Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

Do Portugal Diário da IOL:

Foi deste bloco noticioso, que me habituei a ler sempre que posso, que resolvi extrair hoje este artigo que tanto me faria rir não fora a tristeza que  me invade a alma ao verificar que mentes, que poderiam ser brilhantes – direi mesmo, que teriam a obrigação de ser brilhantes -  se deixam deslumbrar pelo fusco brilho das suas ideias – que sentem, afinal, como as mais luminosas do seu “limitado” Universo!

De facto, o artigo que relata as novas conclusões deste cientista, astrofísico – se é que verdadeiramente as retrata e o próprio articulista se não enganou na respectiva interpretação – é tão fértil em “zonas escuras” que não explica, como, em termos de pura lógica, não resiste a uma mera análise de conteúdo tantas serão as contradições que encerra.

Vejamos:

- Porque será que Deus só poderia ter criado o Homem na Terra e não em outro qualquer planeta de outra galáxia que não a nossa, quiçá em época diferente da que se julga corresponder à da nossa criação sendo, por isso, redundantes a criação, por Ele, de outros Homens e de outros Universos para os acolher?

- Se foi o Big Bang o verdadeiro criador do mundo, que teoria científica explicará como foi criado o “B” desse mesmo Big, que o mesmo é dizer o primeiro átomo ou síntese de matéria tirada de um “nada” que terá de ter existido para que algo pudesse ter sido “criado”?

- Que importará à constatação da existência de Deus esse outro planeta que gira em torno de uma outra estrela que não o sol? Quantos mais não iremos conhecer e a girar do mesmo modo quando outros Hubbles que, no futuro, vierem a girar no espaço forem capazes de descortinar realidades muito para além daquelas que já hoje conhecemos ou apenas suspeitamos da sua existência?

- Quando afirma que, a verificarem-se determinadas circunstâncias, seria possível conhecer a mente de Deus, parece não entender que esse mesmo facto, longe de provar o que quer que seja em Seu desabono, mais confirma a Sua existência de verdadeiro Criador e só nos vem revelar um pouco da sua “imodéstia" intelectual ao admitir que poderia penetrar a mente de Deus sem ser ele mesmo o Deus que nega existir?

Será que Stephen Hawking reviu bem o que escreveu e criteriosamente observou a argumentação factual que descreve e na qual se apoia, humildemente se desapegando, como ser humano e falível que é, da ciência estritamente “física” e palpável em que será perito mas que nunca logrou, desde Kant, descobrir a verdadeira essência do que será a “Razão” e daí a sua “Crítica da Razão Pura”?

Segue a transcrição do artigo e muitas, muitas folhas em branco que desde já ofereço nesta Internet, cujo limite serão os “giga-mega-bites” das máquinas que venham a utilizar e que não terão fim, para quantos me quiserem ler e me possam ou queiram vir elucidar aqui aquilo que, para mim, permanece, desde sempre, incompreensível e só alcançável com recurso ao que ninguém soube ainda explicar mas que existe em muitos milhões de pessoas de há mais de dois mil anos: - a Fé!

Segue o artigo em questão:

 

“Cientista britânico garante que não foi Deus que criou o Universo

“Stephen Hawking considera que a prova que sustenta o argumento é o facto de ter sido observado um planeta que girava em torno de uma estrela distinta do Sol

Por Redacção - data  02 de Setembro de 2010 às 14: 23

“O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, esta quinta-feira, a publicação de um novo livro onde exclui a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário daquilo que defendia numa teoria anterior.

“Da mesma forma que o darwinismo já tinha, no passado, rejeitado a necessidade de um criador no campo da biologia, também o conhecido astrofísico britânico argumenta agora - numa obra que em breve estará nas bancas - que as mais recentes teorias científicas rejeitam o papel de um criador do Universo.

“Stephen Hawking afirma que o Big Bang - a grande explosão que originou o mundo - terá sido uma consequência inevitável das leis da física, o que contradiz a teoria que o cientista tinha defendido no passado, no livro «Uma Breve História do Tempo», publicado em 1998 e rapidamente transformado num êxito de vendas.

“Nessa obra, Hawking sugeria que não existia qualquer incompatibilidade entre a existência de um Deus criador e a compreensão científica do Universo, chegando mesmo a afirmar que se a comunidade científica chegasse a descobrir a teoria completa, tal «seria o triunfo definitivo da razão humana» já que, nesse altura, «seria possível conhecer a mente de Deus».

“No novo livro, intitulado «O Grande Desígnio» e que estará à venda a partir de 09 de Setembro, precisamente uma semana antes da visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha, o astrofísico sustenta que a ciência moderna não deixa lugar à existência de um Deus criador do Universo.

“O cientista considera que a prova que sustenta o seu argumento é o facto de ter sido observado, em 1992, um planeta que girava em torno de uma estrela distinta do Sol. Hawking alega que essa observação comprova a possibilidade de existirem outros planetas e universos. O que significa, em seu entender, que se a intenção de Deus seria criar o Homem, estão os restantes universos seriam redundantes.””

publicado por Júlio Moreno às 18:07
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