima do homem, com imaginação ou com o kamasutra ou o Tantra até mesmo a insiminação artificial- porque é que Deus não se lembrou disto e criava primeiro a mulher e fazia um filho seu por este meio, Adão - é possivel a pocriação.:)
Abraços.


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