Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Há por aí uns jornais e uns jornalistas…

Sem pretender, - longe disso! – imiscuir-me em assuntos que me não respeitam, como sejam as notícias e os “media” que, por escrito, as transportam para o domínio público, decidi discorrer hoje um pouco sobre dois títulos de jornais que algo me vêm incomodando de há algum tempo a esta parte e dois dos erros mais comummente proferidos pelos nossos jornalistas.

Refiro-me, como bem por certo já terão percebido, aos jornais “OJE” e “DESTAK”, ambos gratuitos mas cuja gratuitidade, salvo melhor opinião, lhes não dará o direito de passar por cima dos mais elementares preceitos da língua que lhes dá forma e corpo e muito menos de assumirem os seus erros como “liberdades poéticas” já que de poético nada terão, como infelizmente não têm hoje as nossas vidas, espartilhadas que se encontram entre as mentiras da política e as gravíssimas dificuldades da sacrossanta economia que a tudo e a todos governa neste mundo!

Com efeito, a continuarmos assim, e a termos ilustres jornalistas – hoje denominados, salvo erro, “comunicadores sociais” – a continuamente errar na dicção no plural de acordo lamentavelmente se equivocando entre “acórdos” e  “acordos” e a confundirem  o termo “moral”, que, (segundo o Grande Dicionário Universal da Língua Portuguesa, na sua versão informática 2.0, e que normalmente utilizo), como substantivo feminino quererá dizer: - “conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas; costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento; parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo; ética; teoria ou tratado sobre o bem e o mal; lição, conceito que se extrai de uma obra, de um facto, etc., e conduta ético-religiosa); - e, como substantivo masculino terá significado bem diverso já que  expressará “o conjunto das nossas faculdades psíquicas; o espiritual”; - e ainda, como adjectivo, será “relativo aos costumes; dirá respeito à ética; e será relativo ao domínio espiritual”, será que, a continuarmos assim, iremos no bom caminho?

E regressando aos jornais:

- Será que o título de “HOJE” despertaria menos a atenção dos seus possíveis leitores? Influenciaria negativamente a sua pretendida angariação de publicidade? Ou será que, por míngua de recursos, os seus editores terão decidido economizar a tinta que seria consumida na impressão da letra “H”? E se, porventura válidos tais condicionalismos, não será que é bem nefasto o ensinamento dado aos jovens que, muito justamente surpreendidos nos bancos da Escola, se interrogarão quando lhes ensinam que “hoje” se escreve com “h” se aos “grandes” é permitido o cometimento de erros como esse e… sem castigo? Concluindo: - uma tristeza!...

- Quanto ao “DESTAK” entendo que assim se denomine ao abrigo do que diria ser hoje (vêm, com “h”!) uma liberdade informática inspirada, talvez, na poupança de tempo e bateria de telemóveis e que lhes permite escrever “k keres?” quando perguntam à namorada o que é que ela efectivamente quer!

Mas entendo.

Sim, entendo e, tal como Sócrates entende (e estende…) o Magalhães para salvar a Pátria e eu lamento tê-lo como nosso primeiro, não posso, ao fim e ao cabo, lamentar o estado em que, por culpa nossa, se encontra este nosso pequeno mundo no qual viajamos hoje à velocidade da ilusão, que será semelhante à da própria luz e sem tempo de olhar, apreciar e, diria mesmo, venerar, as belas e pequenas urzes que, ainda alegremente, crescem e vão florescendo, açoitadas por inclementes ventanias, por entre as pedras rudes das nossas serranias e onde, felizmente, a civilização do homem ainda não chegou e onde só a obra de Deus ainda prevalece!...

publicado por Júlio Moreno às 12:12
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