Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Ao Senhor ...

Acompanho com a atenção que me é possível os seus comentários neste nosso Portugal, mais Horário do que Diário, e posso dizer-lhe, sem lisonja, que perfilho a sua opinião na maior parte das vezes já que se me revela ponderada, esclarecida e lúcida. Um dia cheguei mesmo a vir dizer-lho aqui. Está recordado?
Mas, vem isto a propósito do seu último comentário sobre o panorama bombístico dos últimos dias que vem sendo tratado pelos mídia de forma bombástica e frequentemente bastante irresponsável e, nesta oportunidade, gostaria de acrescentar que assuntos de segurança, e não só sobre o tema bombas, são, por princípio, de natureza reservada, confidencial e secreta não devendo, por isso, suscitar quaisquer comentários ou colocar hipóteses, antes devendo, e quando absolutamente necessário, fornecer às pessoas a informação de que, efectivamente, careçam para sua protecção.
Comentar, especular, falar sobre bombas sem ser em sede própria é perigoso, contraproducente e revela imponderação. O que se passou ontem em Londres foi grave e poderá ser considerado como um “cataclismo da natureza humana” pois, tal como os tremores de terra e as erupções vulcânicas, jamais poderão ser previstos e, consequentemente, prevenidos. Daí que os tenhamos de aceitar como mais um dos males dos nossos dias produzido, apenas, pela civilização que criámos e à sombra da qual vamos vivendo. O progresso, caro Sr. …, faz-se em todas as direcções, tanto na do bem como na do mal, e a criminalidade vem sendo frequentemente usada como bitola de medida para a obtenção de índices de desenvolvimento e de progresso. Impensável, não é? Mas é mesmo assim…
Regressando às bombas, gostaria de dizer ainda que comentá-las em demasia é fazer o perigoso jogo dos bombistas que, neste caso, além de decididos a matar indiscriminadamente colherão dividendos do “estrondo” público que elas fizerem, assim granjeando novos adeptos e mais financiamento. Desprezá-los sem os ignorar será, quanto a mim, a única forma de premiar os seus hediondos feitos.
Continue escrevendo pois continuo a dizer que aprecio a leitura das suas linhas.
publicado por Júlio Moreno às 20:20
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