Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Acabo de receber um e-mail

Quando terminarão estas coisas assombrosas e muito especialmente a passividade de muitos e a desfaçatez de alguns com que são encaradas, recebidas e aceites e o “dolce fare niente” que sempre se lhes vem seguindo em nome da sagrada “democracia” que vivemos e da “estabilidade das instituições” que, a ser neste momento perturbada, poderia fornecer importantes armas aos nossos inimigos exteriores situados nas tão proclamadas “agências de rating”?

O e-mail recebido e cujas fotos que o acompanhavam não fui capaz de aqui reproduzir (porque não sei como transpô-las do arquivo PDF para este de textodo Word – perdoem-me esta informática ignorância!…), mas, dizia eu, o e-mail recebido é por demais evidente e escandaloso para que o possa ou deva, como cidadão que sou, deixá-lo passar em claro por mero comodismo pessoal.

Trata-se, como não podia deixar de ser, de mais uma “trapalhada” – chamo-lhe assim para não lhe chamar outra coisa e também porque, desde Jorge Sampaio, que o termo terá passado a fazer parte do nosso lexico político – da responsabilidade do nosso inocente e cândido primeiro (recuso-me a chamar-lhe ministro bem como a aceitar que façam qualquer confusão menos própria e respeitável com os primeiros-sargentos de qualquer dos ramos da Forças Armadas aos quais aqui, e porque com eles privei largos anos, deixo o preito da minha homenagem pessoal e o reconhecimento pelo muito que sempre me ajudaram).

Reza assim o e-mail que passo a transcrever:

“PARA NÃO ESQUECERMOS NUNCA QUE TIPO DE GENTALHA NOS ESTÁ A GOVERNAR..

“Sei que os portugueses são muito distraídos e dão pouca importância aos pormenores. Dão mais importância a qualquer matraquilho do futebol do que a assuntos sérios.

“Mas é bom que guardem este ficheiro nos vossos documentos, para se lembrarem daqui a uns anos deste triste acontecimento que vai fazer parte da nossa história.

 (segue-se uma foto que não consigo reproduzir aqui)

“Sabem, sou uma pessoa relativamente atenta. E tenho algum treino visual para reparar nos pormenores. Ontem, ao anunciarem a existência de um segundo certificado de José Sócrates, abri o respectivo PDF, entretanto disponibilizado pelo Jornal "PÚBLICO". Não me detive nas classificações. Verifiquei que o documento estava datado ( 96/08/26), assinado pelo chefe da secretaria e.... como sempre, os meus olhos detiveram-se em dois pormenores sem importância: no papel timbrado da Universidade Independente, no rodapé, entre outras informações, constam o endereço (físico e electrónico) e os números de telefone e de fax ( 351 21 836 19 00 e ). Só que,... em 1996, os números de telefone não apresentavam os indicativos 21, 22, 290, mas sim, 01, 02, 090... etc, como aliás, pude confirmar (a alteração só foi feita em 31 de Outubro de 1999).

 (nova foto não reproduzida por idênticas razões).

“Um pouco mais à frente, consta ainda, um código postal composto por sete algarismos (1800-255), o que é deveras estranho, uma vez que só em 1998 começa a ser utilizada esta nova forma de indicação.

 (mais uma foto).

“Conclusão: o certificado parece ter sido emitido, não em 26/08/1996, mas em data posterior a 31 de Outubro de 1999. O problema ("o maior dos problemas") reside no facto de o Gabinete do primeiro-ministro já ter esclarecido, que a data válida era mesmo a do certificado que se encontra na Câmarada Covilhã."

“Esta ultrapassou largamente as minhas expectativas...de tão elementar que é!!!..."

"Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar,recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenado aos iluminados que bolsam certas leis."

“Barra da Costa””

Leram? Viram bem como, mais uma vez, o Povo tem razão quando afirma que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo?

Atentaram bem no que leram e na gravidade do que é dito aqui por este criminalista que tanto aprecio pela frontalidade com que sempre trata os problemas e que, talvez por isso, já de há muito não aparece nos “écrans” da TV?

Este caso faz-me lembrar a história daquele atestado médico (ao que suponho) apresentado em Tribunal e passado com data muito anterior à data de água constante do papel selado em que havia sido escrito!

Acham que o País pode continuar indiferente ao que se passa, apenas se mostrando contristado e contrafeito perante o que acontece e vem a lume e, em voz baixa continuando a coleccionar anedotas sobre tal personagem e que cautelosamente – não vá o diabo tece-las! – vão passando entre os amigos?

Acham que este silêncio e inacção nos dignifica e que seremos mais tarde condecorados pelo civismo e magnanimidade demonstrados?

Não, concidadãos, não! Deixemo-nos de cortesias e de belas palavras com tantos “Vossa Excelência” que já enojam! É tempo de dizer basta e de juntar acção ás palavras de revolta e de repúdio que possamos proferir e de correr de facto com a cambada que vem destroçando as nossas vidas e se vem simultaneamente rindo da figura de parvos que, ao consenti-los no poder, político e/ou económico, de dia para dia e cada vez mais vimos fazendo…

Foi para isso que se fizeram as eleições democráticas desta democracia em que os entendidos dizem que vamos vivendo mas que eu insisto em traduzir não pela democracia igual a “vontade do povo” mas sim por democracia “vontade do demo”…

Um voto pela imediata destituição deste governo em plebiscito nacional e extraordinário e pela responsabilização efectiva de quantos pactuam com estas vigarices quando não vivem mesmo à custa delas! … Mas um voto em que se vote e não haja abstenção porque esta, longe de demonstrar repúdio pelo que quer que seja  - e o anonimato não garante a gratidão do povo para o abstencionista e está muito longe de valorar os motivos por que o faz: - comodismo, vingança, desinteresse, fracasso inconfessado?,  e só enfraquece os motivos pelos quais essa mesma abstenção se pretenda afirmar.

publicado por Júlio Moreno às 11:17
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