Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

DO IOL DESTA MANHÃ:

 

Economia

“Prémios de dirigentes sobem, funcionários recebem menos

“Instituto da Segurança Social reduziu prémios de desempenho para trabalhadores e aumentou verba destinada aos cargos dirigentes PorJudite França  2011-01-05 10:00  

“O Instituto da Segurança Social decidiu reduzir os prémios de desempenho para os trabalhadores e aumentar a verba destinada aos cargos dirigentes. - Numa deliberação a que a Agência Financeira teve acesso, e comparando-a com dados de 2009, é possível determinar que no ano passado a dotação orçamental para cargos dirigentes chegou aos €78.402,06, quase mais 16 mil euros do que há dois anos. - Mas em compensação, no item relativo a «restantes trabalhadores», a verba para prémios de desempenho caiu mais de 186 mil euros. - Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos, ficou «surpreendido» com esta informação: «Quando se discriminam os operacionais do serviço e se valorizam só os dirigentes, mal vão as organizações». -O Instituto da Segurança Social tem 11 720 trabalhadores e, destes, 425 dirigentes e 462 com funções de chefia [num total de 887 que estão inseridos no item de cargos dirigentes], optando assim por atribuir a 7,57% dos funcionários prémios de desempenho no valor de €78 402,60 e aos restantes trabalhadores, que são 92%, €399 043,76. -Para o STE, não há dúvida de que esta é «uma visão gestionária distorcida, que não aponta para bons resultados com a necessária motivação de todos os trabalhadores e não só dos dirigentes». -A «clivagem» entre dirigentes e funcionários é penalizadora sobretudo porque o objectivo dos prémios é «valorar o desempenho, algo que é além da função», sublinha Picanço. Ou seja, a ideia não é aumentar o gap entre diferentes funções: «Todas devem ser devidamente compensadas». Questionado o Ministério do Trabalho e Segurança Social, e tendo esperado um mês para obter um comentário do Governo, a Agência Financeira viu-se forçada a optar pela publicação desta notícia sem incluir as respostas do ministério.””

Sobre este assunto diz ainda o CDS:

“CDS: promoção de chefias é «vergonha nacional»

“Pedro Mota Soares critica aumento dos prémios a altos cargos na Segurança Social quando são exigidos ainda mais sacrifícios aos portugueses PorRedacção  VC 2011-01-05 17:00

“«Uma vergonha nacional». É desta forma que o CDS-PP encara a promoção de chefias em institutos da Segurança Social. Isto numa altura todos os portugueses vão ter de apertar ainda mais o cinto.  -Prémios de dirigentes sobem, funcionários recebem menos - Numa declaração política no plenário da Assembleia da República, o deputado Pedro Mota Soares afirmou que a Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, merece «um prémio» por «defender o indefensável».- «É uma vergonha nacional, quando se exigem sacrifícios a todos os portugueses, criar situações de excepção em que se promovem em barda chefias com efeitos retroactivos», afirmou o líder da bancada parlamentar do CDS, citado pela Lusa. - Mota Soares revelou ainda que em 2010 o Ministério do Trabalho «aumentou os prémios para as chefias ao mesmo tempo que retirava os prémios aos trabalhadores». - As críticas não se ficaram por aqui: a ausência de esclarecimentos às empresas e trabalhadores por parte da Segurança Social sobre o novo código contributivo também foi alvo de comentários do deputado. - «Entre o código contributivo e a sua regulamentação que só foi publicada esta semana são 376 artigos que nem ninguém sabe como se aplicam, nem a própria Segurança Social». Mota Soares lembrou ainda que o partido propôs o adiamento da entrada em vigor desta legislação.””

 

Gostaríamos de nos poder abster de fazer quaisquer comentários a notícias como esta – o que vimos conseguindo de há uns meses a esta parte!, cansados, que estamos, de “malhar em ferro frio" (como bem diz o nosso Povo) – mas não poderemos, contudo e hoje, deixar passar em claro mais este autêntico escândalo nacional! Mais um, porque tantos já são que já lhes perdemos a conta!

Mas não ficaremos por aqui já que ontem, ao fim da tarde, pude ouvir na rádio, Antena 1, se não erro, a notícia de que a supressão dos cargos de “Directores-Adjuntos” da Segurança Social, cargos de estrita natureza política, já que funcionalmente serão absolutamente dispensáveis – tal como comentava o noticiarista - e funcionando parasitariamente no quadro das inúmeras burocracias deste novíssimo estado em que nos encontramos – de um Portugal que, de improviso em improviso, vai recuando mais e mais e diariamente se afundando neste lodaçal de desgoverno em que vivemos há anos!, a supressão desses cargos daria para pagar o abono de família àquelas mesmas famílias a quem o mesmo acaba de ser cortado no Orçamento de Estado para 2011.

Estas as notícias que hoje mais me impressionaram neste constante corrupio de fantochadas a que se vem prestando a nossa “sagrada economia”, guiada pela incompetência de um governo já inqualificável e que, quando não era ainda uma ciência e se limitava ao “deve e haver” dos livros de capas pretas manuseados pelos "mangas de alpaca" de então, nos deixava ir vivendo razoavelmente e  sem servir de abundante pasto a quantos dela se vão alimentando e, pelos vistos, muito bem!

De vergonha, de triste vergonha esta época e este destino que vivemos e que, se não for atalhado em tempo útil, muito em breve nos irá conduzir inexoravelmente ao abismo do qual já não haverá homens que de lá nos tirem já que de palacianismos estamos fartos e precisamos de gente de outra têmpera, ou seja, de homens de barba rija.

publicado por Júlio Moreno às 10:22
link | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Mais uma vez mão amiga me...

. Um tristíssimo exemplo de...

. A greve como arma polític...

. A crise, o Congresso do P...

. O PRESIDENTE CAVACO SILVA

. Democracia à portuguesa

. ANTÓNIO JOSÉ SEGURO

. Cheguei a uma conclusão

. A grande contradição

. O jornalismo e a notícia ...

.arquivos

. Setembro 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Maio 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Junho 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

.favorito

. Passos Coelho: A mentira ...

. Oásis

.links

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO

.subscrever feeds