Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Moção de censura...

Já se sabe como é que o PSD e o CDS vão votar a moção de censura do Bloco de Esquerda – para já só anunciada pelo seu líder, o qual, ao que julgamos saber, já começa a ser contestado no seu próprio partido, tantas e tão voláteis têm sido as suas afirmações políticas.

No entanto, preocupa-me o CDS, bastante mais radical à direita e, por vezes tão radical que se chega mesmo a confundir com a própria esquerda e, como é sabido, por vezes os extremos tocam-se...

Mas já sabemos, dizia eu, que, numa opção verdadeiramente democrática e patriótica (se bem que eu só acredite na democracia quando o Povo é culto, o que, mau grado meu, não será propriamente o nosso caso, e o nosso proclamado patriotismo, como tantas vezes tem sido demonstrado, não irá para além do próprio umbigo) e para que o País não caia, mais fundo ainda, neste abismo “socratiano” (neologismo a registar, não acham?) onde se encontra, mas onde se poderá afundar ainda muito mais se tal moção vier a ter vencimento, ambos os partidos, com especial relevância para o PSD, irão optar pela abstenção, assim fazendo ruir e desvanecer-se a catástrofe que, sobre nós, logo cairia por parte e para gáudio da agiotagem internacional que, ora com violência ora de mansinho, se vem preparando para nos sugar o pouco sangue que ainda resta neste corpo bastante maltratado.

Além disso, o "chumbo" da moção terá ainda o mérito de fazer o governo beber, até à última gotícula do cálice, do seu próprio fel e do qual queria, por pura e incompetente arrogância moral e política, fazer beber ao próprio Povo.

Todavia, neste presumido e mais do que artificial impasse, que só servirá para alimentar os sempre sequiosos jornalistas e os novos profissionais do criticismo político – os politólogos - outro palavrão da nova língua que me faz eriçar um pouco a pele, além dos pobres escribas como eu -  o que me surpreende mais e que, bem vistas as coisas, já não me deveria surpreender! é a atitude de manifesto pânico que o nosso primeiro manifestou no seu último discurso onde, juntando o seu habitual e repetitivo gesto (até parece linguagem gestual!) à sua sonora e muitíssimo bem articulada e "colocada" palavra, (ouve-se no extremo da plateia e no extremo do País) mas nem por isso mais verdadeira e que, a convencer alguém, será só a si próprio que convence, deu ao País, que ainda julga governar, uma tristíssima amostra do seu apego ao poder isto muito para além de nos pretender ainda fazer crer que acredita nas ideias que tanto proclama!...

E o curioso, o curiosíssimo mesmo, é que, mesmo assim, vai tendo apoiantes, isto a avaliar pelo conjunto de conhecidas personalidades que, captados pela indiscreta câmara da televisão, tivemos oportunidade de ver enquanto discursava! Mas não, acho que nem todos serão seus apoiantes e que estaremos, nós mesmos, a fazer uma tremenda confusão e, muito provavelmente, a tomar a nuvem por Juno e que quem lá estava a ouvi-lo está-lo-ia apenas para: - primeiro, ver para crer, como São Tomás; e, segundo, ver como e por que forma deveriam, muito em breve, reformular o partido corrigindo-lhe o rumo e trocando definitivamente a vogal com que erradamente tem vindo a ser descrito, isto é, e como já por vezes tenho dito: - trocando o “u” actual, pelo “o” que é como correctamente se deverá escrever a palavra “socialismo” e “socialista”!

publicado por Júlio Moreno às 15:00
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