Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Decidiram que o dia de ontem era dia de reflexão…

Pois bem, eu reflecti. Passei mesmo o dia a reflectir e o resultado dessa minha reflexão foi sempre o mesmo: -  o vago, o vazio, o zero!

Sabia-o já de há muito e hoje, lá por volta da hora do almoço, irei votar. Lá estarei junto da mesa de voto a colocar o meu voto livre, consciente e convicto. Lá estarei a cumprir o meu dever cívico.

Mas não vou votar em consequência da reflexão que ontem fiz (já passa da meia noite e, portanto, hoje já é amanhã…). Não, não vou votar por isso.  

Vou votar na sequência das sucessivas reflexões que, ao longo dos dias de vários anos de venturas e desventuras, de verdades e de mentiras desde esse longínquo dia em que, tendo começado por respirar ar puro cedo deixei de gostar dos cravos, venho fazendo, de tudo concluindo não pelo que quero mas sim pelo que não quero. Isto é, vou votar no que não quero e vou fazê-lo com uma cruzinha apenas… (é preciso habilidade!...).

Não quero o meu País objecto do escárnio e da risota internacional e muito menos de quem hoje se julga e crê dono da Europa e dos europeus como essa tal senhora Merkel, vinda do Leste e que só chegou a este lado depois de derrubado o muro que a mantinha cativa física, química e ideologicamente.

Mas isso a mim pouco me importa porque eu, não obstante por cá viva há muito mais tempo, continuo a não ser europeu. Nunca o fui e nunca o serei – é curioso que o diga agora quando, pela idade que tenho, já bem pouco tempo me restará para querer ser o que quer que seja…

Porém, enquanto por cá ando e Deus me for deixando andar quero que saibam que não sou europeu, que não acredito na Europa que não enxergo mesmo para lá dos Pirinéus a não ser nos raros momentos em que lhe passei por cima nas múltiplas viagens aéreas a que o meu dever de ofício me obrigou durante os trinta e tal anos da actividade a que, de alma e coração, me votei esperançadamente e pelas notícias que de lá me chegam de uns tais Napoleões e Hitleres que por lá andaram a matar uns quantos…

E foi nisto tudo que ontem reflecti.

Bem vistas as contas e lendo o que acabo de escrever vejo que, afinal, nada disse e que apenas amontoei palavras como se - tal como às vezes digo - tivesse pegado num dicionário e o tivesse entornado aqui deixando que este amontoado de palavras dele caíssem tendo eu somente dado um jeitinho aqui e ali para que, equilibrando-se umas ás outras, parecessem que eu teria querido dizer o que não quis nem disse afinal. Talvez uma moderníssima obra literária destinada talvez aos espíritos mais eclécticos que, porventura, a leiam!

Terá sido este o resultado de tanto ter reflectido ontem?

publicado por Júlio Moreno às 00:31
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2 comentários:
De Coelho a 23 de Janeiro de 2011 às 12:14
Toca a sair do quentinho e ir colocar o Coelho na cartola!


De Júlio Moreno a 23 de Janeiro de 2011 às 15:23
Caro amigo: - Não sei de que "roedor" se trata mas como sou amigo de vários - apenas enjeitarei o da Madeira cujo augúrio não se me afigura bom, mas que admito possa ser engano meu! - agradeço-lhe o seu inócuo comentário e informo-o de que deixei o quentinho lá pelas onze e meia da manhã e que por volta da uma já estava de regresso a este meu canto onde uma escalfeta me vai aquecendo os pés enquanto escrevo. Fique descansado que eu não faço parte dos 13% (creio que ouvi esse número ainda há pouco na TV ), dos 13% abstencionistas que, optando pelo quentinho, do preço da electricidade se vão esquecendo... por enquanto! Bem haja e um bom domingo.


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