Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Do Portugal Diário da IOL de hoje:

socrates.jpg


“«Com duas ou três semanas assim Sócrates arrisca-se a perder» - “Marcelo Rebelo de Sousa fala de uma semana terrível para o primeiro-ministroPor: /FC 29-06-2009 09: 34 - Marcelo Rebelo de Sousa considera que a última semana foi «terrível» para José Sócrates. No seu espaço habitual de comentário da RTP, considerou que o primeiro-ministro pode mesmo vir a perder as eleições de 27 de Setembro. «Esta semana foi horrível. Se houver duas ou três destas semanas, ele corre mesmo o risco de perder as eleições porque houve sempre coisas mal contadas. Esta foi a primeira mal contada. Primeiro, o número de arguidos no caso Freeport tem subido aceleradamente e cercando politicamente o primeiro-ministro. Pessoalmente não, mas o facto é que presidente e vice-presidente do instituto, que dependiam dele, foram constituídos arguidos. Para além disso, o Ministro da Agricultura disse uma coisa e dez minutos depois o primeiro-ministro disse outra», frisou, a propósito de José Manuel Marques, director da Reserva Natural do Estuário do Tejo. ""


Marcelo Rebelo de Sousa considera que "arrisca-se a perder...". Por mim, eu penso, e definitivamente, que já perdeu.


O que me surpreende é que tenha durado tanto! Que se tenha conseguido equilibrar numa corda tão bamba como tem sido a da sua política de mentiras, meias verdades e embustes (a começar pelos do seu próprio "curriculum" académico onde a nebulosidade é constante e o mau tempo aconteceu por vezes), que configurarão plenamente a novíssima mas consagrada figura jurídica da "trapalhada" em que se apoiou o anterior Presidente Sampaio para dissolver uma Assembleia da República com maioria absoluta, feita por dois partidos, é certo mas que, nem por isso mesmo deixava de o ser, e o actual, com fortíssimas razões para lhe copiar o "gesto", não o fez ainda nem o fará, estou certo, apenas pelo facto de saber que estaria errado e que cometeria, assim, mais um dos maiores atropelos constitucionais que já se viram no País recente.


Mas é precisamente aí que reside a diferença: - na génese do gesto que hoje, como então já acontecia, não resistiria à visível e claríssima parcialidade de uma atitude presidencial que não estamos a ver Cavaco Silva ser capaz de utilizar.


Marcadas que já estão as eleições, que constitucionalmente se cumpra, pois, a vontade do Povo: - então já não cego pela política demagógica de um populismo flagrante e mais próprio de feira do que de Estado - e que tenha a hombridade de dizer nas urnas sob que governo pretende viver; - se no de um que escamoteia a verdade por todas as formas e feitios a que tem acesso, que faz e mantém promessas que nunca teve a real intenção de cumprir, que durante muito tempo se foi acomodando com a desculpa esfarrapada e torpe do verdadeiro estado ("calamitoso" alegou sempre)  em que veio a encontrar o País, como se um candidadto a primeiro-ministro não tivesse a estrita obrigação de o saber já e ao pormenor e não o vir a invocar depois como pretensa desculpa para o que foi todo o começo do seu rotundo falhanço. Sócrates, um mau ministro do ambiente, paladino da co-incineração desaconselhada pelos mais competentes na matéria, mas da qual não abdicava, era já então a lagartixa que nunca deveria ter chegado a jacaré.


O Povo, porém, não o viu assim, acreditou nele, na teatralidade do seu gesto e na demagógica retórica dos seus arrasoados, (e o Povo é, sempre foi e sempre será, um rebanho dócil á espera do pastor que o saiba conduzir - veja-se o passado recente exemplo hitleriano capaz até de o conduzir à quase total aniquilação e morte!) e o resultado viu-se: - uma arrogância política crescente e já fastidiosa e entediante; uma obra meia feita mas em qualquer ponto sempre inacabada; um conflito aberto com quase todas as classes sociais e políticas, inclusivé dentro do seu próprio partido a um passo de cindir-se não fora a intransigemte coragem e sanidade mental e política de um Manuel Alegre e de alguns outros como ele; um dia-a-dia de novas e chocantes notícias onde a moralidade e a ética são tão pouco visíveis que nesessitam de ser constantemente apregoadas (mas não demonstradas até agora, contrariamente ao que pretende o senhor ministro da propaganda - cuja inteligência iluminada das suas parlamentares intervenções vem quase cegando a Assembleia!), enfim, todo um corolário de "trapalhadas" que bem justificariam já outra acção e atitude não fora a verticalidade e a dignidade do homem que tivemos a felicidade e clarividência de, em boa hora, escolher para Presidente.


Assim Deus lhe dê força e ânimo para remar contra correntes e marés pois essas não irão faltar-lhe e serão tanto mais fortes quanto moralmente débeis forem os seus adversários.

publicado por Júlio Moreno às 08:28
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