Sábado, 11 de Junho de 2005

A solução que tarda...

Não sou xenófobo, nunca o fui e a um negro deverei talvez a vida. Sou partidário da solidariedade, da amizade e da sã convivência entre os povos. Sou partidário da liberdade mas sou, igualmente, partidário da responsabilidade e, sobretudo, da competência dos dirigentes que é o que falta, infelizmente, neste país.


As forças de segurança já não são forças. São agrupamentos itinerantes de homens esforçados, abnegados e valentes (que sacrificam ingloriamente as suas vidas) mas desprovidos de ideais e de coesão porque divididos entre políticas sectoriais e liderados, no topo, por incompetentes demagogos, profundos desconhecedores da realidade no terreno e imbuídos apenas de algumas ideias colhidas à pressa nos manuais de ciência política importada do estrangeiro (porque em Portugal não existe!) e desenvolvendo paulatinamente a actividade que escolheram (para a qual, “ab initio” ninguém os votou!) e que nós, pagantes, aceitámos e consentimos sem cuidar de averiguar das suas competências e adequabilidade às funções que exercem (vide Galp e o senhor dr. Gomes!).


Mas aqui trata-se de segurança, senhores, de segurança para nós todos, para os nossos filhos, para os nossos netos... O inimigo está aí. Está aí, presente, diria que omnipresente e em crescendo de número e de força.


Marginais forjados nas amplas liberdades democráticas que, distraidamente, lhes criámos quando os sabíamos nascidos e criados entre guerras fratricidas das suas ditas pátrias de além mar, nunca tendo, em suas vidas, acordado para um dia de paz e de harmonia! Trazem, na testa, colado e bem visível, o rótulo da sua formação: - ausência de princípios, noção empírica da lei da selva, de onde provirão na sua maioria, do vale tudo e de que o que vale e tem peso é apenas e só a força, nunca a razão, a qual desconhecem e nunca se desenvolveu nas suas atrofiadas mentalidades! Há dias eram 5, passaram a 10, a 50 e surgiram ontem como 500! A negros e brancos dos bairros medíocres, juntaram-se drogados e traficantes, alguns mafiosos internacionais que o espaço Schengen vai consentindo. Amanhã serão 5 mil e depois... bom, a natural e inexorável progressão geométrica em que parecem desenvolver-se ditará os novos números, determinando igualmente as já mais do que previsíveis consequências! Os cidadãos são assaltados, as famílias colocadas em risco e a autoridade escassa, sem liderança e sem norte... Surgirão os tiros, as mortes, as caçadas aos bandos, as mortes de policiais e de civis, apanhados no meio da contenda, os julgamentos de fachada, efectuados por juízes imberbes, politizados e incompetentes, prestando preito e vassalagem às leis iníquas, insanas e completamente inúteis que os orientam e que desvirtuam totalmente o fim último para que terão sido criadas.


Os auto-proclamados responsáveis deste país, (e assim os considero porque nunca entendi como foi feita a sua primeira escolha que, depois, só se repetirá!) ainda não entenderam que para tudo é necessário competência técnica e não a duvidosa teórico-partidária que ostentam e com a qual vêm preenchendo os cargos de chefia (vide já citada Galp!). Ainda não entenderam estes dirigentes que a lei se fez para servir os homens e que os homens não existem para servir a lei, dela se tornando escravos mesmo nas suas mais do que duvidosas e aberrantes disposições! Legislam-se disparates como o novo código da estrada e enchem-se de inutilidades as toneladas de papel que diariamente poluem a Assembleia e circulam de comissão em comissão! Os problemas reais são adiados e a intranquilidade e insegurança instalam-se e tomam conta do dia-a-dia dos portugueses ao mesmo tempo que os ditos técnicos se auto-atribuem principescos vencimentos e iníquas leis de reforma (vide Banco de Portugal e uma vez mais a Galp!)…
O Povo já está farto de tibiezas e de mediocridades democráticas. O Povo quer segurança, paz e tranquilidade. Quer competência no poder. Está farto de compadres e de compadrios. Quer ver restituída a autoridade a quem a deva deter na defesa do bem comum. Não quer mais comissões tecnocráticas e despesistas. Quer acção no terreno e competência real. Não quer mais doutores e doutores que talvez o não sejam. Quer líderes e chefes a quem seguir e nos quais possa confiar. Agora quer ver mesmo realidades, cansou-se do palavreado. Quer ver gente capaz a tomar decisões oportunas e correctas nas cadeiras do poder Não quer ver mais ocorrências como as da praia de Carcavelos que tão bem marcou o nosso 10 de Junho! Do senhor Presidente da República e das entidades a quem, em Guimarães, foram distribuídas condecorações, quem se lembra já? Carcavelos e a violência e a desordem que aí imperaram, essa vai estar presente na nossa memória colectiva durante muito mais tempo.


Explique-me que assim não será, quem o possa, queira e saiba fazer…
publicado por Júlio Moreno às 10:53
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