Sábado, 25 de Setembro de 2010

Do Portugal Diário da IOL:

DO PD da IOL:

 

"Passos diz que não voltar a conversar a sós com Sócrates

«Nunca pensei ter que dizer o que vou dizer», confessou

Por: / CLC  24-09-2010  21: 51

 

 

"O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira aos jornalistas em Ponta Delgada, Açores, que não voltará a reunir com José Sócrates sem que estejam na sala outras pessoas que possam «testemunhar» a conversa.

Foi com muita estupefacção que ouvi a reacção do primeiro-ministro e nunca pensei ter que dizer o que vou dizer, que não haverá nenhuma outra ocasião no futuro em que o líder do PSD volte a conversar em privado com o primeiro-ministro sem que existam outras pessoas que possam testemunhar a conversa», frisou o líder social-democrata.

Passos Coelho referia-se à reacção de José Sócrates sobre a existência de condições prévias nas conversas que mantiveram para encontrar soluções para ultrapassar a actual crise.

"O presidente do PSD escusou-se a fazer mais comentários sobre o assunto, alegando que «as pessoas já estão suficientemente assustadas e desorientadas com o que se tem vindo a desenvolver à volta da questão da crise económica e do OE», reafirmando apenas que «o PSD entende que um bom orçamento para o país deve ser conseguido sem penalizar mais as pessoas».

São as pessoas que estão a pagar mais impostos, não é justo que o Estado as queira penalizar com mais impostos porque não faz o que devia fazer, que era emagrecer as despesas do Estado», afirmou.

"Esta sexta-feira, José Sócrates admitiu que se orçamento não for aprovado, o Governo demite-se .""

Comentário

Quem aqui se tiver acostumado a vir-me ler – e serão poucos, creio eu – deve pensar que me move qualquer ressentimento ou espécie de sanha contra o nosso primeiro-ministro – o nosso primeiro, como ouso chamar-lhe em memória dos saudosos tempos da minha vida militar! Deve pensar mas está errado, profundamente errado, pois a verdade é que não move.

Como simples ser humano, que ainda julgo ser, nada de pessoal tenho de contra ele a quem não tenho sequer o “desprazer” de conhecer! Como homem preocupa-me tanto como aquela pessoa desajeitada com quem nos cruzamos na rua e de quem, sem que nada ou quase nada o justifique, levamos um encontrão ou até uma ou outra palavra de ressentimento por algo que, sem querer, lhe tenhamos feito e, com isso, prejudicado. Como homem é-me indiferente, completamente indiferente, cabendo, talvez, naquele indiferenciado lote das pessoas que me não serão simpáticas a uma “primeira vista”. Isso sim, isso será verdade. Mas nada mais do que isso.

Porém, o que me vem movendo contra o nosso primeiro, como que me obrigando a escrever aqui o que tenho escrito é, pura e simplesmente, a minha qualidade de cidadão deste País, a educação que de meus pais recebi e o que a vida, ao longo do seu já extenuante e pedregoso percurso, me tem ensinado, e ensina ainda, a despeito da minha idade (74 anos) e da natural propensão que tenho para a credulidade, o que me tem valido já muitos amargos de boca e mais me revolta quando me sinto enganado.

 O que me move é apenas o facto – e, dadas as circunstâncias, não sei já se bom se mau! – de ter nascido português de credo e raça, transmontano de cepa e aprumado de raiz. O que me move é o facto – do qual nunca me poderei apartar – de ter servido um homem íntegro, indefectível amante da sua Pátria, valoroso e destemido como os de antanho, com quem tive a rara felicidade, privilégio e honra, de conviver de perto, mas tão crédulo e crente na verdadeira solidariedade humana que, tal como eu, facilmente se deixava – como deixou – enganar: - o Marechal António de Spínola!

E é exactamente por ser assim, simples e crédulo, sempre com uma esperança, ao acordar, no dia que amanhece, que me revolta assistir sem nada poder fazer - a não ser isto que faço – para impedir que a mentira e a arrogância oca vençam, a falta de escrúpulos e o compadrio continuem a campear e ditar leis neste meu pobre  País.

 Por isso escrevo linhas como estas. Por isso busco, bem ao contrário do que poderão pensar, notícias que me alegrem, me dêem esperança e confiança para os derradeiros dias de uma vida que vai já longa. E, quando as busco, pelas manhãs, neste jornal diário da Net ou as ouço nos noticiários com que, consoante a cor e a filiação política, as rádios nos atordoam os ouvidos e as consciências, são boas notícias, esperançosas notícias as que espero ouvir e não aquelas que vêem sendo objecto destes meus escritos que nada disto é de ciência própria ou geração espontânea, como sabem.

Porém, e ao invés do que pretendo, que vejo eu? Notícia de criminosos com várias cores de colarinho, de crimes e mais crimes violentos, consequência de um Shengen sem prévia e aturada preparação!, de ardis, de manhas e artimanhas de “chicos” espertos que proliferam hoje em Portugal – a minha gente não era, nunca foi assim! – e que enriquecem não se sabe como e se vão enchendo de “ar e vento” e não só sem quase nunca estoirarem e, o que é bem pior, que este Povo, na sua esmagadora maioria, continua a emagrecer, cada vez mais magro, papalvo e crente, deixando inexoravelmente que outros nele se apoiem não para se não afogarem – o que talvez se justificasse pelo mero instinto da sobrevivência - mas para poderem “ver longe”, mais longe, cada vez mais longe… a milhas e milhas de distância os paradisíacos “offshores” com que sonham no seu dia-a-dia!...

publicado por Júlio Moreno às 08:54
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