Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Será?

Será que o que venho escrevendo neste meu “blog” não vem merecendo o “calor” e o “apoio” de um mero comentário, favorável ou desfavorável, concordante ou discordante nem, ao menos, o, quase favor, de um “no comments”!?

Bem sei que ele só foi divulgado por um muito restrito grupo de amigos e que o não terá sido ao comum dos cidadãos que a ele não terá acesso! Mas esse foi, exactamente, o meu propósito até porque confiava – e confio - nesses amigos junto dos quais o divulguei!...

Será que as ideias que aqui vou expressando não são merecedoras de qualquer análise, de um comentário de apoio ou de contestação? Será que a forma como escrevo é demasiadamente prosaica ou, pelo contrário, se mostra de tal modo elevada e complexa que logo suscita as maiores hesitações ao seu comentário?

Será uma questão de comodidade ou de (como hoje se usa dizer) autêntica “iliteracia” ou ainda de completo desprezo e desinteresse pelos temas “vivos” que, por aqui, vou abordando?

Pois saiba, quem me lê, que também sou capaz de escrever sobre “futebol” – mesmo gostando que este desporto evoluísse mais para “headbol” – e que os temas “moda” – sobretudo pelo “conteúdo” – feminino -  que modela o tecido que os estilistas apresentam – de forma alguma me são indiferentes! Só que me tocam mais a alma e despertam o meu ser os assuntos sobre os quais disserto – ou pretendo fazê-lo… - que são os que creio palpitantes na maioria dos portugueses, sobretudo daqueles a quem lhes tremeria a mão acaso sobre os mesmos escrevessem!

Meus filhos – e são três – vão preferindo o “facebook” e as “fofocas” – passe o brasileirismo - de que, por ali, se vão alimentando;  os “concertos de hoje” que, fora honrosas excepções, para mim não passam de monstruosas organizações de ruído, seriamente prejudicando quer as pessoas quer o ambiente. Poluição sonora contra a qual as leis não se aplicam desde que obtidas sejam as necessárias licenças camarárias…

Ficaria por aqui debitando os meus queixumes todo o dia, os quais, por certo, se resumirão à desambientação que vou experimentando e que, a cada hora que passa, inexoravelmente, me vai afastando já da vida que ainda vivo se lhe não obstassem a noção do “oportunidade” que, felizmente, ainda conservo e que, em certos casos, não aprendi ainda a saber calar…

Presunção!?... Será! Mas o que é também verdade é que “presunção e água benta cada um toma a que quer”…

publicado por Júlio Moreno às 11:42
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2 comentários:
De contoselendas a 10 de Outubro de 2010 às 00:01
Olá, pessoalmente acho que não é que suas palavras não mereçam a atenção. As pessoas por vezes não opinam porque são assuntos das quais não estão dentro de todos os factos para se achar capazes de dizer algo contextualizado. Certamente é mais fácil falar de "coisas" como o futebol pois são assuntos de discussão, de paixão, onde toda a barbaridade é possível, não é preciso pensar ou contextualizar-se.Tal reflecte que grande parte da população Portuguesa é "analfabeta" a assuntos que obriguem a raciocínio a reivindicação de direitos, etc.
Vive-mos num mundo onde temos medo e preguiça de pensar.

P.S. No meu blog também tenho poucos ou nenhuns comentários. :)

Abraços

Contoselendas


De Júlio Moreno a 11 de Outubro de 2010 às 02:16
Mais uma vez obrigado, Contoselendas ", fiel companheiro e a quem eu tão pouco tenho ligado ultimamente ! Compreendo o que diz mas não posso concordar em absoluto pois, se virmos os comentários que enxameiam as notícias do IOL verificamos que "as gentes" não estarão assim tão por fora dos acontecimentos a que por aqui aludo... Penso que o facto se deva mais à falta de graça com que escrevo, talvez ao estilo que é o que tenho, o que levará a que, quem me leia, tenha um certo medo de mim! Medo , estranha palavra e estranha sensação mas que talvez se aproxime mais da realidade do que pensa... Um grato abraço.


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